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Reviews

True Blood – Gone, Gone, Gone

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Série: True Blood
Episódio: Gone, Gone, Gone
Temporada: 5ª
Número do episódio: 5×10
Data exibição EUA: 12/08/2012

Avisaram True Blood que faltavam dois episódios para o final e foi isso que ganhamos: correria.

Fico muito irritado quando True Blood faz isso. Desde a terceira temporada, a série promete diversas storylines, mas sempre ficam jogando mais plots do que necessário e a bagunça acontece. Desnecessário dizer que é a mesma coisa que anda acontecendo nessa temporada e sentimento depois de ter visto esse episódio foi: emergência e desespero. É assim que dá pra caracterizar a necessidade da série tentar juntar seus plots nos últimos momentos, sendo que deviam ter feito isso há muito tempo atrás.

 Considerando a quantidade incrivelmente escassa de tempo que o show foi dedicado às ações de esgotamento de Tru Blood, ainda há uma quantidade poderosa de medo gerado através desse acontecimento. As cenas breves, quando Jason remove Sookie de sua antiga casa após o ataque, bem como o vazio vago do Merlotte, e o perigo sutil de Hoyt sair da cidade, são todos muito percebidos, mas não tão eficazes. Só faz você desejar que a série expandisse sua visão de mundo para melhor encapsular o efeito prejudicial que a falta de Tru Blood anda fazendo, ao invés de gastar tempo com storylines nada atraentes.

Continuam a gastar o tempo com a Autoridade em vez de testemunhar como as ruas estão diferentes, agora que o sangue se esgotou. Isso é lamentável, porque ficar fazendo drama em uma sala de reuniões subterrânea dificilmente é mais emocionante do que ver de perto o estrago causado pela pelo próprio plano.

Mas veja… Pelo menos uma coisa boa aconteceu: Lafayette finalmente conseguiu passar o episódio inteiro sem ser possuído. E mesmo aparecendo sem roupa, a BUNDA DE SAM finalmente ficou sem pagamento nenhum após o fim do episódio.

Fiquei chocado, porém, com o momento de Hoyt no episódio. Estava na cara que não dava para continuar com o personagem, se livraram bem dele. Palmas também para Ryan Kwaten, o Jason, que finalmente mostrou que não funciona só para comédia.

True Blood fez meio em não mostrar coerência com o episódio passado, deixou tudo para trás e quis se focar, novamente, em plots irritantes. Se Tara está se tornando a coisa mais interessante de True Blood, é porque a decadência está enorme.

Pertubador o que fizeram essa semana: correram de cena em cena tentando segurar as pontas, só para no final continuarem do mesmo jeito. Assim não dá. Sem contar que não foi nada previsível Russell se rebelar contra Lilith, a matagal, e seus seguidores, né? Demorou tempo até demais para o ancião se libertar daqueles loucos.

Perturbante também foi assistir Eric fazendo aquele discurso para Russell. Com certeza ele só ‘acredita’ em Lilith porque é de conveniência absurda para o vampirão. Ou será que Eric realmente acredita em Deus agora, uma vez que viu seu idolatrado Godric sendo morto? Espero que não. Se isso realmente acontecer, não teremos mais salvação. Todo mundo está ficando louco naquela autoridade e claro que tinham que colocar Jessica, só para abalar tudo. Na verdade, estão fazendo mal uso dela… De novo. Sem contar que Bill só chegou tendo pregar o evangélico vampiresco e tentando converter a menina. Desespero naquele homem é o que não falta.

P.S: Sookie percebeu que só a super vagina não a protege, precisou de uma arma. Sookie realmente é muito patética por precisar de pauzinhos de Chineses para se salvar.

P.S:  Alguém podia apresentar a magia da depilação para Lilith, né? Já é a segunda vez que ela aparece no mundo moderno e nada de aparar aquele matagal.

@marcoacpontes

Séries citadas:

Cinéfilo e viciado em séries. É também um podcaster, blogueiro e estudante de Letras e Jornalismo. Acompanha mais de 60 séries, sem contar as milhares que já passaram. Gosta de todo tipo de série, não discrimina. Usa o sarcasmo, a ironia e a acidez para lidar com as situações ordinárias. Pode ser encontrado no twitter pelo user @marcoacpontes.

Website: http://www.mundodaseries.com

4 Comments

  1. Thiago FLS

    Acho que a atriz que faz Lilith deve ter usado uma peruca genital igual à que Evan Rachel Wood usou em Mildred Pierce,

  2. Chelsea

    Cara, Lilith é meio Claudia Ohana feelings, né? (e olha que eu, mulher, nunca vi a Playboy dela, apenas sei que é famosa por isso).
    Agora, eu ri horrores da Sookie matando o legista com pauzinhos e, depois, ela e Andy discutindo as taras/perversoes dele.
    Gente, das duas uma: ou o Bill tá doido/fanático mesmo OU ele, além de gênio, aprendeu a atuar melhor. E, sei lá, aquela Bíblia que ele deu pra Jessica, vai que nao tem outras coisas escritas lá dentro sem ser apenas a religiao deles? Pq eu, se estivesse numa situacao assim, teria feito isso. Ninguém vai ler uma Bíblia inteira de novo só pra procurar coisas que possam ter sido escritas lá dentro, nao? Um ótimo meio de contrabandear informacao. Já o Eric, tá meio na cara que é cena apenas, todo mundo conhece o vampirao nórdico e sabe que ele é o que tem mais cérebro e instinto de sobrevivência.
    Gostei do episódio de um modo geral, mas lamento a morte da Molly, a vampirinha geek. Gostava da personagem.

  3. Marco C. Pontes

    HAHAHAHA Então com certeza não é a segunda opção no caso do Bill. Talvez até tenha algum tipo de conspiração dentro daquela bíblia, mas, o Bill tá trollando muito a gente se no final for revelado que tudo aquilo era uma farsa. 

    É, o Eric é só fachada para depois conseguir a super pikachu de Sookie de volta!

  4. Chelsea

     Eu pensei até que o Eric entrou pra isso pra meio que proteger a Sookie, mas nao vai falar. Se formos olhar bem, apesar de os fanáticos quase acabarem com os humanos, eles se negam a mexer com fadas, já que elas sao seres de luz e eles sao trevas e pretendem ficar nelas (como Salomé mesma disse). Assim ele a estaria protegendo (o Bill tbm, vamos dar um crédito pra ele), mesmo que indiretamente.

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