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TeleSéries entrevista Paul Zaloom, o cientista maluco de ‘O Mundo de Beakman’

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No dia 17 de setembro, o TeleSéries encontrou uma das figuras mais apaixonantes dos anos de 1990. No auditório da Universidade Estadual Paulista (Unesp), na cidade de Bauru, crianças e adultos se misturavam entre a plateia para ver um show de ciência e nostalgia. Uma combinação mais do que explosiva!

NO Mundo de Beakman – Beakman’s World, curiosidade e infância era o que moviam as experiências de uma turma nada convencional. Misturando matérias como fisíca, química, biologia e matemática, e também, muita diversão, Beakman (Paul Zaloom), o rato Lester (Mark Ritts) e as assistentes Rosie (Alana Ubach), Liza (Eliza Schneider) e Phoebe (Senta Moses) – que mudaram ao longo da série – encantaram milhares de jovens ao redor do mundo, e mostraram que estudar poderia ser sim muito prazeroso.

Com uma abordagem didática e interativa, a série mostrava cartas de telespectadores curiosos sobre os mistérios do cotidiano. O protagonista ensinava os conceitos básicos da Ciência por meio de experiências que poderiam ser reproduzidas em casa – algumas vezes Paul Zaloom também interpretava grandes cientistas, como Albert Einsten e Isaac Newton para contar um pouco mais sobre a história da origem de instrumentos, dentre outros objetos.

 

Exibido nos Estados Unidos entre 1992 e 1998, no auge do sucesso, o programa foi transmitido em pelo menos 90 países, aqui no Brasil, a série infantil chegou em 1994, sendo exibida pela TV Cultura até 2002. O Mundo de Beakman passou também pelos canais Record, Boomerang,  Cl@se, e voltou a ser reexibido na Cultura, no bloco do Sessão da Hora, no primeiro semestre de 2011.

Confira como foi o reencontro do ator americano Paul Zaloom com a plateia brasileira e a nossa entrevista com o astro de O Mundo de Beakman antes da palestra realizada no Brasil.

Bada-bing! Bada-bang! Bada-boom!

TeleSéries (TS): Quais os tipos de seriados que você assiste?

Paul Zaloom (PZ): Eu não assisto muito televisão… Para mim, em específico, eu tenho medo de ficar muito preguiçoso assistindo televisão (risos). Eu gosto de assistir o jornal, documentários, coisas sobre História. Ciências também são particularmente muito interessantes para mim. Coisas sobre evolução, ciência e natureza são muito interessantes e eu gosto muito de assistir.

TS: O Mundo de Beakman pode voltar para a TV?

PZ: Não, não. Eu não acredito que eles possam fazer esse show de novo. É muito relacionado com dinheiro e toda a produção. Eu acredito que isso não vá acontecer.

TS: Qual a diferença entre você, Paul, e o personagem, Beakman?

PZ: Eu acredito que o personagem é só uma forma exagerada de mim. Porque nós não sabíamos como que o personagem seria quando o show começou a ser gravado. O produtor-executivo me disse: “Sabe quando você fica feliz? Quando você gesticula e tudo mais? Quando seu sotaque fica mais puxado? Então! Esse é o cara!”. E o diretor costumava gritar dizendo: “Give the badabing guy! (Eu quero ver o cara do badabing!)” – “Badabing! Badabang! Badaboom!” era a expressão utilizada pelo personagem durante o programa.

Zaloom ainda disse que o público brasileiro foi muito receptivo com ele. Essa não foi a primeira vez que o ator veio para o Brasil e ele afirmou que não sabia que o programa tinha tido tanto impacto no público infantil. Para Zaloom, “This is not magic, is Science! (Isso não é mágica, é Ciência!)”. O ator ainda deixou uma mensagem para os seus fãs – de todas as idades – dizendo que “faça o que você gosta e também faça isso com humor. Porque é assim que você consegue aprender sobre Ciência, sendo uma criança ou não”.

O Mundo de Beakman de perto!

As apresentações do ator no palco do Anfiteatro Guilherme R. Ferraz da UNESP encheram os olhos daqueles que sentiam falta das dalas e dos trejeitos de Beakman. O ator chamou vários voluntários para participar de diversas experiências. Beakman fez algumas questões sobre Ciência e Física, como qual é a velocidade da luz, qual o som do estalar do chicote, como as pessoas têm equilíbrio. Além disso ele também brincou com alguns fãs mirins que ficaram maravilhados ao ver o personagem de perto.

Você se lembra do episódio sobre o equilíbrio?

 

Depois de divertir a todos com piadas, o ator Paul Zaloom também fez uma apresentação pós-experiências contado um pouco de sua história e de como ele chegou até a produção do Mundo de Beakman. Zaloom não deixou de falar sobre a falta do ator Mark Ritts – que faleceu em 2009 decorrente de um câncer de rim – seu grande companheiro de gravação e também amigo pessoal. Para Zaloom, “ele [Ritts] foi um grande amigo, e não só pelo programa, mas também fora dele”.

Paul Zaloom também contou que começou sua carreira no teatro com a trupe Bread and Puppet, grupo especializado em teatro feito em casa – em seu trabalho solo ele também trabalhou com animações de objetos. Em relação ao trabalho com fantoches e marionetes, o ator desenvolveu e atuou em vários espetáculos, como em Fruit of Zaloom e Sick But True.

Em relação ao programa, ele foi inspirado por uma tirina de quadrinhos escrita por Jok Church. Na história You Can With Beakman and Jax, dois personagens respondiam as questões sobre tecnologia e história que eram enviadas por leitores. Outro fator interessante foi que o programa chegou à TV americana por incentivo do governo americano. Em 1991, todos os canais de televisão foram obrigados a incluir programas educativos para crianças, porque só assim poderiam renovar suas licenças de funcionamento.

O ator explicou também que todo o programa foi pensado para estimular a participação do público. “Nós não queríamos explicar detalhe por detalhe, mas mostrar a Ciência dos experimentos de maneira simples e de fácil compreensão para as crianças entenderem”.

Zaloom finalizou sua palestra dizendo que não se cansa de ouvir as pessoas dizendo que cresceram e se tornaram cientistas por causa dele. “Eu não me importo em ouvir isso. As pessoas pensam ‘nossa, você deve estar cansado disso, não é?’. E eu não estou. Quando eu ouço que as pessoas cresceram e se tornaram grandes profissionais, isso só me faz melhor. Eu sou o que sou por causa de vocês. E eu nunca vou me cansar de ouvir isso”.

As nossas fotos, na íntegra, você pode ver no álbum da coletiva na página do TeleSéries no Facebook.

Séries citadas:

22 anos, jornalista formada pela Unesp de Bauru. Suas primeiras séries foram: Lois & Clark, Veronica Mars, Gilmore Girls e Smallville. Atualmente acompanha: The Big Bang Theory, The Middle, além dos Top Chefs e Master Chefs.

3 Comments

  1. Regina Monteiro

    Agora lembrei da infância… do meu filho. Lembro que eram exibidos O Professor (acho que foi das primeiras aparições do Caio Blat na TV) e O Mundo de Beakman, dois programas interessantes, instrutivos e divertidos.

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