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The Voice Brasil – Audições às Cegas II

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Série: The Voice Brasil
Episódio: Audições às Cegas II
Número do Episódio: 3×2
Exibição: 25/09/2014
Nota do Episódio: 1.8

Começamos o segundo programa, a segunda audição às cegas, na busca por mais uma voz que, quem sabe agora, consiga alcançar o estrelato.

E o programa teve um início forte! No primeiro grito virando duas cadeiras, asimpática Twyla, cantando Chain of Fools (Don Covay). Ficou claro que ela acabaria virando as quatro cadeiras pela qualidade e pela reação dos técnicos. Gostei da candidata, potente, vibrante, mas um pouco exagerada em alguns momentos, que até calharam bem com o número, que apesar da boa qualidade, não me agradou em particular, apesar de eu não saber bem o porquê.

Após as 4 cadeiras viradas a candidata ainda teve o luxo de cantar junto com 3 dos 4 técnicos e ainda pode gritar e exagerar ainda mais, sem o risco de não ser mais escolhida.

Mas daí o programa caiu na palhaçada, com piadinhas de CB e Lulu – os problemas de sempre – e perdemos minutos preciosos de tela. E no fim, após a intervenção de Thiago, a escolha da candidata foi a óbvia, Lulu Santos.

Seguimos o programa com o primeiro número sertanejo que não me desagradou. Danilo Reis e Rafael, defendendo Sinônimos. Apesar de ser uma dupla sertaneja a apresentação me lembrou mais a versão do Zé Ramalho do que dos sertanejos e talvez por isso tenha me agradado mais (como sempre falo, escrevo a resenha enquanto assisto o programa e fiquei muito feliz em Carlinhos Brown falar do Zé Ramalho pouco depois de ter escrito!)

Os candidatos também conseguiram virar 4 cadeiras e, pela reação da mãe de um deles nos bastidores, ficava evidente que iriam pro time Daniel.

Falando no “príncipe”, mesmo com uma dupla sertaneja desse quilate ele não luta pelos candidatos e isso sempre me cansa. Mas o que não me cansa é falar mal do treinador, que obviamente foi o escolhido e ainda assim pareceu surpreso com a escolha, o que mostra o quanto ele é desinteressado e se sente inferiorizado no programa. E se sente inferiorizado com razão, pois, honestamente, não me lembro de uma outra disputa de quatro cadeiras que Daniel tenha levado!

Prosseguimos com Isadora Morais, com um número mais suave, interpretando At Last (Etta James), e que me agradou pelo potencial da candidata – que fez jus a vaga no programa. Mas não me arrebatou. Surpreendentemente ela também não arrebatou muitas cadeiras, mas sim Lulu Santos. Acredito que possa evoluir muito no programa.

O próximo número foi de samba, com Biano Rafa cantando Recado (Gonzaguinha). Apesar da voz não ter muito alcance vocal, achei ela bastante melódica e gostei do número. Achei que alguma cadeira viraria, mas não foi dessa vez. Concordei com a análise do Lulu, pareceu um pouco barzinho da noite e não foi algo brilhante. Apesar disso, honestamente, achei ele superior a alguns candidatos da semana passada. Mas nada a se lamentar.

Seguimos com a “cantriz” Letícia Pedroza , que entoou Telefone (Tim Maia). Tava faltando um candidato cantando português com a fonética do inglês, agora não falta mais. Sempre lembro da saudosa Ludmillah “babado, confusão e gritaria” Anjos. E não me surpreendi quando ninguém virou a cadeira, salvo Carlinhos Brown, que treinou Ludmillah. Só para não deixar passar: preferia Biano Rafa à Letícia Pedroza.

O número seguinte foi gringo. A estadunidense Princess La Tremenda cantou I Say a Little Prayer For You, da Aretha Franklin). Eu gostei da voz, mas não gostei dela cantando, não gostei dos trejeitos dela. Pelo menos nome de estrela ela tem. Enfim, achei que ela não foi bem, mas conseguiu virar a cadeira de CB, vamos ver se evolui na sequência do programa.

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Voltando do intervalo tivemos a versão masculina e brasileira de Andrea Begley (The Voice UK), Edu Camargo, cantando Eu Preciso Te Esquecer. Conseguiu virar três cadeiras: Carlinhos Brown, Claudinha e Lulu.

Confesso que minha comparação com Andrea não é só porque o candidato é deficiente visual, mas sim porque ele toca piano, tal qual Andrea, e o participante também tem uma voz suave, melódica, mas que também não conseguiu me cativar ao ponto de ganhar minha torcida. Porém achei justíssima a entrada dele no programa. E a escolha dele foi pelo time do Lulu.

O número seguinte foi de Mariana Mira, que escolheu Karma (Joss Stone). Achei que ela tava com um tom muito baixo, se ouvia pouco a voz dela em relação a banda (ao final do número CL ressaltou isso inclusive). Depois da metade do número melhorou, mas não ao ponto de ser escolhida.Na última nota ela acabou convencendo Lulu Santos, mas não me perguntem porque. Acredito que não deva ir tão longe no programa.

Mas o feedback de Lulu foi ótimo: deixou claro que o número não foi tão bom, que foi uma aposta e que ela precisa se aprimorar! Vamos ver se o programa finalmente tem um coach de fato e ela melhora.

E não sei se estou chato, mas só eu que tenho me incomodado com as músicas de fundo depois que os participantes são escolhidos? Não sei se por causa que escrevo o texto junto o que me faz ouvir mais o programa, mas tal qual semana passada as escolhas estão óbvias. Tocaram Michael Jackson para quem cantou MJ, Paula Fernandes para sua clone mal sucedida e agora Joss Stone para quem cantou Joss Stone. Santa obviedade!

Depois vimos Romero Ribero cantar Deixa Acontecer (Revelação). Vou resumir: odiei. Logo de cara foi horrível, melhorou depois, mas ainda assim seguiu péssimo. Até Lulu abanou a cabeça. Mas, como não sou eu sentado lá, ele conseguiu virar uma cadeira, não surpreendentemente CB.

Parece que depois da primeira temporada, na qual tinha um bom time, Carlinhos resolveu avacalhar de vez e rivalizar com Daniel! Espero que no fim se salve, tal qual na temporada passada, na qual apesar de não ter um ótimo time (era inferior ao de CL e Lulu), tinha alguns ótimos cantores que foram até a final, e poderiam ter ganhado o programa (Lessa e Lucy).

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Depois de mais um intervalo, voltamos com Amarildo Fire, interpretando Tantinho (Carlinhos Brown). E com três notas já deu para ter certeza que ele canta melhor que o Carlinhos. Acho que por isso CB virou a cadeira, mas foi o único. Mais um número apenas mediano.

A seguir assistimos a performance da dupla Kiko e Jeanne – “osirmãosapaixonadosdoBrasil” -, que resolveu cantar Meu Universo é Você, do icônico Roupa Nova. Olha, ou eu estou muito chato ou esse programa teve um dos piores níveis de candidatos das três temporadas, não gostei nada. Depois do ótimo início deste segundo programa, a qualidade foi caindo, caindo e…o pior foi Daniel e CB virarem para eles (talvez para lutar para ver quem consegue montar o pior número) e saber que eles vão se apresentar de novo em breve! Carlinhos Brown e Daniel sequer lutaram pela dupla, espero que pelo arrependimento de terem virado. Mas não, foi porque “fica ao cargo deles”. Daniel, que fica ao cargo deles a gente sabe, é a regra, mas vocês precisam tentar convencer as pessoas!

Como os técnicos não fazem isso, as escolhas seguem sendo as mais óbvias possíveis e evidentemente, eles foram para o time do sertanejo. E Daniel até esboçou uma comemoração pelo milagre. “Consegui ganhar de você” disse ele a CB. Quem sabe agora pega gosto e luta mais! Ânimo, Daniel.

E assim encerramos mais um programa, talvez O de pior qualidade dos técnicos do The Voice, mas com muita melhoria na edição e na apresentação: Fernanda Souza é melhor que Miá e Suzuki juntas.

Não surpreendentemente, não vimos CL virando para quase ninguém. Pode ser que pela montagem do programa ela já tivesse com o time cheio ou quase cheio e esses candidatos fossem realmente a raspa do tacho. A conferir.

O final do programa foi com um número solo de Claudia Leite, menos “passável” que os habituais com todos os técnicos, mas isso não significa que tenha sido necessário, e nem mesmo que tenha sido bom!

E como na próxima quinta não tem The Voice por conta do debate presidencial, nos vemos daqui a duas semanas. Até lá!

Séries citadas:

Viciado em séries desde 1998, quando gravava os episódios em fitas cassetes para assistir depois (estou ficando velho). Minhas séries prediletas são: Battlestar Galactica, Boston Legal, Ally Mcbeal, Quantum Leap, Dexter, X-Files, GoT, TWD, Seinfeld, dentre outras! Atualmente sigo buscando séries que forneçam algo mais do que um passatempo de qualidade, ainda que para tanto precise recorrer a séries antigas que não vi.

6 Comments

  1. José

    Acho o The Voice Brasil muito fraco e até hoje não consegui ver nada de diferente, vozes parecidas com cantores já existentes no mercado, e sempre as mesmas repetições, fora que muitos acabam com músicas de grandes artistas. Tão cansativo ouvir as duplas sertanejas com vozes de Daniel, Zezé di Camargo e outras com gritarias insuportáveis. Ainda contamos com os apresentadores que são chatíssimos e poderia ser trocados ou variados.Infelizmente a Globo faz coisas que não entendo e que acaba tudo na mesmice.

  2. Lucas Barreto Gomes Leal

    Não concordo com todas as críticas, acho o Thiago carismático, acho que apareceram vozes bem diferentes no programa sim (Marcos Lessa, Lucy, Helen Oléria, dentre outros) mas infelizmente a GRANDE maioria dos candidatos são de nível mediano ou fraco o que acaba depondo contra o programa…
    e vozes já parecidas com cantores já existentes no mercado não quer dizer nada meu caro! Os próprios cantores que estão no mercado tem vozes mega parecidas entre si…eu por exemplo tenho dificuldade de distinguir Djavan de Jorge Vercilo…só para citar um exemplo!
    Os sertanejos então, nem comento…
    E as gritarias são um ponto fraco em muitos números, pois infelizmente o Brasil tem uma cultura de que cantar bem é necessariamente ter uma voz forte, potente, que grita…e para mostrar que é um bom candidato as pessoas gritam ainda mais! Fato que nem sempre isso se traduz em ser um bom cantor! Há muitos cantores de pouca extensão vocal que me agradam…mas isso é da nossa cultura ou você acha que só no The Voice Brasil os cantores exageram e gritam?!

    E acho que a Globo devia era copiar mais o programa e mudar menos…o formato é muito bom, não precisa de mudanças nem grandes adaptações! Mudanças tem que vir para agregar não para mudar por mudar, como infelizmetne sinto que fazem por aqui…

  3. João

    Concordo bastante contigo Lucas. Apresentações fracas, esquecíveis, pouco marcantes e pouquíssima disputa (ao mesmo tempo que vemos os coaches do The Voice Americano gastar criatividade no primeiro episódio da nova temporada). Carlinhos virou sozinho para 4 em um único episódio…
    Gostei da Isadora Morais e acredito que ela vai evoluir legal. Ainda vi alguma esperança nas vozes de Princess, Letícia Pedroza e Mariana Mira (apesar de apresentações fracas). A dupla sertaneja achei bem diferente, mas só um deles é bom, o que fica estranho.
    O cego até merecia uma vaga, mas não é bom cantor. Vão arrastar ele o quanto puder dizendo que ele emociona (tipo a Andrea Begley).
    Vão ter que melhorar muito e parar de apostar em excentricidades dos participantes e focar na voz.

  4. Lucas Barreto Gomes Leal

    O Edu (o cego) estava hoje na Ana Maria Braga…cantou até uma música dos “Travessos” que é de autoria ele…realmente ele não é bom cantor, apenas mediano…mas a impressão que me dá é essa mesmo, vão arrastar até o público tirá-lo!

  5. Rafael Ruiz

    Meu problema com o The Voice BR são os jurados. Não me desce. Acho forçado demais. Ultimamente os jurados estão ficando de pé e fazendo gracejos muitas vezes desnecessários. Com isso, eles muitas vezes não dizem e não ressaltam o porque da escolha de determinado candidato. Sem contar que, muitas vezes, o candidato nem vale o “auê” que eles fazem.

  6. Grace Moreira

    Gostaria de saber qual foi a musica do Leandro e Leonardo que tocou depois da apresentação do Gabriel Silva, eu não consegui descobrir e sei que é uma música que gosto bastante, se alguém puder me ajudar, fico grata. Maria SP

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