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Reviews

The Voice Brasil – Final

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49.047619047619
2.4
21
Série: The Voice Brasil
Episódio: Final
Número do episódio: 2x13
Exibição: 26/12/2013

Oi pessoal! Eu e o Lucas gostaríamos de começar essa review agradecendo a todos pela companhia e pela interação expressiva que tivemos nos comentários. Vocês foram demais! Essa semana decidimos dividir a review, já que durante o programa também dividimos a ‘cadeira’. Vamos primeiro falar sobre a final e sobre as trajetórias – em conjunto. Depois cada um dará sua opinião sobre as apresentações dos finalistas, para depois juntos comentarmos as apresentações dos convidados e os duetos. Finalizaremos o texto com um balanço da temporada.

Trajetórias

Devemos dizer que Lucy Alves chegou a final como nossa preferida e como forte candidata, mas infelizmente a ganhar o vice. A única mulher a chegar na final toca piano, sanfona, violino e outros instrumentos, e teve uma trajetória com algumas oscilações. Na audição cantou Que nem Jiló (Luiz Gonzaga) e impressionou bastante o público de casa, mas virou as cadeiras só de Lulu e Brown. A candidata seguiu bem durante toda a competição, inclusive procurando largar a sanfona – que alguns achavam que podia ser uma “bengala” – e fez uma bela interpretação de Disparada (Geraldo Vandré) tocando piano, mas impressionou à todos com Festa no Interior (Gal Costa), que cantou sem auxílio de nenhum instrumento, mostrando, assim, mais presença de palco. Seus vídeos mais assistidos no site são a sua blind e a sua batalha, ambas com mais de 1 milhão e 300 mil acessos.

Pedro Lima, o bigode grosso, queridinho de Lulu e aparentemente da Globo, iniciou o programa cantando Beautiful, (Christina Aguilera) e dividiu o público ao cantar uma música que exige muito vocalmente. Os técnicos também pareciam não ter certeza sobre o potencial de Pedro, tanto que ele virou apenas a cadeira de Lulu. Apesar de seu vídeo mais assistido no site do programa ser sua batalha com Guto Santanna, ao som de Baby Can I Hold You – que tem 1,7 milhão de acessos -foi cantando I’ll Be There (Jackson Five) que ele se firmou na competição. A julgar pela audição Pedro com certeza é o “underdog” – a zebra – da final. Mas o brasileiro adora uma zebra e ele tinha suas chances.

Sam Alves chegou a final na base do ‘já ganhou’, como franco favorito. Começou o programa com When I Was Your Man (Bruno Mars), virou 4 cadeiras e escolheu Cláudia Leitte, pois queria cantar com ela, desejo realizado nesta final. Se o candidato se destacava pela história de vida triste e por ter sido rejeitado na versão americana do The Voice, nas batalhas ele mostrou seu valor cantando A Thousand Years (Christina Perri). O vídeo é o mais assistido do site, com mais de 5 milhões de views, e rendeu elogios inclusive da intérprete original da música. Depois veio com duas apresentações abaixo das anteriores, e retornou na semifinal num bom momento com Você Existe Em Mim (Claudia Leitte), levando sua técnica às lágrimas.

Rubens Daniel veio para final como o participante que mais evoluiu dentro do programa. Iniciou ao som de I Won’t Give Up (Jason Mraz) e virou a cadeira de Daniel e Claudia Leitte. Em seu segundo grande momento na competição, ele cantou Yellow (Coldplay) e tirou um dos favoritos – Gustavo Trebien. O candidato ainda mostrou sua força ao eliminar Cecília Militão. Seu vídeo mais assistido no site da emissora é sua audição as cegas, que tem 1,6 milhões de views.

Performances da noite

Sam Alves

Lucas: O número de Sam não me agradou. Cantando Hallelujah, meio mussarela, meio calabresa – parte em inglês e parte em português. A música é linda, o que ajuda, foi uma ótima escolha da música, mas acho que não funcionou para quem viu o número de Matt no The Voice USA – como eu. Fiquei comparando o tempo todo, e o outro número foi tão melhor que não consegui gostar. Mas, para um país religioso e católico como o Brasil, imagino que tenha caído como uma luva. Apesar disso, achei o número inferior a alguns do participante (como o anterior e a batalha), mas superior a outros, gostei.

Gabriela: Quando soube que o Sam ia cantar Hallellujah eu almadiçoei a escolha, porque a música é linda e já tem muitas versões maravilhosas cantadas em reality shows, como a de Carly Rose ano passado no The X Factor e mais recentemente a de Matthew Schuller no The Voice USA, além da maravilhosa Alexandra Burke. No entanto eu achei que ele foi muito bem, conseguiu mostrar do que a voz dele é capaz porque estava em sua zona de conforto e ainda acertou ao fazer um medley de português/inglês, porque mostrou a todos, inclusive para mim, que é sim capaz de cantar em português. Apresentação digna de vencedor.

Pedro Lima

Lucas: veio ao som de Mê de Motivo (Tim Maia), amo a música, e ótima para ele mostrar que sua voz é mais forte que de outros candidatos. Gostei do número, mas achei que ficou no mesmo nível do Sam e foi inferior aos anteriores do participante.

Gabriela: Não sei se é a implicância que fui adquirindo para com o candidato que não me permite gostar de quase nada do que ele faz. Achei que a escolhe de música foi ao mesmo tempo certa e errada. Certa porque permite ao candidato mostrar a sua extensão vocal e sua potência – que são realmente superiores as dos outros candidatos -, mas errada porque é difícil não comparar com Tim Maia e aí não tem pra Bigode Grosso nenhum… Não me emocionou como o Sam me emocionou.

 Lucy Alves

Lucas: Começou me arrepiando cantando a belíssima De Volta pro Aconchego (Dominguinhos), mas depois acho que ficou um pouco monótono. Não conseguiu manter o nível dos últimos números e deu uma nova queda, apesar de eu ter achado seu número superior ao de Pedro e Sam, acredito que a emoção de cantar com a família possa ter atrapalhado a candidata.

Gabriela: Eu ainda to pensando se devo mesmo dizer isso assim tão no calor da hora, porque provavelmente depois irei rever essas apresentações e possa mudar de opinião, mas resolvi ousar dizer que essa é uma das melhores apresentações dessa temporada do The Voice Brasil. Eu amo a Lucy porque ela não é somente uma pessoa que canta bem, ela transmite consigo uma história naquela sanfona e naquela personalidade. Achei uma belíssima homenagem ao povo e a mulher nordestina e aplaudi de pé a ousadia e a humildade da candidata em dividir o palco com a sua família.

Rubens Daniel
Lucas: ousou na final! Cantando a dificílima Monte Castelo (Renato Russo), começando no piano, depois um arranjo mais para o rock. Achei o melhor número da noite, coroando a evolução do participante, mas que era o que tinha menos chances de êxito, até pela antipatia de boa parte das pessoas que veem o programa com o Daniel.

Gabriela: Achei que o candidato ousou, mas acredito que não era o melhor momento pra mostrar que ele sabia tocar piano. Senti umas desafinadas enquanto ele tava sentado e acho que só melhorou na hora que ele levantou pra cantar e que o arranjo se encaminhou pra uma outra pegada, um pouco mais rock. Eu particularmente não gostei. Aliás, se eu fosse o Daniel teria encaminhado Rubens em outra direção. Acho que ele teria mais chance de êxito no programa se tivesse se assumido como um representante do sertanejo.

 Duetos e números musicais

Ellen Oléria, talentosíssima, demonstra o nível inferior dos candidatos dessa edição. Ellen ganharia com um pé nas costas! Mas a música cantada já existia ANTES de ter participado do The Voice, o que só mostra que realmente o programa não deslanchou sua carreira, ao contrário do que aconteceu com Ju Moraes, que hoje é contratada da Universal; e de Mira Callado, que é empresariada por Cláudia Leitte. A Globo até tentou colocar ela em alguns programas, como Altas Horas e Criança Esperança, mas ela não decolou. Uma pena! Pra nossa felicidade tivemos ela cantando e abrilhantando essa final.

O número das assistentes causou discordância inclusive entre eu e o Lucas. Ele achou que foi ok e que foi salvo por Luiza Possi e Gadu, apesar da globo tentar empurrar Gaby. Já eu acho que foi bem bom, e que permitiu inclusive que a Gaby mostrasse o potencial vocal que tem e que não foi explorado na semana passada, quando ela cantou com o Lulu naquele dueto horrível. Mas concordamos que o número foi longe de ser necessário ao programa. Idem o número do Jota Quest, com a ex-participante do team Daniel, Gabriella Matos (vale ressaltar que ela é tão who que só lembramos quem era na hora que o Tiago disse) que ganhou a chance de cantar na final no programa de Luciano Huck. Também gostamos de ver Ana Carolina, porque apesar dos exageros e da dança não ter funcionado (e de não termos gostado da escolha da música), ela canta muito.

Os duetos poderiam ter sido muito melhores e mais bem explorados. A final do The Voice USA mostrou pra quem quiser ver como se faz dueto entre coach e candidato com performances maravilhosas. Lulu mostrou seu já conhecido egocentrismo e Pedro se limitou a ser backing vocal. Sam e Claudia também causou discordância entre nós, porque o Lucas achou que serviu para mostrar como Sam é limitado e não agradou cantando uma música mais agitada, já eu achei que foi lindo e que os dois souberam dividir lindamente o palco. Aposto que Sam está feliz em ter realizado o desejo de cantar com Cláudia Leitte. Lucas também achou Daniel generoso ao escolher uma música em inglês para ver Rubens Daniel brilhar, apesar de ter sido egoísta em alguns momentos da música. Já eu achei que a escolha da música foi péssima. Ambos concordamos que o número foi bagunçado, mas o Lucas achou o melhor dueto da noite, enquanto eu dou essa honraria pra Sam e CL. Encerrando o que eram pra ser duetos, tivemos Lucy e o atual campeão, Carlinhos Brown, cantando com Quésia Luz – participante who da temporada passada. Lucy canta tão melhor que o CB que qualquer música escolhida a favoreceria, ao contrário dos outros participantes que cantam igual ou menos que os técnicos. Infelizmente o Brown foi egoísta e quis promover a recente gravação que fez com a Quésia, o que acabou monopolizando boa parte da apresentação e sendo uma injustiça enorme com a Lucy, que merecia ter tido o mesmo espaço que os outros pra brilhar. Erro grotesco do Brown.

Balanço da temporada

Pelo fato de ser a segunda edição do programa tínhamos a expectativa de que houvesse uma melhora, visto que sabemos que a Globo tem condições de produzir algo melhor e que com a experiência acumulada era isso que devia ter acontecido. No entanto o programa involuiu, tal qual o The Voice UK. A piora ocorreu tanto no nível dos candidatos, quanto na produção e nas regras do programa. O principal ponto negativo foi mudar as regras no meio do programa o que acabou resultando em uma quartas de final capenga, com um time com 4 e os outros todos com 3! Além de extremamente injusto com os candidatos, foi um desrespeito ao público e aos técnicos!

Ainda, a emissora insistiu em manter apenas um programa por semana, o que é insuficiente. O formato implora por dois programas semanais. Sabemos que a grade da Globo é bem rígida, mas achamos que o formato é ótimo e merecia mais atenção da emissora. Além da edição acabar sendo muito corrida e por isso ruim, dois programas semanais melhorariam inclusive o sistema de votação, fazendo com que ela não ocorresse em poucos minutos e assim fosse mais justa, porque haveria tempo de julgar a performance do dia na hora da votação. Seria interessante termos programas às quintas e aos domingos e agregaria muito valor ao programa.

A direção ainda insistiu nos números desnecessários entre os técnicos, o que só depõe contra a qualidade do programa. Se fosse uma vez ou outra teria sido legal, mas optaram por deixar muito espaço para estes números e assim os candidatos acabaram cantando pouco, o que causa um distanciamento, visto que pouco conhecemos do candidato antes da final. Preferíamos rever ex-participantes e/ou número com os participantes da versão atual, como nos The Voices pelo mundo. Assim, creio que o programa não se aprimorou, repetiu os erros do passado e ainda aumentou seu rol de equívocos!

Cabe ressaltar a mudança de domingo para quinta. O programa acabou mudando o perfil do telespectador e acabou mudando também o perfil dos candidatos que seguiram em frente na competição. Dentre as coisas positivas podemos ressaltar que o cenário melhorou e que achamos interessante optarem por seguir o formato do The Voice UK ao invés do USA. Essa fase do Tira-Teima (que lá são os knockouts) agrega ao programa porque evita passar das batalhas direto para as fases de semifinais, como aconteceu na primeira temporada. É positivo também ver um finalista de cada time na final, o que ocorre na versão britânica e não na americana. E pelo menos desta vez tivemos o dueto do finalista com o técnico, coisa que não ocorreu na temporada passada. Adoramos também o fato da idade mínima ter caído para 16 anos. Com certeza é efeito Jacquie Lee.

Ainda é importante ressaltar fatos como a polêmica entrevista de Khrystal, que deixou claro que os candidatos não são treinados e que a música é escolhida por um produtor musical e enviada por e-mail para os candidatos, que ensaiam sozinhos. Isso é um absurdo. Deveriam ter mais cuidado com este aspecto, já que o treinamento é o diferencial do formato. Não é a toa que candidatos como a Jacquie Lee evoluem tanto e aqui vemos candidatos estagnando ou piorando. Mas pra que os técnicos se dediquem assim é necessário que a Globo cobre deles e também que aumente o salário, porque senão não é vantajoso pra eles.

Por fim deu o óbvio. Sam Alves é o vencedor da segunda temporada do The Voice Brasil. Embora não torcêssemos por ele ficamos felizes pelo reconhecimento do trabalho da Cláudia Leitte, que críticas a parte tem se mostrado uma técnica boa e especialmente a que mais agrega ao formato do The Voice. Desejamos sucesso a todos os finalistas e todos os participantes e esperamos que o The Voice Brasil abra portas para todos eles.

Nota da edição: o TeleSéries agradece à Gabriela e ao Lucas por terem topado fazer as reviews de The Voice, sempre tão trabalhosas e polêmicas. E também pela experiência da review a quatro mãos. Esperamos que vocês curtam. Nos reencontramos em 2014.

Séries citadas:

Relações Públicas e Mestre em Comunicação Midiática pela UFSM. Não esconde sua paixão por reality shows, sendo fã especialmente de The Voice, Survivor e The Amazing Race. Suas séries preferidas são Friday Night Lights e The O.C, mas também nutre um profundo amor por Friends e Sex and the city. Atualmente assiste Orphan Black, Orange is The New Black, Broadchurch, Faking It, Girls e Nashville... Suas paixões mais recentes são The Affair, How to Get Away With Murder e Scandal (cujas 4 temporadas completas assistiu em apenas 20 dias).

Website: http://www.assmanncomunicaçãoestrategica.wordpress.com

105 Comments

  1. Ayssa Morango Balabanian

    E não sei ao certo, eu vejo assim os que já sairão pois não estou tendo muito tempo, mas sou apaixonada pela serie, kkkkkkkkk agora seria bom olha com pessoa dos blogs ou do blog essa serie sobre tatoo e muito soda, muito boa mesmo, seria bom para alcançar esse publico das tatuagens! acho que passa na TLC se não me engano!

  2. Gabi Assmann

    Obrigada, Ayssa! Continue sendo sempre bem vinda no TeleSéries :)

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