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Spoilers

Spoiler: a volta de Crash

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Cena de Crash

Nada é por acaso e as coincidências não existem quando vidas se cruzam no caos urbano de Los Angeles. Apostando na fórmula de sua temporada de estreia, Crash – série inspirada pelo filme homônimo vencedor do Oscar – iniciou sua segunda temporada na semana passada nos EUA, repetindo não só o mesmo mote, mas também os erros e acertos de antes.

Começando cerca de um ano depois do final da primeira temporada, You Set the Scene mostra o retorno de Ben Cendars (Dennis Hopper, de novo a melhor coisa da série) a Los Angeles depois de passar quase um ano em processo de reabilitação para se livrar de seu vício em drogas. Aparentemente mais equilibrado, Cenders tem agora um único objetivo: encontrar (com a ajuda de seu outrora pupilo Anthony) o reponsável pela morte de sua filha ao passo em que tenta reestabelecer o convívio com sua ex-mulher.

Ainda bastante irregular, esse início de segunda temporada faz uma mescla entre personagens antigos e novatos, tentando assim explorar novas (e às vezes) improváveis conexões entre eles. Nesse cenário, reencontramos Kenny Battaglia (Ross McCall) envolvido num divórcio emocionalmente complicado, e que trabalhando como segurança de um pequeno shopping (resultado de sua exoneração da polícia) vê sua vida tomar um novo rumo ao cruzar o caminho de um ricaço chamado Seth Blanchard (Eric Roberts, canastrão como sempre).

Empreendedor, Blanchard é a típica figura que se impõe (graças ao dinheiro) com uma postura incisiva, mas que num momento de fragilidade na saúde vive uma experiência que parece mudá-lo para sempre a ponto de afetar também a vida de sua esposa Maggie, escritora de livros infantis bem sucedidos, mas que por trás da máscara de mulher realizada afoga suas inseguranças na bebida.

Cena de Crash

Além do ex-policial Kenny Battaglia, outra personagem que reaparece na trama é Inez (Moran Atias), agora trabalhando como hostess de um bar só para homens bastante exclusivo, que se vê presa num relacionamento complicado com um sujeito malandro envolvido com dívidas de jogo. E como se o universo de personagens já não fosse pouco, conhecemos ainda Bo (Jake McLaughlin), um ex-prodígio do beisebol que vê na chance de treinar um garoto o caminho de reencontrar seu talento e exorcisar suas frustrações.

Com uma narrativa até certo ponto complexa, mas igualmente maçante e cansativa por conta da lentidão com que evolui, Crash ainda está bem longe de conseguir fazer barulho na temporada. Sendo assim, resta à série uma única alternativa: provar que a colisão de vidas que explora não é um mero acaso sem algo a dizer.

* * *

Crash é exibida nos EUA pelo canal a cabo Starz e ainda não tem previsão de estreia no Brasil

Texto publicado originalmente no weblog Dude News.

Séries citadas:

3 Comments

  1. Fernando dos Santos

    Falar em Crash me fez lembrar de Black Donellys, série anterior do Paul Haggis e que eu achava muito boa.Infelizmente a temática era muito violenta para a tevê aberta e a NBC cancelou depois de apenas uma temporada e nem exibiu todos os episódios.Aquela era uma série que faria sucesso na tevê a cabo.

  2. Claudemir Antonio Zamproni

    Assisti o primeiro episódio da primeira temporada e fugi… E olha que eu gosto do tema!!! Acho que o principal motivo talvez seja a comparação: a série perde feio, de lavada, do filme em que é inspirada, ganhador do Oscar. Não aconselho ninguém a arriscar.

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