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Spoilers

Spoiler: Resumo da Semana

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Cena de Mad Men

Segunda-feira é dia de Spoiler Zone no TeleSéries, trazendo reviews de seriados que estão sendo exibidos atualmente nos Estados Unidos. Esta semana trazemos resenhas de Mad Men, Stargate Atlantis, Weeds, Swingtown, Flashpoint, The Secret Life of the American Teenager e In Plain Sight. São sete séries – mas já já começa a fall season e vai ter seriado para resenhar que não acaba mais.

Confira a coluna da semana e continue conosco!

Mad Men: Three Sundays (2×04)
Exibição: 17/8/2008
MVP: Jon Hamm

Às vezes fico a me perguntar como uma série consegue ser tão genial. São aqueles momentos que, enquanto você assiste a um episódio, percebe que tudo se encaixa perfeitamente, com um roteiro altamente inteligente. Manter essa dinâmica entre uma temporada e outra é uma tarefa árdua, mas é uma das características marcantes de Mad Men. Essa maneira confusa de tratar os seus personagens, de tratar a própria história, só comprova o seu jeito de querer soar diferente mas com responsabilidade, com bons desfechos e boas interpretações. No final da temporada passada, a história envolvendo a Peggy foi o que mais norteou o que poderia ser colocado no começo desse segundo ano. No entanto, fomos surpreendidos por um roteiro que nem sequer citou o acontecido.

Mas isso foi por pouco tempo. Nesses dois últimos episódios, a história esteve cada vez mais centralizada, juntamente com os problemas familiares que cada um dos seus personagens principais apresentam. No caso de Peggy, a sua maneira de fingir que nada aconteceu não causa repulsa apenas no telespectador, mas também este é um sentimento compartilhado pela sua irmã mais velha que, assim como o restante da família, é uma grande devota do Cristianismo e critica a maneira com a qual as pessoas encobertaram o que aconteceu com ela.

A família de Don também está passando por problemas para educar os seus filhos. A maneira como Betty pretende educá-los contradiz com o pensamento do seu marido, que opta muito mais pela conversa e pelo bom diálogo do que em partir para a agressão. Essa sua maneira de educar é a sua maneira de fugir do seu passado, de não tomar os mesmos comportamentos do seu pai.

Com tudo isso acontecendo, a Sterling Cooper estava passando pelo seu “Dia “D”. Depois de ter aceitado a conta da American Airlines, era hora de criar uma logomarca que pudesse atrair a clientela depois do acidente que aconteceu com a empresa áerea. Não apenas isso: era a oportunidade que eles tinham de impressionar os executivos da American Airlines e de se firmarem como uma agência importante. O grande problema é que a pessoa que estava intermediando as negociações acabou sendo demitida e, agora, tudo virou uma bagunça e o futuro ficou ainda mais incerto. Mad Men é assim: a gente nunca sabe como o episódio vai terminar. Mas estes segredos fazem parte da genialidade, tão esquecida nos dias atuais. (Vinícius Silva)

Texto publicado originalmente no weblog Sob a Minha Lente

Stargate Atlantis: The Shrine (5×06)
Exibição: 22/8/2008
MVP: David Hewllet

Não entendo como alguém pôde não gostar desse episódio ou mesmo considerá-lo um filler. Para mim foi um dos melhores de Atlantis, incrivelmente tocante. Tudo bem que não teve batalhas, inimigos ou o desenvolvimento de algum arco de temporada, mas e quem precisa disso em todo episódio? Uma boa história também pode ser contada em um episódio isolado, e The Shrine o fez com maestria.

McKay, infectado por um parasita acabou perdendo gradativamente a memória. Chamada para se despedir do irmão, Jennie concorda com Ronnon e convence a equipe a levar Rodney até uma caverna que supostamente traz de volta a personalidade da pessoa por um único dia, então o doente morre. É a chance de McKay morrer com dignidade. Confesso que eu estava preocupada. Depois de perder Carson e Weir, eu não agüentaria perder McKay, mesmo sendo esta a última temporada da série.

Os vídeos gravados pela Dra. Keller nos fez sofrer junto com Rodney, mostrando-nos o quão torturante foi para ele ver-se afastando da sua realidade. A atuação do David Hewllet foi impagável e mostrou que ele é de longe a melhor coisa em Atlantis atualmente. (Mica)

Weeds: The Love Circle Overlap (4×10)
Exibição: 18/8/2008
MVP: nenhum

Nesses dois últimos episódios, pude perceber que Weeds deu uma baixada no seu ritmo, que não estava tão alucinante assim. Em Little Boats vimos a preocupação de Nancy com os seus filhos. Foi quando a sua “ficha” finalmente caiu, enxergando eles como as pessoas que são e não apenas como parceiros de negócios. Naquele momento, foi um processo de humanização necessário para a série, já que não é comum vermos uma relação existente entre mãe e filho. Nesse novo episódio, a história se repetiu, só que de uma maneira diferente. Sem questões envolvendo o tráfico, apenas uma dor misteriosa que Nancy começou a sentir e logo curada com remédios alucinógenos provindos da Amazônia.

Mas um personagem que parece ter voltado aos trilhos foi Celia Hodes. Aquele seu jeito de viciada foi um dos piores momentos da série e olha que a Elizabeth Perkins faz um excelente trabalho. Mas quando a sua filha clama por uma intervenção familiar com o intuito de tirá-la das drogas, pudemos perceber o quanto ela é importante para o humor da série. Com suas belas tiradas e bons diálogos, pudemos reviver um pouco de como o seu personagem era nas primeiras temporadas. Ao que parece, a série agora tratará da sua recuperação com o desejo de continuar mantendo o sarcasmo que é tanto característico. Foi um episódio marcado por alucinações, novas experiências, fracassos, reencontros e uma promessa de que teremos mais mistérios pela frente. (Vinícius Silva)

Cena de Swingtown

Swingtown: Get Down Tonight (1×11)
Exibição: 15/8/2008
MVP: Molly Parker

Estava demorando para acontecer alguma coisa entre Susan e Roger. Depois do episódio passado, sabíamos que era uma questão de tempo, uma questão de atitude e de afirmação dos sentimentos que eles sentiam. É bem verdade que Bruce até que tentou fazer alguma coisa para trazer a sua mulher para perto dele. Porém, a paixão é algo incontrolável e a gente nunca escolhe por quem se apaixonar. Roger, por exemplo, acabou se apaixonando logo pela mulher do seu melhor amigo.

Na verdade, muita coisa dessa paixão (até repentina) entre Roger e Susan vem muito da maneira como os seus parceiros se comportam. Janet, esposa de Roger, segue a linha tradicional das mulheres daquela época, mantendo os laços familiares sem deixar que eles se percam ou que sejam esquecidos. Já no caso de Bruce, marido de Susan, segue a linha do pai durão. O tipo de homem que quer sempre que as coisas sejam do seu jeito e que ele está sempre certo.

Além dessa paixão entre Susan e Roger, o episódio também mostrou a mudança de papéis: a mulher indo trabalhar, enquanto o marido cuida dos afazeres da casa. Foi isso que aconteceu a partir do momento em que Janet resolveu procurar um emprego para ajudar a sua família, mas principalmente o seu marido, Roger, que preferiu colocar um avental, fazer compras no supermercado e preparar o jantar. Swingtown, mesmo que aos poucos, sempre mostra algum tipo de transformação no jeito de ser desses personagens, ou seja, a maneira como a cultura foi mudando com o passar do tempo. Mas Janet também vai precisar lutar contra uma resistência muito forte no seu emprego, além de chefes cada vez mais tarados. (Vinícius Silva)

Texto publicado originalmente no weblog Sob a Minha Lente

Flashpoint: Attention Shoppers (1×06)
Exibição: 14/8/2008
MVP: Sarah Gadon

Nos últimos textos fiz duras críticas a está série, mas dessa vez eu tenho dois elogios:

1. Finalmente achei a história do episódio interessante. E desta vez não fique achando que estavam tentando me comover, e olha que é uma história triste – uma garota sofre tentativa de estupro, denuncia o agressor para a polícia, tem que agüentar a namorada dele mesmo e suas amigas a agredirem ela de tudo quanto é forma, e ainda tem problemas com a mãe alcoólatra. Ainda assim, a garota batalhava por um futuro melhor, até ser agredida mais uma vez. Num momento de medo e autodefesa ela fere uma pessoa e, achando que sua vida tinha chegado ao fundo do poço, tenta se matar. Enfim, foi uma excelente historia, com final real, diferente dos finais felizes que a série insistia em nos dar.

2. Se existisse uma polícia dessa qualidade no Brasil, não sei se resolveria todos os problemas, mas ajudaria e muito no quesito violência. Dá gosto assistir o episódio e vê-los trabalhando. A organização deles, as táticas, até o trabalho da psicóloga acho muito interessante. Bom, se há uma policia trabalhando assim no mundo, eles estão de parabéns, faz até parecer que o mundo é um lugar seguro pra se viver. Quem sabe um dia não seja? (Paulo Fiaes)

Cena de The Secret Life of the American Teenager

The Secret Life of the American Teenager: Love for Sale (1×06)
Exibição: 5/8/2008
MVP: Shailene Woodley

Conversando com algumas pessoas sobre American Teenager, percebi que temos a mesma sensação quando assistimos ela. Há um clima de inocência na série que faz aqueles com mais de 30 anos relembrar os bons filmes adolescentes da década de 80. Esse deve ser o principal motivo pra eu continuar assistindo a série, porque o todo mais dela é estranho pra mim.

American Teenager me faz relembrar também de Dawson’s Creek, que é a série teen que considero a mais importante e melhor produzida. Havia em Dawson’s também um clima inocente, principalmente nas primeiras temporadas, mas também havia um clima já adulto, digo, os adolescentes da série por vezes se comportavam (ou pelo menos tentavam) como adultos, e eu me identificava com isso.

Em American Teenager eu não consigo me identificar com os personagens. Rick tentar impedir um aborto de um filho que ele não quer ter apenas para conquistar Grace me pareceu forçado. Porque ele não demonstra gostar de Grace, que parece ser apenas uma difícil conquista para ele. E ele mostra ser muito inteligente, e dificilmente uma pessoa inteligente e fria como ele iria arriscar o futuro por causa de uma conquista.

O que gostei também nesse episódio foi ouvir Amy dizendo que ama Ben. Se não estou enganado foi a primeira vez que ela disse com essas letras “eu te amo”, ou pelo menos foi a primeira vez que não se sentiu obrigada a dizer, e isso demonstra o quanto ela está assustada com toda situação, achando até uma boa idéia casar com Ben. O restante do episódio foi engraçado, mas ainda sinto que a série não me atingiu. E, com a fall season chegando, não estranharei se parar de assistí-la. (Paulo Fiaes)

In Plain Sight: To Serge with Love (1×10)
Exibição: 3/8/2008
MVP: Nichole Hiltz

Adoro dramas familiares. E quando envolve o relacionamento entre irmãs, fica melhor ainda. Dizem que o amor familiar é incondicional, será mesmo? Será que este triângulo amoroso bem confuso terá um fim ou começo?

O caso da semana voltou ao episódio piloto, a garota russa que queria seios novos desde o momento que entrou para o WITSEC. Ao conseguir sua tão sonhada plástica, sua vida mudou. Como se não tivesse mudado antes! Ela conheceu Serge e estava feliz e apaixonada.

Mas, sempre tem um porém. E neste caso não poderia ser diferente. Serge também é uma testemunha do programa, uma testemunha não confiável. Ainda bem que temos a Santa Mary para proteger as testemunhas inocentes de Alburqueque.

Contudo o que realmente surpreendeu foi o crescimento de Brandi. E espero ver como ela irá lidar com as conseqüências de seus atos. Não somente com o namorado traficante, mas com Mary. Será que desta vez tem desculpas? Você perdoaria sua irmã por mentir para você? Realmente não acho saudável essa relação entre Brandi e Raph, que às vezes passa do limite, mas todos precisam de um amigo. Quem sou eu para julgar? (Bárbara Reis)

Legenda:
MVP é a sigla Most Valuable Player, termo usado pela imprensa americana para indicar o melhor atleta em um evento esportivo. Foi adotada pelos fãs de seriados para indicar os atores que tiveram a melhor performance em um determinado episódio.

Séries citadas:

Os textos assinados pela Redaçao TeleSéries são textos de autoria coletiva ou notícias escritas por um redator anônimo, mas sempre revisadas com a máxima precisão jornalística.

5 Comments

  1. Lucas "Gandalf" Leal

    The Love Circle Overlap, pouco acrescentou a trama, só ficou tratando das féridas dos personagens e foi um episódio q acabou e eu fiquei pensando ‘e…?’
    o anterior me agradou mto mais…
    nesse episódio…tipo não se chegou a lugar nenhum…acho q deve ser um episódio de preparação…(encerrando a história do Andy, dando novos rumos pra Celia e etc)
    mas eu gosto daquela Weeds louca e cheia de correria como a propria Nancy falou pro Esteban q era a vida dela…e é essa série q me conquistou
    mas no geral acho q essa temporada foi bem satisfatória até aqui…a primeira é primorosa a segunda MTO boa a terceira mto boa e a quarta está indo no nivel da terceira a meu ver

  2. Sobre Atlantis. Episódio maravilhoso! Pensei que ia demorar aparecer outro a altura do 05, mas esse superou com certeza. Nossa a atuação do David Hewllet foi notável. Gostei também de ver Sheppard mais contido, mais sentimental e a demonstração de afeto pelo Mckey. A cada episódio, eu sinto uma dorzinha por saber que tá perto do fim….

  3. Mica

    Pois é, saber que está próximo no fim dói….heheheh. Mas o episódio teria sido muito bom mesmo que não fosse na última temporada. Foi um resgate de algumas coisas perdidas nas personalidades dos personagens.

  4. Regina Monteiro

    Oi Mica.
    Agora que já vi vou comentar os spoilers.
    MVP David Hewlett sempre. Como costumo dizer ele tem uma expressão para cada emoção. Ele fala com os olhos.
    Ele é daqueles raros atores que conseguem a verossimilhança de transmitir um sentimento entes de pronunciar sua falas. Assim como na vida real quando sabemos o estado de espírito, o constrangimento, o medo, a raiva,etc antes mesmo que uma pessoa abra a boca para falar.
    Episódio pra lá de ótimo. David excelente SEMPRE.

    Espero que quem ainda não viu o episódio não leia os spoiler. Porque aquela emoção do início do episódio acaba se perdendo. Quando o episódio começou eu pensei: nossa! mais um não (Carson, Weir). Porque aí você pensa, vai acabar e eles (produtores) estão dando um jeito de ganhar audiência na base da expectativa: ele morreu será que ele volta? E aí tem a cena em que a Jane vai tentar se despedir dele, não sei se chorei mais nessa cena ou se na morte do Beckett!
    Felizmente Mckay ainda vai estar lá mais algumas semanas.

  5. Regina Monteiro

    Ops,
    “antes de pronunciar suas falas”
    “não leia os spoilers”.

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