Log In

Opinião

The Last Hurrah e a última decepção

Pin it
Alan Alda em The Last Hurrah

Neste último ano não houve série que eu elogiei mais do que The West Wing (mesmo sabendo que haviam outras que mereciam ainda mais elogios). Mas hoje é o dia do puxão de orelha. The Last Hurrah, antepenúltimo episódio da série, exibido no Brasil na última sexta-feira foi uma grande decepção.

Valeu apenas pela fantástica atuação de Alan Alda, em seu melhor episódio na temporada (com cheiro de nova indicação ao Emmy). É ele que rouba a cena, compondo um Vinick derrotado, só, que não consegue se desligar da eleição e admitir que esteja velho demais para concorrer outra vez a presidência.

A idéia era contrapor a calmaria de Vinick com o turbilhão de acontecimentos que envolve e altera a rotina da família Santos. E começa bem, mostrando o início da relação dos Santos com o serviço secreto. Depois…

O problema aqui é que o roteiro de Lawrence O’Donnell Jr. volta a criar soluções fantasiosas, demagógicas e irreais, típicas da quinta e da sexta temporadas da série. Além disto, aqui, suas sacadas sequer são originais. Santos decide convidar seu Vinick para ser se Secretário de Estado e ao lado da esposa matricula seus filhos em uma escola pública. Os dois recursos já foram usados pela presidente Mackenzie Allen em Commander in Chief. Ou seja, copiaram a cópia.

O episódio ainda sofreu, mais do que qualquer outro na história da série, com as limitações orçamentárias.

Com Josh fora, tirando suas merecidas férias (não teve ator que apareceu mais na temporada que Bradley Whitford), os roteiristas ficaram sem um ator para fazer o papel de assessor mais próximo de Santos, improvisando Amy Gardner ali. Não é que não queria ver a Mary-Louise Parker, pelo contrário, a amo de paixão, mas ela caiu de para-quedas. Só deve ter entrado em cena porque, mesmo sendo a atual vencedora do Golden Globe, deve ter um cachê mais barato que o do Rob Lowe.

A Casa Branca também esteve desfalcada. A visita de Helen Santos (Teri Polo também esteve ótima aqui) a Ala Oeste merecia ter como cicerone Abbey Bartlet e não a atarefadíssima C.J. Cregg.

Passado o desapontamento, me vem à memória que só faltam dois episódios. Será que dá tempo de encerrar esta crise no Cazaquistão, de tirar Toby das garras da Justiça e ainda termos aquele series finale inesquecível que tanto esperamos?

Séries citadas:

É jornalista, pós-graduado em Jornalismo Digital pela Pucrs e trabalha com produção de conteúdo para Internet desde 1995. É editor de internet do Jornal do Comércio, de Porto Alegre. Fundou o TeleSéries em agosto de 2002. Na época, era fã de The West Wing, The Shield, Família Soprano e Ed. Atualmente é viciado em The Good Wife, NCIS, Game of Thrones e Parks and Recreation.

7 Comments

  1. Concordo.
    Não entendi o por quê deste ep, poderiam ter mostrado o impacto pós eleição na vida dos 2 principais envolvidos – Santos e Vinick – de uma maneira melhor, menos demagógica e mais breve. Será mesmo que Ms. Santos não imaginava quanto a vida dela e da família iria mudar se seu marido fosse eleito “leader of the free world”? Roteiro fraco. Mas valeu pelo Alan Alda (maravilhoso como sempre) e a cena em que a Helen Santos leva um susto ao se dar conta que está no Salão Oval, a cara dela foi muito legal.

  2. Thiago

    O Alan Alda deu show mesmo, e deu pra rir das situações que a Helen Santos enfrentou, mas… o episódio realmente foi muito “ideal”, muito “um mundo melhor”. E da-lhe corte nas verbas, né? Os atores tão todos sumidos!
    Sobre a pergunta de fechar o arco de todos os personagens? Acho que não dá tempo. Vai ser entupido como o final de Third Watch (outra de Wells): Yokas e Bosco ficou mal resolvido, Carlos com Doc foi muito rápido, Sully merecia um final melhor…
    Assim como em TW, TWW tem coisa demais pra ser respondida. Talvez não dê tempo pra explicar tudo… ou a coisa vai ficar muito condensada

  3. Acho que não tem mais muito o que mostrar, mas é que sempre a gente quer mais de algo tão bom. Acho que o que está faltando finalizar é a CJ, se vai continuar na Casa Branca ou não e o romance com o Danny como será. O que vai acontecer com o Toby, pelo 1º ep desta temporada vê-se que ele não foi para a cadeia mas como será resolvida esta questão de traição? O Charley, o que ele vai fazer depois de tanta dedicação canina ao Bartlet, ele até adiou a conclusão da Universidade para poder continuar como Presidente, e agora? Para mim Josh e Donna, já está resolvido. Sam, também.
    Will, Kate, Debra & Cia Ltda, não tem muito o que fazer sobre eles. O importante é como será resolvida a questão da crise RussiaXChina.
    E eu gostei de como foi terminada Third Watch, adorei o Sully no final.

  4. Paulo Antunes

    Eu também gostei muito do final de Third Watch, mas obviamente espero mais de The West Wing que uma locução em off narrando o que aconteceu com cada personagem.

  5. Lucas R.

    Realmente, depois do início promissor o episódio despencou. Odiei aquele finalzinho todo feliz para o Vinnick. Foi… feliz demais. O personagem merecia um final forte e dramático. Esse final me decepcionou profundamento.

    PS: Duvido que a guerra termine no season finale. Para mostrar um ponto de vista sério, eles devem mostra que o conflito será ultra dificil de terminar e vão deixar o resultado do governo em aberto. Agora, espero que deem um final decente a saga do Toby.

  6. Thiago

    Rô, também gostei de finale de Third Watch, sério. Mas… é o que o Paulo falou: narração em off “é muito fácil, clichê”. Usaram muito tempo com a guerra de gangues e faltou espaço pros personagens.
    É o que se precisa numa tempora final de seriado: mais tempo pros personagens. E de preferência, aqueles de mais tempo de casa

  7. arlet apolinário de matos

    olá gostei muito do seriado third wartch, mas gostaria que a werner chanel exibise a serie desde da primeira temporada, e gostei muito do finla tambem bjs espero que o meu pedido seja atendido.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Log In or Create an account