Log In

Reviews

Suits – She´s Mine

Pin it

Série: Suits
Episódio: She´s Mine
Número do Episódio: 3x07
Exibição nos EUA: 27/08/2013
100
5
1

Vamos combinar que um episódio por semana realmente é uma miséria! Dito isso…

O que mais se poderia dizer de um episódio dirigido por Anton Croper (Monk, Six Feet Under) e escrito por Paul Redford (The Newsroom,West Wing), sem perder o argumento da série? Simplesmente genial! She´s Mine  manteve o ritmo característico de Suits, a conclusão (improvável?) foi surpreendente ( e não me refiro aqui à surra, bem merecida, que Harvey deu em Stephen) e a leveza ficou por conta da disputa entre Nigel e Louis pela posse de Soberana (aliás, um atalho e tanto para que Louis recuperasse a orientação dos associados).

E, convenhamos, She´s Mine bem poderia se chamar Mirror.

Na parte She´s Mine do episódio, o primeiro caso de Rachel: a inverossímel disputa pela posse de uma gata. O desafio: transformar Louis Litt, aos olhos daqueles com os quais trabalha, do chefe irritante, autoritário e, às vezes, sádico, em um cuidador responsável, apaixonado e compassivo.  E embora esta tenha sido a parte comédia e meiga do episódio, não foi a comoção que deu a vitória a Louis, mas a lógica, caminho por onde, afinal, transita o modus operandi do Direito. A dualidade da personalidade de Louis foi explorada apenas para nós, que assistíamos ao episódio: atrás da armadura de ferro que o personagem veste, há um encantamento que somente a nós, que estamos fora da telinha, é permitido ver.  Mas a vitória conseguida por Rachel, veio do fato de que, autoritário ou compassivo, Louis é extremamente competente naquilo que se propõe a fazer. Apesar de tratar aqueles com os quais trabalha com mão de ferro, no processo, transforma-os em profissionais melhores. E foi a lógica da competência, que Rachel explorou com eficácia, que prevaleceu na decisão dos associados. Rachel ganhou a causa, mas, mais que isso, recolocou Louis Litt, no seu lugar por direito: um espaço onde, relacionando-se diretamente com seus subordinados, pode exercitar seu lado humano, aquele que fica sob a armadura de ferro, embora raramente, aqueles com os quais trabalha possam entrever.

E como prêmio, Rachel poderá atravessar a rua para estudar Direito: Columbia e não Stanford.

“Espelho, espelho meu, os atores podem ser outros, mas as situações, ironicamente, não são as mesmas?“, talvez tenha se perguntado Jéssica Pearson ao assumir a caso de Ava Hessington e insistir em uma defesa que contemplava mais seu relacionamento com Harvey, do que o de Ava com seu ex-assistente. E a parte Mirror do episódio trouxe Jéssica assumindo a firma novamente: contra Harvey, ao insistir em uma linha de defesa que muito dificilmente funcionaria; contra Edward Darby, delimitando seu espaço; contra Ava, sobre quem lançou sua raiva. Mas, como no conto de fadas, em que o espelho mágico sempre questiona quem está na sua frente e aponta outras possibilidades, Jéssica e Harvey foram salvos por Mike, o único a permanecer senhor de uma certa racionalidade e perspicácia e a desmascarar quem, afinal, era o verdadeiro responsável pela ordem para os assassinatos praticados pelo Coronel Mariga. E depois de alguns tantos episódios, finalmente o verdadeiro propósito de Stephen Huntley veio à tona: salvar a própria pele.

Uma conclusão improvável? Pouco importa, este foi de longe o melhor episódio desta temporada.

Séries citadas:

Historiadora e professora não praticante. Adora uma boa história, seja ela escrita ou encenada. Atualmente, em seu coração, dividem espaço Person of Interest e Once Upon a Time. A Guerra dos Tronos? Prefere o livro.

1 Comment

  1. Mariela Assmann

    Cinco estrelas, com certeza. Mais um episódio com um roteiro genial e atuações afiadas. E que final! Mal posso esperar pelo episódio dessa semana. E pela renovação do seriado.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Log In or Create an account