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Atenção fãs de Heroes: Tim Kring está perdido

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Tim KringNo dia 17 de novembro, uma reportagem do site IGN.com contava o que aconteceu em um painel sobre Heroes no 2008 Screenwriting Expo, que aconteceu em Los Angeles há duas semanas. O painel deveria ter originalmente a presença do trio de produtores Tim Kring, Jeph Loeb e Jesse Alexander. Mas só Tim Kring compareceu – os outros dois, como postamos no início do mês, foram demitidos do elenco da série antes do evento (leia aqui).

O painel contou como o projeto de Heroes começou, da necessidade da rede NBC de ter um drama serializado, como Lost e 24 Horas. Vindo de um “procedural drama” (uma série policial com episódios fechados), Kring não imaginava o tamanho do trabalho que teria pela frente:

O que eu estava pensando?

Aliás, Kring pareceu mesmo saudoso mesmo dos tempos de Crossing Jordan, e comentou aquele que seria o seu sonho para Heroes – livrar-se dos grandes arcos e trazer histórias fechadas:

Eu gostaria de fazer uma versão mais fechada em si de Heroes. Eu acredito que o show precisa se modificar para sobreviver. Eu acredito que o formato serializado está se tornando um grande problema para as emissoras de TV.

No painel, Kring narrou alguns problemas de produção e das escolhas feitas pela produção. E ele mesmo percebe o ponto onde a série se perdeu, ao término da primeira temporada:

Eu estava fascinado com a premissa original. E, uma vez que essa história original terminou e os personagens já não tinham mais questões sobre o que aconteceu ou mesmo dramas existenciais, as questões passaram a girar apenas sobre a trama, e aí ficou particularmente difícil para eu me conectar.

Kring reclamou de não ter controle sobre o elenco:

O problema é que você trabalha com uma série de questões, onde a série e os negócios estão conectados. A emissora se apaixona pelos personagens, a audiência se apaixona pelos personagens, a imprensa se apaixona pelos personagens. E então, fica contratualmente difícil colocar pessoas a bordo por um breve período. Você precisa escrever para personagens que imaginando que eles poderão partir.

Hayden Panettiere em LostDepoimentos como este são uma clara confissão, de que o produtor não domina a sua obra e perde controle sobre os novos elementos a medida que eles vão sendo introduzidos.

Um exemplo foi quando ele se referiu ao uso do poder de regeneração de Claire, a personagem da atriz Hayden Panettiere, para salvar outros personagens através de seu sangue:

Isso nos deu liberdade e depois estragou tudo. O que geralmente acontece em uma série como essa é que com freqüência você fica preso – você usa um recurso que se torna muito fácil de usar. É com uma arma muito afiada. E então você precisa fazer com que ela perca o fio novamente.

Kring admite que tem culpa e quese pudesse teria agido diferente nos bastidores:

É muito difícil ser amigo e colega de trabalho ao mesmo tempo em que se é chefe. É uma batalha constante. Eu era um chefe muito relutante.

Parte do tempo ele admite ter desperdiçado com coisas secundárias ao núcleo da série, como as tais “cross promotions”, que o fez se dedicar a outras mídias, que não a televisão:

Eu provavelmente deveria ter delegado mais responsabilidades antes, assim não teria levado tanto tempo para outros aprenderem.

Kring também aproveitou o evento para recomendar a platéia a evitar trabalhar roteiros que usem a viagem no tempo como tema:

Eu aconselho todos a evitarem. Este é um campo minado que fará sua mente explodir. Apenas fará você ficar maluco. É algo que eu tentei usar com uma certa quantidade de regras – não podemos mudar o futuro a não ser que você possamos voltar atrás. Esse elemento é uma das coisas que têm sido muito complicadas para nós. (…) Nós vamos tomar um pequeno hiato disto (o tema da viagem no tempo) pelos próximos 12 episódios.

Agora a pior parte. Para Kring, parte dos problemas enfrentados pela série (que incluem a queda de audiência) seria culpa do momento que vive o mercado, tomado por múltiplas formas de distribuição de conteúdo. Ao abordar o tema, Kring cometeu um disparate:

(Histórias serializadas são) uma forma muito complicada de contar histórias em redes de TV atualmente, em razão do advento dos DVRs e da transmissão streaming. A fórmula exige que você esteja diante da TV. Mas agora você pode assistir na hora em que você quiser, onde você quiser e como você quer ver, e todas estas formas são melhores do que assistir quando vai ao ar. Então, assistir ao vivo virou coisa de bobos e imbecis que não sabem como assistir de uma outra forma melhor.

Ao chamar uma significativa parcela de telespectadores de bobos e imbecis (a tradução é minha para a palavra “dipshit”), a matéria, restrita ao jovens leitores do IGN ganhou outra proporção e passou a circular na rede.

O crítico de televisão da revista Times, James Poniewozik, foi um dos que abordou o assunto, criticando o produtor da série. Segundo Poniewozik:

Sim, você pode culpar a tecnologia pela perda de todos os telespectadores inteligentes de suas séries. Você pode tentar relançar o seu seriado de uma forma completamente diferente daquela na qual ele foi concebido. Ou você pode tentar, você sabe, não pisar na bola. Um ou dois arcos de histórias que não pareçam ridículos poderia dar certo com os bobos e imbecis.

Depois da paulada, Poniewozik deu sua opinião sobre a questão das múltiplas plataformas:

A crítica baseada na idéia que o DVR e o streaming tornam mais difícil acompanhar dramas em série e tão ridícula que eu me recuso a acreditar que Kring acredita nisto. Eu reconheço, ok, que existe o de sentimento que as plataformas alternativas estão derrubando a audiência ao vivo e estão tornando mais complicado fazer dinheiro com publicidade. Mas dificilmente elas limitarão dramas serializados. E DVR, streaming e assistir DVDs são exatamente o que há de mais atraente para que os telespectadores consigam assistir dramas serializados.

Ele conclui o artigo dizendo:

Sejam quais forem os problemas que Heroes tenha, a culpa não está nos DVRs, mas nela mesma.

Nesta segunda-feira, dia 24 de novembro, Kring emitiu um comunicado, pedindo desculpas por chamar os telespectadores que assistem TV de bobos e imbecis.

Eu gostaria pedir minhas sinceras desculpas por uma frase atribuída a mim que está circulando pela Internet. Ela foi dita enquanto eu tentava explicar o crescimento da audiência por DVR e online da série. Eu estava comentando que estas plataformas oferecem uma forma superior de assistir ao seriado (sem comerciais, com conteúdo extra, comentários, quando o telespectador quiser, etc.) E eu continuei dizendo que estamos chegando no ponto onde “assistir ao seriado ao vivo está relegado aos pobre bobos e imbecis que não sabem como programar seus DVRs”. (Ou algo perto disto). Foi uma tentativa insensível de ser “divertido” e expressar meu ponto de vista. No lugar, saiu apenas uma declaração mal educada e estúpida. Eu percebo como soou, mas eu realmente nunca quis dizer nada negativo de nossa audiência. Ninguém se importa mais com os fãs do que nós em Heroes, e ninguém os aprecia mais do que eu. Nós somos muito gratos a todas as pessoas que assistem o programa. Agora mais do que nunca. (…)

Errar a mão na produção e nos roteiros, lidar com uma audiência em queda, colocar a culpa nas novas mídias, sonhar que a solução para Heroes são histórias fechadas e ainda ter que se retratar publicamente por uma declaração infeliz? Realmente, nunca foi tão difícil a vida de Tim Kring.

Com informações do IGN.com, do blog Tuned In e do The Hollywood Reporter.

Séries citadas:

É jornalista, pós-graduado em Jornalismo Digital pela Pucrs e trabalha com produção de conteúdo para Internet desde 1995. É editor de internet do Jornal do Comércio, de Porto Alegre. Fundou o TeleSéries em agosto de 2002. Na época, era fã de The West Wing, The Shield, Família Soprano e Ed. Atualmente é viciado em The Good Wife, NCIS, Game of Thrones e Parks and Recreation.

43 Comments

  1. Davi Garcia

    Por que será que eu não me surpreendo mais com as confissões do Tim Kring? Se esse cara tivesse um pouco de dignidade prometeria nunca mais escrever nada na vida. Do jeito que Heroes ficou, só começando do zero para tentar arrumar, mas isso a NBC não fará.

    Eu me esforcei para ignorar os erros e absurdos que a série cometia, mas cheguei ao limite da paciência no ep 3×04 quando desisti de vez dela. Como comentei à época, tenho muita inveja de quem consegue seguir acompanhando a série sem ficar frustrado ou mesmo com raiva do que vê. Heroes tinha todos os elementos para ser uma série boa, mas infelizmente caiu nas mãos de gente incompetente e se perdeu. Alguém ainda acha que tem salvação?

  2. Ana

    Sejam quais forem os problemas que Heroes tenha, a culpa não está nos DVRs, mas nela mesma.
    Concordo totalmente.

    Heroes começa com episódios bons que te fazem ter a VONTADE de acompanhar a série, só que no meio… ela se perde totalmente. Sério, eu simplesmente cansei de ver vários episódios onde não acontece absolutamente nada. Ou então, quando acontece… dura um bloco apenas (quem não se lembra do episódio em que o Peter salva a Claire… em que tivemos que aturar meia hora de pura enrolação?).

    Davi
    Não, não acho que tem salvação.

  3. Henrique

    O Tim Kring é um idiota.
    Conseguiu estragar Heroes, que tinha tudo, mas TUDO pra ser uma série de primeira.
    Demorou (e muito) pra ele admitir que está perdido. Essa declaração dele sobre quem assiste ao vivo e ainda colocar a desculpa da audiência da série nos DVRs é patética.
    A série não tem salvação e espero que esse cara não escreva mais nada na vida. Bom, se escrever…passarei longe, muito longe.

  4. Fabio Peixoto

    Tim Kring começou a se perder quando começou a fazer Heroes, que se levarmos ao extremo, é um plágio de si mesmo.

    Tim Kring era o produtor de “The 4400”, seriado sobre 4400 pessoas que são abduzidas da Terra ao longo de 50 anos e voltam todas juntas de uma vez, cada um com um “superpoder” diferente.

    Só que 4400 era série de mid-season, apenas 13 eps por temporada e num canal (USA) onde a pressão por audiência certamente era bem menor. E ainda assim ia muito bem. Claro, ajudava bastante o fato de ser realmente inédita e principalmente, muito bem feita, com roteiros bem mais “redondos”.

    Eu ainda estou assistindo Heroes mais pra ver no que vai dar, mas há tempos que já não perco o sono esperando e nem discuto mais os episódios com os amigos.

  5. Cesar Adriano

    E eu que achava que Heroes mostraria a Smallvile como se trabalha heróis em uma série.

    Perdeu todo o prestígio já na 3. temporada!!!!

  6. Fernando dos Santos

    “Por que será que eu não me surpreendo mais com as confissões do Tim Kring?”(2)

    O Tim Kring segue confessando sua incompetência na condução de um drama serializado e a cupula da NBC teima em mantê-lo no comando da série.Não dá para dizer o que é pior.

  7. Thiago

    O cara ficou de quatro… De quatro!

    Eu sabia. Aquela de colocar Heroes como melhor drama foi viagem demais no primeiro ano. Tinha coisa bem melhor naquela temporada. E com orgulho, larguei no 2º ano, pois depois da empolgação inicial, cansei.

    E pros fãs de Heroes, que ainda ficam insistindo em defender a série: o próprio criador falou tudo isso! Ele tá perdido! Produtores estão sendo demitidos!! Tá uma porcaria!!!

    Peter tem tantos poderes que é fuderoso (só tendo amnésia mesmo), o sangue de Claire que cura gente (pronto, ninguém mais morre) e Hiro controlar o tempo (mais Deus ex Machina impossível) são daquelas coisas que… tipo, qualquer situação é fichinha pra eles. Aí perde a graça

    Ah, e se Kring não sabe fazer história com histórias envolvendo eventos futuros, problema dele. O pessoal de Lost tá se saindo muito bem, obrigado.

  8. Ve

    Eu gostaria de apresentar o Sr. Kring a um jovem produtor de nome Eric Kripke que, apesar de algumas inevitáveis escorregadas (afinal, ninguém é perfeito) e orçamento infinitamente menor do que Heroes, tem conseguido há quatro anos não só manter, mas melhorar a qualidade de sua child, Supernatural.

    A principal diferença talvez seja que Eric sempre amou histórias serializadas, e o show que ele criou e leva à frente é exatamente o que ele idealizou.

    Ele, e todos os envolvidos na criação da série, são apaixonados pelo projeto e isso claramente se reflete no resultado final.

    Então não adianta choramingar, dizer que não entendia do assunto (porque como o Fábio mencionou, ele já tinha experiência de The 4400), colocar a culpa nas mídias alternativas, na incapacidade de ser chefe e amigo, no público. O ideal é reconhecer o que realmente deu errado, não repetir o erro e seguir em frente.

    Supernatural season 4!

    Obs.: Eu assisti Heroes assiduamente durante sua primeira temporada. Não somente isso, mas apresentei a série a vários amigos. Eu confesso que tentei assistir à 2ª temporada, mas a série já não conseguia me prender. Fui assistir à estréia da 3ª (hábito que tenho de assistir o início e o final de temporada de praticamente tudo) e minha primeira reação foi – mas eles não disseram na segunda temporada que reconheciam os erros cometidos e não iriam repeti-los? Por que os estão fazendo de novo, então?

    Triste decepção.

  9. Ta.

    Esse Tim Kring é burro ou retardado?
    Coitado gente que ele nunca mais fale na vida dele mesmo, as desculpas públicas adiantaram nada ele realmente chamou todos de bobos e imbecis, era o que faltava.

    Heroes tinha tudo para ser ótimo ficar ali perto de de Lost e 24hrs mesmo, mas os escritores se perderam completamente no desinrolar da história e não conseguiram desenvolver o seriado complexo que proporam até mesmo porque dá pra perceber pela entrevista dele que ele simplesmente é um QUADRADO.

    Salvação? Pra começo de conversa demitam esse Tim, que se não sabe falar em público arrume um Relações Públicas para não dar um vexame desses.

    Outra culpa do DVRs? Da Internet? Então a Internet e os DVRs surgiram só na terceira temporada? Poupe me, poupe. Ele só falou abobrinha.

    “Sejam quais forem os problemas que Heroes tenha, a culpa não está nos DVRs, mas nela mesma”.(3)

  10. Ta.

    E graças a Deus parei na segunda, já não conseguia acompanhar e pelo jeito não recupera mais, triste a primeira temporada foi muito boa.

    Essa de série serializada não dá certo foi a piada do dia, podiam parodiar ele lá no American Dad.

  11. Junim

    Eu apresentaria o Joss Whedon pra ele e alguns episódios de Buffy, mas talvez ele não tenha capacidade necessária pra entender.

    Uma boa série se faz com personagens e estórias plausíveis, e não com um fiapo de história que se desenvolve em uns poucos episódios (é, eles se esquecem que uma temporada tem em média cerca de 20 episódios, e não 5 ou 6).

    E fãs de Heroes que me desculpem, mas a série nunca sequer chegou a ser boa. Desde a 1a temporada é de uma pretensão sem limites e a falta de criatividade nas temporadas seguintes só atestou o obvio.

    E francamente, se a série vai mal é porque não tem um bom enredo. Se Supernatural, OTH, Buffy e até Gossip Girl conseguem melhorar através das temporadas, por que com Heroes seria diferente?

  12. Diego Cardoso

    “a série nunca sequer chegou a ser boa. Desde a 1a temporada é de uma pretensão sem limites e a falta de criatividade nas temporadas seguintes só atestou o obvio.”

    Concordo. Somente comecei a assistir Heroes porque era uma produção de Tim Kring, unicamente. Desisiti no episódio 10. E olha que eu adoro a Kristen Bell, mas nem ela me faz passar pelo suplício de assistir sequer um episodio de Heroes.

    Tim Kring somente produziu algo de bom uma vez na vida: CROSSING JORDAN. O envolvimento dele com Heroes o fez afastar de sua primeira série, que acabou cancelada sem um final digno, após 6 TEMPORADAS no ar, pela desgraçada da NBC.

    Então, na boa, quero que Tim Kring, NBC e, principalmente, Heroes, que se danem!!!!!

  13. Rubens

    Do meu canto, eu so posso sonhar e torcer para as producoes serializadas como Lost e Heroes, com historias em arco que levam uma temporada inteira para serem encenadas, nunca façam realmente sucesso na tv americana (a despeito de uma ou outra excecao).

    A coisa mais bacana das producoes americanas sempre foi o fato que cada episodio de seus seriados tem inicio, meio e fim. “Arco” é coisa para durar uns 3 episódios, no máximo, e mesmo assim oferecendo outra historia completa e fechada em cada um dos episodios que compõem o arco, para agradar a quem só quer ver um episodio.

    A tv americana, muito mais rica em recursos e ideias, nunca fez novela no horario nobre, como a pobre tv sul-americana adora fazer. Eu nao suportaria ver os americanos caindo no mesmo buraco décadas depois. Por isso torço para que essa ideia de “producoes serializadas” nunca vingue e seja sempre um fracasso, com audiencias em queda em todas as producoes que adotarem essa prática, a meu ver, equivocada.

  14. douglas

    sem defender heroes e tim kring. mas os telespectadores, críticos e o mundo todo criam expectativas demais em cima de um show e qdo algo n sai como eles querem o mundo desaba. pra mim, seriado tem q servir de passatempo (mas tb n engulo qlq coisa), n como estilo de vida. eh por isso q toda hr tem gnt se decepcionando com seriados (lost, heroes, smallville e por aí vai…)

  15. leoff

    Sem ofensa, mas o que determina a qualidade de um programa é seu roteiro. O formato (serializado x tramas fechadas) não tem nada a ver, ambos são passíveis de crises criativas ou estagnação. Da minha parte, não agüento mais séries policiais com início, meio e fim; é tudo a mesma coisa de tanto que foi utilizado. Várias das melhores séries da atualidade usam a serialização de alguma forma: Mad Men, The Shield, LOST, Supernatural, True Blood, In Treatment, etc…

    Usar novela brasileira como comparação é falacioso, pois os americano têm até hoje suas soap operas, que fazem muito sucesso e não interferem na produção de seriados. A diferença é que os americanos têm a cultura de produzir seriados, enquanto no Brasil estamos engatinhando nesse hábito.

  16. Kate

    Tenho orgulho em dizer que parei de ver Heroes aos 4 minutos do 1º episódio da 1ª temporada. Notei já, ali, que ia ser uma enrolação só de coisas totalmente sem nexo e inverossímeis. Vejo agora que não perdi nada . Me dá pena dos atores que devem estar achando tudo uma merda mas precisam continuar com cara de paisagem por causa de profissionalismo e emprego.

    Mas afinal ninguém comentou. E o Brian Fuller? não é ele que vai assumir o comando?

  17. Cristiano (Highlander_Master)

    Eu também larguei nessa temporada, depois do episodio 3, mais ja tava querendo largar desde a segunda temporada… FIcou muito, mas muito chato mesmo. E é como falaram, era uma série que tinha tudo pra dar certo…

    E outra, hj a gente reclama pacas de Smallville, porém as 4 primeiras temporadas foram muito boas, e o começinho da quinta também. Começou a se perder quando mataram o pai do Clark… Aí o roteiro ficou desastroso, a historia parece uma novelinha que dá odio…

    Mas po!! Ficou 4 temporadas com boa qualidade!!! Heroes não aguentou o folego nem na primeira, que ja cambaleou ali. Entre Smallville e Heroes, por mais que tenha todos os problemas, ainda fico com Smallville…

    Pros fãs de Heroes, não vou falar por mal, vou falar até pra preparar vcs pro pior… Comprem uma caixa de lençinhos, pq a série vai ser limada da grade em breve…

  18. Marcelo

    O cara não conseguiu nem segurar uma série como Crossing Jordan que foi caindo muito de qualidade de uma temporada para outra, imagine uma coisa mais complexa como Heroes, perdi a vontade de assistir no começo da segunda temporada

  19. Fernando dos Santos

    “O formato (serializado x tramas fechadas) não tem nada a ver, ambos são passíveis de crises criativas ou estagnação.”

    Concordo totalmente com este trecho do comentário do leoff.
    Battlestar Galactica por exemplo é um drama serializado e sempre coleciona elogios.

  20. Thiago

    Rubens, pode tentar continuar com sua cruzada e dizer que séries que falam(falariam) de um tema só é coisa de novela, mas… temos bons exemplos de que elas ainda não entraram em decadência.

    E (nada, nada contra, não me interpretem errado) copiar o formato de CSI, com histórias fechadas em um episódio, é atestado de incompetência. Ficar nessa mesmisse, de copiar sem criar não rola comigo.

  21. alessandra

    gente, larguei heroes nos primeiros 15 minutos do primeiro episódio da terceira temporada. com tanta coisa boa pra se ver (mad men, true blood, dexter – embora mais fraquinha q as duas temporadas anteriores, mas vale -, broters & sisters)achei que não valia a pena insistir em algo que parecia, agora, tão sem graça.
    mas também é muito fácil chutar cachorro morto na estrada. não conheço nenhum fã ou blogueiro de séries hoje que elogie os caminhos que esta terceira temporada está trilhando. embora acredite que a terceira temporada está ruim, não descarto uma melhora. oras, lembrem-se da primeira temporada. é uma série cheia de personagens cativantes, com muito potencial para histórias boas (lembrem-se da primeira temporada, repito) e a primeira a transportar para TV, com mega sucesso de público e de crítica, idéias que só estávamos acostumados a ver em HQ, de heróis com super poderes lutando para salvar o mundo.
    sou grata a heroes por toda a primeira temporada e pelo oitavo episódio da segunda, Four Months Ago. Ainda acho que peter,hiro e claire são grandes personagens com chance de virar o jogo na trama, e devo voltar a ver os episódios dessa temporada, agora q mad men e true blood entraram em recesso.
    não sejam tão rápidos em atirar pedras, senhores. as coisas podem mudar muito rápido no mundo das séries.

  22. Mauro

    Para mim o Tim Kring foi bastante sincero. E não acho que ele deu descuplas efarrapadas. Ele exemplificou uma série de fatores que prejudicaram o andar da série e ADMITIU que perdeu o controle da história e dos personages e se perdeu. Agora o povo, pega uma fala, tira do contexto para esculaxar a pessoa. E como tem escritores e produtores famosos aqui no teleséries, né? Como existem pessoas aqui com autoridade e competência para pedir a aposentadoria do Tim Kring do mundo do entretenimento. Será que alguma dessas pessoas conseguiu manter no ar por sete anos uma série como aconteceu com Crossing Jordan? Acho que não!!! Um pouquinho de respeito e humildade da parte de vocês não cairia mal.

  23. Mauro

    Acho engraçado que todo mundo enche a boca para falar mal do Tim Kring, mas não vejo ninguém falando do J.J. Abrams. “Felicity” era um saco. Pelo menos eu não aguentava aquela historinha chata. “Alias” eu amava de paixão, mas todo mundo sabe que ele acabou com a série nas últimas temporadas com aquela história de Rambaldi. Eu só assistia pelos personagens porque a história em si estava cada vez mais inverossímel. A série durou menos que Crossing Jordan e olha que não terminou antes porque ele percebeu que estava na hora. Foi porque não dava mais mesmo. A audiência era péssima e a história totalmente sem nexo. “ELE TAMBÉM SE PERDEU”. E “What About Brian”, que durou uma temporada. Uma bosta, que não foi para frente. E “Six Degrees” que também não vingou. Sem falar em “Cloverfield”. Que coisa ridícula foi aquela? Tenho muito medo do que vai ser de Star Trek. Ainda mais depois que ele declarou que nunca assistiu as séries, nem os filmes, porque não gostava, preferia Star Wars. Vamos falar de Fringe. Novo Arquivo X? Acho que não. É outra que vai de mal a pior. E Missão Impossível 3? que foi um fracasso sem tamanho de bilheteria? Mesmo com isso tudo, não vejo ninguém falando nada. Às vezes, eu tenho a impressão que todos vcs são fãs convictos de Lost. E que esse é o verdadeiro motivo dessa palhaçada toda. Eu não sou fã nem de Lost e nem de Heroes. Se as duas acabassem hoje não faria a mínima diferença na minha vida. Só que Heroes eu consigo assistir de vez em quando como entretenimento sem compromisso. Já Lost, não tenho a mínima paciência. Ainda mais depois desses hiato de 2 anos, sei lá.

  24. Junim

    Mauro, acho que a questão não é essa. Heroes era um fenômeno, uma série top que caiu tanto, mas tanto, que hoje é só uma seriezinha chata que poucos assistem. A culpa não é só do Tim Kring, assim como não era apenas do JJ Abrams nas séries dele.

    Felicity era uma ótima série, mas perdeu o foco assim que ele começou a se dedicar mais a Alias. Idem com Alias assim que ele “foi” pra Lost. Dizem que Lost perdeu qualidade depois que ele saiu pra se dedicar ao cinema(eu acho que ele nunca foi o verdadeiro showrunner de Lost).

    E Fringe não vai mal das pernas, a cada episódio a série começa a fazer mais sentido, e o padrão fica cada vez mais evidente. Audiência é pura questão de marketing e timeslot. Veja Samantha Who? e tire suas próprias conclusões acima disso. Qualidade já é outra coisa muito diferente.

    PS: Heroes não será cancelada nessa temporada. Mesmo com audiência baixa ela manda muito bem no 18-49. Sempre que DWtS acaba Heroes pega a 1a posição!

  25. Marco

    Concordo com o que o Mauro disse, exceto que Felicity era excelente e Alias tinha muita classe.

    E sim , o Tim Kring tem muita razão em muito do que diz. O cidadão médio adora as séries de procedimento – não é preciso se arriscar na perigosa arte do raciocínio, os episódios são auto-explicativos – , e parece não ter qualquer paciência com séries que fujam desse formato, caso das bacanas MOWE e Dirty Sexy Money. Por outro lado, como explicar Desperate Housewives? A temporada passada foi a série mais assistida da tevê americana…

    Enquanto isso, somos obrigados a aturar bombas como The Mentalist, Fringe e NCIS.

  26. Fábio

    Heroes sempre se manteve na média, uma história superficial que teve vários plots baseados em histórias em quadrinhos, porém ela acabou por sofrer o mesmo mal das HQs, caiu num circulo de clichês com personagens que o autor não tem coragem de tirar da trama e ficou refém do público, devia aprender com séries como House por exemplo que tem o mesmo plot toda a semana só que desenvolve as histórias de maneira mas dinamica.
    Acho que a unica solução para Heroes seria se ele destruisse esse planeta e deixasse o Hiro meio morto voltar ao passado e impedir que o programa fique como está rsrs

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  28. Ângelo Romão

    Ah, se houvesse…

    Ah, se houvesse uma boa “série de super-herói”, com bom desenvolvimento de personagens, diálogos Classe A, subtexto genial e humor extremamente inteligente…

    Ah,se houvesse – em único episódio dessa série – criatividade, comédia, drama e ação, num arco narrativo viciante…

    Ops! Buffy e Angel já existem.

  29. Thiago

    Mauro, concordo contigo não. A gente deve parar de falar sobre a situação pífia de Kring (admitida por ele próprio) e falar de Abrams?

    Por que? É fã de Heroes e quer evitar um assunto óbvio?
    Golpe barato…

  30. Fernando dos Santos

    “Será que alguma dessas pessoas conseguiu manter no ar por sete anos uma série como aconteceu com Crossing Jordan?”

    Mauro,
    Crossing Jordan era uma série de tramas fechadas e o Tim Kring conseguiu de fato conduzi-la muito bem durante suas seis temporadas.
    Com Heroes a situação é diferente.O próprio Kring está admitindo que não sabe conduzir uma produção de trama contínua(serializada).E se ele não tem competência para isto, então é melhor sair e ceder o lugar para outro que saiba como fazer.

    “não vejo ninguém falando do J.J. Abrams.”

    Discordo.Muita gente desceu a lenha em ALIAS a partir do quarto ano e com razão.Lost também recebeu duras críticas no início da terceira temporada.

  31. Fernando dos Santos

    E tem ainda Fringe que vem sendo considerada por muita gente uma das grandes decepções desta fall.A campanha de divulgação foi gigantesca e tendo isto em vista, os índices de audiência conquistados pela série são pífios.

  32. Thiago FLS

    Eu sempre achei Heroes superestimado, e aquela indicação ao Emmy de melhor drama (e pelo medíocre piloto, ainda por cima) foi uma piada de mau gosto. Mesmo assim, a primeira temporada me divertia com suas reviravoltas e tinha um fiapo de lógica por trás da trama.

    A segunda temporada, a meu ver, pecou por tentar repetir a fórmula da primeira, só que com personagens piores. Já a terceira praticamente abriu mão da lógica e parece desesperada para manter o interesse do espectador, abusando de eventos bombásticos e reviravoltas que muitas vezes nem fazem sentido.

    Para melhorar isso, não basta pisar no freio e deixar a narrativa mais focada nos personagens. É preciso ter roteiristas que saibam escrever bons diálogos e relacionamentos, e é aí que um Bryan Fuller ou até mesmo um Michael Green fazem falta. Será que não tem nenhum veterano de Buffy ou Angel dando sopa por aí?

    Sobre J.J. Abrams, o defeito das séries criadas por ele (e não incluam What About Brian e Six Degrees no meio, pois essas ele só produzia) é o baque que elas sofrem quando ele pula fora para se dedicar a outro projeto. Lost só não teve esse problema porque ele deixou no comando dois roteiristas/produtores brilhantes, que estão comprometidos com a série até o fim.

  33. Jener Gomes

    Eu também só estou assistindo para saber o que acontecerá no próximo episódio – a Síndrome da Novela? – tá, para ver onde vai parar.

    Na “segunda temporada” inseriram elementos e personagens ótimos, mas desandaram feio depois, desde então está difícil de aturar o Burrinder & cia. De todos os meus amigos que assistiam só eu estou persistindo.
    O 9º episódio da 3ª temporada me deu algumas esperanças, muita coisa aconteceu, mas o seguinte esfriou.

    “Save the world, save the audience!”

  34. Vinicius Silva

    “Kring também aproveitou o evento para recomendar a platéia a evitar trabalhar roteiros que usem a viagem no tempo como tema:”

    pelo menos ele aprendeu uma lição. Nem tudo está perdido, meus caros.

    mas eu preciso dizer uma coisa: TIM KRING ESTÁ LOUCO!!

  35. Cesar Adriano

    Bom, não sou muito entendido, mas me parece que existe um equilibrio entre as séries com algum arco, que são me menor quantidade, ,mas fazem clássicos da tv, Arquivo X, Lost, 24 hs, BSG… e de outro lado as fechadas, não é a toa que Law & Order está aí ha tanto tempo.

  36. Vinícius Silva

    Bom, o primeiro passo ele já deu: que foi a aceitação…
    isso já é meio caminho anadado
    mas ow, eu concordo com o Leandro:

    CHAMEM O AARON SORKIN!
    ele com certeza daria um jeito rapidinho em heroes. iria matar logo metade dos personagens

  37. Fernando dos Santos

    Eu acho que Arquivo X estava mais para série de tramas fechadas.Ela de fato tinha uma mitologia que foi crescendo e evoluindo periodicamente, mas não consigo enquadrá-la como série de formato serializado no mesmo estilo narrativo de Lost,24 Horas,BSG,Heroes,The Shield e tantas outras.

    Este debate todo em torno de fechado e serializado me fez lembrar de Wiseguy-O homem da máfia.Pra mim aquela foi a série que atingiu o equilíbrio perfeito entre os dois formatos e depois dela não vi nenhuma outra que conseguisse conjugar de forma tão eficaz estes dois estilos narrativos antagonicos.

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  40. Carlos Valdeci Andrade Sampaio

    Pois é, sei lá! O que houve? o que aconteceu? Estou perdido por ir atrás de tudo que me contaram na 1ª temporada. Cadê o Hiro para consertar toda essa lambança…Culpar alternativas??? Pôxa! que feio…Nossa!!!!!!

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