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The X Factor estreia no EUA. Expectativa é maior que o resultado

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The X Factor
A versão norte-americana do The X Factor é um ótimo case para ilustrar quando a expectativa é maior (muito maior) do que o resultado. Prometido como o novo grande programa da temporada, o The X Factor, novidade da Fox americana, e em breve pela Sony no Brasil, não só obteve uma audiência bem abaixo do esperado como apresentou três horas de um programa lento, com edição arrastada e sem muitas novidades. Na noite de estreia, perdeu para Modern Family e alcançou 39% a menos audiência que o American Idol em janeiro deste ano; na segunda noite, ficou atrás de The Big Bang Theory.

Assisto a versão inglesa de The X Factor há quatro anos (que também foi a primeira a ser criada). Aguardei com certa ansiedade a versão norte-americana sobretudo por conta do painel de jurados anunciados: Simon Cowell, Cheryl Cole, Paula Abdul e LA Reid. Sempre fui fã da dobradinha Simon+Cheryl, no The X Factor inglês, e de Simon+Paula, no American Idol. Pensar na possibilidade de vê-los reunidos em um único show me pareceu sensacional.

Contudo, a saída de Cheryl Cole do elenco e a entrada da Pussycat Doll Nicole Scherzinger (que obteve um ótimo desempenho na edição 2010 do X Factor UK, substituindo, durante a fase das auditions, Cheryl Cole e Danii Minogue) veio como um balde de água fria. Esfriada que se concretizou com a estreia do programa na TV americana, na última semana.

Quem acompanha o X Factor UK sabe que a edição dos ingleses é ágil, dinâmica, exagerada e emocionante. Talvez com medo de trazer algo muito diferente do que os conservadores americanos poderiam estar acostumados, Simon Cowell e sua equipe trouxeram às telinhas uma versão piorada de American Idol – com exceção das primeiras cenas, em que um ar fresco de novidade (aqui, leia-se Cheryl Cole), aparecia.

A crítica americana também não foi muito positiva sobre a estreia do programa. Grandes jornais como LA Times, NY Times e The Chicago Tribune deram destaque à Cheryl e criticaram Simon por ter substituido a cantora inglesa por Nicole Scherzinger que, nas palavras de um jornalista, “está mais para Kara DioGuardi do que para a amável Jennifer Lopez”.

Não se pode prever o que irá acontecer nas próximas semanas. Isso sempre foi uma das qualidades que mais apreciei no The X Factor: a imprevisibilidade. Entretanto, não posso afirmar que o futuro será dos mais interessantes. Se Simon Cowell não encontrar candidatos realmente bons, interessantes e talentosos, o The X Factor USA poderá ter uma vida bem mais curta do que o esperado e o pior e mais constrangedor: Cowell de volta a ocupar a cadeira de jurado na versão inglesa.

Cheryl Cole foi jurada em três temporadas do reality show na Inglaterra

Cheryl Cole foi jurada em três temporadas do reality show na Inglaterra


Saída de Cheryl Cole: uma conspiração?

Como dito anteriormente, no meu ponto de vista a saída de Cheryl Cole do painel dos jurados foi um péssimo começo para a versão americana do reality. O mais intrigante é que há muito fio desencapado em toda história. Eis alguns pontos interessantes:

1º)
Nicole Scherzinger como co-apresentadora..

Assim que o programa foi anunciado, Nicole foi apresentada como co-apresentadora, ao lado de Steve Jones. Nas cenas em que Cheryl Cole aparece ainda no painel de jurados, somente Steve Jones é mostrado nos bastidores, recebendo e conversando com os calouros. Nicole não deveria estar justamente com ele fazendo o trabalho de “co-host”?

2º) Buzz criado e o marketing

Nada melhor para divulgar um programa do que criar buzz e um marketing gigantesco em volta, certo? Uma das possibilidades levantadas seria de estar tudo combinado. Cheryl Cole já teria aceitado o convite para participar de apenas uma audição, seria apresentada aos Estados Unidos e, depois, deixaria o programa.

3º) A história realmente aconteceu da forma como foi contada

Aos ingênuos de plantão, já antecipo: não acredito que a história tenha sido realmente essa contada. Nas entrevistas, Simon Cowell afirma que sentia Cheryl ‘desorientada’ nas audições e que precisou demití-la. Quem faria uma apresentação oficial, diante de milhares de câmeras, para milhões de pessoas, e depois de apenas um par de audições, chegaria a conclusão de que Cheryl não estava tendo um bom desempenho?

É dificil ter certeza do que realmente aconteceu naquelas auditions e o que fez Cheryl Cole se afastar do programa forçadamente. Na edição transmitida pela Fox na última semana, Cheryl Cole pareceu tranquila e nitidamente sensata com seus comentários. Provavelmente esta será uma dúvida que, pessoas como eu, irão aguardar por meses (ou até esquecer) para saber o que realmente aconteceu.

Séries citadas:

É jornalista e se considera íntimo amigo dos personagens das séries a que assiste. Fã confesso de Grey's Anatomy, True Blood, Dexter, The X-Factor, Will and Grace e mais, no mínimo, algumas dezenas de séries.

1 Comment

  1. Fernando dos Santos

    Depois do morno resultado dessa estréia o pessoal já começa a desconfiar que Simon Cowell não tem mais o fator X  hehehe
    Fica provado mais uma vez que um formato que funciona muito bem em um contexto não vai necessariamente dar certo em outro.A televisão inglesa tem uma dinâmica totalmente diferente da televisão americana.

    A FOX achou que era só chamar o Simon pra fazer outro reality musical e o sucesso estaria garantido.Aliás a FOX também não parece ter o fator X porque tirando o mega hit American Idol sobra hoje pouca coisa lá que realmente faz sucesso pra valer.

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