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Reviews

True Blood – And When I Die

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Série: True Blood
Episódio: And When I Die
Temporada:
Número do Episódio: 4 x 12 (Season Finale)
Datas de Exibição nos EUA: 11/09/2011

A temporada de True Blood finalmente chegou ao fim. E eu me atrasei mais uma vez e por isso peço desculpas. Inclusive, se não me desculpei ao longo das semanas por toda a minha demora, peço agora. Desta vez só fui assistir ao episódio inúmeros dias depois e, por conseqüência, a resenha demorou ainda mais do que o normal. Mas aqui estou eu, compartilhando com vocês a minha visão do final esdrúxulo que True Blood trouxe para todos nós nesta quarta temporada.

Por incrível que pareça, eu gostei do episódio. Ele foi completamente dispensável e até ridículo em algumas partes, mas mesmo assim agradável de assistir, leve e descomprometido. Se você esquecesse a temporada inteira (e o fato dele ser o ‘season finale’) dava até para se divertir. E, para ser bem sincera, acho que foi o primeiro em muito tempo que não passei xingando todo mundo o tempo inteiro e nem sequer quis matar meia dúzia. Mas tudo bem, porque o episódio tratou de eliminar as pessoas por mim, sem que eu precisasse ter um ataque apoplético como acontecia geralmente.

Creio que And When I Die funcionou justamente por ser tão desconectado com toda a temporada. Ele parecia estar vagando sozinho no mundo, tentando mostrar que fazia parte da série, mas sem se ligar a ela de verdade. Ou será que fui só eu que tive esta sensação?

Seja como for, algumas coisas não tem mais volta. Jesus está morto (e eu senti de verdade a sua morte), Nan se foi (é legal ver Bill agindo como vampiro e rei, mas achei desnecessário matar Nan) e Tara não está mais entre nós. Eu nunca gostei de Tara, mas fui obrigada a sentir compaixão pela garota que deu a vida para salvar a amiga.

O que não gostei nadinha foi de terem usado Debbie para isso. Eu sei que no livro ela vai até a casa de Sookie e tenta matar a telepata e por isso acaba morta, mas é como eu disse lá atrás: nos livros Debbie é insuportável, elegante e sem caráter, mas na série ela estava muito longe de ser essa pessoa. Não gostei mesmo do fim que deram para ela. Pior ainda foi ver Alcide dando uma de bom moço com Sookie no Merlotte’s. Santa hipocrisia, Batman!

Por outro lado, fiquei felicíssima de vermos Sam trabalhando de novo e acertando as coisas com Sookie (embora me incomode esta falta de confiança que os dois tem um no outro na série. Eles estão tão distantes que nem parecem mais os grandes amigos de outrora).  E por incrível que pareça, também gostei do funeral de Tommy e da aparição da Sra. Fortenberry. Por mim teria dado cabo da outra ‘shifter’ e sua filha, mas não posso ter tudo o que quero, não é?

O pior mesmo ficou por conta da história tola de Marnie, Antonia e os espíritos ancestrais. Creio que todo mundo se perguntou o motivo de Holly não ter feito nada antes, se tinha essa carta na manga.

Desculpem os que gostaram, mas não achei de bom tom revermos a vó de Sookie (que parecia completamente maluca – coisa que ela não era – com aquele cabelo esvoaçante e camisolas) e tampouco acrescentou qualquer coisa à história essa ladainha de Marnie. Se serviu de alguma coisa foi apenas para Nelsan Ellis brilhar (porque ele é muito bom) e para me entristecer pela morte de Jesus.

Arlene esteve magnífica, como sempre. Atualmente é uma das minhas personagens preferidas. E só eu fiquei feliz de rever Renè? O cara não prestava, mas eu gostava dele. Que vergonha!

O caso é que ele me deixou com a pulga atrás da orelha com Terry. Não estou muito confiante de que desta história sairá alguma coisa interessante (e não gostaria que vilanizassem Terry), mas tenho que admitir que sou completamente apaixonada por Scott Foley, e mesmo que sua história seja terrível, nada que tenha o ator na tela pode ser assim tão ruim que eu não possa aproveitar a sua presença.

E contra toda a minha expectativa, gostei muitíssimo da interação de Jessica e Jason neste episódio. Cá entre nós, os dois no sofá foram muito mais interessantes de ver do que todas as cenas de Sookie e Eric juntos. E linda a fantasia da ‘baby vamp’ (aliás, quase todas as fantasias que apareceram no episódio estavam muito legais).

Mas o que eu gostei mesmo foi dela ter aberto o jogo com Jason. Jessica não está pronta para um relacionamento estável e tão humano neste momento de sua nova vida. Acho que o seu tempo com Hoyt foi necessário para ela se adaptar à sua condição, mas agora que já sabe exatamente o que (e quem) é, precisa abrir suas asas e voar. Essa conversa entre os dois colocou um pouco de coerência nessa loucura toda que foi o súbito interesse de Jessica por Jason durante a temporada.

Também me sinto feliz por Andy. O Xerife chegou ao fundo do poço com esta história do V e acho que até os produtores perceberam, pois fizeram Andy se desintoxicar rapidinho. Espero que no futuro o usem com mais sabedoria e parem de tentar criar histórias paralelas que não trazem benefício algum para a série.

E antes de finalizar preciso externar minha solidariedade à Pam. Muito justa a indignação da vampira e perfeita a sua cena (mas qual não é!?).

A temporada terminou deixando duas informações importantes:

1) Sookie deu um basta na sua relação com Eric e Bill, a despeito do que sente pelos dois. Minha esperança é a de que ela se mantenha firme em sua decisão, pois ficou claro que ambos os vampiros são muito mais interessantes como personagens quando a loirinha não está envolvida em suas cenas e motivações. E, diga-se de passagem, a própria Sookie brilha muito mais quando os dois não estão por perto. Só me pergunto quanto tempo isso vai durar.


2) Rei Russell escapou. Imagino que a fuga tenha deixado uma horda de fãs satisfeitos, mas não eu. Nunca suportei o rei e por mim deveria ter morrido e não sido aprisionado. Mas o que não se pode remediar, remediado está. Resta torcer para que dêem cabo dele logo na próxima temporada.

A propósito, qual será o foco daqui para frente? Nenhuma das opções que apresentaram até agora parece muito empolgante, mas sempre é possível inventarem algo novo e instigante. Fico na expectativa para coisas grandiosas, porque sou assim, tenho esse pequenino defeito que é sempre acreditar que pode melhorar.

Séries citadas:

Michele Reis Martins, a Mica, é advogada e mantém o blog Esperando o Esperado. Fã de Arquivo X, Highlander, Buffy, Doctor Who e sci fi em geral.

3 Comments

  1. Mônica Almeida

    Mica, eu achei essa temporada inferior a todas as outras. Apesar de ter achado o Eric um fofo, quando ele estava desmemoriado, prefiro o Eric normal,  mais frio, mais…vampiro mesmo.
    Eu não li os livros, mas não acredito que a Sookie vá ficar muito tempo sem o Eric ou o Bill. Acho que um dos dois (ou os dois) vai salvar aTara e a Sookie vai ficar super agradecida a ele (s) e começar tudo de novo. Argh!
    Você não gosta da Luna? Acho que o Sam (meu preferido de todos) merece um pouco de felicidade e acho que a Luna e a Hannah podem dar isso a ele. Se bem que eu prefiro ele com a Sookie. Sempre fui shipper dos dois.
    Jessica e Jason? Odiei! As cenas entre os dois foram bem legais, mas por mais que o Jason tenha bebido o sangue dela foi uma puta sacanagem o que ele fez com o amigo. Não gostei mesmo!
    No mais, também não quero o Terry como um cara mal. Acho ele um fofo em todos os sentidos. Com a Arlene, com as crianças, com o Andy…
    Ah! Também senti a morte do Jesus. Tadinho do Lafayette. O Nelsan Ellis é um ator e tanto, né? E, menina, que olhos lindos ele tem!
    Ótima review, Mica!

  2. MicaRM

    Siiim!! Os olhos do Nelson Ellis são lindíssimos. Eu o adoro. Por isso fiquei tão fula da vida com essa storyline que deram para ele nesta temporada. Tão chatinha….
    Ah, Mommy, vc deveria ler os livros, são muito legais. Eu só não li ainda o último (que saiu este ano e ainda não tive tempo de ler). Nos livros o Bill já dançou há muito tempo e a Sookie entrou em alguns relacionamentos que eu gostei e outros que não gostei tanto assim, mas sem dúvida nenhuma o Eric é a preferência (dela e minha….sou maluca pelo Eric dos livros ~_^).
    Eu sempre fui fã de Sookie e Sam, mas parece que eles fazem de tudo para afastar os dois cada vez mais. Nem mais amigos de verdade eles são :(
    Acho sim que o Sam merece ser feliz, só acho essas duas chatinhas (e, confesso, eu era fã do Markus…fiquei louca da vida quando o chato do Alcide o matou).
    Quanto ao Jason e a Jessica, eu já externei todo o meu descontentamento. O que o Jason fez foi sacanagem, mas o Hoyt é obrigado a admitir que ele havia terminado com a Jessica e só falava mal da ex-namorada, e o Jason tinha ingerido o sangue dela, e todo mundo sabe o quanto o Jason é movido a sexo, e como a própria Jessica pegou pesado com ele, então…. O que eu não conseguia aceitar é vê-la embarcando neste relacionamento com o Jason, quando uma semana atrás ela não demonstrava sentir coisa alguma por ele, e se mostrava apaixonada pelo Hoyt, apenas desejosa de algo mais em sua vida vampírica. Por isso gostei desta conversa dos dois no final, pois permitiu que ela continue explorando quem ela é, sem qualquer compromisso com o Jason. Quero dizer, o sexo é bom, mas é só isso, sexo. Ela continua livre para sugar quem ela quiser (ou ir para a cama com quem quiser).
    Mas a verdade? Eu queria que ela e o Hoyt se acertassem…

  3. Sasheyure

    sim true blood é o maximo mais se os diretores envolvessem mais ação do que o normal mais cenas de suspense o clima da serie seria mais relevante a paixão dos fãns e por favor sookie é uma fada pq a vagal não usa mais seus poderes em cena pelo amor de deus eles começaram a temporada com fadas explodindo meio mundo pq ela não pode explodir as coisas , nessa hora buffy me tras recordações mulheres devem ser mais fortes e menos desvantajosas fisicamente não acham.

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