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Opinião Preview

Preview: os pre-Airs de True Blood, Pretty/Handsome, Do Not Disturb, Raising the Bar e Leverage

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Nota da Redação: Por mais que os estúdios e canais tentem manter suas novas séries em segredo, isto parece cada vez ser mais difícil. Os episódios pilotos, geralmente gravados meses antes da estréia das séries, acabam caindo na Internet. A temporada 2008-2009 promete não ser diferente. O primeiro piloto a aparecer na Internet foi o de Fringe, a esperadíssima nova série de J.J. Abrams (leia o review aqui). Na seqüência veio o piloto de Life on Mars, que de tão criticado, deverá ser regravado antes da estréia.

Nas últimas semanas caíram na Internet o pre-air diversas outros séries: True Blood, da HBO, Pretty Handsome, da FX, Do Not Disturb, da Fox, e Raising the Bar e Leverage, da TNT. Nossa colaboradora Julia Mathias assistiu a todos estes pilotos e dá sua opinião sobre eles.

True Blood

True Blood

True Blood a nova série de Alan Ball (A Sete Palmos) se passa em um mundo onde recentemente foi criado um sangue sintético, com todos os nutrientes do sangue humano, e por isso os vampiros resolveram “sair dos caixões” como é dito na série. A protagonista da série é Sookie (Anna Paquin, a Vampira dos X-men), uma telepata, humana (até onde dá pra saber pelo piloto), que trabalha como garçonete em um bar e vive uma vidinha normal em uma cidadezinha caipira. Mas tudo muda quando um vampiro chamado Bill (Stephen Moyer) chega a cidade e Sookie se sente estranhamente atraída por ele.

Apesar da série ser da HBO, do criador de uma série incrível como A Sete Palmos, e da protagonista ser uma atriz interessante, a série mostrada nesse preair não é nada boa. O roteiro é clichê, a edição é estranhíssima, os efeitos são trash, os coadjuvantes vão de irritantes a esquecíveis, e as tramas paralelas parecem levar a lugar nenhum.

Fora que a série não se dá ao trabalho de passar ao menos alguns momentos apresentando o seu universo ao telespectador, então você se sente como se tivesse acabado de cair de para-quedas no meio da história, o que é inadmissível em um piloto. A coisa toda parece muito mal acabada e se não for muito trabalhada até chegar a TV a série não tem nenhuma chance. Mas, se fizerem alguns ajustes, uma produção mais cuidadosa, melhor edição e trabalharem os personagens e a mitologia da série pode até ser que saia algo interessante, afinal a premissa da série não é ruim e nós sabemos o que Alan Ball é capaz de fazer, quando quer.

True Blood estréia ainda este ano nos EUA, na HBO, em data a ser definida.

Pretty/Handsome

Pretty/Handsome

E depois de me decepcionar com True Blood, tive a ótima surpresa que é o piloto de Pretty/Handsome. Com uma premissa fácil de levar pro caminho errado, um pai de família que gosta de se vestir de mulher, confesso que achei que a nova série série do Ryan Murphy (Nip/Tuck) não seria das melhores. Mas esse foi um feliz engano. Claro que não dá pra dizer com certeza que a série será ótima apenas pelo piloto, mas tenho quase certeza de que será muito boa. Tudo está certo: o elenco conta com Joseph Fiennes no papel principal e Carrie-Anne Moss no papel da esposa e os dois seguram a série muito bem. Principalmente Joseph que consegue passar toda a angústia de viver entre a alta sociedade e se sentir “diferente”. O elenco de apoio (Sarah Paulson, Blythe Danner, Christopher Egan, Jake Cherry, Jonathan Groff) também não deixa nada a desejar.

Mas não é só o elenco que chama atenção nessa série. A trilha sonora é incrível e a fotografia é daquelas que te faz esquecer que você está, na verdade, assistindo uma série e não um filme. A edição também é maravilhosa, misturando cenas que estão acontecendo realmente com flashbacks ou imagens que só existem na mente dos personagens. E é claro, o roteiro, o coração de uma série, que junta todas esses fatores formando o piloto do que eu acho que vai ser o hit do ano nos canais de TV paga.

A FX ainda não decidiu se irá produzir ou não Pretty/Handsome.

Do Not Disturb

Do Not Disturb

E depois de três dramas, temos uma comédia. Do not Disturb conta a história da equipe de um dos top 10 hotéis em Nova York. Como gerente e alma do hotel temos Neal (Jerry O’Connell) workaholic e completamente obcecado com cada detalhe da organização. Além dele temos também Rhonda (Niecy Nash), chefe do departamento de RH e a parte da chefia que realmente se preocupa com as pessoas. Além disso temos mais funcionários bizarros como Jason (Brando Eaton), o “faz tudo” lindo e burrinho, Larry (Jesse Tyler Ferguson), o gay com problemas de relacionamento, Molly (Jolene Purdy) a gordinha que sonha ir trabalhar no andar de cima e finalmente conseguir mostrar a alguém a sua linda voz e Nicole (Molly Stanton) a anoréxica bitch.

O piloto começa mal, com piadas nada engraçadas e até um pouco racistas, mas ao longo do episódio até que melhora um pouco. O que salva realmente a série é o ótimo elenco, que faz com que nós realmente nos preocupemos com os personagens, porque o roteiro em si cai em clichês constantemente. Ainda não dá pra falar que a série vai ser um fracasso total, mas com certeza algumas coisas precisam ser trabalhadas. Já passou o tempo de sitcoms irem pelo caminho “fácil” dos clichês e piadas prontas, é necessário bem mais do que isso pra uma comédia sobreviver hoje em dia.

Do Not Disturb estréia ainda nos EUA no dia 10 de setembro, no canal Fox.

Raising the Bar

Raising the Bar

Raising the Bar é mais uma típica série de tribunal. Criada por Steven Bochco (Nova York Contra o Crime) a série conta história de amigos de faculdade que agora se encontram em lados diferentes do sistema judiciário. Alguns são defensores públicos, outros trabalham na promotoria e um deles trabalha no gabinete de uma juíza. O protagonista da série é Jerry Kellerman (Mark-Paul Gosselaar), um defensor público apaixonado, que às vezes deixa seus casos influenciarem demais na sua vida pessoal.

Pra mim o problema de Raising the Bar é que ela não mostra ter um diferencial, diante de tantas séries de tribunal que já conhecemos. Parece que a série vai se pautar na dinâmica de ter amigos (e até namoradas) se enfrentando na corte, mas não sei até quando que isso vai sustentar a série. Não que o piloto seja ruim, só é muito normal. Porém não podemos esquecer que muitas séries começam meio devagar e depois se acham. Essa é uma pra ficar de olho, mas sem se apegar muito ou ter muitas esperanças.

Raising the Bar estréia ainda este ano nos EUA, na TNT, em data a ser definida.

Leverage

Leverage

Com o sucesso de filmes como 11 Homens e um Segredo e similares é até uma surpresa que tenha demorado tanto pra surgir uma série no filão de ladrões de luxo cheios de gadgets e planos apertados. E Leverage é justamente isso, mas com um detalhe: eles só roubam os caras maus. Não que todos os integrantes da equipe sejam assim, poços de moralidade, mas o chefe deles, Nate Ford (Timothy Hutton) é, e decide que se eles vão trabalhar juntos, ele escolhe os trabalhos. Além de Nate temos na equipe: Alec Hardison (Aldis Hodge), Hacker; Eliot Spencer (Christian Kane), Especialista em Recuperação; Parker (Beth Riesgraf), Segurança e Infiltração; e Sophie (Gina Bellman), atriz.

A série não é maravilhosa, mas é bem divertida, principalmente porque não se dá ao trabalho de se levar à sério, mas ao mesmo tempo não cai na armadilha de fazer coisas mirabolantes demais. O elenco da série é interessante e tem química, o que as vezes é difícil de ver em uma série logo no piloto. Enfim, não acho que vá ser uma grande série, mas se você gosta de filmes do estilo e sempre foi fã de Robin Hood, provavelmente vão gostar.

Leverage estréia ainda este ano nos EUA, na TNT, em data a ser definida.

Séries citadas:

Estudante de design, é fã de Gilmore Girls, Firefly, Battlestar Galactica e Felicity. Atualmente assiste Sons of Anarchy, Friday Night Lights, Mad Men e Glee.

21 Comments

  1. Paulo Antunes

    Incrível como todo mundo está falando mal de True Blood. É difícil acreditar que uma série sobre vampiros, num canal adulto, possa dar errado. Mas olhando as screencaps fiquei com uma impressão de que tem uma áurea mesmo de John from Cincinatti. O que há com a HBO? Perdeu a mão? Ao que tudo indica o canal não vai ter uma série indicada ao Emmy de Melhor Drama este ano.

    A FX também me parece estar errando a mão, apostando apenas no que é excêntrico. Este Pretty/Handsome parece interessante, mas que não irá muito longe. Eles tinham que fazer mais séries como The Shield e Rescue Me e menos séries como Nip/Tuck.

  2. Felipe

    Pretty Handsome vai estrear mesmo? Acho que o FX não bateu o martelo ainda e a Sarah Paulson já tá confirmada em Cupid, então as chances não parecem muito boas.

    Gostei da série, o elenco é muito bom (o Fiennes travestido deu um mini-show) e o roteiro é bem escrito. Só não gostei das mudanças no tipo de câmera.

    E série de ladrão de luxo teve Smith também.

  3. André

    True Blood tem a premissa mais incrível dos últimos tempos mas a execução é realmente assustadora de tão ruim. Partiu meu coração.

  4. Rafa Bauer

    Esse negócio de manter pilotos em segredo é coisa do passado. Os vazamentos, com toda certeza, partem dos próprios estúdios, tanto como estratégia de marketing, quanto como método para avaliar as críticas que os episódios recebem…

    Vi Life on Mars e achei sofrível. Acho que tem que trocar praticamente todo o elenco. O texto é repetição quase ipsis litteris do piloto original (até enquadramentos de câmera são copiados, reparem, por exemplo, na cena do atropelamento).

    Fringe foi legalzinha, vai ser um Alias mais sobrenatural. Gostei do enfoque que é dado ao paranormal, na série.

    Agora não vi as que foram objeto deste post… pretendo ver neste final de semana True blood (apesar da unanimidade dizer que é muito ruim) e Pretty/handsome (esse eu tô mais empolgado)…

    Talvez eu veja Raising the bar, já que foi Steven Bochco que praticamente criou a forma atual de drama de tribunal (foi na série dele, L.A. law, que começou a despontar David E. Kelley, criador de Ally McBeal, Boston legal, dentre tantas outras… aliás, o Kelley reaproveita roteiros daquela época nas suas séries…)

  5. Julia

    E parece que o Steven andou reaproveitando um personagem do David pra “dar o troco”. O ator que faz o promotor em Raising the bar faz um promotor em Bosotn Legal e os personagens são bem parecidos.

    Quanto a Pretty Handsome, árece que realmente a FX não bateu o martelo ainda, o que é um desperdício com um piloto tão bom. Não entendo como alguém dá uma segudna temporada a Dirt e passa esse piloto.

  6. Mica

    Incrível, mas das séries citadas a única que chamou um tantico a minha atenção foi Leverage, e APENAS pq tem o Christian Kane, que eu amo de paixão.
    Nenhuma delas me deu a menor motivação. Gostei do tema de True Blood, mas depois de você (e outros) dizer que é horrível, nem sei mais. Se bem que sempre vale a pena assistir o piloto, nem que seja para desistir depois.

  7. Paulo Fiaes

    pow,

    tava esperando tanto q true blood fosse boa.

    e HBO n terá série esse ano pq o emmy errou e feio em n colocar in treatment entre os 10 primeiros.

  8. Rafa Bauer

    Acabei de ver Pretty/handsome.
    O melhor piloto que já vi na vida…
    A série vai ser excelente!!!!

  9. Fernando dos Santos

    Eu acho que o Life on Mars americano já começou com meio pé na cova.Das séries inglesas que eu assisti até hoje , acho que LOM é a mais indaptável para a tevê aberta estadunidense.Qual espectador vai aguentar acompanhar por quatrocentas temporadas de 22 ep. cada, uma série totalmente ambientada na mente de um homem em coma?
    O original inglês foi ótimo porque era curto.Os realizadores britânicos perceberam que com essa premissa a série não poderia se alongar.Não entendo com os americanos não conseguiram enxergar algo tão óbvio.

  10. Vinicius Silva

    “e HBO n terá série esse ano pq o emmy errou e feio em n colocar in treatment entre os 10 primeiros.”

    exatamente, Paulo.

    Eu prefiro nem comentar o já ocorrido, porque já me xingaram em outros momentos. De qualquer maneira, essa true blood é mesmo ruim. Na verdade, essas séries de terror tão bem fraquinhas, vide Fear Itself

  11. walber

    Eu não dou mais importancia a série só pelo piloto, sao inumeras as series que eu achei o piloto foda e a série no decorrer foi ficando cada vez pior, e o contrario tmb acontece mt, não gostei mt do piloto mas depois vi que a serie era genial, depois dessas eu não julgo mais a serie pelo piloto.

  12. Pedro Beck

    Pretty/Handsome fará história. É a primeira série que mostrará um protagonista travesti. Isto é o suficiente. Ser boa ou não, são outros 500.

  13. Pingback: Nip/Tuck termina em 2011 » TeleSéries

  14. Josi

    Li o livro da Charlaine Harris, em português “Morto até o Anoitecer”, no qual a série True Blood é adaptada, e achei a estória genial. Acho que as pessoas precisam dar uma olhadinha no livro para perceber que é uma realidade muuuuuiiito diferente, pois tem vários mutantes e a convivência com os vampiros é uma coisa normal. Quando assisti o piloto fiquei bastante decepcionada com a qualidade e os locais estranhos para a filmagem, também achei alguns atores um pouco forçados, mas como amei o livro que tem uma temática bem adulta, é sexy, divertido, tem ação e até um serial killer, vou assistir um pouco mais para ver no que vai dar.

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  17. Ana Maria SAles dos Santos

    a HBO acertou em cheio
    True Blood é muuuiito boa
    é até um pecado os episódios serem semanias, teria d ser diários
    coloquem trailers dos próximos episódios no site para medir audiência
    vai estourar
    a HBO está de parabéns séries ótimas

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