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Spoilers

Spoiler: Resumo da Semana – Monk, The Closer, The Cleaner e Generation Kill

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Cena de Monk

A Spoiler Zone voltou, trazendo reviews das principais estréias da temporada nos EUA. Quer saber como foi a estréia da sétima temporada de Monk, primeiro episódio da série após a morte do doutor Kroger? A gente conta como foi. E os dois primeiros episódios da quarta temporada de The Closer? Estão aqui também.

Temos também review de novas atrações: a série The Cleaner, primeira aposta do canal A&E em ficção, e também da minissérie Generation Kill, produção da HBO que polemiza com a ocupação dos Estados Unidos no Iraque.

Completa a coluna reviews de The Secret Life Of The American Teenager, In Plain Sight, Swingtown e Flashpoint. E quem disse que não tem nada de bom passando na TV americana?

Monk: Mr. Monk Buys A House (7×01)
Exibição: 18/7/2008
MVP: Tony Shalhoub e Brad Garrett

A minha expectativa era alta: o que será de Mr. Monk sem o doutor Kroger?

Sim, assim como Stanley Kammel faleceu na vida real, o doutor Kroger também morreu na série, e o roteiro soube costurar bem a morte do psiquiatra e seus desdobramentos na vida do detetive, desde a primeira cena. No programa, Monk parece mais preocupado com os péssimos (mas quase inaudíveis) sons produzidos pelos alunos da vizinha, professora de piano, e ao arrastar o capitão para investigar um caso aparentemente inútil, acaba comprando impulsivamente uma casa.

Na primeira visita ao novo psiquiatra, o senhor Bell, Monk se recusa a enxergar que a mudança de casa é a sua forma de não lidar com a morte do amigo. E é assim, o episódio tratou de cercar todos os pontos, e construir uma trama bacana, que gera bons momentos cômicos (em especial quando coloca lado a lado Tony Shalhoub e Brad Garrett, somando seis prêmios Emmy na tela). Mas, ainda assim, tudo é um tanto anti-natural. Hellow Paulo Antunes, isto é uma comédia, não é The Shield!

Eu fiquei um pouco decepcionado com o novo psiquiatra, interpretado pelo Hector Elizondo. Ele está para o doutor Kroger, como a Natalie está para a Sharona. Ou seja, ele não carrega consigo nenhuma novidade, nenhum elemento cômico novo. Mas isto é Monk, a série nunca anda pra frente e ainda assim nunca decepciona. (Paulo Antunes)

Cena de Generation Kill

Generation Kill: Get Some (1×01)
Exibição: 13/7/2008
MVP: Stark Sands

É até chato falar que as produções da HBO têm um padrão acima dos demais canais, mas por mais batido que seja tal afirmação, é a pura verdade. Logo nos primeiros 30 minutos dessa minissérie tem uma cena na qual os fuzileiros recebem uma carta de uma garotinha de quatro anos (provavelmente foram os pais ou professores dela que escreveram) agradecendo por eles estarem lutando pelo país, mas pedindo paz. E os comentários dos soldados ao verem a foto dela foi algo do tipo “eu adoro ruivas, adoraria fodê-la”. Sim, parecem uns monstros e durante este primeiro episódio vamos assistindo estes monstros se tornarem pessoas comuns e vice-versa.

A verdade que essas atuais e futuras (ok, talvez as passadas também) gerações americanas foram corrompidas pela força e poder em suas mãos e tão igual às todas civilizações que se tornaram potências, eles se consideram superior aos demais, ou melhor dizendo, consideram os demais inferiores a eles, e acreditem, tem diferença.

Durante o episódio há um momento onde uma brilhante teoria é criada para justificarem as guerras e porque alguns países (como o Brasil) nunca passaram por tais conflitos, com o perdão da palavra, “eles brigam por falta de bocetas”. E até agora foi a melhor justificativa dada pra tentar entender toda essa loucura.

Definitivamente, irei acompanhar essa minissérie e, pra quem quer saber, trata sobre a invasão dos Estados Unidos no Iraque, e mostra o ponto de vista de um jornalista e dos fuzileiros navais americanos do 1º batalhão de reconhecimento (assassinos, como deixa claro no episódio) sobre essa invasão que já faz parte da História mundial. Muito bem produzida, tem tudo para se tornar mais um clássico da HBO. (Paulo Fiaes)

Flashpoint: First in Line (1×02)
Exibição: 18/7/2008
MVP: Enrico Colantoni e Henry Czemy

Devido ao filme O Cavaleiro das Trevas (me recuso a chamá-lo de Batman), meu psicológico ficou muito abalado pra me emocionar com alguma coisa nessa semana, e enquanto lia textos falando muito bem desse episódio de Flashpoint, eu só pensava “alguém é tão bonzinho assim?”

O episódio nos mostra um pai de família passando seus últimos momentos com sua filha quando recebe um telefonema por engano do hospital, avisando que haviam encontrado um coração. Ao descobrir o engano, ele acaba tomando o hospital como refém exigindo para que o coração seja doado pra sua filha.

E esta foi minha crítica, o senhor que estava pra receber o coração precisava dele e não tinha nada a ver com todo esse problema. Por isso, acharia mais real (lembrem-se, estou sob efeito do filme ainda) que no final, o senhor tivesse feito a cirurgia, mesmo até que ele tivesse pensando em dar sua vez, e o pai pudesse entender com o tempo, que ele fez tudo que é possível pra conseguir um coração pra sua filha. E o policial (Colantoni) ficasse com o peso na consciência por ter mentido durante a negociação, coisa que sabemos durante o episódio que não é recomendável, mas que era necessário no momento. Enfim, um excelente episódio, mas menos sombrio (ou realista) do que deveria ser. (Paulo fiaes)

Cena de The Cleaner


The Cleaner: Piloto (1×01)
Exibição: 15/7/2008
MVP: Benjamin Bratt

Eu diria que é uma excelente trama que foi mal conduzida no seu piloto. É interessante assistir um homem que durante uma de suas crises pede uma segunda chance a Deus, e depois disso muda de vida. Parece forçado, mas não é, há casos de pessoa que mudaram por causa da fé, ou família, ou algum outro motivo que eles consideraram importante, alguns para melhores, outros apenas se perderam em novos vícios.

E durante esse piloto de The Cleaner, a esposa de William o questiona em um momento, dizendo que para ele se limpar acabou se viciando em limpar os outros, e sua família continua sofrendo de qualquer jeito.

Os problemas do episódio são que a série poderia aprofundar (talvez faça no futuro) nos plots envolvendo as drogas. E também não entendemos qual a função do grupo de “limpadores”, que profissão é essa? Eles não são médicos, nem policiais, são apenas ex-viciados querendo curar as pessoas, e isso sim pareceu forçado. Admito até que não conheço tal profissão pra saber se é ficção ou real, mas durante o episódio um dos personagens é questionado por qual motivo ele quer fazer parte do grupo, e o episódio termina sem sabermos a resposta.

Além disso, a trama é confusa, e os personagens mal trabalhados, o que podemos até não exigir tanto por se tratar de um piloto. Juntando todos os problemas, parece que a série quer nos conduzir com a mensagem “não use drogas” ao invés de trabalhar os motivos que fazem com que escolhamos tal caminho.

Mas, só de ver a Grace Park (Aka Nº 8, Boomer e Athena de Battlestar Galactica) em um personagem sexy e imaginando que irão explorar mais dela (em todos os sentidos) futuramente, já é um grande motivo pra continuar assistindo a série. (Paulo Fiaes)

The Secret Life Of The American Teenager: I Feel Sick (1×03)
Exibição: 15/7/2008
MVP: India Eisley

Um amigo meu disse que a série conduz o público a pensar de uma forma, e isso é bem verdade. Basta pegarmos o caso do bad boy, a “amigável” e a religiosa. Ele ao invés de ser inconseqüente pelo simples fato de ser imaturo, tem toda uma historia pesada por trás. A “amigável” que a série até trabalhou melhor nesse episódio é a vilã da série, porque garotos e garotas não podem querer ter uma vida mais livre, por assim dizer. E a religiosa é a voz dizendo o que é certo e errado, aborto, mentir para os pais, tudo isso é muito errado.

Bom, mas mesmo com esses problemas, a série cativa, e tem muitos bons plots. Kenny preocupado em dar o primeiro beijo na sua namorada e… Sei lá, por mais fora de moda que pareça ele já dizendo pra ela que a ama, é fácil lembrar dos meus 13 anos quando gostava de alguém e achava que pudesse ter encontrado minha alma gêmea. Ricky ajudando Grace a não ser tão boa filha, e lembra do que eu disse sobre a série conduzir? Para Grace desobedecer os pais foi necessário o bad boy Rick manipulá-la. E a família de Grace e Kenny parecem que vão ficar mais próximas no decorrer da temporada, aliás, o elenco todo está se tornando um grande grupo. (Paulo Fiaes)

Swingtown: Heatwave (1×07)
Exibição: 17/7/2008
MVP: Mirian Shor

Mais um ótimo episódio da mais nova série injustiçada da TV (pelo público) americano. Sério, talvez Swingtown erre por não abordar mais da época, ou porque os pais às vezes parecem liberais demais, mas quem chegou ao sétimo episódio provavelmente já se apegou a todos os personagens, e principalmente com todos os plots.

Nesse episódio tivemos Trina e Tom passando por uma briga e chegando a conclusão que devem ser exclusivos por um tempo. Há de ressaltar que a maneira como eles são honestos um com o outro chega a assustar, e nos faz repensar se um relacionamento aberto afinal não pode ser uma boa. Além disso, tivemos Bruce e Susan cada vez mais distantes um do outro, e com isso ela se aproxima de Roger e Bruce de sua colega de trabalho, Melinda (a lindíssima Rachelle Lefevre).

Mais é de Mirian Shor o principal destaque, alias, é ela o principal motivo de assistirmos a série. A personagem dela é aquele típico personagem que odiaríamos por ser tão, tão… tão ultrapassada (desculpem, não encontrei palavra melhor), mas não, a atuação de Shor é tão forte que por mais que eu desde o começo torcesse por Roger ter alguma coisa com Susan, agora entendo o porque dele ainda ser tão leal a esposa. Como a própria Susan definiu, “Janet é surpreendente”. (Paulo Fiaes)

Cena de The Closer

The Closer: Controlled Burn e Speed Bump (4×01 e 4×02)
Exibição: 14/07/2008 e 21/07/2008
MVP: Kyra Sedgwick

Outra grande série de verão que voltou recentemente foi The Closer (AKA aquele-seriado policial-dos-mais-fodões-que tem-muito-mais-atrativos-do-que-apenas o talento de Kyra Sedgwick)

No primeiro episódio da temporada, Controlled Burn, Brenda investiga um assassinato ocorrido durante uma queimada (fenômeno comum nas áreas florestais da Califórnia) e conta com a inusitada ajuda de Bill Croelick, o piromaníaco (vivido por Jason O’Mara, que será Sam Tyler no remake americano de Life on Mars), para resolver o caso. Com exceção da tensão ocasionada pela interação da protagonista com Bill, não achei grandes coisas esse aqui.

O episódio seguinte, Speed Bump, me agradou mais. Neste, a divisão de Homicídios Prioritários tenta determinar se o assassinato de um ex-condenado foi vingança ou apenas um atropelamento e fuga. O destaque vai para a montagem do ‘teatrinho’ orquestrada por Brenda para que as culpadas dêem com a língua nos dentes o mais rapidamente possível. (Juliano Cavalcante)

In Plain Sight: High Priced Spread (1×06)
Exibição: 6/7/2008
MVP: Mary MacCormack

A série está adquirindo mais consistência nos mostrando a cada episódio que Mary é o que uni sua família. Nos apresentado sempre fatos que moldaram sua família desajustada. O drama policial é só um personagem na história, mas a série gira em torno de Mary e sua vida pessoal, e em como seus casos a afetam.

Neste episódio tivemos a volta de seu primeiro caso como U.S. Marshall e como coincidências podem ser estranhas, mas reais. Ao entrar em contato com os seus dois primeiros protegidos, vem à tona a história do abandono do seu pai a família. Um caso mal resolvido que a transformou na pessoa que é agora. Finalmente Mary tirou a máscara e podemos conhecê-la. Só espero que esse fato não a mude, porque a pessoa que ela se tornou, é o que há de melhor na série. (Bárbara Reis)

Legenda:
MVP é a sigla Most Valuable Player, termo usado pela imprensa americana para indicar o melhor atleta em um evento esportivo. Foi adotada pelos fãs de seriados para indicar os atores que tiveram a melhor performance em um determinado episódio.

Séries citadas:

Os textos assinados pela Redaçao TeleSéries são textos de autoria coletiva ou notícias escritas por um redator anônimo, mas sempre revisadas com a máxima precisão jornalística.

16 Comments

  1. Rafa Bauer

    Paulo,
    concordo em tudo o que vc disse a respeito da Janet (Swingtown). Neste episódio eu passei a achá-la a personagem mais forte da série, até agora.

    Com relação à honestidade do casal Trina/Tom, esse foi o foco do episódio: a sinceridade dele versus a mentira (no caso da Susan e do Roger). E vimos que a honestidade na traição muitas vezes resolve problemas, e que a mentira, mesmo sem traição, pode deixar problemas que só serão resolvidos muito depois…

    PS.: Coincidência não haver review de Weeds nesta semana, justamente quando deixei de ver o episódio… hehehe

  2. Fernando dos Santos

    Gostei dos reviews de Monk,In Plain Sigth,Flashpoint e Generation Kill.Esta ultima eu acho que até merecia virar seriado ao invés de ser uma mini.
    Quando é que sai o review da season premiere de Psych?

  3. Carlos Tubs

    Realmente a premiere de “The Closer” não foi aquilo tudo, mas é legal quando as séries trazem de volta algum personagem de temporadas anteriores. A melhor cena foi a Brenda chegando em casa e encontrando o Croelick, no mais foi regular.

    O seguinte teve uma melhora e graças a Deus deram um sossego para Brenda e Fritz, eles merecem um pouco de felicidade! No mais um episódio regular no qual a Brenda faz suas manobras para resolver os casos.

    No mais é muito bom a Brenda estar de volta, mas como disseram, não é só a Brenda (adorei o título: aquele-seriado policial-dos-mais-fodões-que tem-muito-mais-atrativos-do-que-apenas o talento de Kyra Sedgwick), tem muita gente boa nesse seriado.

  4. Rodrigo

    Eu não achei forçado o final de Flashpoint. Achei bem plausível que alguém já, numa idade avançada como aquele paciente, cedesse seu lugar a uma criança, ainda mais depois de ver todo o desespero do pai.

  5. Rafa Bauer

    Vi o segundo episódio de Flashpoint e a minha crítica é que, se o velhinho já ia dar o coração para a menina, que ja dissesse isso no começo e evitasse todo o estardalhaço que ocorreu. Aliás, seria mais crível se ele cedesse o coração desde o começo e resolvesse a situação…

    Pra mim, o episódio só pecou no final. A ação, os personagens, tá tudo indo bem nessa série..

  6. Albert fagundes

    porque que eu estou lendo o spoiler de Flashpoint???heim???é nisso que dá, e olha que eu entrei pra saber sobre generation kill heim?

    PS: Alguem poderia me falar do que se trata essas series abaixo:

    The Secret Life Of The American Teenager
    In Plain Sight

  7. Thomaz Jr.

    Onde está as crianças de SWINGTOWN? Sei q estão no acampamento, mas pq deixaram eles de lado. Gostava mto deles.

  8. Paulo Fiaes

    The Secret Life Of the American teenager é uma série sobre uma adolescente que ficou grávida, e mostra a relação dela com a familia e com os amigos(paqueras e namorados) na escola… como tenho dito, é uma série pré-teen.

    In Plains Sight mostra uma dupla de policias da U.S marhshall que trabalham no programa de proteção a testemunha, e na verdade a série é mais centrada na policial(esqueci o nome dela), mostrando a relação dela com as testemunhas q ela precisa cuidar e com a sua familia.

    Sobre Swingtown, acredito que foi opção dos roteiristas mesmo, mas acredito que nos próximos eps as crianças estarão de volta.

  9. Lucas "Gandalf" Leal

    Rafa discordo de vc…acho q o cara só resolveu dar o coração pq viu todo o desespero do pai e até onde ele estava disposto a ir por causa disso…
    a quando chegou a hora H ele tomou essa decisão…
    não é uma decisão fácil ou q vc toma em poucos minutos, apesar q tb tive essa reação num primeiro momento (de achar forçado)…mas depois achei válido o final e por isso gostei mto do episódio de Flashpoint

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  12. Frank

    cara em relação a The Cleaner, vc deveria conhecer o programa de recuperação de narcoticos anonimos NA http://www.na.org.br , a serie é baseada no programa de NA, mas não pode citar o nome da irmandade de narcoticos anonimos na serie, essa profição de limpadores não existe , mas em NA as pessoas que estão limpas a mais tempo, fazem esses resgates. e o adicto (viciado), limpo e em recuperação é bem mais conhecedor dos problemas que as drogas trazem do que qualquer medico.
    abraços.

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