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Reviews

The Vampire Diaries – Growing Pains

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Série: The Vampire Diaries
Episódio: Growing Pains
Número do Episódio: 4×01
Exibição nos EUA: 11/10/2012
89.727272727273
4.4
11

Agora Elena é uma vampira! E, para começar a review, já aviso que provavelmente o pessoal do Team Elena ou do Team Delena vai querer me bater após o término desse meu texto, mas estamos aí para isso, ok? Ok.

Vamos dar uma recapitulada para quem não se lembra das coisas que aconteceram anteriormente, já que a introdução do episódio foi mais para o lado poético do que para um resumo de tudo. Para começar, Elena morreu com sangue de vampiro no corpo, e agora sabemos que o sangue era de Damon (fato que provavelmente só foi colocado na série para atiçar os fãs de Delena). Então ela acorda de sua “morte” e, ao saber que está morta, fica toda histérica porque ela não pode ser uma vampira, porque ela quer crescer, envelhecer e sei lá o que. Resumindo: faz o maior drama porque a justificativa dela é que ela simplesmente não pode ser vampira e pronto. Fica batendo o pé nessa birra de “não quero ser vampira e nhenhenhe” até todo mundo (mais uma vez) ir atrás de uma solução para os problemas dela. Milagrosamente o único sensato da coisa que se recusa a procurar uma solução que não existe é o Damon, mandando ela se alimentar de uma vez (o que ela recusa até o último instante, claro). Dramas de Elena à parte, Klaus assumiu o corpo de Tyler com a ajuda de Bonnie e o Conselho está combatendo de verdade os vampiros agora, sem trégua ou Prefeita e Xerife para “trapacearem” na caçada aos vampiros da cidade.

No meio tempo em que Elena não se alimenta e Stefan fica tentando dar apoio moral nessa luta contra o tempo para que alguém ache alguma cura impossível pro vampirismo da moça, chega até a ser engraçado (quando era para ser dramático) o jeito bipolar dela de gargalhar e chorar no instante seguinte por não conseguir lidar com as emoções, além de qualquer coisa mínima como sons e luzes ser motivo para enlouquecer a garota. Também, né… Se a menina já surtava como humana, imagina como vampira. O fato é que muito desse primeiro episódio ficou parecendo com a primeira temporada: Elena choramingando, Stefan ali bonitinho ao lado dela, Caroline sendo uma donzela em perigo novamente, Bonnie aprendendo feitiços novos e Damon… Bem, Damon pelo menos por hora regrediu ao seu jeito impulsivo e sanguinário da primeira temporada, sem ficar todo manhoso por causa da Elena (ouço um aleluia?).

Entretanto, mesmo Damon regredindo à sua fase de vampiro esquentadinho e Elena retomar seu romance com Stefan após finalmente ter se alimentado, o episódio garantiu alguns momentos Delena para não decepcionar ninguém, e admito que tais momentos foram bonitinhos. Já era de se esperar que a nova vampira conseguisse se lembrar de tudo o que Damon a fez esquecer – tanto de sua declaração de amor na segunda temporada como do fato de eles terem se conhecido antes de Elena conhecer Stefan –, mas ao invés de os dois se confrontarem (com Elena provavelmente surtando) e pronto após as memórias virem à tona, a garota é mostrada assistindo em terceira pessoa tudo o que havia esquecido. E isso, mais do que as memórias em si, é o que tornou tudo mais emocionante do que ela “puf”, simplesmente se lembrar.

Em paralelo com a vampira “recém-nascida”, temos um novo Conselho na cidade liderado por um padre que está realmente disposto a matar os vampiros, mas o tal líder acaba exterminando todos os seus seguidores no final, o que fica uma coisa completamente sem noção! Mas, caso venham outros membros para a cidade, com certeza a Elena continuará sendo a mocinha em perigo, agora por ser vampira e alvo dos exterminadores. É praticamente como se não tivesse adiantado nada ela ter se transformado, pois agora que os humanos não estão sendo o alvo, ela é uma vampira: o ser caçado da vez… Pobre Elena azarada. Bem, caso essa probabilidade do ataque aos vampiros começar a piorar, Klaus tem que tomar vergonha na cara e parar de ficar cada vez mais rebelde para se juntar à Elena, Damon e Stefan… E também à própria Rebekah, que ultimamente é a única que realmente se importa com ele e mesmo assim é quem ele mais despreza.

Agora é ver o que acontece com esse Conselho e pior ainda, ver como a Elena vai levar a vida de vampira dela, porque está perfeitinho demais ela com esse romance de conto de fadas ao lado do Stefan ao nascer do sol. E cá entre nós, Elena nunca foi o ser mais decidido dessa série, e não é agora como vampira que ela vai tomar jeito. Outra incógnita é o Damon, que está voltando à sua personalidade mais “esquentadinha”, mas a julgar por sua conhecida instabilidade, ele pode voltar a ser o que era na terceira temporada num piscar de olhos.

Como um começo para a nova temporada, o episódio foi bom. Manteve o ritmo mais acelerado do que Original fugindo de estaca de carvalho branco e não enrolou nessa coisa de Elena ser ou não uma vampira (o que foi uma surpresa), ainda por cima deixando várias incógnitas sobre o destino dos personagens. Única coisa que realmente não ficou muito bem digerida foi o Conselho que mal apareceu e já foi exterminado. Será que há algo por trás disso tudo? Como será o Conselho daqui em diante? E se ele oferecer risco, será que finalmente Originais, híbridos e outros vampiros vão se unir? Façam suas apostas.

Citação da vez: “Yoo-hoo! Tem alguém em casa? Há um grande, malvado vampiro aqui fora!” – Damon Salvatore

P.S. [1]: Milagrosamente o Matt teve alguma serventia no episódio, mesmo que seja a função de todo mundo jogar a culpa no coitado.

P.S. [2]: Como algumas coisas nunca mudam, quem mais uma vez acabou se dando mal foi a Bonnie, dessa vez ao tentar usar magia negra, ser boicotada pela própria avó e depois ainda ver a avó ser destruída espiritualmente (??). Aliás, essa avó da Bonnie morreu na primeira temporada e não deu sossego até agora, que isso!

P. S. [3]: Quem mais aí pensou que a Caroline pegaria o “Tyler errado”? Sinceramente, tive a impressão de que só deixaram o Klaus no corpo de Tyler para Caroline ter sua (quase) pegação híbrida. Safadinha, ainda demorou nos amassos com o Original até perceber que ele não era o seu namoradinho.

P.S. [4]: Olha, a Elena virou vampira e tal… Mas qual a necessidade do Stefan ficar falando para ela toda hora que a necessidade de sangue é sofrimento, é insuportável e sei lá o que? Só fica aumentando o drama da coisa, tsc.

P.S.[5]: Por último, mas não menos importante: imaginem a reação da Vampbitch Kath quando – e se – voltar para Mystic Falls e ver que terá que aturar Elena roubando seus Salvatores por toda a eternidade.

Séries citadas:

Cinéfila, louca por séries de televisão, leitora compulsiva e movida à música. Cineasta por formação e escritora por paixão.

5 Comments

  1. Juninho

    O legal de “Vampires Diaries” e que a série se encontra na quarta temporada sem perder o folego, podem me bater mas acho que Alan Ball deveria tomar uma aula com os roteiristas de VD de como fazer uma série de vampiros.

    Bom sobre o conselho e sua morte repentina,vamos ligar os pontos,na cena final Elena comenta com Stefan sobre o conselho ter conhecimento sobre os vampiros em mystic fall e Stefan diz “Tenho certeza que Damon está planejando uma vingança”,acredito que a atitude estranha do padre esteja ligada a isso.

  2. Amanda Torres de Souza

    Gostei do episodio! Nunca fui la muito fa da Elena, ela faz drama demais. Nao tenho odio da personagem, so acho chata. Prefiro a Nina como Katherine, muito mais divertido de assistir! Minha teoria: o pastor deu sangue de vampiro na dechava pra todo mundo e depoois explodiu tudo, porque assim o conselho ia poder combater os vampiros de igual pra igual. Seraaaaa/

  3. Bianca Mafra

    Mas o fogo destroi vampiro, não faz sentido, eu tava apostando em que ele mataria todos envenenados depois de ter sido transformado em vampiro pelo Damon, mas depois que explodiu, também foi por água abaixo

  4. Liv

    Nesse epi a Helena se provou não apenas a mais chata the série, como
    também a mais hipócrita. Condenou o Damon por colocar a segurança dela
    como prioridade, ficou cheia de achaques “nào quero ser vampira”, “não
    quero que ninguém morra por mim”, “não me importo de sacrificar minha
    vida” por 3 temporadas, mas na hora que a coisa apertou de verdade, ela
    não viu problema nenhum em explorar a Bonnie (de novo) e deixar o Stefan
    matar um “ser humano inocente” pra ela beber o sangue e viver a
    eternidade toda como irmã e amiga do Zzzstefan (WTF?).
    Esperava mais
    dela com o Damon, na conversa “lembrei tudo o que voce me fez
    esquecer”… Pelo menos Damon deu um cala a boca no discurso chato e
    repetitivo dela. Mas já cansou o fato de ela só ver o lado bom do Stefan
    e o lado ruim do Damon. Os dois não tem tanta diferença assim, exceto
    no fato
    de que o Damon fala em voz alta o
    que todo mundo está pensando. Depois de tantas vezes que Damon salvou o
    dia, ela podia ser minimamente agradecida e parar de dar lição de moral
    o tempo todo, pelo menos.
    Acredito que seja uma tentativa de
    segurar a tensão delena, mas o artifício já está chato e repetitivo e se
    os dois não ficarem juntos por um tempo, vai passar o momento e perder a
    graça. Nesse ponto Hart of Dixie está dando um banho com o triangulo
    George/Zoe/Wade, que muda a todo momento e você nunca sabe qual é
    melhor.
    Também decepcionou o fato de Klaus já ter voltado pro corpo
    dele. A situação Klaus/tyler poderia ser melhor explorada, tanto na
    química que ele sempre teve com Caroline, como pra criar algumas
    intrigas. Do jeito que se resolveu, o plot se tornou totalmente
    irrelevante. Tyler vai voltar a ficar sem função na trama e Klaus perdeu
    uma oportunidade difícil de se acreditar, levando em conta a
    personalidade dele.
    Quanto à explosão do final, certamente está
    ligada à principal trama que vai se desenrolar essa temporada, mas
    particularmente não me fisgou.
    Esperava bem mais do episodio,
    acredito que essa tentativa de segurar tudo na mesma pra esticar a série
    o máximo de temporadas possível (bem típico the CW) está embolando a
    história e desperdiçando boas narrativas.

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