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Review: Criminal Minds – Damaged

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Criminal Minds - Damaged
Série: Criminal Minds
Episódio: Damaged
Temporada:
Número do Episódio: 59 (3×14)
Data de Exibição nos EUA: 2/4/2008
Data de Exibição no Brasil: 16/5/2008
Emissora no Brasil: AXN

Odeio dizer isso, mas, vamos admitir de uma vez: que porcaria de episódio, hein? Eu fiquei com uma sensação meio confusa, confesso, porque a idéia dele era muito boa, mas a execução foi ruim. Péssima, na verdade.

Por que a idéia foi boa? Porque o caso perseguido por Rossi por mais de 20 anos tem novas pistas e poderia ser resolvido. Por que foi péssimo? Porque acabar com um caso de 20 anos em 30 minutos foi horrível, tudo se encaixou tão perfeito… Como não poderia acontecer na vida real. Rossi descobrir a pista dos presentes, o parque itinerante estar na cidade, o perfil criado pelo grupo bater exatamente com o rapaz… Soou forçado demais.

E, do outro lado, por que mandar Reid e Hotch para a prisão falar com aquele outro assassino? O que acrescentamos ao seriado? Foi só para ter Hotch longe quando a equipe resolvesse seguir atrás de Rossi? Foi só para Reid ficar declamando o perfil dele por 20 minutos?

Infelizmente, essa temporada de Criminal Minds tem sido irregular demais. De um começo razoável, com os roteiristas dando tratos a bola para explicar a saída de Gideon e nos apresentando Rossi, fomos para episódios muito bons, e, de repente, todo mundo parece meio perdido.

As cenas do crime que ainda assombra Rossi iniciam o episódio. Rossi tem pesadelos com o crime, que completa 20 anos nesse dia. De sua casa ele sai em disparada para a casa de Garcia, que estava tendo uma noite e tanto, aparentemente, com Lynch. Além de berrar descontrolado de que as informações obtidas por Garcia não são todas as disponíveis, o máximo que a cena conseguiu foi deixar Garcia desconfortável… E se serviria para nos divertir, bem, ficou sem graça.

As cenas atuais mostram que as três crianças em Indianápolis, Connie, Georgie e Alicia, não sobreviveram tão bem ao trauma, uma delas vivendo de striptease, o irmão perdendo mais um emprego. E, mais uma vez, como acontece a 20 anos, cada um deles encontra um presente, uma celebração pelo ocorrido.

É Prentiss quem percebe que algo está errado, ao verificar a sala de Rossi, com papéis espalhados por todo lado. O sumiço do agente não serve para acalmar ninguém e eles acabam pressionando Garcia a contar qual é o caso que está tirando Rossi do sério. Prentiss, JJ e Morgan seguem para Indianápolis, a fim de ajudar na investigação.

No momento forçado da noite, quando Rossi questiona por que eles foram até lá, por que eles se importam, Morgan apenas responde:

Porque você se importa!

Também achei meio maluca a história de Rossi ter comprado a casa onde o assassinato aconteceu, dando o dinheiro para a avó das crianças, e, após a resolução do crime, dá a casa para os três irmãos recomeçarem sua vida.

Hotch e Reid estão em Connecticut, a fim de entrevistar um serial killer que será executado na semana seguinte. O objetivo da entrevista é juntar mais informações ao banco de dados que a BAU está elaborando. Hotch permite que o assassino, bastante cruel em seus crimes, fique sem algemas e os dois acabam presos com ele na sala de interrogatório, bem na hora do passeio dos prisioneiros. Tal cena tinha o objetivo de causar tensão e você achar que os dois poderiam sofrer algo… Mas, eu não me preocupei muito. Vocês?

Na hora H, o Reid desembesta a falar sobre o perfil do cara, sobre as características de assassinos como ele, sobre sua família. Mas foi tudo tão rápido que nem deu para achar o que ele disse interessante ou algo que o valha. E, até agora, fico pensando qual era o objetivo de colocar os dois nessa situação.

Na casa dos irmãos, Rossi não é bem recebido. Coonie, a mais velha dos três, lhe diz que eles querem esquecer o que aconteceu e que os presentes recebidos todos os anos não estão ajudando. A questão é que não é Rossi que está mandando os presentes e a equipe encontra uma nova pista para conduzir a investigação (essa parte eu achei até bem inteligente).

Os presentes deixados são baratos, daqueles que você ganha em brincadeiras de parques e circos. E é a partir daí que a equipe segue. Rossi indica Morgan como o especialista em crimes de obsessão e é ele que começa a traçar o perfil do desconhecido: alguém com alguma deficiência de QI, que geralmente tem tamanho desproporcional a idade e uma força muito grande. A limpeza do local do crime pode ter sido feita por algum parente, alguém que o protege.

Com o perfil traçado, Garcia busca por crimes semelhantes e encontra um padrão de crimes, que se repetem em determinada época do ano, não somente em Indianápolis, mas também em Springfield e Des Moines. O desconhecido segue o mesmo roteiro de viagem todos os anos. Rossi cita os parques itinerantes, e Connie lembra que eles tinham ido a um destes parques na véspera do assassinato.

Garcia facilmente encontra o parque, e os quatro agente se dirigem para lá. Enquanto Morgan e JJ andam pelo local, Rossi e Prentiss conversam com o homem que aparenta ser o encarregado. Vemos de relance um rapaz alto, com as características apontadas por Morgan.

Rossi continua a questionar ao responsável por alguém com as características determinadas e ele parece cada vez mais assustado. Por fim, ele admite o crime cometido por seu filho. Conta que volta todos os anos ao local para que ele não esqueça o que ele fez e não faça novamente. Ele se culpa por não ter vigiado o filho mais de perto.

Morgan consegue prender o rapaz. Bastaram 30 minutos para se resolver um crime de 20 anos. Isso foi o que mais me irritou.

Criminal Minds - DamagedFora da casa dos três irmãos, Rossi entrega a chave da casa do crime, explicando que eles podem vendê-la e usar o dinheiro. Ele também devolve a pulseira, que ele havia recebido da avó deles 20 anos antes. Connie devolve a pulseira e pergunta se ela pode ligar de vez em quando para saber se tudo está bem. Rossi responde que sim (tá, até que a cena foi bonitinha, mas você não espera chamar uma cena de Criminal Minds de bonitinha).

O finalzinho, com a equipe na BAU discutindo a novidade de Garcia, após Lynch buscar Rossi para uma conversa homem para homem, acabou sendo o melhor momento do episódio para mim. JJ:

Garcia e Kevin, sentados na árvore…

Ela arrancou gargalhadas de todos… A exceção de Reid, que parece não conhecer a canção infantil…

Não existe uma fórmula para o sucesso, com exceção, talvez, da aceitação da vida e do que a vida traz consigo.

Arthur Rubenstein

Séries citadas:

11 Comments

  1. Tati

    Eita Si, está dificil ver Criminal com esses episodios tão ruinzinhos né…….tbém fiquei com a sensação de algo não estava encaixando nesse episodio, poderiam ter achado um arco com um crime atual, que leva-se ao do passado. Oui algo mais ou menos parecido.
    Outra cena desnecessária? Penelope e o Cara(que não lembro o nome)na casa……não precisava.
    O que era aquele cara na cela(não me lembro de nenhum caso dele, vc lembra?)só serviu para o Reid fazer papel de bobo, e ficar falando a toa, coisas que ele mesmo já sabia.
    A unica cena em eu gostei foi o namorado(continuo a ñ lembrar o nome)da Penelope querendo falar de “homem para homem” com o Rossi, divertida…..

  2. Ivonete

    Tá, também achei forçadíssimo um caso destes se resolver tão rapidamente, poderiam ter estendido por alguns episódios, pelo menos, as pistas sendo descobertas aos poucos, até que num episódio, este fosse o caso principal.
    Reid e Hotch conversando com o serial killer, em momentos “nada a ver”.
    Só não entendi Garcia descobrindo um padrão de crimes que se repetiam, afinal, aquele não foi o único crime do rapaz deficiente? (ops, ia falar o politicamente incorreto “retardado”)crime que ele havia cometido “sem querer”?
    Realmente, esperava mais do misterioso caso que perturbava Rossi.

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  4. Alessandra

    Não assisti este episódio e não posso falar sobre ela mas concordo que esta temporada não está empolgando muito. Será que no final das contas o Gideon realmente está fazendo falta?

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  6. Rô Floripa

    Vou nadar contra a corrente: eu gostei. E olha que eu estava reclamando bastante de Criminal Minds:
    * Reid e Hotch na cela com o prisioneiro. A cena foi boa, mostrou que o Hotch estava lá para se for o caso sair no braço com aquele maníaco, tomando até a inciativa, para proteger o Reid que era o mais frágil e, por isso preza fácil do maníaco. E o Reid, neste momento, mostrando sua capacidade de enfretamento. Gostei muito.
    * As equipes separadas: uma equipe deste nível não trabalha 100% do tempo junta.
    * Estavam numa “entresafra” de crimes que necessitassem toda a equipe. Por isso Rossi poderia se dedicar ao “seu crime” e o resto da equipe pode sair em sua ajuda. E o Hotch não estava lá para impedi-los.
    * E o crime ter sido cometido pelo rapaz deficiente e não ter sido solucionado pois ele fazia parte do circo e ter saído da cidade em seguida. A maneira como foram descobertas as pistas através do brinquedos baratos e como foi montado o perfil, achei bem plausível (considerando uma obra de ficção). E o rastro seguido pela Garcia a partir das pequenas queixas (e não crimes) feitas nas cidades da região, como se fossem ‘agressões sem querer” relacioanando com o circo e com um perfil do criminoso, achei muito mais válido do que muitos perfis que eles já montaram em outros episódios.
    * Enfim, achei um episódi bem leve, bem feitinho.
    * E pela cena final, quem vai acabar sentados numa árvore serão Hocht e Prentiss.

  7. Sonia Araujo

    Eu gostei, tá outras temporadas estavam melhores, talvez, eu não acho, acho que a cara de surpresa de Rossi, por ficar 20 anos atrás de um monstro e só encontrar uma pessoa digna de pena, me lembrou Homens e Ratos como foi citado no proprio filme, mas também um clássico “Os crimes da Rua Morgue”, talvez Hotcher e Reid, fossem desnecessário, mas como um grande diretor disse:Querem clássicos???Vão ao teatro e assistam Shakespeare ou no caso vão a locadora e peguem Hithcock

  8. Fernando dos Santos

    Eu não achei o episódio ruim, mas deveria ter sido melhor já que a investigação tratava do caso que levou Rossi à retornar ao FBI.
    A sequência do Reid e do Hotch presos na sala com o maníaco eu achei eletrizante.Acho até que essa historia poderia render um episódio inteiro.

  9. Elza

    Eu também gostei. Acho que serviu para o rossi entrar de vez no espiríto de equipe. Concordei com a Sonia sobre a cara de surpresa do Rossi.

  10. Claire

    Simone, eu também vou discordar de você desta vez (e olhe que em geral, venho ler suas colocações, que considero melhores do que outras de CM que tenho lido na net – é, eu não comento, mas leio sempre!:) ). Apesar de admitir que soou fácil a solução de um crime que obcecava Rossi por tantos anos, gostei muito do episódio.
    Quer dizer que vc não gostou do entrevero Hotch/Reid/maníaco? Pois para mim foi o melhor. E aquela do Reid, “Eu dou meu melhor sob terror extremo” (algo assim). Humor negro! rs
    E isso de temporada fraca – bom, na season 2, os episódios imediatamente subseqüentes a 2.15 (“Revelations”) foram quase todos fracos. Talvez porque o 15 fôra tão bom. O melhor foi o que fechou a temporada, com Frank de volta e aterrorizante como sempre.
    Mas quero dizer ; gosto muito dos reviews! São detalhados, resumindo e criticando. Bons mesmo!

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