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Spoilers

Spoiler: O episódio 300 de ER

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Peter Fonda e Mekhi Phifer em 300 Patients

A NBC exibiu na semana passada o último episódio de ER deste ano. Historicamente, não foi um qualquer: foi 300 Patients, o episódo de número trezentos do ultraveterano drama médico. Dirigido pelo produtor chefe John Wells, e prometendo um enredo com tratamento de mais de trezentos pacientes no PS, este marco no seriado veio carregado de expectativa.

Admito que quando assistia o então Plantão Médico na Globo, não esperava que o show fosse tão longe. Mas depois do episódio 200 (When Night Meets Day, com Carter e Pratt dividindo a tela), venho idealizando este episódio há muito tempo. Sinto que não deveria ter feito isso.

Apesar de ser o 300º, apesar de dirigido por John Wells, apesar da inacreditável boa 14ª temporada e da grata participação de Peter Fonda, 300 Patients me decepcionou. Acabou sendo, infelizmente, um episódio “normal”.

A história começa com o que teria sido um madrugada infernal: 142 pacientes foram atendidos. Morris se empolga, e resolve apostar com Pratt, Frank e Gates que até o fim do dia o PS terá recebido 300 pacientes. Aí já começa a enrolada, pois eu achava que a movimentação do hospital seria tão absurda quando prometia as promos da NBC. Mas aí você pensa: “300 pacientes num seriado de 45 minutos? Impossível.”

Olha, este episódio foi escrito pelo competente David Zabel (excelente roteirista, mas que adora escorregar) e Joe Sachs. Sachs está no seriado desde a 2ª temporada… e o primeiro episódio que ele escreveu se chamava A Shift in the Night, que narrava um turno infernal de Mark Greene, sozinho na madrugada, apenas com enfermeiras e o estudante Carter, tendo que atender mais de duzentos pacientes. Em menos de dez horas! Dito isso, me desculpem se eu esperava mais deles dois no desenvolvimento da trama do episódio. Ou mesmo que Wells fosse o escritor… Enfim.

Foi um episódio de natal, daqueles que pretendem ser leves e focados mais no lado dramático/pessoal dos personagens, do que no caos controlado do hospital. Mais coração do que ação. A decoração da casa não deixa escapar isso, muito menos os cirurgiões, que vestidos como um presépio humano, dão entrada no PS depois de Dubenko ser mordido por um camelo… levado até o County pra fazer cultura de sua saliva.

Pratt, que não ganhou o cargo de Chefe Interino do PS após a saída de Moretti (e do nada, depois que o filho dele teve problemas), foi o médico do episódio. Ele teve simpáticas cenas com Peter Fonda, companheiro de uma senhora em estado terminal e ordem de não ressucitação, além de pai de um jovem com sindrome de down (muitíssimo bem interpretado pelo ator).

Sam iniciou seus turnos mandatórios como paramédica e estava linda de uniforme escuro. Na ambulância, se envolveu numa colisão meia-boca (exaustivamente exibida por três ângulos diferentes e em câmera lenta), o que levou à uma das boas cenas do episódio: uma agressão violenta de um cidadão, que chutou a cabeça do motorista que atropelou uma criança. Na defesa de Sam, esteve Tony, que pareceu ter uma ligação a mais com a enfermeira. Logo, não ficarei surpreso se futuramente ambos formarem par.

Gates continua com a capelã, que teve uma importante participação no episódio. Com a chegada do Natal, ela reuniu vários departamentos do hospital pra realizar missas em memória dos pacientes, e neste momento, foi pedido que cada um pensasse num paciente que impactou suas vidas, abrindo possiblidade pra rápidos flashbacks. Gates pensou em Josh, o menino da UTI. Neela no garoto mendigo de Reason to Believe. Morris no esquizofrênico de Jigsaw. Pratt em “Ray Liotta” de Time of Death, Abby em seu professor “James Woods”, de Body and Soul e Luka no sequestrador Curtis Ames.

Kovac retornou pra casa alguns episódios atrás, e trouxe o irmão junto. Isso não agradou Abby, que está pior do que podiamos imaginar: ela esconde bebida em qualquer frasco que encontra e usa a casa de Neela pra manter o vício. E é lá que a indiana descobre o Brasil ao perceber que Abby voltou à beber. Lockhart, completamente mudada, jogou até a mutilação de Ray na cara da amiga, que resolve expulsá-la de casa.

Vendo que está exagerando na dose e incomodada com as perguntas de Luka, que obviamente sabe que algo está errado, ela resolve admitir que tem um problema e precisa de ajuda. No momento, o pai de Kovac acabara de morrer e ambos estavam preparados pra viajar até a Croácia, mas ela tem novos planos: vão Joe e Luka, enquanto ela fica no país, pra se internar por causa da bebida.

A conversa dos dois é dos melhores momentos do episódio, e Luka chorando foi algo quase patético, tendo em vista que ela… que ela fez mais do que devia, mas não contou tudo. Porém, Kovac entendeu nas entrelinhas, e a relação dos dois fica balançada: o ano termina com os dois separados por um oceano mais uma vez.

E ao chegar na marca de 299 pacientes, Morris quebra os dedos de Frank com um livro e ganha a aposta. Eu não ganhei muita coisa vendo o episódio. Apenas decepção. E os números da audiência seguem baixo: ER perdeu até para um Top 10 apresentado pela Barbara Walters e exibido pela ABC, ficando com uma audiência pouco acima dos 8 milhões. Eu esperava mais do episódio. Esperava bem mais.

Séries citadas:

19 Comments

  1. Leonardo Toma

    Também me decepcionei com o episódio. A promo da NBC prometia muito mais. Aquela contagem dos pacientes aumentando freneticamente e a Sam no acidente… parecia que ia ser bem mais caótico. Se bem que as promos servem pra isso mesmo né…

    A cerimônia, ou seja lá o que tenha sido aquilo no Lounge foi muito emocionante. Os médicos lembrando dos pacientes foi o ponto alto do episódio pra mim (pra vocês verem como ele foi bom). A chapelã contando a história da pedra pra Abby foi genial… O principal problema da residente é a dificuldade de pedir ajuda.

    E quando ela finalmente o faz, uma cena Lubby-Master-Patética se dá nos últimos minutos do episódio. Nada contra momentos Lubby, mas eu esperava mais dessa cena. E Luka deixa Abby ir se tratar sozinha??? Tudo bem que os produtores tem que arranjar uma desculpa pra tirar o croata da história, mas por favor né?

    E a participação de Peter Fonda também foi um fiasco pra mim. Podiam aproveitar muito mais o potencial do veterano ator.

    Resumindo, esperava muito mais desse epi histórico. O 100º e o 200º foram geniais. Acho que nos acostumamos com a decepção quando o assunto é ER. Espero que isso acabe no próximo epi, que será exibido sabe Deus quando. Pois é no próximo episódio que uma das minhas personagens preferidas retornará ao PS…

  2. Eduardo

    Uma coisa que eu devo esclarecer antes de falar a respeito: nunca assisto a promos da NBC, e recomendo que ninguem os assista. Eles nunca descrevem o que vai acontecer no episódio. Não tento criar expectativa sem garantia.

    Tendo dito isso, agora dou minha opninão: o episódio 300 foi muito bem produzido. Todos esperavam um evento especial. Depois dos episódios 100 e 200, ficaria exagerado criar outro evento especial pro ER.

    Nesse quesito, acho que 300 Patients acertou em cheio. Foi um episódio normal sem tentar extrapolar, com uma boa dose de emoção digna de um episódio de natal e ótimas atuações.

    A idéia de filtrar todas as sub-tramas através da personagem de Reiko foi bastante bem aproveitada, e gerou em belas cenas envolvendo todo o elenco, mais o pessoal de apoio.

    Acho que Luka e Abby tiveram um bom fechamento, não fiquei feliz quanto a Sam e Gates, mas não dou uma opinião quanto a isso até isso se concretizar.

    De resto, acho que foi um dos melhores da temporada.

  3. Leandro

    Thiago meu caro acho que vc anda se decepcionando desde o episódio 200 não é ?????

  4. Thiago Sampaio

    Eduado (4) Desse eu não gostei =/

    Leandro (6) Meu caro… Kisangani, Now What?, The Lost, Dear Abby, Shifts Happen, Freefall, Makemba, NICU, Forgive and Forget, The Student, Time of Death, The Providers, Just As I Am, Alone in a Crowd, The Show Must Go On, Nobody’s Baby, The Human Shield, Two Ships, I do, Quintessence of Dust, There Are No Angels Here, 21 Guns, Bloodline, Graduation Day, Ames v. Kovac, Jigsaw, Murmurs of the Heart, Lights Out e I Don’t…

    São todos episódios pós 200 que me agradarem muito acima da média. Acho que você é incapaz de entender uma crítica inteligente, não é?!?

    Eu sabia disso! Não soltei UMA crítica negativa no 14ª ano inteira… e logo na primeira, vêm dizendo que eu só falo mal da série. Tem dó ¬¬

  5. Eduardo

    Esqueci de dois aspectos desse episódio que me agradaram muito: Peter Fonda e a música.

    Fonda não dominou o episódio. Fico apavorado quando atores convidados são anunciados, por medo deles dominarem o enredo. Um bom exemplo disso foi Ray Liotta no episódio de tempo real. Mas Fonda participou sem inteferir no equilíbrio do episódio, com belas cenas entre ele e o filho que não conhecia. O garoto com síndrome de down também deu um show de atuação.

    Já a música de Martin Davich foi muito bem vinda. Um dos aspectos mais negativos dessas 2 últimas temporadas foi a falta de música instrumental

  6. Eduardo

    Esqueci de dois aspectos desse episódio que me agradaram muito: Peter Fonda e a música.

    Fonda não dominou o episódio. Fico apavorado quando atores convidados são anunciados, por medo deles dominarem o enredo. Um bom exemplo disso foi Ray Liotta no episódio de tempo real. Mas Fonda participou sem inteferir no equilíbrio do episódio, com belas cenas entre ele e o filho que não conhecia. O garoto com síndrome de down também deu um show de atuação.

    Já a música de Martin Davich foi muito bem vinda. Um dos aspectos mais negativos dessas 2 últimas temporadas foi a falta de música instrumental, em prol de mais canções pop. O uso da música na preparação do ritual de lembrança foi perfeito para aquela cena entre Luka e Abby. Fico feliz que John Wells ainda lembre dos talentos de Martin Davich, já que Zabel sempre elimina esse aspecto do episódio na montagem.

    E quanto a bons episódios dentre os últimos 100, há mais um que vale a pena lembrar: The Gallant Hero and the Tragic Victor. Meu episódio preferido na 12ª temporada, e um dos melhores roteiros de R Scott Gemmill. Uma das últimas vezes que ER me emocionou.

  7. Leandro

    Thiago, “take it easy man”
    Entendi e muito bem , acho que não que não está entendendo uma brincadeira.Não leve tão a sério tudo, ops, principalmente ER.

  8. Thiago Sampaio

    Okay. Sorry, Leandro.
    Honestamente, não tinha sentido como “brincadeira”. Senti como se fosse uma pergunta recorrente, feita sempre que eu falo “mal” de um episódio. Isso me deixa chateado paca, principalmente depois de só falar bem dessa temporada.

    Levo tudo na brincadeira. Mas procurar saber se sou um saudosista perdido depois de tantas avaliações positivas recente é meu ponto fraco.

    Perdão. Mas eu não tinha levado vc na brincadeira. Não dá pra “ouvir o tom de voz” em textos, então ironias ficam dúbias. Mas o número de interrogações me fez pensar se a pergunta sofria de falta de humor

  9. Tatiana

    Vou pular dessa discussão;
    Vou fugir dos Spoiler
    Vou comentar qdo passar…….rsrsrsrsrsrs.
    :)

  10. Giselle Bauer

    Assisto pela Warner mas não podia perder esta oportunidade.Não aguentei e vi.Esperava mais tipo
    pensei que fosse ser correria mas caótico. Achei apenas bom. Deu pra entender muita coisa até porque eu leio os comentários lá na comu no orkut.
    O ponto alto pra mim foi a conversa entre o Luka e a Abby. O menino down me emocionou.Trabalhou muito bem.Peter Fonda deveria ter sido melhor aproveitado.Aquela reza lá da Reiko sei lá achei meio sem sal.E por falar nela não dá pra falar muita coisa do personagem dela porque só vi dois episódios e não sei como está o relacionamento dela com o Gates mas em todo caso acho que ele combina com a Sam e se rolar vai ser legal.E a Neela continua sem graça.

  11. Lorenna

    …Também estou decepcionada com a série!Não queria que a Abby estivesse nesta situação!Viciada e com problemas com o Luka.Logo ela que sempre lutou contra os problemas da mãe!Não acho justo!Adoro a série,mas a 14 temporada esta deixando a desejar!Precisa de mais vida!

  12. Juliana Oliveira

    Ahh, o episódio 300…
    Cara, acho que sou uma das poucas no time dos decepcionados assim como o Thiago.
    Com essa onda de comprar séries em dvd eu comprei as temporadas antigas e ver um episódio assim comemorando os 300 episódios é de certa forma lamentável.
    Não estou falando que o episódio tenha sido totalmente dispensável. Se fosse no meio de uma temporada… Tudo bem. Mas era o episódio 300!
    Tiveram cenas boas, gostei da conversa do Luka e da Abby (eu sou Lubby XD), mas faltou algo.
    E faltaram também os 300 patients! Eu ainda espero por eles.
    Thiago, quando eu vi esse episódio na hora eu me lembrei de Night Shift e cara, que saudade daqueles velhos tempos. Só não sabia que o Sachs tava envolvido com os dois episódios, o que só torna tudo mais deprimente.
    Voltarei ao meu saudosismo saudável que já estou acostumada há um tempo…

  13. Pingback: TeleSéries » Em homenagem aos 300 episódios de ER - a lista dos 10 melhores episódios da série

  14. Thiago Sampaio

    Depois de revê-lo na Warner, preciso dizer que… é um bom episódio, mas vendido de uma forma muito errada. Finalmente Abby desce do pedestal, vê que andou errando nesses últimos meses e pede desculpas…

    Peter Fonda como o pai de um rapaz com Down foi tocante. Apesar da batida meia boca, Sam foi ótima de paramédica. Morris fez rir de novo. Julia provocou algumas lembranças de pacientes conhecidos. Citaram até o Ray. Funciona como epi de natal. Funciona como parte do arco de Abby. Funciona como um episódio normal de ER.

    Mas como o episódio 300? Dizer q esse turno teve trezentos pacientes? Foi quase uma ofensa. Não “ofensa”, mas conseguiu destruir quase tudo q fez no epi, e meio q agradou apenas aos Lubys e uma outra minoria. Como q com 300 pacientes eles têm tempo de conversar e fazer missa? 300 pacientes só se somado com os outros 9 epis dessa temporada, né?

    Bom episódio. Mas não deveria ser o 300. Não deveria ter essa enrolação de trezento pacientes. Sachs escreveu Shift in the Night… e apesar de naquele ter “só” uns 200, aparentou ter beeeem mais q esse. Enfim…

  15. Naah

    ” E é lá que a indiana descobre o Brasil ao perceber que Abby voltou à beber.”

    aah thiago, so vc msm =]
    o epi nao foi ruim. apenas nao foi marcante. nem impactante. foi propaganda inganosa >

  16. Carlos Tubs

    Para mim o episódio para fazer o jus ao título teria que mostrar as 24 horas com a Emergência lotada, completamente caótico, vários traumas.

    A Sam poderia ter sido mais bem aproveitada, poderia ter acontecido um acidente maior e ela teria que atender as vítimas e ter o seu momento “heroína”.

    Também poderia acontecer um momento “nostalgia” com uma das enfermeiras recebendo um email da Carol, que mandou umas fotos escaneadas, já pensou que legal seria?

    Mas não foi assim… Pra mim o negócio começou a dar errado quando cortaram o braço do Romano, a série tinha condições de viver sem o Mark, é só ver os excelentes episódios da 9ª temporada (até “First Snowfall”, em “Next of a Kin” já começa a ficar fraquinho).

    Os produtores também “cagaram fora do pinico” em colocar de lado a Susan, uma personagem muito querida pelos fãs e a Lizzie, uma das minhas personagens favoritas, mas fazer o quê? Não dá voltar no tempo!

    Graças a Deus a Abby vai se tratar! Foi legal a cerimônia da Michelle Dessler, mas uma cerimônia com 300 pacientes pra atender! Não dá!

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