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Especiais Opinião

Viva Canadá! 10 séries canadenses inesquecíveis

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Colaboradores do TeleSéries lembram suas séries canadenses favoritas. Leia e deixe seu comentário.

Nos últimos meses os canais de TV paga trouxeram ao Brasil um pacote de novas séries importadas com um sotaque levamente diferente do que estávamos acostumados. Rookie Blue, no Universal, Call Me Fitz, na Sony, e The Bridge e The Border, no AXN, tem em comum o fato de que são todas produções canadenses.

Há algumas décadas o Canadá vem servindo de cenário para produções americanas, oferecendo custos reduzidos de produção e boas locações. Com profissionais capacitados por este mercado de trabalho e atores que se tornaram conhecidos mundialmente por conta das oportunidades na TV americana, as produções internas do país ganharam peso e qualidade. A crise econômica norte-americana e a greve dos roteiristas de Hollywood em 2008 foram os empurrões que faltavam pra este trabalho ganhar espaço nos EUA e assim ganhar o Mundo. A moda nos últimos anos é a co-produção: produtores canadenses desenvolvem séries e, antes mesmo delas entrarem em produção, encontram um parceiro que a distribua nos EUA ou no Mundo, dividindo custos.

É possível falar em uma invasão canadense, mas, claro, não é de hoje que as séries do país chegam às TV ou aos sistemas de P2P dos telespectadores brasileiros. Há anos que as séries do país pipocam por aqui como, por exemplo, Rumo ao Sul (Due South), Cold Squad, Blood Ties, Missing (1-800-Missing), The Best Years, Falcon Beach, Wild Card, The Listener, Rosas Selvagens (Wild Roses) e Durham County, entre outras.

O TeleSéries convidou diversos colaboradores para que relembrassem algumas de suas séries favoritas. O resultado é este especial, que lista 10 clássicos produzidos no Canadá: 18 to Life, Andromeda, Being Erica, Deep in the City, Flashpoint, Queer As Folk, La Femme Nikita, Lost Girl, Terra: Conflito Final e The Collector. Confira!

18 to Life
18 to Life, comédia, 2010-
por Diogenes Ternero, editor do blog Conquistadores

18 to Life é uma série super gostosa de se assistir, que conta a história de um casal que decide se casar aos 18 anos de idade e sem estrutura nenhuma, precisando do apoio dos pais.

A série é uma produção do canal canadense CBC, criado por Derek Schreyer e Karen Troubetzkoy, sendo que Karen esteve na produção de quatro episódios da ótima Flashpoint, incluindo o excelente episódio Scorpio. 18 to Life fez sua estreia em 4 de janeiro e com o grande sucesso da série, acabou sendo renovada para uma segunda temporada que estreia em janeiro de 2011.

A sinopse da série é bem básica, mas o conteúdo é muito bom. Jessie Hill (Stacey Farber) é uma linda garota, vizinha e amiga de infância do jovem Tom Bellow (Michael Seater). Um certo dia, em uma brincadeira, os dois resolvem se casar e a notícia chega como uma bomba para ambas as famílias. A família de Bellow é mais radical e acabam ficando malucos com a notícia do filho. Judith Bellow (Ellen David) e Ben Bellow (Peter Keleghan) acabam indo a loucura e resolvem fazer de tudo para tirar a idéia da cabeça do filho. Já a irmã mais nova, Wendy (Arielle Shiri), não vê a hora do irmão sair da casa, só para ficar com o quarto dele, enquanto a irmã mais velha, Monica (Kaniehtiio Horn), não se importa com muita coisa.

A família da Jessie procura mostrar que aceitou a idéia numa boa, mas quando a filha vira as costas, o casal começa pensar em algo para que Jessie desista da idéia. Phil (Alain Goulem) e Tara Hill (Angela Asher) acabam tendo a idéia de fazerem tudo o que Jessie desejar só para deixa-la maluca com a idéia do casamento e para isso resolvem adiantar o mais rápido possível o casamento. Depois de diversas tentativas, todas frustadas, Jessie e Tom finalmente se casam, deixando ambos os pais ainda mais malucos.

A série é super bem feita e super gostosa de se assistir, além de super divertida. Além desses personagens a série ainda conta com o melhor amigo do Tom, Carter (Jesse Rath), a melhor amiga de Jessie, Ava (Erin Agostino) e um refugiado do Iraque, interpretado por Carl Alacchi que, aliás, é super engraçado.

A 1ª temporada é composta por 12 episódios super divertidos. A repercusão da série foi tão boa que só rendeu bons elogios, sendo comparada ao filme Entrando numa Fria e a comédia vencedora do Emmy Modern Family.

Andromeda
Andromeda, ficção científica, 2000-2005
por Mica

Que eu sou fã de ficção científica já não é mais novidade para ninguém. É o meu gênero preferido desde sempre, então, quando vejo alguma série que se aventura naquilo que eu amo acima de qualquer outra coisa, é claro que eu vou dar uma chance. Nem sempre eu acerto, mas fico feliz em dizer que Andromeda ganhou meu coração, apesar dos desvios pelos quais ela passou mais ao final.

Eu não era muito fã de Kevin Sorbo (eu assisti Hercules e ele me irritava profundamente por lá), mas contra todos os prognósticos, acabei gostando do seu capitão Dylan Hunt. É claro que ele teve uma ajudinha dos outros personagens, em especial Andromeda/Rommie (a fantástica Lexa Doig), mas não fez feio na série e, embora Dylan nunca tenha alcançado lugar entre os meus preferidos, sou obrigada a admitir que ele interagia muito bem com seus companheiros.

Andromeda é outra série idealizada por Gene Roddenberry, mas produzida apenas após a sua morte, sob a batuta de sua viúva, Majel Barrett-Roddenberry. Aliás, o que seria do mundo da ficção científica hoje em dia se não fosse o casal Roddenberry é algo que me pergunto sempre. Outro importante produtor foi Robert Hewitt Wolfe, que infelizmente deixou a série mais cedo do que seria aconselhável. Mesmo assim, a Andromeda teve cinco temporadas e personagens inesquecíveis e, para minha surpresa (parece que descubro tudo depois de todo mundo), foi mais uma ficção que eu amei e que foi produzida no Canadá.


Being Erica, drama/comédia/fantasia, 2009-
por Tati Leite

Eu não lembro exatamente como fui “apresentada” a Being Erica. Sei que uma das minhas amigas me falou da série mas honestamente qual delas eu não recordo. Lembro apenas ouvir algo do tipo “você precisa ver, essa série é a sua cara”. E a cada episódio pude constatar que não só era verdade como nunca tinha me identificado tanto com uma personagem.

A série conta a história de Erica Strange (Erin Karpluk), uma jovem de 32 anos de idade cuja vida tomou um rumo totalmente diferente do que era esperado por ela, por seus amigos e seus familiares. Nada muito inovador se não fosse um pequeno detalhe: Erica conhece Dr. Tom, e com a ajuda dele passa a reviver momentos de sua vida dos quais ela guarda arrependimentos. Being Erica não é só uma “dramédia”, é também ficção científica. Sim, porque se tem viagem no tempo, é ficção científica.

A série já está na sua terceira temporada e pelo menos até aqui a rotina não se fez presente. Novos elementos são apresentados e quando pensamos que já sabemos tudo percebemos que não sabemos (quase) nada. E não pense vocês que é uma série de menina. É uma história sobre sonhos, medos, desejos. Uma história sobre como cada decisão, por menor que seja, transforma nossas vidas para sempre. E também é um ótimo entretenimento. Principalmente nas cenas em Erica visita seu passado. As referências pop são inúmeras. Na primeira temporada principalmente. São raros os momentos que não identificamos alguma música. E não digo mais porque qualquer spoiler poder arruinar o prazer de assistir essa história.

The City
Deep in the City, soap opera/drama, 1999-2001
por Paulo Serpa Antunes

The City, no Canadá, ou Deep in the City, como foi distribuída nos demais países, é a minha série obscura favorita. Obscura porque não conheço muito mais gente por aí que lembra dela. Foi produzida há uma década atrás e, no Brasil, entrou escondidinha na fall season da Warner Channel em 2005, na época que a Warner Channel ainda era legal e não exibia este monte de filmes dublados que todo mundo já viu.

The City abria com um locutor de rádio narrando os acontecimentos do dia numa fria e violenta Toronto. A partir daí, entravam em cena um grupo de personagens distintos, que incluía uma rica candidata a vereadora (Torri Higginson, que posteriormente iria se tornar musa da sci fi em Stargate Atlantis), um empreiteiro (John Ralston, Flash Gordon), um padre alcoolista e humanitário (Aidan Devide, atualmente em Rookie Blue), um mãe solteira e pobre (Robin Brûlé, Degrassi: The Next Generation), sua mãe prostituta (Shannon Lawson), um policial violento (Shawn Doyle), um traficante barato (Jody Racicot, outro que esteve em Flash Gordon) e um mendigo (Michael Sarrazin). Personagens distintos do tabuleiro da vida na cidade, que viriam suas vidas se cruzarem num tiroteio ocorrido no episódio piloto.

Lembrem-se, estamos falando de uma série de 1999. Ainda não existiam as séries de David Simon. Nem Lost, que criou a mania dos dramas seriais baseados em personagens se cruzando na tela – The Nine, Six Degrees, FlashForward, The Event…. The City veio antes e era muito melhor por ser despretensiosa. Mais do que isto, a série ao mesmo tempo que tinha esta sofisticação ela era meio como uma soap opera – marido traindo a esposa, filhos fora do casamento, padre apaixonado, o que tornava tudo muito envolvente.

O primeiro ano teve 13 episódios que funcionam que é uma maravilha. Na segunda temporada, com 20 episódios, o formato mudou, o drama se sobrepôs a novela, personagens saíram de cena e diversos episódios trouxeram histórias fechadas. Ainda assim, o charme se manteve e o seriado saiu de cena levando pra casa três prêmios Gemini e deixando fãs no Canadá. E ganhando um lugarzinho no meu coração.

Flashpoint
Flashpoint, ação, 2008-
pela Equipe do site Flashpoint Brasil

Flashpoint é uma série sobre uma unidade de elite tática canadense, chamada Strategic Response Unit (SRU), ou Unidade de Resposta Estratégica. O que chama atenção em Flashpoint é o realismo que a série transmite, mostrando que os policiais realmente se sacrificam pela vida de outros que estão em perigo. Além de tentar capturar o elemento humano dos envolvidos e as diferentes situações que levam alguém a cometer um crime.

A série é muito bem elogiada pelos oficiais da vida real, que sempre dizem que Flashpoint é humano e verdadeiro, retratando exatamente o que eles passam em seu cotidiano. Outro ponto a se destacar é a grande união entre os membros da equipe, o laço forte de amizade que serve de exemplo. Em muitas vezes o lado pessoal dos policiais acaba se envolvendo com alguma situação crítica, onde eles tem que lidar com medos e incertezas, mostrando que mesmo sendo heróis, acima de tudo eles são humanos e também perdem, choram, riem, odeiam, amam e sagram.

O show tem ainda um elenco fantástico, composto pelos atores Hugh Dillon, Amy Jo Johnson, David Paetkau, Sergio Di Zio, Michael Cram e Enrico Colantoni. Flashpoint sem dúvida é emoção garantida do início ao fim.

La Femme Nikita
La Femme Nikita, drama/ação, 1997-2001
por Mica

Nikita, uma das novas séries da CW, é um desses remakes que foram bastante aguardados por mim. E não é apenas por eu ter adorado o filme original, mas principalmente porque eu era fã de La Femme Nikita, série canadense que foi primeiramente ao ar nos Estados Unidos. Para mim, Nikita é e sempre será Peta Wilson, com seu jeito frio e distante, mas absurdamente encantador.

A história base é aquela que todos conhecem: acusada de matar alguém, Nikita foi presa e logo em seguida recrutada pela Seção Um, que prontamente forjou o seu suicídio. A partir de então, foi treinada para ser a melhor agente da organização, o que significava matar sem pensar duas vezes. Mas Nikita tinha uma consciência, humanidade, um coração (que acabou se apaixonando por Michael, o agente que a treinou) e invariavelmente entrou em conflito com a Seção Um.

Mas o melhor de La Femme Nikita era a forma como a série desenvolvia seus personagens. Embora precisasse usar da ação em alguns momentos, era no desenvolvimento psicológico e na qualidade dos roteiros e diálogos que estavam os seus pontos fortes. E, é claro, na qualidade dos seus atores.

Não é bom ficar comparando, mas a verdade é que quando assisto um episódio da nova Nikita, sinto falta da atuação daquele povo que com um simples olhar conseguia me convencer completamente… para o bem ou para o mal.

Queer As Folk
Queer As Folk, drama, 2001 a 2005
por Pablo Biglia, editor do site Universo Mix

A série já abordou de tudo. Desde o escândalo da estreia até o tabu do HIV, passando por morte, adolescente expulso de casa, preconceito, violência e traição. Essa é Queer as Folk, versão norte-americana, lançada em dezembro de 2000 em uma co-produção dos Estados Unidos e do Canadá.

Brian Kinney (Gale Harold) é o trintão com alma de Peter Pan. Vive em seu mundo particular, é cobiçado por todos os rapazes de Pittburgh (e tem consciência disso), tem um emprego estável e um apartamento invejável. É amigo de infância de Michael Novotny (Hal Sparks), um maníaco por quadrinhos, gerente de uma loja de departamentos. A relação de Brian e Michael é entrelaçada de amor, mágoa e, talvez, a decepção de algo que nunca se concretizou.

Na história também surge Emmett Honeycutt (Peter Paige), o personagem mais interessante de todos. É independente, sincero, carente, amigo, divertido e, durante algum tempo, teve dúvidas sobre sua sexualidade. Acreditou que Jesus o salvaria e tentou “virar” hétero. Sem sucesso, aceitou sua condição gay e passou de vendedor de uma loja de roupas a ator pornô. Foi namorado de George, um homem idoso, que morre numa viagem de avião. A morte aconteceu dentro do banheiro, enquanto Emmett e George faziam sexo. Emmett recebe 10 milhões de dólares de “herança” e cai na mira da família de seu falecido companheiro.

Por outro lado, temos Ted, o típico americano: tem um emprego que detesta, é solteiro, tem baixa auto estima, já se envolveu com drogas e tem uma paixão platônica por Michael. Não gosta de sua aparência, muito menos de seu corpo, já foi despedido de um emprego por se masturbar enquanto acessava um site gay. Fundou uma empresa de filmes pornôs.

Justin é o adolescente que descobre sua sexualidade frente aos preconceitos dentro da própria família. Um pai que não aceita sua orientação e o expulsa de casa; uma mãe submissa, que perde o filho por medo do marido. Justin passa a morar com Brian, em quem identifica sua alma gêmea, porém, encontrou seu verdadeiro lar na casa de Debbie (Sharon Gless), a fantástica mãe de Michael, lutadora convicta dos direitos gays. Pode ser considerada mãe e amiga dos cinco rapazes envolvidos na série. É irmã de Vic (Jack Wetherall), um homem de meia-idade, portador do HIV, sempre dando conselhos para que todos encontrem a felicidade, coisa que ele não conseguiu fazer.

As outras mulheres da história são Lindsay (Thea Gill) e Melanie (Michelle Clunie), um casal de lésbicas, cujo sonho principal é ter um filho. O sonho é realizado no primeiro episódio da série, graças à colaboração de Brian, doador do esperma que deu vida ao pequeno Gus. O garoto nasceu de Lindsay e foi adotado por Melanie, porém, não perdeu a presença do pai, que sempre esteve às voltas para dar ao filho tudo o que julgasse necessário. Na terceira temporada, Melanie dá a luz à pequena Jenny. Lindsay e Mel têm uma relação turbulenta, envolvendo traição e inversão de valores.

Essa é a vida em torno de Queer as Folk. Uma série que buscou abordar o universo gay sem apelar para a excessiva nudez ou para a pornografia, mostrando os gays como pessoas comuns, trabalhadores, com sentimentos, aspirações, vontades e decepções. Com cinco temporadas, 83 episódios, a série foi um marco na história LGBT. Na América do Norte foi transmitida pelos canais de TV paga Showtime e Showcase. No Brasil, foi ao ar no Cinemax, com o nome de Os Assumidos.

Queer as Folk abraçou com coragem muitos assuntos polêmicos. No entanto, nunca perdeu a pose, sempre com doses de humor, seriedade, romantismo e emoção e deixou seu legado na luta pelos direitos dos homossexuais.

A série abordou, também, uma questão que está muito atual: o bullying na escola. O alvo dos valentões foi Justin, que nunca baixou a cabeça aos ataques dos homofóbicos de plantão. Uma das cenas mais emocionantes aconteceu no encerramento da primeira temporada, quando Brian chega na formatura de Justin e o tira para dançar a valsa. Ao som de Save The Last Dance For Me (veja o vídeo). Embora emocionante, o final foi trágico, pois Justin foi atacado, apanhou com um bastão de beisebol. O rapaz ficou com sérias sequelas, o que o impediu de fazer aquilo que mais gostava: desenhar.

Queer as Folk tinha, também, como pano de fundo, a boate Babylon, ponto de encontro dos cinco amigos. A casa noturna foi palco de muitas histórias, sendo influência até no Brasil, já que a boate The Week, em São Paulo, foi inspirada na Babylon.

Os personagens de Queer as Folk são pessoas que encontramos em nosso cotidiado. Tudo isto num cenário que emocionou o mundo todo, que trouxe alegria, angústia, celebração, decepção. Colocou o mundo a par dessas pessoas que buscam pelos direitos, buscam pelo reconhecimento como cidadãos, que buscam encontrar a felicidade.

Lost Girl

Lost Girl, sobrenatural, 2010-
por Diogenes Ternero, editor do blog Conquistadores

Quem é fã de ficção ou das séries do canal SyFy vai gostar da Lost Girl, que começou a ser exibida em setembro pelo canal canadense Showcase. A série foi bem recepcionada pelos canadenses, recebendo boas críticas nas primeiras semanas. O episódio piloto quebrou o recorde de audiência do canal. A série tem roteiro de Michelle Lovretta (produtora do drama teen Instant Star) e é dirigida por John Fawcett (diretor de The Bridge), além de contar no elenco com a presença de Anna Silk (Being Erica), Kristen Holden-Ried (The Bridge) e Ksenia Solo (Life Unexpected).

A série acompanha a vida de Bo (Anna Silk), uma mulher sedutora que alimenta da energia sexual dos seres humanos, mais conhecida como súcuba. Bo acaba descobrindo que é uma Fae, criaturas com poderes que vive entre os humanos. Ela também descobre que existem a Fae da escuridão e a da Luz. No primeiro episódio ela é descoberta por essas Faes, sendo que a Fae da Luz é controlada por Ash (Clé Bennett) e seus capangas Dyson (Kristen Holden-Ried) e Hale (K.C. Collins). A Fae da Escuridão é controlada pela bela Morrigan (Emmanuelle Vaugier, recentemente vista em Covert Affairs como Liza Hearn). Bo acaba fazendo amizade com a bela Kenzi (Ksenia Solo, a Tasha de Life Unexpected) e juntas resolvem partir pelo mundo em busca de descobrir mais sobre esse novo mundo.

Com bastante humor e ação, a série consegue conquistar qualquer um com sua carisma e criatividade. Os efeitos especiais não são tão poderosos, mas também não decepcionam. O melhor fico por conta dos poderes de alguns seres e a criatividade na criação de personagens. Lost Girl ainda está em exibição, mas já tem segunda temporada garantida e tem seu season finale marcado para o dia 5 de dezembro, portanto ainda tem tempo para você conhecer a série antes que ela acabe.

Terra: Conflito Final
Terra: Conflito Final, ficção científica, 1997-2002
por Mica

Quando você costuma assistir série pela TV (ou mesmo baixar da internet, se isso aconteceu há uns 10 anos e não havia milhares de sites falando do assunto) você não presta muita atenção no local onde a série é produzida. Você apenas gosta ou não da coisa (mas suponho que goste, se não abandonava). Eu vi muita coisa nessa vida sem ter a menor idéia de que não foi feita nos Estados Unidos, e quando descobri a origem foi uma surpresa. Quem diria que tanta coisa que eu gostava fosse feita no Canadá?

Uma dessas séries que eu amava e só recentemente descobri a origem, foi Terra: Conflito Final (Earth: Final Conflic). A idéia que embasou a série é do Gene Roddenberry, mas foi a sua esposa, Majel Barrett-Roddenberry, quem realmente tocou o projeto por cinco temporadas.

A idéia é bem simples: Uma raça alienígena, os Taelons, chegam à Terra e em troca de abrigo, oferecem sua tecnologia para nós. A população em massa os aceita, o planeta parece se recuperar de seus grandes males, mas alguns não têm tanta certeza da benevolência alienígena e é claro, surge a resistência.

Foi protagonizada inicialmente por Kevin Kilner e Lisa Howard, teve seu personagem principal substituído na segunda temporada. Robert Leeshock assumiu a posição do novo líder da resistência e… bem, foi quando as confusões começaram na série. Ninguém estava a salvo, o machado passava em qualquer lugar e nós, como fãs, nunca sabíamos se aquele personagem que gostávamos continuaria na série ou não. Isso influenciou na qualidade do que nos era apresentado, principalmente de roteiro e interpretação. Mesmo assim, foi uma série que me deu um prazer imenso assistir e da qual sinto muita falta. Se me dessem a oportunidade, assistiria tudo de novo.

The Collector
The Collector, sobrenatural, 2004-2006
por Mica

Sabem aquela série que você descobriu por acaso na TV? Essa foi The Collector, série canadense completamente obscura que foi ao ar no Brasil no canal AXN. Com três temporadas produzidas, infelizmente a série nunca foi finalizada. Mas isso não tira o prazer de assistir os episódios, que eram bastante envolventes.

Tudo girava em torno de Morgan Prynn (Chris Kramer), que fez um pacto com o diabo para coletar as almas que a ele pertenciam. Mas após 600 anos de coleta, Morgan estava cansado e negociou com o diabo a redenção dos novos pactuados. Se até o dia da coleta Morgan conseguisse redimi-los (ou seja, fazê-los desfazer o mal que o pacto causou) o diabo teria que deixar a alma em paz. Só que nada era tão simples, e o diabo sempre estava por ali para zombar e atrapalhar a vida de Morgan, mesmo porque, se ele falhasse, teria que coletar a alma no horário estipulado.

Mas não eram apenas as histórias dos pactuados que me atraíam. Eu também gostava muitíssimo da interação de Morgan com Maya Kandinski, uma jovem que salvou e que literalmente virou a sua vida de cabeça para baixo. Na primeira temporada Maya foi interpretada por Carly Pope (adorável no papel) e depois por Sonya Salomaa (por quem não nutri simpatia alguma, infelizmente). Mas não foi uma simples troca de atriz. Lembrem-se que estamos falando do diabo e de pactos. Há um motivo para tudo.

Enfim, The Collector foi uma série que ganhou minha simpatia, que me levava semana após semana de volta à TV, mesmo em uma época que eu não tinha tempo algum sobrando ou computador (e quem dirá internet!) para pesquisar e discutir. Era apenas a boa e velha curtição por curtição. Gostaria de rever.

Séries citadas:

Os textos assinados pela Redaçao TeleSéries são textos de autoria coletiva ou notícias escritas por um redator anônimo, mas sempre revisadas com a máxima precisão jornalística.

31 Comments

  1. Pingback: Tweets that mention Viva Canadá! 10 séries canadenses inesquecíveis -- Topsy.com

  2. Cleide Pereira

    eu fico aqui no telesséries e leio esses artigos e todas as vezes em que Mica aparece nunca é surpresa o que ela diz, me atrevo mesmo a dizer …. que até parecemos irmãs hehehehe (e ela nem me conhece)
    adoroooo tudo que essa guria tem a dizer, somos fanáticas por syfy … logo o que ela diz tem e terá sempre a minha atenção
    Andromedra / La Femme Nikita e Terra me deixaram saudades, e realmente o personagem do Dylan Hunt é algo muito distante de Hercules, e olha que tb sou fã, e não me atrevo a ver o Nikita atual pois a única que veste este papel é a lindíssima Peta Wilson
    e fique sabendo que só agora que comecei a saber sobre essas séries pois eu só assistia pela tv, sem ter condições e tempo para procurar informações que só agora com a internet nos permite

    foi uma delícia reviver estas séries a cada linha que eu ia lendo
    obrigado

  3. Hanna Nazine

    Nossa, achava que só eu adorasse Deep In The City.
    Amava a série, fiquei arrasada quando ela finalmente voltou à velha forma (a 1ª temporada é perfeita!) e paaam… Foi cancelada! Bom saber que tem outros órfãos por aí.

  4. Anderson Vidoni

    Tirando Lost Girl, que é uma das piores cosias que já vi, gostei da lista.

    Lembro que adorava The Associates e tinha uma outra que fazia par com ela na Sony, mas não me lembro agora.

  5. Anônimo

    Eu também achava que fosse a única pessoa que assistiu à Deep in the city. A atriz protagonista era muito classuda. Eu a vi em outra série ou filme, sobre o qual não me lembro absolutamente nada.
    Foi Earth: Final Conflict que me fez entrar para o time dos downloders. Eu a assistia pela Record (que passava umas séries bem legais, como Seinfeld e The pretender), e fiquei inconformada por esse canal parar de transmiti-la. Nem sequer terminou de passar a segunda temporada – parou no meio. Cheguei até a telefonar para eles, espinafrando, suplicando, ameaçando me suicidar. Daí evolui e conheci a verdadeira felicidade: download!
    Andrômeda: eu também gostava bastante. Passava no AXN. Gostava também da voz da locutora do AXN: bem prôu.
    Nikita, nossa! Amor antigo. Uma atmosfera sombria, umas histórias melancólicas… E a atriz é inacreditavelmente linda.
    Cold square: eu também gostava. Punha muitas séries policiais americanas no chinelo. The collector era interessante, mas logo acabou.
    BSG também não era canadense? Que foi filmada no Canadá eu tenho certeza. E havia muitos atores canadenses no elenco.

    => já vi vários filmes e séries em que americanos desdenham dos canadenses, dizendo que são feios, magros e outras críticas que não me lembro no momento. A rivalidade entre vizinhos está pelo mundo todo, ad eternum. E, se os canadenses forem ocupando o espaço dos americanos na indústria cinematográfica (uma das maiores divisas dos USA), daqui a pouco eles vão sair no tapa.

  6. Fernando dos Santos

    Dentre todas as séries canadenses que já vi, a minha favorita é La Femme Nikita.Em segundo lugar vem Cold Squad.

    Gostei das duas primeiras temporadas de Terra:Conflito Final, funcionava bem como entretenimento sem maiores pretensões.Pena que a Record (canal onde eu assistia Earth:Final Conflict) abandonou a série depois da segunda temporada.

    Gostei muito também da primeira temporada de Durham County, uma série que tinha um clima meio Twin Peaks mas sem a presença do elemento sobrenatural.Porém mais uma vez o canal pelo qual eu acompanhava a série desistiu dela.Lembro que foi no Telecine que assisti o primeiro ano.Se não me engano foi o Telecine Premium que exibiu.Atualmente o seriado já vai pro terceiro ano no Canadá.

    Gostei ainda de Flashpoint, mas mais uma vez fui sacaneado pela emissora que exibia a série no Brasil(neste caso foi a Warner Channel).

    Atualmente dentre as novas séries canadenses exibidas no Brasil e que estou acompanhando a minha favorita é The Bridge.Ela meio que segue as pegadas de grandes séries como The Wire e principalmente The Shield.Não chega a altura de nenhuma das duas, mas faz bonito.Seu personagem principal, Frank Leo é um cara duro na queda,quase um Capitão Nascimento canadense ou um Vicky Mackey da terra do bacon.
    Dei uma olhada também em The Border , mas essa não me empolgou.Achei normal demais e sem nenhum atrativo diferencial.

  7. Flávia Ribeiro Varsano

    Só vi a primeira temporada de Deep in the City, e como todo mundo aqui, achava que ninguém mais via! Gostava, mas, não lembro bem o porquê, não acompanhei a segunda temporada…
    Vi um pouco de La Femme Nikita e de Flashpoint, mas nenhuma das duas me pegou. Agora, uma que tenho muita curiosidade é Being Erica. Ninguém se anima de passar no Brasil não???

  8. MicaRM

    As pessoas costumam dizer que o Canadá é os Estados Unidos melhorado.

    Arquivo X também era filmado no Canadá, mas definitivamente não era uma série Canadense.

    Eu também comecei a ver Earth: Final Conflict na Record, mas vi o restante na tv a cabo (não lembro qual canal).

    Cold Squad era fabulosa, principalmente nos três, quatro primeiros anos. Deixava a sua contraparte americana (Cold Case) no chinelo.

    A protagonista de Deep in the City fez Stargate Atlantis (e, diga-se de passagem, a série morreu depois da saída dela).

  9. Fernando dos Santos

    Quase esqueço de mencionar Intelligence, outra série policial que gostei muito.
    Ela era focada nos bastidores das relações entre os orgãos de segurança e mostrava a politicagem que rola neste meio.Focava também no submundo do crime organizado.
    De maneira geral fazia lembrar The Wire.

  10. Thiago FLS

    La Femme Nikita é um dos melhores exemplos de como um roteiro de qualidade pode salvar um orçamento capenga. Foi nessa série que Joel Surnow, Robert Cochran e Michael Loceff desenvolveram as técnicas que mais tarde aplicariam com perfeição em 24 Horas. Por outro lado, já naquela época eles tinham a mania de criar reviravoltas bombásticas do tipo “tudo que você sabia estava errado” que contradiziam episódios anteriores e claramente não foram planejadas desde o início.

    Além de Peta Wilson, no elenco também se destacavam Eugene Robert Glazer como Operations e Alberta Watson como Madeline, dois vilões extremamente classudos, inteligentes e calculistas. Eu gostava até mesmo da atuação minimalista de Roy Dupuis como Michael, o agente com eficiência diretamente proporcional ao tamanho do mullet. Shane West nem se compara.

  11. Anônimo

    A culpa é do Canadá (como diria a piada)… e da lista sou fascinado pela Nikita, pena que não sai em DVD porque aquilo era soberbo, aquele estilo “classudo” era muito interessante. Andromeda não pude ver direito e Conflito final vi um pouco no antigo USA, muito boa. Talvez seja por isso que hoje em dia minha série favorita é V com a Morena Baccarin. A Mica tem sexto sentido pra scifi, me lembro da dica sobre Torchwood.

  12. Paulo Serpa Antunes

    Muita gente lembrou de Deep in the City, que legal!
    (Estou decepcionado que existem pouquissimas referencias da serie na web, não existem mais fotos. As que usei no texto estavam baixadas no meu micro ha alguns anos).

  13. Anônimo

    Mica, obrigada pelos esclarecimentos. É enlouquecedor não conseguir lembrar em que filme/série tal ator atuou. É verdade: Satargate Atlantis…
    Ao contrário de você, as referências que vejo são sempre negativas, de algum modo, aos canadenses. Mesmo em uma produção canadense. Por exemplo, no filme do Denys Arcand, Les invasions barbares, havia uma passagem em que o fillho do professor moribundo queria levá-lo aos USA, porque lá haveria melhores médicos (ou equipamentos, sei lá). Em outra série (deu um branco, não sei se foi em Six Feet Under…), apareceu uma babá canadense que trouxe para dentro de casa um sem-teto, para alimentar e abrigar em casa (e a mãe da criança pirou com isso). Enfim, coisas desse gênero
    Obviamente, não é o que eu penso dos canadenses. Só toquei nesse assunto para falar da rivalidade, que está sempre presente, desde que os dois primeiros agrupamentos de hominídeos se instalaram em áreas vizinhas.

  14. MicaRM

    Este é o caso, os EUA acham o Canadá o fim do mundo, mas o mundo sabe que o Canadá é muito melhor que os EUA, hehehe.

  15. MicaRM

    O Roy Dupuis me irritava profundamente como Michael, mas tenho que concordar em relação ao Eugene Robert Glazer e a Alberta Watson (mas admito que minha paixão em La Femme Nikita era o Matthew Ferguson como Birkoff)

  16. Bia mafra

    diferente da mica, era louca pelo michael, e achava nikita muito caras e bocas, mas ainda muito melhor do que a nikita atual. mas as minhas paixoes eram a madeline, birkoff e o walter, como eu gostava do jeito canastrao do walter.

  17. Fernando dos Santos

    Paulo Antunes, qual canal exibiu Deep in the City no Brasil e em que período isso aconteceu?
    Não conhecia essa série e depois de ler este texto fiquei curioso.

  18. Thiago

    Bá, pena que não falaram de Degrassi – The Next Generation, pra mim umas das melhores series adolescentes feitas até hoje, sem frescuras de adolescentes ricos e com atores de idade apropriada (não com atores de 21 anos fingindo que tem 16).

  19. Rafael

    Que matéria legal ein. Parabens ao TeleSeries que contina sendo um dos melhores sites de notícias sobre seriados. Sempre visitei aqui e sempre foi continuar visitando. Valeu.

  20. Claire

    Hahah e eu pensando que era a única a assistir Deep in the city… a série era meio clichê e tal mas até que prendia um pouquinho… gostava da protagonista toda classuda, como disseram aqui :)
    Das citadas a melhor pra mim é Being Erica… pena que só pude assistir poucos epis… seria legal se alguma tv aqui a transmitisse

  21. Bizancio

    Ficando só em “La Femme Nikita” embora haja muita ação na nova versão, sentia maior ameaça na Section One em em seu pessoal do que na agencia E, Mica, Roy Dupuis é melhor ator do que o sujeito que faz o Michael atual.

  22. Bizancio

    Perdão pelos erros: Ficando só em “La Femme Nikita”, embora haja muita ação na nova versão, sentia maior ameaça na Section One e em seu pessoal do que na agencia atual. E, Mica, Roy Dupuis é melhor ator do que o sujeito que faz o Michael atual.

  23. MicaRM

    Não digo que o Shane West seja bom ator (embora ele não seja mau), mas eu odiava o Roy Dupuis. Ficava muito irritada quando o via em tela. Nunca consegui simpatizar com ele. Não posso nem dizer com propriedade se ele atua bem ou mal, porque eu tive antipatia pelo cara desde o primeiro momento e nunca consegui mudar minha primeira impressão. Acontece essas coisas na vida da gente, hehehe.

  24. Pingback: Being Erica vai ganhar versão americana

  25. Márcia campos

    Eu assisti deep in the city em 2005 e me apaixonei. Ha um episódio em que acontece uma nevasca e 2 ou 3 personagens ficam presos num elevador com um piano e um deles toca e canta uma música que tem como refrão ” the coldest night of the year” ou algo assim. A cena foi belíssima e a música, sem precedentes se tão linda…. Ha anoa que procuro algo a respeito e não encontro. Meu sonho é rever este episódio.

  26. Clau Souza

    La femme nikita pra mim foi uma das melhores ela mantinha vc presa a ela do inicio ao fim, só não gostei do final…

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