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The X Factor USA: Um balanço da ‘Boot Camp’ e da ‘Casa dos Juízes’.

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A segunda temporada de The X Factor está a todo vapor. Selecionados os candidatos, eles agora teriam de se enfrentar em duelos na Boot Camp, e tentar convencer Simon Cowell, L.A. Reid, Demi Lovato e Britney Spears de levá-los para uma vaga na Casa dos Juízes. Muitos candidatos ruins entraram nesta etapa, mas é inegável que tinha muita gente boa, também, na disputa. Grandes momentos aconteceram nesta fase do show.

A medida que os candidatos iam duelando, os destaques iam aparecendo, e a competição também.

Um dos meus momentos favoritos foi o embate entre CeCe Frey e Paige Thomas, eis que ambas fizeram versões incríveis de “I Will Always Love You” da eterna Whitney Houston. As duas resolveram cantar a música no primeiro dia da Boot e já esquentou o clima de disputa. Neste duelo, digo sem medo que minha preferência fica para Paige, que além de um vozeirão, mostrou carisma no programa desde o início, ao contrário de CeCe que precisou de toques de Demi para redefinir um pouco a sua personalidade no programa.

 

Houve também um momento que acho que merece ser destaco que foi o embate entre Tate Stevens e Willie Jones. Ambos cantores que puxam mais para o gênero country, duelaram, e Willie saiu em desvantagem. Isso porque Tate acabou escolhendo uma música que Willie não conhecia, e teve de aprender rápido. Mas a meu ver, Tate não fez nada de errado. Aquilo é uma disputa, e todos estão ali em busca de um sonho e de um prêmio. Willie é competição para Tate, que só tem mostrado carisma durante todo o programa, além de uma incrível voz. Não acho que Tate tenha feito com intenção, mas se fez, não o recrimino. E Willie não se saiu tão mal assim. Aliás, os dois mandam muito bem.

 

Ah, foi também na Boot Camp que eu peguei meu ódio pelo Emblem 3. O grupo que tinha feito uma primeira audição muito boa, e com uma música que confesso até ter gostado, se mostrou uma banda bem chatinha, ao estar sempre criticando os outros concorrentes e fazendo piadinhas. Parece três adolescentes que levam na brincadeira a disputa, sem ter noção do que estão fazendo. Reflexo disso, foi o desempenho da banda na Casa dos Juízes que comentarei mais a frente.

 

A Boot Camp obviamente não foi feito de momentos apenas bons, e dos candidatos que passaram, muitos desapontaram os jurados. Confira alguns momentos:

 

Muita gente boa ficou para trás na Boot, mas confesso que gostei muito dos selecionados para a Casa dos Juízes. Nesta etapa, os jurados se transformaram em mentores, e agora 24 participantes disputaram um lugar nos shows ao vivo. A divisão dos times ficou: Simon Cowell com os “Grupos”, L.A. Reid com os “Acima de 25”, Demi Lovato com os “Jovens Adultos” e Britney Spears com os “Adolescentes”. Nesta fase, eles se apresentaram nas casas de cada mentor, e ali, dos 6, apenas 4 em cada grupo iria para a próxima etapa.

Nesta etapa, alguns cantores fizeram participações especiais, ajudando os jurados a escolherem seu time.

L.A. Reid – que não gostou nem um pouco de pegar o grupo dos “Acima de 25”, contou com a participação de Justin Bieber, e eles assistiram as apresentações de Jason Brock, Daryl Black, David Correy, Tate Stevens, Vino Alan e Tira Simon. Nesta leva, confesso que esperava mais de Jason que veio fazendo audições incríveis até ali, mas a escolha de “Big Girls Don’t Cry” não lhe caiu muito bem. Além disso, Vino Alan e Tate Stevens não fizeram nada de surpreende, apresentando a incrível qualidade de voz que ambos tem. Tara Simon continuo sendo a participante chata da vez, sendo aquela que tem confiança até demais, e Daryl Black foi bem indiferente, não conseguindo se destacar muito. Mas a surpresa mesmo foi para David Correy, que fez uma apresentação excelente de “Domino”.  O candidato que nasceu no Brasil e foi adotado não tinha tanta carisma, mas sua história de vida – e sua meta de reencontrar sua verdadeira mãe, dá um peso a mais, e uma voz que soa muito bem.

 

Britney Spears contou com a ajuda de WILL.I.AM para as apresentações dos “Adolescentes”. Confesso que é uma categoria indiferente para mim. No ano passado, tomei birra dela devido a Astro, e a eliminação injusta de Rachel Crow. Por isso, não me atentei a ela neste ano. Mas até que tivemos boas apresentações. Diamond White foi a que me impressionou mais até aqui. Talvez por sua simplicidade, que de longe dá para se notar. Mas também podemos notar o brilho em seus olhos ao falar-se no sonho de se tornar uma grande cantora. Além de claro ela cantar muito bem, que fez uma versão de “I’m With You”:

 

Reed Deming é praticamente um cover de Justin Bieber e não se destacou muito. James Tanner até mandou bem, mas confesso não curtir muito rapper e por isso, também não me chamou atenção. Ainda tivemos as simpáticas Beatrice Miller e Carly Rose que cantam muito bem. Ambas aliás, demonstram uma voz bem mais matura, que as vezes chega a se desvincular de suas idades. E também, Arin Ray se apresentou. Ele que já havia participado na temporada passada, sendo eliminado no TOP 12 com uma banda formada na Boot Camp voltou este ano e provou ser sim, um excelente cantor solo. A sua versão de Starships me agradou bastante:

 

Demi Lovato ganhou a ajuda de Nick Jonas para julgar Jennel Garcia, Willie Jones, Jillian Jensen, Nick Yourgerman, Paige Thomas e CeCe Frey. Algumas apresentações para mim passaram bem indiferentes. Nick Yourgerman e Jillian Jensen pareciam estar ali apenas para serem coadjuvantes. Até Paige Thomas não chegou a ir tão bem nesta fase. Jennel Garcia é uma graça. Gosto muito dela, com seu jeito sexy e único e sua versão de “I Kissed a Girl” ficou muito boa, apesar de ela não ter se soltado muito – reflexo do toque dado por Demi, de que ela mexia muito no cabelo, ou fazia as vezes caras exageradas demais.

 

Willie Jones quis corrigir o erro da Boot Camp e conseguiu fazer uma versão muito boa de Nobody Knows. Mas sinceramente, ele não precisa provar isso, já que ambos notamos que ele é um excelente cantor. E CeCe Frey é uma incógnita. Apesar de ela ser bem exagerada, Demi conversou com ela, e disse que isso pode criar uma impressão ruim. Apesar disso, eu tenho de confessar que ela sabe usar o seu sex appeal. E olha a música que ela cantou – combina com ela certo?

 

E por último, Simon Cowell teve a ajuda de Marc Antony para julgar os grupos. Três deles foram formados por participantes eliminados na Boot Camp: Playback (Austin Corini, Brandan Hassan, Johnny Maxwell, Josh Metzler e Owen Stuart), Lyric 145 (One4Five + Lyric Da Queen) e Lylas (Dinah Jane, Ally Brooke, Lauren Jauregui, Camila Cabello e Normani Kordei). A boyband foi até boa, apesar de serem bem jovens e terem algumas desigualdades musicais. Mas sinceramente, eles se empenharam nesta etapa bem mais que o Emblem 3, que fez um lixo de apresentação.

 

Parece que no Emblem, o sucesso já esta subindo a cabeça antes mesmo de eles alcançá-lo. E como já havia comentado, para mim, este grupo definitivamente não tem o X Factor. São apenas três meninos que vão fazer sucesso com as adolescentes e estampar milhares de posters em seus quartos. Sim, eu já peguei ódio por esta banda como vocês podem ver.

 

Lyric 145 conseguiu me conquistar nesta fase, e o trio fez uma excelente apresentação. Já as Sister C continuam tão sonolentas quantos suas apresentações. Não sei o que elas estão fazendo na competição. E as Lylas conseguiram me conquistar. Se apresentaram direitinho, e todas elas tem o carisma de uma boa banda. Curti a versão delas para “Impossible”, que mandaram muito bem:

 

Terminadas as apresentações, cada mentor teve de fazer suas escolhas. Algumas já eram meio óbvias, e outras eram duvidosas. A eliminação por exemplo de Jillian Jensen foi bem pesada. A candidata acabou tendo um contato bem grande com Demi – devido ambas sofrerem bullying, mas faltou a candidata um pouco mais de talento. CeCe Frey disputou com ela a última vaga da categoria “Jovens Adultos” e acabou entrando:

 

Na categoria Grupos, Simon Cowell foi ousado. Levou as Sisters C para o Live Shows, e deixou de fora Playback. Aliás, Emblem 3 conseguiu passar para a próxima fase, mas acho que eles não vão muito longe não – até porque, One Direction está aí fazendo sucesso, e outra banda neste estilo no momento, não precisamos. Nossos ouvidos agradecem.

O time de L.A. é para mim, o mais completo. Os quatros candidatos que passaram tem o talento necessário, e será uma briga boa. Enquanto isso, Britney mandou para casa o rapper e o cover de Justin Bieber – algo já esperado, e deixou as crianças mais carismáticas no time. Confira agora os finalistas oficiais que compõe o TOP 16 e a partir de semana que vem, começam a se apresentar ao vivo:

O episódio desta semana terminou com os mentores apresentando as características de seus candidatos, e nos convidando para os shows de semana que vem:

 

Agora é que o programa começa a ficar realmente bom. Os shows ao vivo começam e nos próximos dois meses, eles batalham semana a semana pelo seu voto. Os candidatos serão eliminados até restarem três para a grande final, que revelará qual deles  tem o fator X, e merecem um super contrato no valor de U$ 5 milhões. Alguém aí já tem suas apostas?

Séries citadas:

Mineiro, professor e aficionado por séries. No TeleSéries resenha as séries Hawaii Five-0 e Saving Hope. Mas também é apaixonado por Grey's Anatomy,'CSI, Rookie Blue, The Vampire Diaries, The Good Wife, Homeland, The Walking Dead e muuuitas outras...

5 Comments

  1. Juninho

    Nossa como eu odeio o “Emblem 3” eles são egocêntricos e sem carisma.

    David Correy cantou muito bem e fez uma excelente versão de Domino da Jessie J,mas é extremamente chato e bajulador.

    Meus favoritos são Lyric 145, Carly Rose, Arin Ray, CeCe, Willie Jones, Vino Alan e Jason Brock.

  2. ReMonteiro

    Anderson, assino em baixo. Na torcida pelo Jason Brock, Tate Stevens, Vino Alan.

  3. Fabiana

    Adoro o Jason e a CeCe! Ela não se faz de coitadinha, ao contrário da Paige, que fica o tempo todo falando da filha, como se ela merecesse mais estar ali só por ser mãe… Cansativo, isso! Sister C é boring demais, e os chatinhos do Emblem3 vão sair logo logo…

  4. Pingback: ‘The X Factor USA’: Um balanço dos shows e da grande final

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