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Reviews

Under The Dome – Manhunt

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Série: Under The Dome
Episódio: Manhunt
Número do Episódio: 3x03
Exibição nos EUA: 08/07/2013
71.666666666667
3.5
3

Vida dura essa de quem assiste série baseada em obra literária. A gente tem que ficar esquivando de spoiler a semana inteira, e ainda ouvir o mesmo blá blá blá de que “no livro não é assim”. Gente, get over it! Seremos um mundo muito melhor quando as pessoas superarem que adaptações são produtos diferentes.

Mas algo mais me preocupou essa semana em relação à Under The Dome: que episódio morno! Passado o piloto, que deixou uma grande expectativa, e o segundo episódio, que foi bem mais ou menos, confesso que esperava um episódio mais ágil. E algo que eu atribuí a um problema de roteiro específico do segundo episódio, se repetiu aqui: alguns fatos acontecem de maneira muito idiota, e parecem ter sido escritos pelo roteirista de i-Carly. Foi assim no patético incêndio provocado pelo reverendo e foi assim na mais patética ainda fuga do policial  Paul, que deixa Linda presa em seu lugar. Esse é um dos plots do episódio, que gira em torno da caça ao nervosinho.

Big Jim recruta dois homofóbicos,  que não entendem como o casal Carolyn e Samantha podem ter uma filha, e Barbie, que só se junta ao grupo por pura pressão. Enquanto o grupo caça Paul, Julia resolve seguir o perturbado Junior. Aliás, nesse episódio tivemos uma amostra da tensão que rola entre Junior e Jim. O pai diz que o filho ainda não “saiu da barra da saia da mãe já morta” e questiona sua integridade como homem, depois de Junior dizer que apanhou de Barbie.

Julia começou a me irritar nesse episódio. Tomara que levem a personagem para além de uma chata que gosta de fuçar na vida dos outros, porque investigação até agora, ele não fez nenhuma. Primeiro porque abrigou um estranho em sua casa sem ao menos perguntar da onde veio. Mas voltando ao segundo plot do episódio, Junior busca escapar da redoma por debaixo dos encanamentos. A empreitada foi estimulada por Angie, que ouviu nossos conselhos e resolveu ganhar o psicopata pela empatia: disse que poderiam retomar o romance se conseguissem escapar da redoma. O cara chega nos túneis subterrâneos e dá de cara com a redoma, intacta, e Julia, o seguindo. O garoto tem um ataque de raiva é consolado por Julia, que revela que só habita Chester’s Mill porque fez uma burrada e foi demitida do emprego. Depois do clima de amizade Disney, resolvem voltar.

Joe ainda não nota o sumiço de sua irmã. Isso porque ele tem coisas mais importantes pra fazer, como promover uma festa de recarregamento de iPhone de graça.  Norrie, sempre brava sem motivo aparente, está fugida de suas mães e pede abrigo na casa de Joe. Na festa, depois de um desentendimento entre um garoto que queria ser o dealer da energia da casa, Joe e Norrie se aproximam e formam o primeiro casal pós-redoma. Mas o clima é cortado por Carolyn, que chega a tempo de ver o casal se estrebuchando no chão com uma convulsão espontânea, e recitando o que devem ser versos de uma música da Nicki Minaj.

A caçada de Barbie e Jim termina com o policial Joe rendendo os dois e sendo abatido por Linda. A policial também começa a me irritar, pela atuação de Natalie Martinez. Uma pessoa que faz a mesma cara quando seu “pai de consideração” morre e quando vê que sumiu um rifle da delegacia precisa de uma escolinha de atuação. Poderia pedir ajuda com qualquer ator de Les Revenents.

Quando Julia, Junior, Barbie e Jim se encontram, rola uma tensão entre os rapazes. O passeio subterrâneo fez com que a ruiva começasse a desconfiar de Barbie, acusado por Junior de ser louco. Com sua habilidade inquestionável de investigação, Julia encontra um mapa exposto na mochila aberta de Barbie, com um local marcado com um X e um PROCURE AQUI O SEU MARIDO ASSASSINADO (esse último é mentira). Não me espantarei se no próximo episódio ela encontrar o diário de Barbie aberto na página em que confessa ter matado seu marido.

O terceiro episódio deixa um gostinho de “não sairemos daqui”. E não estou falando dos habitantes de Chester’s Mill saírem da redoma, mas dos realizadores saírem da linha do mediano.

Séries citadas:

5 Comments

  1. Gabriela Pagano

    “Não me espantarei se no próximo episódio ela encontrar o diário de Barbie aberto na página em que confessa ter matado seu marido.” Ri infinitamente com isso. Tenho exatamente a mesma impressão que você, Matheus: todos os ~principais acontecimentos~ são forçadamente convenientes. Por favor, né, minha gente. Vamos elaborar melhor esse roteiro. Todos esses anos para a série ser aprovada e finalmente chegar à televisão e a gente é obrigado a ver isso?! Abre essa redoma que eu quero sair. –‘

    Adoro suas resenhas, sempre cheias de humor! :)

  2. Arthur de Melo

    Esse episódio foi um pouco morno, mas serviu para vermos os personagens se interagirem de uma forma mais tranquila. Linda como sempre foi ótima tomando as atitudes certas como uma devida policial e eu tenho certeza de que, a vontade do Big Jim é de matá-la para tomar posse de tudo e de todos da cidade.

    O plot dos adolescentes foi fraco demais, mas foi bastante tensa a cena do casalzinho tendo um ataque no chão. Já Junior e Julia forma uma ótima dupla e o desenvolvimento dos dois está sendo cada vez mais excelente e foi uma pena os dois não terem achado uma saída.

    Eu gostaria que os roteiristas e produtores mostrassem como está o pessoal do lado de fora da cidade. Eu sei, que a história se passa dentro da cidade e não pode fugir muito disso, mas seria muito interessante ver a reação das pessoas que não estão dentro da Redoma.

  3. Thiago FLS

    Como eu temia, os episódios 2 e 3 foram bem aquém do ótimo piloto. Parece que o showrunner Neal Baer recrutou uma equipe de roteiristas bem fraca, que não sabe aproveitar as possibilidades da trama, nem expressar o desespero que a população de Chester’s Mill deveria estar sentindo debaixo da redoma.

    Essa série também poderia disputar com Defiance o posto de pior elenco jovem da TV americana. Britt Robertson é a única exceção, mas infelizmente sua personagem literalmente não sai do lugar e é obrigada a dividir todas as suas cenas com aquele Andy Samberg do mal, que é impossível de levar a sério como vilão. E concordo que Natalie Martinez também é fraquíssima.

    Só não larguei a série de vez porque vi na Wikipedia que Brian K. Vaughan, além do piloto, também escreveu o quinto episódio, e espero que ele volte para escrever o final.

  4. Eric Carvalho

    A criançada ta deixando King sentando do lado de fora qnd vão se reunir pra discutir o roteiro. Qnt a comparação com o livro, eu to ficando muito interessado com as diferenças, mais doq só comparando as semelhanças entre as duas versões. Barbie é exatamente o mesmo cara no livro, mas tá numa situação q o obriga a tender pro mal, oposto do livro, onde ele pode agir com a ficha limpa, e isso é muito empolgante de se ver! Só achei desnecessário terem tirado o Rusty (marido de Linda) the história.. Isso foi decepcionante =/

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