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Reviews

The Following – Welcome Home

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Série: The Following
Episódio: Welcome Home
Número do episódio: 1×08
Exibição nos EUA: 11/03/2013
56
2.8
3

Joe Carroll está solto, de novo. Fora das grades ele fica muito mais charmoso e igualmente apavorante. A magia que envolve seu grupo de seguidores é tão forte que ele mesmo tem dificuldades de acreditar que aquelas pessoas todas são capazes de qualquer coisa por ele. Por outro lado Carroll ainda não tem o que mais deseja: o amor de Claire e o carinho do seu filho Joey. Está aí o dodói de Joe e nenhum seguidor dele está conseguindo dar conta desse recado.

Enquanto isso, se você pensava que a vida de Ryan não podia ficar pior é porque ainda não assistiu Welcome Home. Como se não bastasse a desgraça total de Carroll ter fugido pela segunda vez, o FBI manda mais um comandante para ficar controlando o caso. Nick Donovan (Mike Colter, de The Good Wife e Ringer) chega com arrogância esperada para um chefe do alto escalão do FBI e já nas suas primeiras atividades enfatiza que Ryan é apenas um consultor e acaba suspendendo Mike e o mandando pra casa e consequentemente para ser torturado.

Assim como aconteceu com Debra na sua chegada, Nick resolve entrevistar sozinho o preso do momento e obviamente não conseguiu nada, já que David só aceitou falar com Ryan. A situação parecia que não poderia ficar pior, já que não existe a possibilidade de Carroll fugir novamente já que ainda está solto. No entanto, David não falou nada com nada, brincou de “disputa de encarar” com Hardy, fez algumas citações, mostrou o quanto é pirado e se matou muito rapidamente na frente dos olhos apavorados de Ryan.

Apavorado, de novo. Ryan ainda não conseguiu se acostumar com esses seguidores de Carroll que matam e se matam como se estivessem trocando de roupa. Já o espectador já se acostumou tanto com isso que foi impossível não ter certeza absoluta de que Mike seria pego pelos seguidores de Carroll assim que deixou o FBI para ir até o hotel. Isso eleva alguma suspeita para cima de Donovan. Quando ele optou por não mostrar o arquivo de David para Ryan, ele sabia que Mike tentaria burlar o sistema e assim poderia ser suspenso. Votaria no Donavan para seguidor de Carroll, mas acredito que isso seria um pulo muito alto para a seita de Joe.

Falando em pulo grande, Welcome Home deu boas vindas para a nova casa de Joe Carroll e apresentou seu grande amigo Roderick. Como era de desconfiança geral, Roderick é peixe grande, xerife de uma pequena cidadezinha nos Estados Unidos e assim conseguiu organizar toda essa equipe em volta de Carroll. O mais assustador de tudo foi a revelação de que Roderick também é responsável pelas mortes que colocaram Joe na cadeia, Carroll assumiu toda a culpa e por isso Roderick lhe é tão devoto.

O episódio também mostrou um Joe atual que nós não estávamos acostumados a ver. Carroll se diz apaixonado por Claire e Joey, mas é um doente, um assassino frio, calculista e muito inteligente. O mundo que envolve ele e seus seguidores é sinistro e muitas coisas desafiam nossos olhos, que se esforçam para ver algo que às vezes fica longe de ser um drama policial e beira a ficção científica. No entanto, em alguns momentos Joe é apenas um bêbado sendo assediado por sua aluna. A química entre ele e Emma é evidente. Também é evidente que ainda não descobri o que essa menina tem, além de ser atirada é claro, que anda pegando todo mundo nesse seriado.

No entanto, um dos que certamente Emma não vai pegar é Ryan, o nosso herói, que deu espaço em Welcome Home para outro herói, Mike. A grande sacada do episódio foi causar uma tensão sobre a possível morte dele. Sim, qualquer um pode morrer na série e fora Carroll e Hardy, já percebemos que isso realmente pode acontecer. Perder Mike deixou o episódio nervoso, mas é aí que o herói surge. Mike aguentou a tortura no osso e não falou onde estava Claire. Além disso, pegou Roderick de surpresa e o deixou com cara de besta quando conseguiu identificá-lo. Deu um aperto no coração quando Ryan chegou e Mike se esforçou para dizer que não contou onde Claire estava.

Ryan esteve muito bem salvando Mike do grupo de insanos de Carroll, mas ainda não consegui entender porque Debra ficava de guarda, próxima a um carro pronto para partir, e não ficou perto do carro. Depois que eles fogem aí sim ela sai correndo atrás bem atrapalhada e não acerta nem um tiro em nenhum pneu ou nada que pudesse atrapalhá-los. Assim fica difícil do FBI ganhar alguma batalha nessa guerra.

Mesmo assim quem saiu perdendo peças foi Carroll. Além dos cinco homens mortos por Ryan, sobrou o coitado do doente do Charlie, que falhou novamente na tentativa de recuperar Claire e deixou Carroll sacrificá-lo. A cena da morte dele foi fria, uma das coisas mais doentes até aqui em The Following. O momento em que Louise chega com o plástico para não sujar o chão foi de arrepiar e a trilha sonora, novamente perfeita, pareceu nos levar sem convite para dentro do que estava acontecendo. Charlie era um dos seguidores mais sem noção e mais chatos que Joe tinha. Para a audiência ele não vai fazer falta, já Carroll vai precisar procurar outra pessoa para cuidar da informática do seu clubinho.

No fim de Welcome Home é difícil escolher algum lado que tenha saído ganhando. Mike foi gravemente ferido e Ryan conseguiu atrapalhar os planos de Carroll, mas nenhum dos dois deu grandes avanços em seus planos. Joe continua solto e Ryan ainda tem Donovan no seu encalço. Por outro lado, em matéria de lazer Carroll tirou o atraso com Emma, enquanto Hardy passou uma noite deprimente ao lado de Mike no hospital. De uma forma ou de outra nosso herói sempre fica com fama de “loser”.

Séries citadas:

é Jornalista, Publicitária, Gaúcha, Capricorniana de 84. Além de escrever no TeleSéries, trabalha como coordenadora de imprensa na Prefeitura de Taquari e assessora de imprensa no Campeonato Gaúcho de Rally 4x4. Fã de cinema, esportes, literatura, música e séries de televisão. Começou a assistir seriados com E.R. e Arquivo. X. Gostaria de ter estudado em Hogwarts, jogado quadribol e tomado cerveja amanteigada, mas se contenta com um gol do Grêmio e uma Heineken. Nunca ganhou um prêmio importante, mas já levou pra casa um Kikito de chocolate de Gramado/RS.

Website: http://www.alineben.blogspot.com

9 Comments

  1. keila

    …”Charlie era um dos seguidores mais sem noção e mais chatos que Joe tinha”…

    Não acho isso, afinal Charlie tinha se apaixonado pela Claire. Era uma arco que a série poderia ter explorado.

    Agora Roderick…. Xerife de cidade pequena? Ele levou todos os habitantes da cidade para a seita? rs…. E outra na hora do “sacrifício” do Charlie, só eu senti um ponta de inveja por parte do Roderick?????

  2. biancavani

    De fato, aquela cena de Carroll matando Charlie foi apavorante. Ela, mostrando a volúpia de Carroll e até a do Charlie pelo sangue e morte, e aquela em que Carroll está ensinando coisa errada (rsrs) para Roderick, dizendo para sincronizar a respiração assassino-assassinanda foram as que mostraram a psicose de Carroll com todas as e cores e nuances – e os seguidores alucinando com isso (logo em seguida arrumando um par para ir para o quarto, rs).

    Vai ver aquele novo El Jefe hediondo do FBI é também um follower. Tomara que seja retalhado por um deles.

    Ai, o Mike. Quando os followers estavam escolhendo um agente para torturar a fim de descobrir o paradeiro de Claire eu pensei: ah, que não seja o Mike, o mais cute de todas as personagens masculinas da série… Nem tive coragem de olhar tudo o que fizeram com ele, e achava mesmo que ele desconhecia o lugar onde Claire estava escondida.

    Só por causa da ação desastrada, incompetente, amadora de Debra, este episódio não atingiu a perfeição (ai, que ódio, rs), mas a review ficou igual áquele tempo de verbo: mais-que-perfeita

  3. Aline Ben

    Ah Keila, eu peguei antipatia pelo Charlie… hehehe.
    O Roderick ficou estranho mesmo depois do que aconteceu com o Charlie, não entendi se era ciúmes ou o quê. Acho que poderia ser mesmo, ele queria alguém dando a vida pra ele… logo depois ele fez que ia matar Louise. Cada vez mais sinistro.

  4. Aline Ben

    Eu cai na do Mike também Bianca, jurei que ele não fazia ideia da onde estava a Claire. Grande Mike, ainda bem que vai continuar vivo… hehehe. :)

  5. Hugo Bruno

    Olha, por mais doentia que a cena da morte do Charlie tenha sido, eu simplesmente amei!! Tudo! A trilha sonora, o ambiente, as luzes, a movimentação dos personagens, o dramatismo, os diálogos, tudo foi tão poético e tão sublime… Eu fiquei sem palavras. Minto, eu fiquei rindo saboreando tudo aquilo. XDDD Não me julguem, por favor, hahaha, mas eu achei muito bem executado e deu pra ver melhor um lado do Joe, o de compreensivo, o de mestre, e também o de assassino (mesmo ele tendo matado a menina no primeiro episódio). Difícil ver outra cena tão perfeitamente regida como essa foi, mas The Following é mestre em surpreender. ;D

    E caramba! Eu fiquei tenso pelo Mike. Como bem disseram, qualquer pode morrer na série, mas além do Carroll e do Ryan, eu gosto muito do Mike. O cara é parceiro, comediante, safo das tecnologias, TEM ACESSO DE ALTO NÍVEL NO NEGÓCIO LÁ… o cara tem meu respeito. Quando o novo (e, convenhamos, que não vai durar muito, de um jeito ou de outro) chefe mandou ele pra casa já era de se esperar o que aconteceria. Fiquei impressionado (de novo) com o estrago que fizeram com ele e que ele fez também. Ele deu um trabalhinho pro Charlie, pelo menos no começo. XDD Mas o Ryan salvou o dia e a Debra foi a inútil do episódio. lol

    Ainda teve o Roderick, que, como eu esperava, era realmente alguém grande; como ele mesmo disse: Ser xerife de uma cidade pequena é um cargo importante. XD Mas ele também participou das mortes das mulheres… Quer dizer, Carroll o treinou, viu nele algo que despertou seu interesse, que permitisse lhe ensinar a “sentir a vida”. A cena de Carroll matando a mulher amarrada foi igualmente tensa; fria, forte, dolorosa. O desespero, a agonia, é exatamente isso que eles procuram, o sentir deles, e foi interessante ver eles nesse momento de vulnerabilidade, aproveitando o brinquedo.

    E o que me deixou pensando na atitude de Roderick no final foi que, agora, ele não é mais o “líder” daquelas pessoas. Agora que Carroll chegou ele é “mais um” seguidor, executando e reportando, e não mais sendo reportado. Não sei o que pode sair daí, mas veremos mais problemas em breve, com certeza.

  6. Elisa de Castro Lisboa

    Concordo, Hugo! esse episódio foi tão intenso que me deixou perplexa! A série é dark, não é pra qq um! Ela emerge sentimentos confusos de repúdio e ao mesmo tempo de compreensão. Isso não é “criminal minds” (onde no final de cada episódio, o ‘bad guy’ se resolve). Não, a série te faz acompanhar TODO o desenrolar, o desenvolvimento das pessoas criminosas. É um “criminal minds” estendido.
    Quando digo ‘compreensão’ quero dizer: que a série faz vc entender o porque das ações dos followers. Mostra como eles agem da forma que agem e como são tão leais e obcecados.
    Eu só discordo da sua interpretação da ultima atitude do Roderick no final. Pra mim, ele simplesmente assistiu ao Carroll matando e teve uma vontade de fazer o mesmo, sem concluir. Lembre que os followers são totalmente leais.
    Mas, posso estar enganada….vamos ver.

  7. Hugo Bruno

    Sim, é verdade. A lealdade deles é realmente admirável. Talvez não haja nada por trás daquela reação, mas se houver não vou me surpreender, hahaha.

  8. Aline Ben

    Pessoal, a cena da morte de Charlie foi doentia, e por isso mesmo uma das melhores da série até agora. Acho interessante as duas interpretações sobre a atitude de Roderick, tanto o fato dele sentir que perdeu um pouco da autoridade, quanto o fato de que ele queria que alguém desse sua vida a ele. As duas coisas até podem estar ligadas. Acho que tem muito para desenrolar ainda nesse relacionamento dos dois.

  9. Pingback: The Following – The Curse

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