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Revendo: Família Soprano – College (1×05)

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Revendo: Família Soprano – College (1×05)
Família Soprano - College (1x05)Série: Família Soprano (The Sopranos)
Episódio: College
Temporada:
Número do episódio: 5
Data de exibição nos EUA: 7/2/1999
Data da reprise na Warner: 10/10/2008

Sinopse: Tony viaja com Meadow para o Maine para visitar universidades e ele admite para a filha que tem negócios ilegais. Durante a viagem, Tony revê um ex-mafioso que entrou no programa de proteção a testemunhas após entregar vários colegas e decide acertar as contas sozinho. Carmela descobre que a doutora Melfi é uma mulher e busca conforto na companhia do padre Phil, revelando os sentimentos de um pelo outro.

Opinião: Não é que eu goste mais deste episódio de Família Soprano do que os outros. Nem sei dizer qual eu gosto mais até aqui (talvez Denial, Anger, Acceptance por causa da interpretação de Tony para os quadros). Mas este episódio é o primeiro que me prendeu na cadeira, me deixou na expectativa, me deu um nó no estômago, do momento em que Tony vê um antigo inimigo da máfia até o confronto dos dois. Se você deixou de ver Sopranos porque achou a série parada ou não conseguiu se envolver, ou conhece alguém que fez isto, este é o episódio certo para dar uma segunda chance.

Aliás, quanto mais eu li sobre o episódio para escrever sobre ele, mais eu passei a gostar dele. Talvez este seja mesmo o melhor episódio da série.

E, se me permitem mais um comentário. Desde o piloto, eu não consigo entender ou gostar desta relação de Carmela com o padre. Não digo que Carmela não possa se apaixonar por um padre, e vice-versa. Mas a idéia de um padre freqüentar a casa de uma notória família de mafiosos não me parece natural. Claro, nós sabemos que a Igreja Católica tem uma longa ficha de maus antecedentes e de hipocrisia mas, ainda assim… Apesar disto, a forma como o relacionamento de Carmela e do padre Phil se desdobra ao longo deste episódio é fantástica.

Uma cena: Carmela comungando em casa. Ou Tony matando Fred? Dúvida cruel.

MVP: Edie Falco.

Família Soprano - College (1x05)Curiosidades:
• Outra mudança no elenco: no piloto, o padre Phil é interpretado por Michael Santoro. Aqui, assume o papel Paul Schulze, aquele mesmo ator que anos depois daria dor de cabeça (e perderia a cabeça) para Jack Bauer em 24 Horas.
• O roteiro é assinado a quatro mãos por David Chase e James Manos Jr. (atualmente produtor executivo de Dexter) e foi o vencedor do Emmy de Melhor Roteiro em Série Drama de 1999.
• Foi o primeiro episódio da série dirigido por Allen Coulter, que dirigiu ao todo 12 episódios e foi indicado a quatro Emmys.
College foi eleito pela revista Time o melhor episódio da série.
• Segundo David Chase, este é “o episódio definitivo de Sopranos“.
• Contagem de corpos: Desta vez foi o próprio Tony que sujou as mãos, matando o “rato” Fred Peters/Fabian Petrulio. Quinta morte.
• Fala-se que houve uma queda de braço nos bastidores da série. Os executivos da HBO não queriam que Tony matasse Fred à sangue frio. Eles temiam que o público perdesse a simpatia pelo protagonista da série. David Chase bateu pé, convencido de o público entenderia que Tony é regido por sua própria ética. Chase estava certo.
• O episódio está repleto de referências cinematográficas: Tony e Meadow citam O Poderoso Chefão e Cassino, Carmela e padre Phil discutem A Última Tentação de Cristo e Phil faz uma referência a Taxi Driver, imaginando como seria Robert De Niro interpretando Jesus Cristo. Por fim, Carmela repete uma frase de Bogart em Casablanca.
• Na última faculdade que Tony e Meadow visitam, Tony lê uma placa com uma citação de Nathaniel Hawthorne, do romance A Letra Escarlate:

Nenhum homem, por qualquer período de tempo considerável, pode vestir uma máscara para si mesmo e outra para a multidão, sem que finalmente venha a se confundir completamente sobre qual delas seja a sua verdadeira.

• Viu, existe alguma coisa em comum entre Sopranos e One Tree Hill: Lucas Scott também citou esta frase em um episódio da segunda temporada da série!

Um diálogo: Difícil escolher um neste episódio repleto de grandes diálogos. De qualquer maneira eu escolho a explicação de Tony sobre o motivo que o levou ao crime:

Você sabe, eu coloco comida na mesa. Meu pai fazia isto. Meu tio fazia isto. Talvez eu fosse muito preguiçoso para pensar por mim mesmo. Para me tornar… um rebelde. Talvez ser um rebelde na minha família fosse vender móveis ao ar livre na rota 22.

Um música: o episódio encerra com uma música instrumental. Gold Leaves, de Michael Hoppe.

Séries citadas:

É jornalista, pós-graduado em Jornalismo Digital pela Pucrs e trabalha com produção de conteúdo para Internet desde 1995. É editor de internet do Jornal do Comércio, de Porto Alegre. Fundou o TeleSéries em agosto de 2002. Na época, era fã de The West Wing, The Shield, Família Soprano e Ed. Atualmente é viciado em The Good Wife, NCIS, Game of Thrones e Parks and Recreation.

8 Comments

  1. leoff

    Meu episódio preferido da série, junto de Pine Barrens (3a. temporada). Curiosamente, ambos apresentam uma narrativa fechada, independente da trama geral da série.

  2. Raruiz

    Realmente este é um episódio para quem não gostou dar uma segunda chance.

    Adorei este episódio…

    Também tive essa sensação Paulo de expectativa do começo ao fim…

  3. sidney

    Uau…o episodio foi sensacional! mal posso esperar pelo proximo domingo da semana que vem.

  4. Antonio Carlos Vianna braga

    A transmissão está uma belíssima porcaria, cheia de pequenos congelamentos de imagem. As legendas são surrealisticamente atrozes. Deveriam contratar a turma que legenda para a internet.

  5. Flavia

    Será que vi demais ou Tony e Meadow passam o episódio em um Taurus prata (ou algo do gênero) e chegam a casa em uma caminhonete vermelha?

  6. Antonio Carlos Vianna Braga

    Flavia. Também reparei. Fiquei acreditando que deixaram o carro no aeroporto, pegaram um avião e lá alugaram o Taurus… Mera suposição para não quebrar o encanto.

  7. gragle santos

    Estou vendo a série pela primeira vez e concordo, até aqui, este foi o melhor episódio. Quanto ao Taurus, concordo com o Antonio Carlos: era carro alugado, usado no Maine.

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