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Opinião Reviews

9mm: São Paulo, primeiras impressões

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Cena de 9mm: São Paulo

Depois de seis anos de cobertura diária deste gênero audiovisual apaixonante que são os seriados de TV, me sinto desconfortável num primeiro momento para comentar um seriado brasileiro, como é o caso de 9mm: São Paulo. Não é que queira nos rebaixar, é pura constatação: existe um abismo imenso entre a melhor produção made in brazil para a mais meia boca das produções americanas e inglesas do gênero. É fato.

Mas a Fox se arriscou e tem o objetivo de fazer um show brasileiro para o mesmo público que já assiste 24 Horas, Dexter e Nip/Tuck, especialmente aqueles que gostam de assistir 24 Horas, Dexter e Nip/Tuck dublados em português. O canal quer a comparação, quer o vínculo e, porque ainda tenho esperanças, talvez queira o nosso feedback e a nossa crítica.

Além disto, a primeira imagem que abre a série 9mm: São Paulo é a logomarca do Ancine, a Agência Nacional de Cinema. O que significa que estamos pagando para que 9mm: São Paulo seja produzida. A série, portanto, não interessa apenas aos meus sentidos, interessa ao meu bolso de contribuinte. Que comece a crítica.

O sentimento ao assistir 9mm: São Paulo é de conflito. A série é cheia de inegáveis boas intenções e também cheia de pequenos pecados. E são tantos os pequenos pecados, que eles vão minando a paciência do telespectador mais exigente. Melhor analisar por partes.

Produção: A Moonshot realmente cumpriu o dever de casa e mostrou que pesquisou muito como se estrtutura um seriado de ação. O que vemos na tela é um piloto bem produzido, coeso, repleto de referências ao que melhor se faz na TV americana (como eles bem anunciaram, a série teria muito de The Shield e 24 Horas, e tem mesmo).

O que mais se nota é uma grande preocupação com as locações, em explorar a paisagem urbana de São Paulo. Aqui cabe um puxão de orelha. Este deslumbramento com São Paulo acaba criando a monstruosidade de misturar centro, bairro, periferia e favela em poucas tomadas. The Shield é super econômica neste sentido, a ação se fecha num espaço geográfico bem definido de Los Angeles. 9mm poderia aprender um pouco com isto. Ao invés de rodar atrás das melhores locações, melhor seria investir num belo cenário para a delegacia de polícia, como The Shield também faz muito bem.

Nas seqüências finais de ação, onde a captação de áudio é ruim (e este é um problema histórico do cinema brasileiro), temos a nossa amiga e odiada dublagem. Se gravar na mata é um problema, que tal gravar em outro lugar?

Argumento: Achei a história do primeiro episódio um bocado frustrante. E era algo que eu imaginava que fosse acontecer. O gênero policial é um gênero esgotado – é só conferir a atual safra de seriados da temporada 2007-2008 nos Estados Unidos, que só emplacou uma nova série policial (Life). As boas histórias já foram todas contadas, mais de uma vez, e aqui estava o grande desafio para a produção.

A proposta inicial de 9mm: São Paulo é muito boa, de ser um programa realista e de colocar na tela policiais tridimensionais. Por isto acaba sendo muito decepcionante ver na tela policiais aparentemente complexos e cheio de conflitos, e uns vilões que são uns bandidinhos sem escrúpulos. A estória acaba se tornando maniqueísta, que é justamente o contrário da proposta inicial. Este paradoxo atrapalha um bocado. Porque não colocar em cena uns vilões mais cheios de nuances?

Acho que, logo lá mais adiante (já que estão sendo produzidos 13 episódios), os produtores vão se dar conta que é dificílimo querer fazer um show realista com histórias fechadas em si, resolvidas nos 40 minutos de duração do episódio. Isto vai obrigar a série a usar argumentos simplórios ou a resolver a ação rapidamente nos minutos finais do episódio, que foi exatamente o que aconteceu aqui.

Roteiro: Este foi o ponto em que mais me decepcionei com a série. Mesmo com o ator Luciano Quirino dizendo na coletiva de imprensa que houve tempo de ensaiar os episódios, os diálogos deste primeiro programa não soavam natural na boca dos atores, especialmente daqueles menos gabaritados. Os diálogos machucavam os ouvidos. Mesmo com os palavrões, que pareciam ter sido introduzidos justamente para que tudo que era dito na tela parecesse mais natural.

Direção e edição: Quer brincar de Nova York Contra o Crime, dispensando o tripé? Okei. Quer brincar de The Shield, com umas tomadas meio esquisitas? Okei. Mas não precisa exagerar. The Shield e Nova York Contra o Crime usavam este recurso mas, por outro lado, são super econômicas na edição, fazendo poucos cortes. 9mm: São Paulo mistura as duas coisas, construindo um piloto visualmente poluído. As excentricidades visuais da primeira temporada de Friday Night Lights são fichinha perto do que foi feito aqui, e isto não é elogio. A cena em que os detetives juntam as peças e descobre que o tal “Urbano” é o responsável por um crime e pode ser o responsável por um segundo é horrível. A câmera fazendo múltiplos travellings velozes de 360º, repleta de cortes, desviando a atenção do roteiro e deixando o telespectador visivelmente enjoado.

A direção acabou sendo muito over – talvez para compensar o fato do roteiro ser fraco.

Elenco: O casting foi preciso ao escolher Norival Rizzo, como o justiceiro Horácio, e Luciano Quirino, como o delegado que adora os holofotes Eduardo, os dois papéis chaves de série. Os dois são ótimos. E só. O resto do elenco, no entanto, está todo sob suspeita, até prova em contrário. Clarissa Kiste, a detetive Luisa, aparece completamente desconfortável no papel, especialmente na hora que manda o marido enfiar tudo “no cu, até sangrar”. É o tipo de cena que não sei se a culpa é do ator ou do diretor, que não percebeu na hora que o ator não está em sintonia com o texto.

Os coadjuvantes, que horror, quase todos péssimos.

Trilha Sonora: Não gostei. Quer usar uma trilha musical dramática, usa, quer usar rock´n´roll pra deixar aumentar a adrenalina nas cenas de ação, usa. Agora usar a duas coisas é covardia. E olha que a seqüência de abertura, misturando música clássica com a pregação de um padre, foi bacana. A série precisa encontrar a edição ideal de som, e espero que ache logo.

Em resumo, 9mm: São Paulo é uma série com uma série (sorry, não resisti) de contradições. Ao mesmo tempo que ela propõe diversas soluções para viabilizar o gênero seriado no Brasil (veja bem, mesmo com todos estes defeitos não tenho dúvida que teria uma ótima audiência na TV aberta), ela aponta todo o longo caminho que o Brasil precisa percorrer para dominar o gênero e criar suas produções de nível internacional.

Ainda que como telespectador eu tenha ficado um pouco frustrado, como crítico (e como contribuinte), que sonha em ver mais e melhores seriados brasileiros, eu, ainda assim, estou satisfeito com este pontapé inicial. Que venham mais episódios e que venham mais projetos como este.

* * *

9mm: São Paulo é exibida nas noites de terça-feira, às 22h, no canal Fox.

Séries citadas:

É jornalista, pós-graduado em Jornalismo Digital pela Pucrs e trabalha com produção de conteúdo para Internet desde 1995. É editor de internet do Jornal do Comércio, de Porto Alegre. Fundou o TeleSéries em agosto de 2002. Na época, era fã de The West Wing, The Shield, Família Soprano e Ed. Atualmente é viciado em The Good Wife, NCIS, Game of Thrones e Parks and Recreation.

35 Comments

  1. Luiza

    Ontem ,cheguei mais cedo do trabalho e zapeando cai na Fox e dei de cara com 9MM, já tinha começado e fiquei assistindo.O lance da edição,também achei demais.Sobre esse lance da distancia(eu n. conheço S.Paulo,mas sei que lá tudo é bem longe,pq, a cidade é muuito grande.)foi até falado por eles e também achei estranho.Mas eu gostei da série,acho que não dava para contemporizar que o bandido da vez,pedófilo é demais,(talvez no próx. ep. apareça essa nuance de carate do lado do mal.)os dois personagens principais são bons atores,o delegado chefe ainda é gato!Fiquei bem a fim de ver o próximo ep.vou ter de descobrir a reprise pq. eu normalmente estou trabalhando a noite.

  2. Lucas "Gandalf" Leal

    Luiza não vi o episódio mas discordo de vc…
    eu lembro de ver Pecados Íntimos (Little Children) trata de um pedofilo com maestria e com nuances sim…
    acho q talvez pelo filme ser adaptado de um livro conseguiu melhor material pro roteiro…mas enfim tá ai a prova q da pra fazer isso sim hehehe

  3. Mica

    Como eu estava (re)assistindo Terminator SCC no horário, vai a pergunta: tem reprise? Ou já perdi a reprise?

  4. Marcio

    Nas seqüências finais de ação, onde a captação de áudio é ruim (e este é um problema histórico do cinema brasileiro), temos a nossa amiga e odiada dublagem. Se gravar na mata é um problema, que tal gravar em outro lugar?

    Colocando assim, até parece que não é feito tal e qual igualzinho lá no país do norte :P

  5. Marcio

    9mm: São Paulo é exibida nas noites de quarta-feira, às 22h, no canal Fox.
    Êpa, amigo, errou o dia. É nas noites de terça ;)

  6. Marcio

    Mica, a repreise foi às 4h da manhã de ontem para hoje. Mas tem outra reprise numa madrugada aí, acho que de sexta para sábado. Veja no guia de programação no site da sua operadora que você acha (ou vê no próprio site da FOX: http://www.mundofox.com.br )

  7. Rodrigo Eduardo

    Oque mais me irritou foi o “mal de parkson” da camera, meu deixa parada essa porra, um pouco mais de sacudida ia ser tão irritante quanto o zoom do Disney Channel.

    Agora que os atores pareciam desconfortáveis eu concordo plenamente, a atriz precisou de muito empenho para soltar um “no cu, até sangrar”.

    Mas confesso que acredito que com o andar da carroagem ficaam mais soltos e naturais e quem sabe soltem um “vai tomar no cu seu filha da puta, eu vou te matar caralho!” tão natural como um “oi” ehhhhhh.

  8. Paulo Fiaes

    n vi a série
    mas fiquei curioso pra ver
    engraçado como as pessoas são tolerantes para algumas coisas, mas tem um limite ao mesmo tempo.
    os catolicos mais fervorosos pregam a paz, união, mas n pode existir homosexuais.
    os americanos pregam a liberdade e os direitos humanos, mas eles(a nação) que tem que ser a potência numero 1.(e ok, a maneira como ele diz que respeitam a liberade e os direitos humano é apenas conversa pra boi dormir).
    alguem acima falou que gostaria que nessa série trabalhassem mais os vilões, mas os pedofilos não, é crime sem perdão, é bandido mesmo e n há nuances.
    sei la, enquanto n houver essa compreensão com o todo, sempre haverá crimes de odios, preconceitos, e até injustiças.

    e ok, foi mal, saí completamente do texto

  9. Antonio

    Concordo com a análise do Paulo quase na totalidade.. a câmera solta realmente chega a irritar, quase querendo mascarar a falta de uma produção de locação um pouco mais eficiente. A colorização caiu na armadilha de parecer com algo, sem parece com alguma coisa; ficou perdida, acredito que possa melhorar muito.
    Agora com relação ao Ancine… Nós(contribuintes) não pagamos esse dinheirão que todos acham. Nós(produtores)que pagamos, gostariámos de poder usar mais o pouco dinheiro que a Ancine junta. Calma que vou explicar!!
    O Ancine é recolhido por todos que produzem materiais audiovisuais(comerciais, programas, etc) e é utilizado preferencialmente em produção de cinema. Para conseguir qualificação suficiente para ter acesso ao fundo a produtora passa por editais que autorizam a captação de recursos, e determinam o valor que a produção terá direito. É um processo longo, bastante burocrático e até onde conheço, bem íntegro. São poucos os que conseguem a qualificação de projeto para seguir adiante com recursos da agência, tanto que nos últimos anos a verba disponível sobra.

    eh… ficou meio longo. desculpem…

  10. Francisco

    “existe um abismo imenso entre a melhor produção made in brazil para a mais meia boca das produções americanas e inglesas do gênero. É fato.”

    acho que você nunca assistiu Filhos do Carnaval, né?

  11. Leonardo Toma

    Para um seriado brasileiro, na minha opinião, foi até bom o resultado. Agora concordo completamente com todos quando a questão é a câmera e o roteiro.

    Aquelas cenas com a câmera bêbada balançando de um lado pro outro eram nauseantes. Esse recurso pode aderir muito a uma película, ou um seriado, porém se usado na medida certa. Umas cenas estáticas, com tripé como disse Paulo, não faria nenhum mal.

    E outro ponto ruim, que eu achei pior que a atuação do elenco em geral, foi o roteiro. Era confuso, rápido demais e não foi claro no fim. Tudo bem que coisa esmagada demais para o público não é nada bom (vide novelas), mas também tanta sutileza confunde um pouco.

    (Sobre o cenário da delegacia: É horrível mesmo. Eu estudava naquele lugar. A escola é do estado, por isso tamanha precariedade.)

  12. Fernando dos Santos

    “Que venham mais episódios e que venham mais projetos como este”
    Concordo totalmente.Só com produção em massa é que as séries brasileiras vão melhorar.Este é o tipo de coisa que só dá para aprender na prática(e com muita prática).Todo mundo elogia o padrão técnico das telenovelas nacionais, mas isso só foi possível graças à produção ininterrupta desse formato ao longo de décadas.
    Ainda não vi o piloto de 9MM(vou gravar a reprise),mas pelo que eu li no review parece que a série repete alguns dos erros que minavam Mandrake.A boa notícia é que na série da FOX não tem o chato Marcos Palmeira.

  13. Antonio Carlos Vianna Braga

    Parece produção da Televisa, com um operador de câmera cheio de tequila.
    Que subdesenvolvimento. Por que será que no Brasil só se filma sordidez?

  14. Vicente

    Será que uma produção desse calibre não sabe que igrejas evangélicas não tem imagens de santo?
    E aquele “pastor” falando palavrões? Tirou toda a veracidade do personagem…

  15. eliane moura

    Peraí, deixa ver se eu entendi… os atores são ruins, não tem roteiro, o diretor não presta, o som é péssimo, o câmera não sabe filmar… mas vc quer mais produções nacionais?? Tô fora!!! :0) E eu discordo de vc, ainda há muita história policial boa pra contar, basta ler os jornais e se basear nos crimes verdadeiros.

  16. Darth Cesar

    “Que venham mais episódios e que venham mais projetos como este”
    O Brasil precisa de produtos diversificados e mais comerciais, mas o que não pode é uma série como essa passar a cada 10 anos, gostei do tom sóbrio, mais realista e contrário ao geral e as atuações as vezes soam meio artificiais, mas podem melhorar com o tempo. O estranho foi ouvir tantos palavrões em português, nada contra, só diferente… agora, quanto ao vilão, não vi nada de errado, LO SVU cansa de exibir esse assunto.

  17. Kelly

    O problema não é o tema, é o modo como foi desenvolvido. Não sei se foi a edição, a direção ou o roteiro, mas pareceu tudo “vomitado” (deve ser efeito do cameraman cheio de tequila, rs).
    O que foi aquele lance da filha da investigadora? Você nem foi apresentado a ela direito,aparece o pai da filha e, em 30s despejam toda a história. Depois não satisfeitos, mostram aquela cena bagaceira do rapaz batendo na moça… como assim??!!!
    Nenhum ator me convenceu, algumas atuações deram até pena… E a primeira cena, com a modelo morta… O corpo foi jogado ali, mas não esqueceram de levantar a perninha pra ficar bem posado?! Me poupe!

  18. Rafa Bauer

    Ainda não vi, vou assistir a uma das trocentas reprises que a Fox com certeza vai exibir, considerando o canal…

    Mas o que se tem que levar em conta é que muitas vezes o piloto não diz a que a série veio… comigo acontece muito de ver um piloto, não gostar, continuar vendo e me apaixonar pela série… recentemente isso aconteceu com Californication…achei o piloto bem meia boca, e depois a série engrenou…

  19. Erick

    Fecho com Francisco lá em cima, dizer que existe um abismo entre produção nacional e a internacional, é uma afirmação de quem nunca assitiu a Filhos do Carnaval, série produzida pela HBO que está fácil, fácil no nível de uma Família Soprano. Por isso mesmo fica difícil engolir essa 9mm. Concordo com toda a análise feita, só descordo no ponto mencionado acima e quanto as atuações, tudo muito gritado e artificial, o roteiro com certeza afundou tudo, mas do elenco, sinceramente não se salva ninguém. Depois do nível alcançado por Filhos do Carnaval, é difícil aceitar alguma coisa com nível tão baixo. Mais produções nacionais sim, mas com um resultado melhor, com já vimos, é possível.

  20. Cláudio Schon

    Concordo com os comentários e realmente acredito que esta série precisa caminhar bastante para melhorar. Dito isto eu gostaria de dizer que não fiquei decepcionado não (isto porque eu já esperava alguma porcaria). Para quem viu o “Donas de casa desesperadas” tupiniquim (forçado), até que o piloto não foi tão mal assim. Tirando os erros evidentes apontados pelo review (locações díspares, atores pouco naturais), que podem muito bem ser atribuidos à inexperiência, creio que a história tem potencial. Cito algumas coisas que podem ser bem desenvolvidas no futuro:
    -A ligação do Eduardo com o deputado (fui só eu, ou mais alguém percebeu que ele só virou delegado por namorar a filha do político e, é claro, onde está a corrupção, já que nem uma história da ficção mais mirabolante vai aceitar um político brasileiro honesto).
    -O passado de Horácio (ficou evidente que ele é corrupto)
    -O passado do pastor ex-policial (além da contradição evidente de uma seita pentecostal com imagem de nossa senhora, o que para mim pareceu proposital, quero ver que “igreja aberta” é esta).

    Eu vou continuar dando uma chance a esta série, nem que seja para justificar o dinheiro investido (a contragosto) pelo contribuinte brasileiro.

  21. Giselle

    Também não me decepcionei com a série. Claro teve
    defeitos mas eu gostei. Vou esperar pelos próximos episódios.

  22. Rodrigo Eduardo

    Tem que analisar pelos motivos certos, essa coisa de analisar por ser brasileiro é ridiculo, o povo do norte faz seriados a milênios, tem recursos de sobra e mesmo assim fazem muitas porcarias.

    E como dizem, a prática leva a perfeição, eu espero que já em 9mm SP a gente tenha uma melhora, mas mesmo que não ocorra, não dá pra desistir. E também acho que não podemos ficar só nessa coisa de cadeia e favela.

  23. Ricardo

    “Não é que queira nos rebaixar, é pura constatação: existe um abismo imenso entre a melhor produção made in brazil para a mais meia boca das produções americanas e inglesas do gênero. É fato.”

    Não pude ver “Filhos do Carnaval”, que é aparentemente uma unanimidade. Mas, para pegar um exemplo mais popular, sou mais “A Grande Família” do que 80% das sitcoms americanas já exibidas por aqui.

  24. bd

    Ainda tem muita coisa por vir..e com certeza os diretores sacaram as criticas..agora inegavel é São Paulo, linda demais não é mesmo. Tem muita coisa pra se aproveitar nessa cidade( e indo mais além, no estado todo, cheio de florestas antigas monumentos e ferrovias, cidades macabras ou futuristas como Paulinia etc, e mais algumas regiões como Minas e o Sul todo.), se os diretores pesquisarem por lugares/cenarios em SP(city)não precisariam nem construir nada, só pedir licença.

    abraços e beijos

    bd

  25. Marcio

    -O passado do pastor ex-policial (além da contradição evidente de uma seita pentecostal com imagem de nossa senhora, o que para mim pareceu proposital, quero ver que “igreja aberta” é esta).

    Não seria talvez uma alusão à Igreja Católica Apostólica Brasileira ou outra similar?

  26. Ale Rocha

    Eu gostei do primeiro episódio.

    Ele não é perfeito, é verdade. Mas passou em um primeiro teste.

    Acho que o grande problema de algumas produções nacionais é o desejo de reproduzir o modelo norte-americano.

    Este não é o caminho.

    Vejo o pessoal da produção de 9MM falando que a série tem realidade brasileira, com qualidade norte-americana.

    Como se não tivéssemos coisas de qualidade por aqui.

    Temos sim. Com linguagem brasileira. Realidade brasileira. Que tal A Grande Família ou Os Normais? Até mesmo Mulher e A Justiceira? Olhando um pouco mais para o passado, tem Delegacia De Polícia e Malu Mulher.

    Não há nada de errado em reproduzir um produto estrangeiro. O problema é que o parâmetro de comparação será a produção gringa. Aí, fica complicado.

  27. Kibe

    Desculpe, Paulo, mas dizer que a atriz que faz a Luisa, Clarissa Kiste, estava dsesconfortável no papel é uma injúria. Eu acho que ela foi muitíssimo bem nesse primeiro episódio… Arrisco dizer que foi uma das melhores atuações da noite!

  28. Ci

    Parem de falar mal….
    O que vale na série é o experimentalismo!!Por que não, a camêra na mão?Por que não uma edição mais nervosa,música alta ,e elenco quase inédito na tv(caras novas e competentes ,aliás).
    A verdade é que está todo mundo muito acostumado com aquele sem graça Padrão Globo de Qualidade…
    Parabéns pela ousadia!!!!!
    E concordo com o KIBE,adorei a única protagonista mulher ,Clarissa Kiste,principalmente na cena comentada pela crítica,foi um “vai tomar no cú”,cheio de intenção,e cheio também de tristeza e amargura,que eram os sentimentos da personagem naquele momento!Isso é total mérito da atriz!!!Acho que o crítico não conseguiu alcançar o talento da atriz….

  29. Antonio Panama Mavero

    Paulo creio que voce estava com algum problema ao ver este primeiro episodio, pois tudo foi tao mal? Nem sobrou nada?. Concordo com a opiniao da Luiza e principalmente do Kibe sobre as interpretacoes. Basta lembrar que o ator que interpreta o Horacio teve uma indicacao para o premio Shell e a que interpreta a Luiza já teve um curta concorrendo que concorreu no Festival de Cannes segundo pude apurar consultando o google com o nome deles. Alem disso nao dá para espinafrar somente vendo um episodio. É por isto que os filmes produzidos no Brasil nao progridem, pois somente recebem pauladas e pouco incentivo. Vamos prestigiar!!!.
    Panama

  30. Maria Augusta Neves

    Discordo quase que totalmente com Paulo Antunes pois duvido que apenas no primeiro episodio alguem possa fazer uma analise tao negativa quanto ao roteiro,edicao direcao,trilha sonora,e principalmente elenco.
    Adorei a atuacao de todos eles, em especial da
    ATRIZ (leia-se com maiuscula) Clarissa Kiste.
    Creio que devemos aguardar os proximos episodios
    e ver quem esta com a razao.
    Maria Augusta

  31. Pingback: Estréia de 9mm:São Paulo dá liderança de audiência para a Fox » TeleSéries

  32. nick

    Estamos tão alienados as séries gringas que qualquer produção nacional(que acredito serem 99% inferiores em questões de verba)sera alvo de criticas por parte dos brasileiros.
    nao podemos esperar daqui(por enquanto) um Nova York contra o crime pois sabemos que nossas condições tecnologicas nao nos permite.
    Devo dizer aqui que o que mais gostei na série
    foi justamente o “mal de parkson”
    que traz o espectador para dentro da ação subjetivamente! isso se tornou uma particularidade fantastica para a série.
    equipe 9MM esta de parabens!!!!!!

  33. ANDRE LUCIO ARAUJO

    PESSOAL, CRITICAR A SÉRIE 9MM SP É UM ATO DE QUEM QUER SER NORTE AMERICANO. ESSE PONTAPÉ INICIAL PODE MODIFICAR A AUTO ESTIMA DOS PRODUTORES DE SÉRIE NO BRASIL. O FATO DA SÉRIE TER CONTINUIDADE SIGNIFICA QUE QUALIDADE SUFICIENTE ELA OBTEVE PARA TAL INVESTIMENTO. AQUILO É O DIA A DIA DO POLICIAL NAS METROPOLES DO BRASIL…É AQUILO ALI. UMA MISTURA DE SENTIMENTOS DE INSTIGAÇÃO E FRUSTRAÇÃO COM A LEI. AO ASSISTIR, SE COLOQUE NO LUGAR DE CADA PERSINAGEM, SE IMAGINE NAQUELA DÚVIDA, SE IMAGINE NAQUELA DOR E ANSIEDADE. É AQUILO MESMO…SE VÇ FOR TOTALMENTE CORRETO VÇ DANÇA, SE VÇ FOR ERRADO VÇ SE DESTRÓI, SE VÇ NÃO FIZER O CERTO É ERRADO E O ERRADO PODE SER O CERTO. CHEGA DE QUERER IGUALAR O NOSSO JEITO COM O JEITO DOS OUTROS. O BASQUETE AMERICANO TEM O JEITO DELES E MESMO ASSIM PERDERAM OLIMPIADAS E MUNDIAL PRA ARGENTINA E ESPANHA (TODOS LATINOS). A SÉRIE É REPRISADA NAS QUINTAS AS 21E59 E DOMINGOS (DO DOMINGO PRA SEGUNDA) 0E15HS.
    PACIÊNCIA! TOMARA QUE LANCEM LOGO O BOX EM DVD DA SÉRIE E PASSE NA TV ABERTA, PIONEIRISMO TOTAL IMITAR A POLICIA CIVIL DO BRASIL, DE SÃO PAULO, A CÚPULA DA SECRETARIA DE SEGURANÇA. PAU NELES, 9 MM SP É BOM DEMAIS, É FODA.

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