Log In

Opinião Spoilers

Spoiler: Life On Mars chega ao seu final, explodindo cabeças

Pin it

Life On Mars - Life Is A Rock

Após ter alguns pedaços do meu cérebro espalhados no chão do escritório de minha casa, tenho a plena convicção de que, apesar de muitos acharem uma injustiça o término precoce da série, a versão americana de Life On Mars cumpriu seu papel, principalmente no que se refere a responder questões de forma minimamente satisfatória.

O episódio final, Life Is A Rock, começa como boa parte dos episódios da temporada, com o personagem central, Sam Tyler (Jason O’Mara) tendo suas visões rebuscadas de 1973 e 2008, o que mostra claramente que o retorno para seu tempo está muito próximo. Mas havia ainda um desafio final para Sam: salvar a si mesmo das mágoas e decepções causadas pelo desvio de caráter do pai, Vic Tyler (Dean Winters).

Passado, presente e futuro se conectam de forma muito interessante neste episódio. Quem assistiu a série na íntegra sabe do sonho de criança de Sam em ser um astronauta. E é este sonho que o salva durante toda a sua jornada. A realidade da situação de Tyler é compartilhada aos poucos com seus colegas de delegacia, e com sua mãe, Rose Tyler (Jennifer Ferrin), que já desconfiava que aquele jovem que tantas vezes protegeu seu filho era, de fato, o seu filho adulto. O desafio maior de Sam era se encontrar e resolver de vez as mágoas e frustrações passadas por causa do abandono do pai.

E consegue. Muitas vezes na nossa vida, as mágoas precisam ser mortas e enterradas, e com Sam não foi diferente, com a “morte” de Vic, através de um tiro certeiro vindo do chefe de Sam, Gene Hunt (Harvey Keitel), o personagem mais carismático de toda a série. Porém, neste episódio, se destaca mais o detetive Ray Carling (Michael Imperioli), que recebeu os melhores textos do episódio, inclusive com a fala que dá o título deste último episódio.

Life On Mars - Life Is A Rock

Sam também entende finalmente que está no tempo certo, se recusando a cumprir as três tarefas designadas pela “voz misteriosa ao telefone”, ao ver que o grande amor de sua vida é sim a policial Anne Norris (Gretchen Mol). Mas o melhor, sempre reservado para o final, que mostra que todos, na verdade, estão em um projeto do serviço espacial do governo americano que, ao mandarem seus astronautas para Marte no ano de 2035, os coloca em uma condição de “realidade alternativa” durante o sono, para evitar que uma viagem tão longa enlouqueça seus astronautas.

Todos estavam na mesma condição, cada um com uma realidade, porém, apenas o sistema de Sam falha. Ele tinha que voltar apenas para 2008, porém, por causa de um bug no sistema, ele é “atropelado” e enviado para 1973, o que fez com que ele finalmente se acertasse com o chefe da missão espacial: seu pai, o major Tom Tyler (Harvey Kitel).

Por fim, Life On Mars cumpre sua missão de nos entreter, render algumas risadas, boa ação e nos emocionar. Para quem viu, foi premiado com uma série que infelizmente foi subestimada pela maioria: série muito bem produzida, muito bem vista pelos executivos da ABC, mas que acabou em seu momento certo, para a alegria de quem acompanhou do começo ao fim esta fantástica jornada.

Eduardo Moreira é editor do weblog Target HD, sobre gadgets e tecnologia móvel e é um dos comentaristas do Podcast Spin-Off, sobre seriados de TV.

Séries citadas:

11 Comments

  1. Fernando dos Santos

    Ainda não assisti, mas pelo que eu li parece ser um final legal e ainda tem o mérito de não copiar o encerramento do original britânico.O fim da versão inglesa também é muito bom, mas eu acho que não vale a pena fazer um remake apenas para copiar tudo.

    E para encerrar eu acho que um enredo como este de Life on Mars não poderia mesmo se estender por cinco ou sete temporadas de 22 episódios cada, senão iria virar uma catastrofe.O original inglês deu certo porque teve apenas duas curtas temporadas.

  2. Luiza

    Eu assisti e gostei muito,já fiz minha autocritica aqui,pois odiei a idéia do remake americano e o piloto de fato foi pavoroso,mas quando a serie resolveu seguir seu caminho,foi muito boa,com soluções até melhores do que a original.

  3. Paulo Antunes

    Eduardo, muito obrigado pela colaboração do TeleSéries, Life on Mars US era uma série que há tempos queríamos abordar no site mas não conseguíamos.

    Pois é, assim como o Túlio, eu também fui atrás de outras opiniões sobre a finale. E a verdade é que ela foi bem controversa. Li fãs no TV.com comentando que acharam a final mais engenhosa que a da série inglesa. E outros detestando este final tipo Twilight Zone — já pensou se Lost termina assim, ia ter milhões de pessoas xingando a série!

  4. Eduardo Moreira

    Acho que tudo tem que se entrar dentro de um contexto. Achei o final plausível, uma vez que todos que assistiram a série desde o começo tirou o aspecto de realidade dos fatos quando o improvável acontece: o retorno para 1973.

    Acho que muito mais do que apresentar uma resposta, deve se levar em conta que, no pano de fundo do porquê da volta no tempo, tem o drama pessoal de Sam, com seus problemas com seu pai, o encontro do grande amor de sua vida, e de se fazer as escolhas do tempo certo, no momento certo. De se encontrar. É isso que me atraiu em Life On Mars. Fora que, lembrando sempre: o grande sonho de Sam era sim ser um astronauta, e dentro deste contexto, o final foi sim muito coerente.

    Paulo, eu é que agradeço pela oportunidade, e sempre que puder ajudar, pode contar comigo.

    Abraços!

  5. Fernando dos Santos

    Eduardo concordo com você.Life on Mars tanto em sua versão americana quanto no original inglês tem por objetivo acompanhar a jornada de Sam enfrentando seu eu interior e quanto ao fato dele estar em coma ou realmente ter viajado no tempo é irrelevante.O problema é que a idéia é meio sofisticada para o publico médio americano que assiste as grandes redes de lá, talvez por isto a versão USA tenha fracassado.

  6. Saci de Patinete

    Cara.. só uma palavra para descrever esse final:
    F.A.N.T.Á.S.T.I.C.O.

    É algo que ninguem imaginaria, mesmo com o fato de que Sam queria ter sido astronauta, quem imaginaria que naverdade ele estaria trabalhando numa missão especial da NASA no ano de 2035 com a finalidade de procurar DNA e a cura para o câncer em Marte?
    Pena que acabou rápido a série, eu com certeza assistiria mais.

    Para quem não gostou, tente assistir mais uma vez os episódios, quem sabe tudo faça sentido para voce se der um pouco mais de atenção aos detalhes?

  7. skywalker

    eu vi alguns capitulos,mas eu comecei a ver na metade da serie.mas mesmo assim achei legal vou procurar ver o resto dos capitulos

  8. n norris

    achei as trilhas sonoras exelentes,e gostaria de ter tido a mesma historia

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Log In or Create an account