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Reviews

Veep – Chung

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Série: Veep
Episódio: Chung
N° do Episódio: 1×04
Exibição nos EUA: 13/05/2012

Estamos na metade da temporada de Veep e a série continua crescendo no meu conceito. A consistência do humor e dos personagens é incrível, assim como o desenvolvimento gradual de cada um com a suas personalidades ficando cada vez mais marcantes. E tem como não amar Selina? Ela está cada dia mais enrolada com suas alianças políticas (ou com o fim delas) e isto gera momentos hilários.

O episódio começa com Amy e Dan indo ao lançamento do livro do Governador Danny Chung no lugar de Selina que não o suporta. Durante a caminhada dos dois mais uma vez a tensão sexual entre eles é perceptível e por mais que Amy adore declarar sua raiva por Dan o tempo todo, os dois forma uma boa dupla e rendem trabalhando juntos. Quando eles retornam ao gabinete da vice-presidente, eles discutem com ela a possibilidade de Chung se candidtar para presidente nas próximas eleições, o que a deixa nervosa e com medo de perder o apoio do presidente durante as eleições. Com isso ela pede para que seu investigador descubra alguns podres sobre Chung. O que chega ao ouvido dela é que ele não poderia se candidatar por não ter nascido nos EUA, ter sido naturalizado depois. Este é o ponto principal do episódio e que dará partida na confusão enfrentada por Selina e sua equipe.

Selina concede uma entrevista para o Meet the Press e, depois do programa, durante uma conversa com o apresentador, ele a questiona sobre a possibilidade de Chung se candidatar à presidência e ela responde que acha improvável, “já que ele nem americano é”. Como de costume, as péssimas escolhas de palavras de Selina na hora de se expressar deixam a  declaração com cara de racista pelo governador ser descendente de chineses. Mais uma vez Selina está envolvida em uma polêmica colossal e isso é o  interessante de Veep. Os roteiristas não têm medo de fazer da protagonista uma personagem destestável às vezes, com seu ego gigantesco e sua prepotência inigualável, e com isso a série só ganha pontos, a meu ver. Temos a possibilidade de presenciar durante cada episódio de Veep aquele humor negro que foge das convenções do politicamente correto que dominam a televisão atualmente. E isto é um sopro de vigor.

Veep também continua fazendo humor sobre o estigma que persegue o ambiete político de um lugar sujo, repleto de pessoas desonestas e que estão dispostas a fazer qualquer coisa para atingir seu objetivo. Que o diga a cena em que Amy e Dan vão atrás de um do senador do Arizona para que ele apoie da vice na lei dos votos. Para que ela consiga o que quer, que vencer na votação, ela aceita deixar sua opinião de lado sobre a imigração só para poder receber o apoio. A cena do jantar é mais uma construída para mostrar a dinâmica entre Amy e Dan.

Jonah tem se tornado um dos personagens que mais me irritam com seu jeito arrogante e idiota ao mesmo tempo, mas nem ele consegue estragar a série. Mike está cada vez mais engraçado por seu cansaço diante do trabalho – a cena dele dormindo na limousine é impagável. Sue a cada episódio se mostra a mais competente entre os funcionários da vice. É impressão minha ou ela está se tornando uma espécia de mistura entre April e Donna, de Parks and Recreation? Ah, o episódio ainda nos mostra um pouco mais da vida da vice fora do gabinete com seu namorado, o que gera momentos hilários como a cena de Amy e Gary ouvindo a conversa dos dois na escada ou a cena do celular. Nunca vou me cansar de elogiar Julia Louis-Dreyfus. Ela domina o papel e já tem suas ações e trejeitos que fazem são dela basicamente, como quando ela começa a engasgar quando não sabe o que dizer. E o que fica no final? A certeza de que Veep não tem medo do ridículo (o que é ótimo) e que na política nada importa a não ser você mesmo.

Séries citadas:

Jornalista apaixonado por cinema, música e televisão. Buffy the Vampire Slayer foi o primeiro grande vício, mas antes já acompanhava Friends e Barrados no Baile. Ama Desperate Housewives, True Blood, Community, Game of Thrones, Glee, Happy Endings, Revenge, Shameless e The Good Wife, entre tantas outras. Não resiste a uma comédia, mas também não dispensa um bom drama.

Website: http://behindthescenes-takes.blogspot.com.br/

3 Comments

  1. Dierli M Santos

    Estou achando a série muito divertida também.  Sou suspeita que amo 
    Julia Louis-Dreyfus, mas acho que ela tá fazendo uma ótima política. Acho legal que, apesar de ter problemas e ser despreparada para a função, ela não é totalmente pateta. E gosto também da série não ter medo de ser ridícula. Para mim, é uma das melhores estreias desse ano. 
    Parabéns pela review!

  2. Pingback: Destaques da Semana – Brasil – 13 a 19/8

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