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Opinião Reviews

Review: a decisão do Ídolos

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Rafael BarretoNesta quarta-feira foi ao ar a grande final da edição 2008 do programa Ídolos em um especial, ao vivo, diretamente de Anhembi em São Paulo. Os grandes finalistas desta corrida de 30 mil inscritos foram Rafael Barreto e Rafael Bernardo. Ambos tinham o mesmo nome, gerando um coincidência com a final do último American Idol, quando David Cook e David Archuleta disputaram o posto de novo ídolo americano. O programa durou 1h50min, entre programa e intervalos, e a Record tirou de letra.

Dos finalistas, Rafael Barreto sempre foi o mais carismático e com maior apelo, pois sofreu e se recuperou de uma doença grave. Posso ser criticado por isso, mas sua história fez com que ele ganhasse muitos votos de “coitadinho”. Não digo isso por desgostar do competidor. Ele não era ruim, mas também não era um Rafael Bernardo ou uma Cássia Raquel. Se duvidam, entrem nas comunidades e fóruns dedicados ao rapaz antes de me apedrejar. Este argumento está estampado em todos.

Rafael Bernardo, por outro lado, nunca foi severamente criticado pelo júri. Com escolhas não tão populares, por várias vezes ficou entre os menos votados. Mas sem dúvida era a melhor voz do programa. E como programas como esse viram concursos de popularidade nunca achei que ele fosse chegar tão longe.

Os programas de decisão, principalmente os do Ídolos, são muito maçantes. O resultado se arrasta em um programa de apenas meia hora de duração e isso se deve a falta de conteúdo. Mas não vimos isto nesta final: bem produzido e recheado de atrações para os espectadores que acompanharam por meses esta competição.

A presença de Jota Quest foi imprescindível para preencher esses momentos, mas estranhei que em nenhum momento Rodrigo Faro falou com a banda. Será que foi por opção da produção ou deles próprios para evitar a pergunta clichê: que conselho daria aos participantes? Estranho. Outro ponto alto foi a participação da equipe de jornalismo da Record, mostrando que foi capaz de promover o programa da casa e se auto promover de forma eficaz. As correspondentes na Bahia se saíram irregulares, mas a repórter da platéia e o vídeo com os apresentadores da casa foi algo inusitado e inteligente.

Como de costume, as apresentações em grupo são sempre desconcertantes, mas desta vez o Top 10 se saiu muito bem. Até melhor que os participantes americanos na mesma situação. O que me incomoda neste tipo de apresentação é que cada participante tem seu estilo e juntar todos não é o mais aconselhado. Outra coisa é a coreografia desastrosa que são obrigados a seguir.

Finalmente Rodrigo Faro apresentou o prêmio que o vencedor ganharia. Um contrato com a Sony BMG. Isso nunca tinha ficado claro no decorrer do programa. O prêmio Cochise (?) ganhou o meu prêmio vergonha alheia. Eu sou um dos que tenta fugir ao máximo da fase “audições” para não presenciar tais atrocidades e fui obrigado a rever o que, no próximo ano, acontecerá novamente.

O grande campeão foi Rafael Barreto. Agora é esperar e ver se a emissora dará o suporte esperado e que ele se torne, realmente, um ídolo nacional.

Séries citadas:

15 Comments

  1. alessandro

    EU FIQUEO COM VERGONHA DAS BRINCADEIRAS DO RODIRGO FARO M=NO MOMENTO COCHISSE…..

    VERGONHA TOTAL…. FIQUEI CONSTRANGIDO!

  2. Fernando dos Santos

    Agora o Brasil já sabe quem é o novo “ídolo” que despontou para o anonimato, assim como já aconteceu quando o programa estava no SBT e também com os vencedores do Fama da Globo.

  3. Wilian

    Eu acho que quem merecia mesmo era o Rafael Bernardo, pela sua inconfundivel capacidade vocal!
    Não que o Barreto não cante bem. Ele era um dos poucos que cantavam e mereciam estar na final. Porém , como o Brasil vota tbm na aparência, o resultado não foi estranhado por mim.

  4. Fernanda

    Sinceramente, foi a edição mais fraca de Idolos que eu vi (e olha que eu achava dificil ser pior do q o do SBT, mas a Record conseguiu essa proeza).
    Aquele Premio Cochise foi ridiculo e o discurso que deram pro Faro ler, lastimavel!!! Aonde que esse termo cochise virou febre no Brasil!?
    Espero que a Record continue com os outros realitys e dê um tempo nesse programa…

  5. Paulo Antunes

    Uma final do Idol é algo que tem que ser vibrante, nos fazer ficar grudados na frente da TV. E até acho que o pessoal da Record/Freemantle se esforçaram – o prêmio do Cochise e outros elementos são claramente inspirados no final da quinta temporada do American Idol, que pra mim foi a mais emocionante do reality americano.
    Mas a verdade é que eu não me empolguei, fiz outras coisas e o que menos fiz foi assistir a TV. Acho que houveram alguns problemas de produção – as câmeras parece que não conseguiam chegar no palco, estava tudo muito distante. O palco não estava legal – que desrepeito colocar o Jota Quest do lado do palco, como se fosse uma banda da apoio.
    O bacana foi rever os finalistas, o que passou uma sensação de nostalgia e também de injustiça. Tinha gente melhor que os dois finalistas cantando no palco, ah tinha.
    Neste ponto eu nem estava mais ligando pro vencedor. Mas ganhar o mais bonitinho e não o melhor foi só a pá de cal pra mostrar que o reality falhou, falhou muito.
    Nada contra o Barreto, eu torci por ele nas primeiras semanas, mas ele não é tem lá muita cultura musical, foi burocrático na terça-feira e pra mim ele tinha que ter saído quando destruiu “Olhar 43” há quatro semanas atrás (os jurados tinham que ter acabado com ele, mas passaram a mão). Aliás, o Barreto me parecia mais irritado ou assustado do que nervoso na hora do anúncio, não?
    Em resumo: não foi uma boa experiência.

  6. Pedro Paulo

    2. Fernando dos Santos – December 18, 2008

    Agora o Brasil já sabe quem é o novo “ídolo” que despontou para o anonimato, assim como já aconteceu quando o programa estava no SBT e também com os vencedores do Fama da Globo.

    é uma pena isso acontecer. adoro a vanessa jackson.

    e olha a ironia, de todos os participantes de ídolos e fama, o que faz mais sucesso é um que os jurados odiaram : é o tiaguinho, do exalta samba, ele faz um sucesso enorme.; mais que os vencedores dos dois programas.

  7. Ana

    Gente, olha que eu detesto esses programas que imitam o American Idol, principalmente por não tererm um mínimo de originalidade e fazerem uma cópia patética, concordo com praticamente tudo com o que foi falado acima, mas tem uma dupla (que infelizmente acabou) que merecia notoriedade e respeito. Estou falando de Cídia e Dan, saídos de alguma edição do Fama. A voz da Cídia, na minha humilde opinião, é muito mais bonita e marcante do que… uma Maria Rita, por exemplo. (Sem tirar qualquer mérito de Maria Rita, por favor!) Eu, se fosse cantora, não procuraria esse tipo de programa pra crescer aos olhos do público, já que, como já foi dito, o que acontece é o contrário, despontam para o anonimato e se algum dia voltam a mídia, ficam lembrados pra sempre como “aqueles participantes de tal reality”. Acho mesmo uma decadência. Sim, porque nos EUA é diferente, parece que lá eles despontam mesmo… E tem mais, eu sinceramente não acredito que é a votação do público que faz o vencedor, não mesmo! Eu tinha quase certeza de que esse Rafael ia ganhar esse negócio desde a fase dos testes… Percebem como ele tem o estilo do Leandro, aquele que ganhou um idólo do SBT? Espero que o Bernado consiga sozinho consolidar uma carreira, porque talento ele tem. E uma carreira de verdade, não uma ilusão (ou desilusão), como acontece com os “vencedores”.

  8. Fernando dos Santos

    Pedro Paulo,

    pois é, nem mesmo a toda-poderosa Globo conseguiu transformar os vencedores do Fama em famosos.Então, dificilmente a Record conseguirá fazer isto pelo vencedor de Idolos.

  9. Cesar Adriano

    Desculpem, não quero ofender o gosto pessoal de ninguém, mas eis alguns motivos, do porque é difil fazer idolos na música brasileira:

    Rock ainda é visto como coisa de adolescente, depois de 50 anos de existência, enquanto os Rolling Stones estão por aí, inclusive a Madonna está por aqui, nosso rei está cantando músiquinhas pra titias!!!

    Discurso de músicos brasileiros: Ah! Minha música é uma mistura de vários estilos… MPB, ritmos regionais, samba, funk…enfim, gostam de fazer música salada de fruta, e não investem no estilo…

    Rock, tem que ter PESO, isso dá profundidade a música…aqui no Brasil isso é desconhecido.

    Basta ouvir o som da Kelly Clarkson, pra ver o porque que ela faz sucesso…qualidade na música, pop rock básico, forte…claro, qualidade do ponto de vista daquele universo que ela vive.

    Muitas bandas de Rock no Brasil, acham que ser sombrio é só pintar a cara de Emo…enquanto na europa, verdadeiras deusas comandam bandas de Heavy Metal.

    Não investem, ou não surge, compositores como o grande Renato Russo, que nos presenteou com músicas maravilhodas, e no estilo do Rock.

    Infelizmente, hoje, parece que a música jovem (é daí que saem os idolos) não cria nada inteligente.

    A Marisa Monte é uma baita cantora, mas prefere fazer música pra agradar a crítica…fica dificil!!!

    Não há uma modernidade nos estilos, (qualquer deles, samba, pagode, sertanejo…), quando o cara vê uma Shania Twain ou Faith Hill, (duas beldades) cantando Country naquela elegância(!), fica dificil querer ouvir Bruno e Marrone.

  10. Julio

    O programa já vai tarde! Nao assisti a final do programa…nem sabia que a final era ontem para falar a verdade!

    Mas…se o nobre redator do texto fez considerações positivas sobre a final do programa, quem sou eu para contestar o programa que nao vi!

  11. marcelo

    eu já prefiro ver as fases iniciais
    encaro como um programa humoristico
    me divirto muito mais que com os finalistas “melhores cantores”

  12. Fernando dos Santos

    “eu já prefiro ver as fases iniciais
    encaro como um programa humoristico”(2)

    Pra mim esta também é disparada a melhor fase do programa por causa do humor.Depois disto só ficam os competidores boçais, cheios de “atitude” e que ainda por cima se acham grandes cantores.

  13. Ricardo S

    Esse negócio de cochise resume tanto essa edição do Ídolos da Record. Essa píada sem graça e forçada. Tudo neste programa ficou aquém do q poderia ser.

    O Rafael pode até fazer sucesso, mas não vai ser pelo programa.

    Os jurados são fracos e fizeram um trabalho porco, não conseguiram encontrar nenhum ídolo de verdade. Deviam ser eliminados. Saudades do Saccomani e do Miranda

    O que dizer do Rodrigo Faro, ele é bem intencionado, mas com perdão da palavra, de boa intenção o inferno tá cheio. Parece aquele carinha chatinho/metido a engraçado de festa de firma.

    Uma final de temporada atingir apenas 13 pontos de média é muito pouco. A Record consegue isso com qualquer episódio de Troca de Família ou do Simple Life. Tem algo errado.

  14. Flávia

    A Roberta Sá, ótima intérprete de samba, participou do Fama, lembram? Mas só apareceu quando desvinculou sua imagem do programa…

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