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Reviews

The Newsroom – Amen

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Série: The Newsroom
Episódio: Amen
Temporada: 1ª
Número do Episódio: 1×05
Data de Exibição nos EUA: 22/07/2012

No episódio passado, eu fiquei com o pé atrás com o final ao som de Fix You. Achei um pouco sentimental demais. Carregado demais. Quase cafona. Além de não ter entendido a escolha da música. Já se vão no mínimo 3 anos que a música estava no auge, e ao contrário do que alguns possam dizer, a época não coincide com a data em que o episódio se passava. Estou voltando ao último episódio porque o fim desse episódio foi igualmente “quase cafona”. Não entendi a escolha do filme Rudy para usar como referência. Qual o sentido em usar uma obra que ninguém conhece como analogia e ainda ter que explicar? Se a intenção era fazer com que as pessoas fossem atrás do filme, pelo menos pra mim não funcionou (ao contrário da referência a “Meu Jantar com Andre” em Community). Antes de falar das partes boas gostaria ainda de mencionar como dispensáveis as milhares de vezes que alguém quebra alguma coisa, bateu a cabeça, gritou com alguém no meio de todo mundo ou tentou arrombar uma porta. Além da trama digna de High School Music, onde o namorado da McKenzie aproveita da sua profissão pra tentar se eleger.

Mas nem tudo são pedras. O desenvolvimento da história da guerra entre os tipos de jornalismo está funcionando bem, e ao contrário de outras partes da série, não me pareceu muito inventiva. Em outras palavras, eu comprei o argumento. Pela primeira vez a comédia funcionou de verdade, num tom certinho, na cena em que o Jim, Lisa, Maggie e Don discutem porque o Don esqueceu o encontro com Lisa. Não teve gritaria, o texto foi engraçado, inteligente, ninguém bateu a cabeça ou quebrou nada (apesar de que, quem teria aquele tipo de discussão no meio de uma redação?). E o Jeff Daniels continua incrível. E Neal funcionou pela primeira vez.

Por mais que eu tente defender The Newsroom, acho que fica evidente que existe um problema na série. E pra mim, todo o problema está no exagero. Algumas coisas parecem forçadas demais e acabam engolindo a parte boa. Ainda assim, a série é sem dúvidas uma das melhores coisas no ar. Talvez atrás apenas de Breaking Bad. Ainda preferiria assistir o pior episódio dessa série que o melhor episódio da maioria das outras que estão por aí.

Séries citadas:

Analista de Sistemas, mas só porque assistir séries não dá dinheiro. Fã de Six Feet Under, Breaking Bad, comédias da NBC, Happy Endings e qualquer coisa que Aaron Sorkin escrever. Não tem vergonha de falar que gosta de Grey's Anatomy e Revenge.

7 Comments

  1. biancavani

    Além do mais, quem deveria rachar a cabeça da porta de vidro era a tonta da Maggie, aquela descontrolada sem noção!
    Tá, ela está querendo esconder de si mesma, racionalizando, os sentimentos que está desenvolvendo pelo Don, e, assim, empurra a Lisa para ele, etc. Já entendemos desde a primeira vez que o assunto foi posto. Que tal se subissem mais um degrau nisso, ou então mudassem de assunto?

    Nossa, como esta série é tensa! Sem um tiroteio, perseguição de automóveis, etc., me tira  respiração o tempo todo. No caso do menino árabe, quando Mack pediu que ele tirasse o lenço do rosto, tive certeza absoluta que ia dar merda, que ele ia morrer, então quando isso não aconteceu foi uma grata surpresa – pelo pobrezinho do árabe e por o roteiro me surpreender.
    E o Will, que entrava sem cumprimentar ninguém, não sabia (ou fingia não saber) o nome dos funcionários, se revelando (a contragosto) tão magnânimo, tão nobre…

    Tiago, West Wing também tinha muitas passagens emocionais. Não, evidentemente, do estilo Titanic (longe disso!), mas a dos gestos nobres, dos belos caracteres, do bom governante. A própria música da abertura evocava esses sentimentos (era do gênero de que se diria “brega”). As personagens tinham um caráter bastante idealizado. Por exemplo, essa nova minissérie Political Animals, apresenta com mais realismo a conduta dos políticos.
    O que não é nenhum defeito ou qualidade per se – nem de West Wing, nem de Political Animals. Até hoje se estende a discussão dos teóricos, se arte é imitação, representação, expressão, etc., da natureza. Apenas me referi a isso para dizer que The Newsroom e West Wing têm semelhantes momentos que talvez carreguem na emoção.

    Bem, nada arranha meu encantamento na fruição desta série, mas, se eu fosse reclamar seriamente de alguma bobagenzinha, diria, como você: “preferiria assistir o pior episódio dessa série que o melhor episódio da maioria das outras que estão por aí.”

  2. Tiago Oliva

    Exato, Biana. Nenhum desses erros citados chega a manchar o resultado final da série. Mas são tão primários e desnecessários. No caso de The West Wing, a conduta emocional era até justificável, visto que no meio político realmente existe essa paixão e senso de equipe. Até em histórias sobre esportes, como no caso de Friday Night Lights. Não nos esqueçamos que a equipe do programa foi toda reformulada porque ninguém aguentava o Will. De onde então surge essa cumplicidade toda?

  3. Dierli M Santos

    outra coisa que the west wing tinha muito são essas cenas pastelão. mas funcionavam melhor do que em newsroom, isso é fato.

    de qualquer forma, a partir do final do quarto ep a série me deu mais esperanças.

    parabéns pelo texto, Tiago.

  4. Tiago Oliva

    Era nisso que eu tava pensando. Se em TWW e Studio 60 tinham esses mesmos exageros. Se tinham, funcionavam. Talvez pelo jornal deles se fazer de tão sério, mais ainda que a casa branca. Não sei. Eu gostei muito do 6. Pra mim foi o melhor até agora.

  5. Dierli M Santos

    No dia qu eu pensei nisso eu tinha visto um ep de tww em que o josh dá um encontrão com um jogador de futebol americano que está visitando a casa (e ele cai).

    Também tem a cena dos perus ou da cobra perdida no chão em s60.

  6. biancavani

    Dierli: funcionavam melhor… ou perderam o impacto, pela repetição?

    Sobre a mudança no Will: por uma conversa que Charles teve com Will, logo no primeiro epi., parece que Will se tornou um homem indiferente, frio, quase um misantropo, depois do rompimento com Mack (eu sei, isso é bobinho, mas foi sugerido…).

    Discordo, Tiago: tendo em vista a mudança de perspectiva do programa (com a entrada da Mack), a pressão dos produtores, os temas (a quase morte da política, os estratagemas para queimar o Will, etc.), o tom emocional é tão adequado em TN quanto em WW e S-60.

  7. Pingback: Destaques na TV – Domingo, 2/9

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