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Reviews

The Crazy Ones – Love Sucks

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Série: The Crazy Ones
Episódio: Love Sucks
Número do Episódio: 1x20
Exibição nos EUA: 10/04/2014

“O que aprendemos? Que o amor não dura. Ele morre. Sem exceções.” – Lewis

“O romance acabou e o amor é uma bobagem (…) Você matou o amor!” – Simon

É… as coisas não andam muito animadoras para o pessoal da Lewis, Roberts & Roberts quando o assunto são os relacionamentos amorosos. Mas… que episódio!

Love Sucks não só nos presenteou com duas participações que, ainda que pequenas, foram especialíssimas, mas também nos trouxe de volta o sensacional Brad Garrett e seu Gordon Lewis.

E não há como negar: o episódio foi todinho dele. O sócio grandalhão e burocrata da agência mais insana da televisão roubou a cena, e eu até arrisco dizer que ofuscou as participações de Pam Dawber e David Copperfield ao mostrar um lado mais sentimental e humano do personagem.

Mais uma vez, a campanha publicitária do momento – o “Smart-specs”, um genérico do Google glass – não teve tanta importância no episódio e serviu apenas como pano de fundo para a tentativa meio atrapalhada de Simon de curar o coração partido de Gordon, que levou um sumário pé na bunda de seu amado Timothy. Como assim, Timothy?

E gente… que dó! Quem nunca passou por isso que atire a primeira pedra! As acusações de Timothy de que Gordon não sabe ser minimamente espontâneo são verdadeiras, e Simon sabe disso. Mas especialista em relacionamentos como é (só que não!), ele jamais estaria disposto a desistir de seu amigo e sócio sem fazer de tudo – TU-DO! – para ajudá-lo (mesmo que o placar seja Casamentos 6 x 0 Simon, mas… quem está contando?).

“Espontaneidade é a minha especialidade.” – Simon

Com isso em mente, Simon tenta ensinar essa tal virtude impossível de ser ensinada ao amigo para que ele reconquiste o seu amor. Achei de uma fofurice absurda a cena em que Simon leva Gordon àquela sessão de brain-storming com Andrew e Zach para a nova campanha do óculos. Toda aquela noção de “anti-ideia” e de “celebração da imprecisão” foi sensacional e me fez rir muito.

“Olhe só você. Parece o Miles Davis da conversa fiada. Está arrasando!” – Simon

Simon só não contava com a astúcia de Gordon naquela reuniãozinha despretensiosa pra lá de forçada com seus vizinhos. Dizer que ele se sente desconfortável socializando com estranhos não é um exagero – “eu deveria estar assistindo NCIS agora!” –, e nada melhor do que os tais “smart-specs” para ajudá-lo com os tópicos incômodos da conversa. Quem não riu com os seus conhecimentos ~afiados~ sobre o sistema de transporte público da Costa Rica ou sobre Dearborn, Michigan? Recarregar página. Hahaha

Lily

Mas o fato é que a separação e o pessimismo crescente de Gordon em relação ao amor afetaram Simon. Justo agora que ele estava saindo com uma tal escritora chamada Lily Schecter (Dawber), que aparentemente escreveu “Noventa Danças, Noventa Nações”, um livro com singelas 800 páginas sobre “uma mulher que se recupera de seu próprio divórcio viajando e dançando pelo mundo” (Se, assim como eu, você revirou os olhos, saiba que um indignado Andrew defenderia este clássico da literatura moderna argumentando que “a dança é uma metáfora para a sua catarse emocional”! Não é óbvio?)

O relacionamento parecia ir muito bem, até que…

“Sairemos mais algumas vezes. Diremos ‘eu te amo’ enquanto nos casamos, mas um dia esquecerei de tirar o lixo, e então você tentará me matar com uma faca de cozinha. Podemos encurtar para: ‘a conta, por favor?’, e poupar anos de infelicidade?” – Simon

… contagiado pela amargura de Gordon, Simon mete os pés pelas mãos, e nem mesmo David Copperfield consegue remediar a situação!

Mas a cereja do bolo, com toda a certeza, foi a cena mais espetacular da série até hoje: Gordon, num “bearaoke” – “é como o karaokê, mas com homens gays, grandes e peludos” (mas, por favor, não o confundam com o “Manilowke”, que ~obviamente~ é um “karaokê com músicas do Barry Manilow”!) – provando para Timothy e para si mesmo que pode SIM ser espontâneo e indo à luta para reconquistar o amor do seu homem.

“I came in like a wrecking ball

I never hit so hard in love

All I wanted was to break your walls

All you ever did was break me

Yeah, you wreck me…”

Desacreditei de tudo nessa minha vida quando vi aquele marmanjo grandalhão cantando Wrecking Ball em nome do amor de Timothy. Gente, que coisa mais sensacional! Hahaha Eu chorei de rir, literalmente. Genial!

E, se no fim das contas, tudo terminou aparentemente bem para Gordon, com Simon a história foi bem diferente…

“Eu tive um relacionamento com o Woody Harrelson e a mulher dele por uns 4 meses. Mas nunca conheci alguém maluco como você. Você é como… um alienígena! Ligue-me quando estiver curado.” – Lily

Oops!

O outro arco do episódio foi totalmente ofuscado pelo primeiro, mas nem por isso deixou de cumprir seu papel com competência. Até porque, com o arco principal envolvendo apenas Gordon e Simon, haveria de ter um plot engraçadinho aguardando Syd, Lauren, Andrew e Zach, certo?

“Não seja gentil. Não ajude ninguém.” – Andrew

E, MEL DELS, que mulher chata e grudenta essa Jean! Andrew, coitadinho, desrespeitou a “continuidade do espaço-tempo” ao devolver as chaves da “moça do RH” apenas para aprender da maneira mais difícil que ser gentil e altruísta nem sempre é uma coisa bacana. Ainda bem que todo mundo nessa vida tem uma alma gêmea, não é? Neste caso, Sydney e sua “torção severamente leve, QUASE moderada” no tornozelo – cortesia de Gordon – provaram ser a resposta para toda a carência de Jean. Foi como juntar a fome com a vontade de comer! E gente, podem me chamar de idiota, mas eu ri com o chaveiro-assinatura de “mini-jeans” da Jean. Eu sei, eu sei…

PS: Por que a minúscula participação de Pam Dawber foi, assim, TÃO especial? A maioria de nós certamente ainda nem era nascida, mas em 1978, a atriz estrelou a série Mork & Mindy com ninguém menos do que Robin Williams. A série marcou a estreia de Williams na televisão, e a reunião com Pam em The Crazy Ones, 36 anos depois, foi sua ideia!

PS2: Conheçam a “Dra. Katherine Salazar Lewis Ruffington”, a cachorra de Timothy e Gordon. Say whaaat? HAHAHA COMO não fomos apresentados a essa preciosidade antes?

PS3: Review super atrasada, eu sei… Tive um probleminha de saúde que me atrapalhou muito nas últimas semanas, mas prometo trazer a review da season finale o quanto antes para vocês! E, apesar dos pesares, espero do fundo do coração que não tenha sido uma series finale…

PS4: Deixo vocês com o “Gay Best Friend Breakup Blues” – “disponível para casamentos e bar mitzvahs!”:

 

Séries citadas:

é Analista de Relações Internacionais, graduada em Direito pela Faculdade de Direito de Curitiba e em Letras pela UFPR. Apaixonada por livros, música e séries de tv, será eternamente uma "Garota Gilmore", mas também assiste The Good Wife, Castle, Orphan Black, Grey's Anatomy, Hart of Dixie, Nashville, Parenthood - entre um milhão de outras - e jura amar todas.

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