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Spoilers

Spoiler: Alice, a minissérie do SyFy

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Cena de Alice

Eu não sabia ao certo o que esperar de Alice, e quando a assisti nem sabia se seria série ou minissérie, apenas imaginava que era uma adaptação do livro “Alice no País das Maravilhas”, que não li e com o qual meu único contato foi através do desenho da Disney com supervisão de Salvador Dalí e que, depois de adulta, sempre me pareceu obra de alguém sob efeito alucinógenos.

Pois a minissérie do SyFy, exibida na semana passada nos Estados Unidos (em duas partes, nos dias 6 e 7 de dezembro) é uma mistura das duas obras de Lewis Caroll, a já citada e a seguinte “Alice no País do Espelho”. Do primeiro temos referências ao Chapeleiro, o Coelho branco (aqui transformado no símbolo de uma empresa que explora humanos, sequestrados para esse mundo paralelo, como fontes de chás de sentimentos) e a Rainha de Copas (Kathy Bates em mais um dos papéis em que ela não se leva a sério).

Alice é interpretada pela linda Catarina Scorsone, que tem ficha grande no IMDB e que o pessoal que assiste rede Globo de madrugada conhece de Missing. Ela atravessa um espelho atrás do namorado sequestrado por um homem que usa dois rabos de cavalo brancos, presos de maneira a lembrar as tais orelhas do coelho branco.

A passagem através do espelho é referência clara ao segundo livro de Carroll.

Pois as referências acabam aí: a obra do SyFy é muito mais absurda que o desenho de Disney ou qualquer quadro de Dalí. Se você não levar nada a sério talvez consiga se divertir em alguns momentos, mas em bem poucos. O roteiro não é lá muito elaborado e algumas cenas são tão toscas – falei tosco e lembrei-me do figurino de novela B de canal D de país latino-americano – que você até sente vergonha alheia.

A Alice da vida real é professora de karatê, o que explicaria como ela consegue derrubar os engravatados com facilidade – são os membros do exército da rainha, sentiu o drama? – mas torna inexplicável as falhas de marcação: várias vezes a cena começa e todos ficam parados por segundos intermináveis antes de fazerem o que devem.

O primeiro episódio é um suplício em seus primeiros 45 minutos. É necessário respirar fundo e continuar. Na segunda parte eu acredito que nem eles estavam mais aguentando – O que é aquele príncipe com cabelo oxigenado que era moreno até ainda ontem? O que fizeram com o bonitão de Crusoe? – e tudo vira uma grande brincadeira.

O cavaleiro covarde, os motoflamingos voadores, o assistente da rainha – o que é aquele chapéu? – Tim Curry em um papel em que ele ganha o nome de Dodo, Harry Dean Stanton vivendo num escritório em que a recepcionista brinca com baratas e Colm Meaney fazendo pose. Dá para imaginar tudo isso em uma obra só?

Ao terminar você só consegue pensar: por que raios Kathy Bates aceitou participar desse negócio?

Cena de Alice

Séries citadas:

24 Comments

  1. Mônica A.

    Acho que prefiro esperar por Alice in Wonderland, do Tim Burton.

  2. Lara Lima

    “O que é aquele príncipe com cabelo oxigenado que era moreno até ainda ontem?” kkkkkkkkkkkkk Eu até achei que era outra pessoa, rsrsrsrs.

    A primeira parte foi difícil de assistir, vo te contar hein? Mas depois eu entrei no clima, não tava ligando pra muita coisa não e a minisserie serviu como filme de sessão da tarde que quando era criança assistia demaissss. E eu gostei muito do Chapeleiro, achei bem legal.

    Belo review Si.

  3. Raruiz

    […] do livro “Alice no País das Maravilhas”, que não li e com o qual meu único contato foi através do desenho da Disney com supervisão de Salvador Dalí e que, depois de adulta, sempre me pareceu obra de alguém sob efeito alucinógenos.[…]

    Hahahahahah ri alto com esta parte.

    Tenho que confessar que baixei, mas não assisti…

  4. Dan Artimos

    ainda bem que não assiste, pelo o que li eu não iria gostar muito… mas quando não tiver muito o que ver posso dar uma chance, assim como dei a Samurai Girl e até me diverti

  5. João da Silva

    Difícil sair algum filme ou minissérie do SyFy que preste. O SyFy é campeão em produzir desastres televisivos. Ao menos algumas séries do SyFy são boas.

  6. Lu

    “Acho que prefiro esperar por Alice in Wonderland, do Tim Burton.” [2]

    Realmente, não dá pra animar muito com esse review. Aliás, ri muito com “sob efeitos de alucinógenos”.

    Missing chegou a passar no Universal Channel. A primeira temporada foi legalzinha. Mas a segunda…

  7. Fernando dos Santos

    “Acho que prefiro esperar por Alice in Wonderland, do Tim Burton.”(3)

    Eu agora lembrei que em 2007 o canal SyFy(que na época ainda se chamava Sci Fi) produziu a minissérie The Tin Man, fazendo uma releitura psicodélica e bizarra de O Magico de Oz outra famosa história infantil.No papel principal estava a bela Zooey Deschanel.
    Tenho a impressão que essa produção nunca foi exibida por aqui, apenas saiu em DVD.

  8. Mauricio Costa

    Impressionante!! Você traduziu em palavras tudo o que eu senti. Realmente é vergonhoso.

  9. Andrew Maxwel

    E o pior é que algumas atuações foram realmente boas… What a waste!

  10. Bruno Piola

    Só por curiosidade, Simone, que outros paéis você acha que Kathy Bates não se leva a sério?

  11. Edu

    Que critica horrivel!!! Pessoa que não consegue ver nada além da imaginação é assim mesmo.!!!!

  12. simone silva

    eu assisti e gostei, mas ainda prefiro o philip winchester, como crusoé.

  13. Valessio

    Eu assistir, também gostei e muito. Enfim, já que é para viajar no mundo da fantasia, possibilidades e mentiras dá para viajar bem nesta versão de Alice.

  14. Simone Fernandes Miletic

    Oi Bruno,

    Em Ambulance Girl, Guilty Hearts e Around The World In 80 Days, mas gostei dos 3. Além dos vários em que ela atuou como dubladora.

    Gosto demais dela, mas prefiro seus trabalhos em drama.

  15. Luis

    Ví o primeiro episódio e admito que gostei mt. Sugiro que assistam antes de lerem qq critica, pois vcs podem se surpreender. A série é legal para quem entrar no clima…

  16. Pingback: Destaques do domingo, 14/2/2010 » TeleSéries

  17. Rodolfo

    Eu gostei. Gostei da história, da atriz principal e principalmente do Andrew Lee Pots no papel de Chapeleiro Louco.

  18. Karollyne

    Eu particularmente gostei mto dessa versão de Alice!! Lembro-me quando lançaram a nova versão de “João e o pé de feijão” e mtos críticos falaram absurdos da minissérie, mas ela acabou se mostrando mto interessante!!
    E em Alice, Andrew Lee Pots e Catarina Scorsone se sairam mto bem!!

  19. Kathelyn

    deem uma chance antes de criticar,acho q vcs devem assistir ,nao liguem para para as criticas, antes assistam vejam vcs mesmos ,se depois de assistir nao gotar tudo bem mas alguns nen sequer assistiram a primeira parte desculpe se fui grossera so estou falando o q acho,os personagens q mais gostei fora o Chapeleiro(Andrew Lee Potts),Alice(Catarina Scorsone)Cavaleiro branco(Matt Frewer)essa minesserie ou filme e a melhor serie q ja assisti tem tambem decimo reinada q gostei muito tambem e foi uma dos melhores tambem ,alice fica em primeiro e decimo reinado em segundo se possivel os dois em primeiro ihihih

  20. Kathelyn

    tambem amei a historia,nao ligo pra as mudanças achei q ficaram ate legais e tambem não lembro direito da historia mas mesmo se lembrase adoraria pena q e curta tomara q tenha sequencia

  21. Erica

    É um filme despretencioso, o novo roteiro foi bem despojado e divertido; não leva o Oscar de melhor minissérie, mas fica com um quinto lugar fácil, visto os produtos de quinta que existem na tv, nas noites frias de junho e julho.

    “O que é aquele príncipe com cabelo oxigenado que era moreno até ainda ontem?” << Notei este pequeno detalhe.

    E adorei os flamingos voadores e o link com o qu eme lembrou Dom Quixote, no Cavaleiro Covarde.

    detalhe: li os livros de Lewis Caroll, vi o filme da Disney, e "Para Maria fa Graça". E continuo gostando do roteiro.

  22. Kah

    Sinceramente, a história é muito boa, mas a qualidade da minissérie, dos efeitos, das filmagens é muito fraca. Assisti apenas pelo fato de ter amado – sim eu amei, a personagem e o ator que interpreta o Chapeleiro, que na minha opinião foi muito melhor que o Chapeleiro da obra original e o interpretado pelo Jhonny Deep.

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