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Reviews

Suits – No Way Out

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Série: Suits
Episódio: No Way Out
Número do episódio: 3x16
Exibição dos EUA: 10/04/2014
96
4.8
2

E Mike está fora.

Pior do que sermos constrangidos a agir de forma diferente daquilo que desejamos é, conscientemente, termos que tomar uma decisão que sabemos ser necessária e o coração negar. No Way Out foi isso: fazer-se o que é necessário mesmo que o coração, aos prantos, diga não. E a conclusão foi inesperada, porque, se no episódio passado parecia que Mike iria embora e não foi, nesse a surpresa ficou para o final, quando ele finalmente disse a Harvey que aceitara o emprego oferecido por Jonathan Sidwell.

Embora agora, como ele disse, ele passará a ser chefe de Harvey, a sua relação com a firma será diferente. No final das contas foi tocante a despedida dos dois. Para dizer a verdade parecia o final da série. Porque se houvesse terminado naquele exato momento em que os dois se dão as mãos, tudo faria sentido!

Realmente o final desta temporada pareceu fechar um ciclo que se iniciou no longínquo primeiro episódio da série quando Mike entrou abruptamente na sala de reunião onde Harvey, a contragosto, escolhia alguém para ser seu associado. De lá para cá todos aprenderam. A firma tornou-se uma família, na qual alguns são membros mais próximos.

No Way Out apresentou a consolidação desta ideia. De que alguns relacionamentos se estreitaram de tal forma que dificilmente um novo membro poderá fazer parte desta casa se não entender a dinâmica que gere as relações pessoais construídas ali. Por isso não havia lugar para Dana Scott e Sheila Sazs, e por isso Katrina ficou. Aliás, espero que o personagem ganhe mais destaque na próxima temporada.

Algo me diz, também, que, na próxima temporada, o primeiro a ter que descobrir o segredo que faz a Pearson & Specter ser o que é, será Erik Woodall e Harvey poderá encontrar um adversário à altura. Até lá Woodall talvez tenha aprendido que não será tão fácil romper os elos que ligam os membros da Pearson & Specter, pois os relacionamentos ali desenvolvidos vão além do contrato formal sobre o qual a firma é construída. A fidelidade que existe entre eles diz claramente que alguns galhos não quebram e, ao que parece, também não vergam. Todos os personagens compartilharam um pouco esta ideia neste episódio. Estavam dispostos a arriscar as carreiras uns pelos outros.

Um recomeço. Esta foi a expectativa deixada para a próxima temporada. Um recomeço onde a firma será repensada. Onde Mike, Rachel, Donna, Harvey, Louis, Jessica e talvez Katrina encontrem, em novos casos, um jeito menos Edward Darby de agir, mas que, ao mesmo tempo, seja criativo e estimulante como tem sido até agora.

Há expectativas de mudanças. Espero somente que o ritmo e a perspectiva da série não mude. Esse me parece ser o motivo do seu sucesso até então!

Séries citadas:

Historiadora e professora não praticante. Adora uma boa história, seja ela escrita ou encenada. Atualmente, em seu coração, dividem espaço Person of Interest e Once Upon a Time. A Guerra dos Tronos? Prefere o livro.

5 Comments

  1. Kaiodn

    Das 11 séries que assisto, de longe Suits é a minha preferida. A série esteve meio fraca na primeira metade da temporada, mas depois que voltou ficou excelente.
    Muito boa a review, não tinha pensado como um series finale, e se fosse, seria muito bom.

  2. Regina Monteiro

    Concordo com você, o início desta temporada foi meio lento. Mas ainda bem que não vamos ter que esperar muito para a próxima temporada.

  3. Regina Monteiro

    Juntos. Mesmo porque acho que é a única relação romântica autêntica em Suits.

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