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Produtor de Pushing Daisies reforça Heroes e aponta os erros da série

Bryan FullerResta uma esperança para Heroes! O produtor Bryan Fuller, criador das conceituadas séries Pushing Daisies, Wonderfalls e Dead Like Me, já está trabalhando novamente em Heroes como consultor. Fuller trabalhou como co-produtor da série em sua primeira temporada, quando Heroes era um hit. E a expectativa é que ele possa colocar o seriado de volta nos trilhos.

Nesta quarta-feira (10/12), o colunista Michael Ausiello, do TV Guide, entrevistou Fuller, que fez alguns comentários sobre o programa. Ausiello abriu a entrevista de forma franca, perguntando aonde o show errou. E Fuller respondeu:

A série se tornou muito densa e caiu em algumas armadilhas da ficção científica. Por exemplo, no arco “Villains”, quando a série começa a falar sobre fórmulas e catalisadores, você tira o foco do drama. E eu acredito que o objetivo de todos é retornar ao drama.

E continuou:

Você precisa salvar alguém que tenha uma cara, de outra forma você não entende com o que você está se preocupando. Eu acho que o arco “Villains” teve uma começo muito interessante, e de repente se tornou turvo e denso e eu não consegui me identificar com os personagens e entender suas motivações. E eu comecei a me sentir confuso sobre as habilidades dos personagens. Uma das melhores coisas da primeira temporada é que o que representa cada habilidade é bem clara. Estas metáforas começaram a ficar complicadas nas duas últimas temporadas. Eu dividi minhas preocupações com o time de roteiristas. Não é como se eu estivesse chegando e dizendo ‘isso é o que você precisam fazer para consertar”. Todo mundo sabe o que tem que ser consertado e está trabalhando nesse sentido.

Infelizmente, o telespectador vai demorar para ver a influência do trabalho de Fuller na série. Sua primeira colaboração com o seriado acontecerá no episódio 19, pertinho do final da temporada. Mas ele elogiou a fase em que pegou o seriado:

Eu dei sorte de chegar em uma parte bem interessante da história. Jeph (Loeb) e Jesse (Alexander), antes de sair da série, prepararam vários eventos preparados o arco “Fugitives”. É realmente um recomeço. Todos os personagens estão de volta as suas vidas reais. Você verá Peter como paramédico. E Claire em busca de uma faculdade. Nós escapamos daquele mundo de fórmulas e quebra-cabeças.

Perguntado se ele planeja dar um completo reboot na quarta temporada da série, Fuller respondeu:

Não necessariamente um reboot, uma vez que estamos voltando ao espírito original da série e trazendo pessoas de volta. E eu não tenho questões com o fato do show ser serializado e sim sobre a densidade das histórias que são serializadas.

Na frase acima, Fuller se refere a polêmica iniciada pelo showrunner da série, Tim Kring, de que não há espaço para dramas serializados na TV americana, uma vez que as pessoas não assistem aos seriados ao mesmo tempo (leia o texto Atenção fãs de Heroes: Tim Kring está perdido).

Fuller encerrou a entrevista deixando claro, quem comanda a série – Tim Kring.

Tim. Eu sou só um consultor. Meu trabalho é ajudar a facilitar a visão da série e a visão até aqui tem sido um pouco inconsistente. Mas “Fugitives” é uma grande virada de rumo. Eu acredito que as pessoas que tem criticado Heroes vão voltar.

Nada como um depoimento deste para melhorar o ânimo de Heroes, que anda tão desprestigiada.

Com informações da Entertainment Weekly.

Séries citadas:

É jornalista, pós-graduado em Jornalismo Digital pela Pucrs e trabalha com produção de conteúdo para Internet desde 1995. É editor de internet do Jornal do Comércio, de Porto Alegre. Fundou o TeleSéries em agosto de 2002. Na época, era fã de The West Wing, The Shield, Família Soprano e Ed. Atualmente é viciado em The Good Wife, NCIS, Game of Thrones e Parks and Recreation.

15 Comments

  1. Paulo Antunes

    Vou fazer um negócio de louco aqui, e comentar o texto que eu mesmo escrevi.
    Que lucidez que tem o Bryan Fuller, ele é brilhante. É uma pena que suas séries até hoje não foram bem recebidas pelos EUA, e sinto muito pelos EUA.

    Achei o diagnóstico dele brilhante. O problema é que esta terceira temporada de Heroes é uma corrida atrás do tesouro, não há sentido nenhum no que se passa na tela (Sylar trabalhando com Sr. Bennet, a mãe da Claire cuidando dela, o Hiro trabalhando pra Companhia).

    Heroes se tornou uma Smallville, uma série que se preocupa primeiro em construir uma ação e só depois em desenvolver uma mitologia e só depois lá no fim em desenvolver personagens.

    Há três anos atrás, Heroes não tinha estreado no Brasil e os colaboradores e leitores que assistiam por download vinham aqui e repetiam, como um mantra o “Save the Cheerleader, Save the World”. Aquela story line envolvia a tudo e a todos e é isto que se perdeu.

    Achei muito legal e até acho que pisei na bola com a tradução do trecho em que ele fala em habilidades e metáforas. A impressão que dá é que hoje eles criam um personagem e inventam um poder para ele baseado no que a equipe de efeitos especiais pode fazer. Já o Fuller pensa assim: o que este poder muda a vida desta e pessoa e como a motivaria a fazer o que faz? Isto se perdeu na série. Tinha uma razão pra Niki agir do jeito que agia, tentando proteger a família de sua dupla identidade. Já a Tracy, qual é a story line dela, além do fato de que ela tem clones ou irmãs gêmeas por aí?

    Eu não acredito que Heroes tenha salvação.

    Mas fiquei feliz com o debate que ela está gerando, desde a questão da serialização à profundidade psicológica dos personagens. Bacana mesmo.

  2. Tati Leite

    A única coisa que eu consigo pensar é que preferia mil vezes Pushing Daisies, Wonderfalls e Dead Like Me no ar. Eu sinto pelos EUA também. E por mim, que me apaixono pelas séries que ele cria e elas se vão. rsrsrs.

  3. Fernando dos Santos

    O problema é que Brian Fuller vai voltar tarde demais para poder salvar a temporada e talvez até mesmo a série.

    Eu acho que a incompetência do Tim Kring em conduzir uma trama serializada condenou Heroes de forma irreversível.Quando a série começou desandar no segundo ano deveriam ter tirado o Kring do comando e colocado ele na condução de algum drama policial procedural de tramas fechadas, porque isto ele sabe fazer bem.Crossing Jordan é a prova disto.

  4. Kate

    A linguagem do Brian Fuller é complicada . Quando digo complicada não é que seja ruim mas é bem peculiar, muito lúdica e não é todo mundo que gosta. É como música clássica, a gente admira mas não tem saco pra ficar babando. Se Heroes girar 180º na história pode ficar mais inverossímel que já é, ou então gira gira pra voltar ao mesmo lugar. Em resumo tb não acho que tenha muita salvação e que a audiência vá subir. Pra mim , quem desistiu não voltará a ver com a mesma ênfase de antes.

  5. Juninho

    Acredito que haverá sim um crescimento na audiência,mas não será tanto assim,acho que Heroes não volta aos seus 15 Milhões,mas quem gosta continua assistindo,tenho acompanhado Heroes e o episodio 12 é a prova da grande virada,o proprio Bryan Fuller disse que pegou a série já no caminho certo;ainda tenho minha opinião sobre o terceiro volume,que foi sim um quebra cabeça,mas tive paciência e estou gostando do resultado,agora quem não teve abandonou a série e perde seu tempo falando mal,é assim que eu penso.

  6. douglas

    o problema eh q parecem apostar todas as fichas no Brian Fuller e se algo der (mais) errado ele toma toda a culpa. eu parei de assistir heros no final da seg temporada e sinceramente o show n me interessa mais. mas lógico q n desejo q seja cancelada,pelo contrário!

  7. Vinicius Silva

    Parece que agora vai.

    E o Antunes fez um diagnóstico preciso, quase um House. A série perdeu o seu rumo e tenho falado sobre isso nas resenhas que são publicadas aqui no teleséries. Ninguém tem função alguma na série, tudo está desconexo.

    Eu espero que o Fuller possa trazer este espirito de volta, apesar do seu retorno ser um pouco tarde demais para salvar esta terrível temporada.

    A série tinha 3 episódios que podia muito bem trazer os fãs de volta. São eles: o Villains (citado por Fuller) que era, desde o princípio, o principal episódio desta temporada porque é o titulo do volume; e as partes I e II do episódio Eclipse. O resultado: os três foram muito abaixo da expectativa que os próprios roteiristas fizeram em torno.

    mas, vamos lá, “eu quero acreditar” a la Arquixo X

  8. Pedro

    Poderia ser uma ótima série misturando drama e aventura mas se perdeu. E que foi isso de se basearem no filme A Mosca e Homem-Aranha pra nova fase do suresh ah, ah, ah. A Maya (?) de slot é bem legal tb..mas olha, heros é que nem lost já virou uma séria zumbi, morreu e não sabe.

  9. ELAINE DAS GRAÇAS TONACIO

    Infelizmente não dá mais para Heroes. Mesmo que ela melhore daqui para a frente quem vai assistir desde a primeira temporada que foi boa e depois mais duas temporadas fracas para depois melhorar? Série tem que ser seguida no dia a dia, quando está no ar, se não você perde o interesse e ele não volta mais. Tem que ter empatia e Heroes perdeu isso. Existem outras séries ótimas que você pode seguir. Infelizmente se o próprio autor se perde fica difícil continuar. Preferia muito mais Pushing Daises no ar.

  10. Amanda

    Eu ainda não abandonei Heroes. A cada episódio penso em não procurar o próximo, mas algo ainda me prende, não sei exatamente o que. Ainda quero ver como eles irão explicar essa questão do eclipse, da fórmula, enfim, ainda espero uma salvação para a série. Essa notícia é, sem dúvidas, uma esperança.

  11. Wallace

    eu vi todos os eps de heroes, e concordo que a serie se perdeu, eu acho que a historia deveria ter terminado na primeira temp com sylar morto, dando espaço para que surgi-se novos enredos.
    agora eles dao poder a qualquer personagem sem o menor sentido, apenas para que a historia tenha continuidade, como o Ando que ganhou um poder apenas para trazer hiro de volta (sem o menor sentido).
    mais o final do ultimo ep mostrou que a proxima temporada vai ser melhor

  12. Mauricio Kilo

    O Sylar é o melhor exemplo de como a temporada 3 até o episódio 13 (final da Villains) se perdeu.

    Ele começa mau. Aí tem uma chance de lutar por um dos lados bons, ao lado de Bennet. Depois se torna um “infiltrado” na Pineheart, pra se tornar um vilão da Pineheart de fato. Pra tentar ser o salvador de tudo, e terminar com jogos mortais à moda Jigsaw… um personagem tão complexo, jogado pra lá e pra cá como um ping-pong mau jogado.

    Confesso que me animei quando vi a possibilidade do Saylar se tornar o grande herói do primeiro arco da temporada 3. Mas que decepção foi quando notei o que fizeram com ele… e com o Peter! e com o Hiro! ahhh… com TODOS!

    Kring! Vai pescar que vc ganha mais!

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