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Reviews Spoilers

Smallville – Lazarus

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Série: Smallville
Episódio: Lazarus
Temporada: 10ª
Número do Episódio: 10×01
Data de Exibição nos EUA: 24/09/2010

A temporada final de Smallville é a razão pela qual a série começou; mostrar o início da história do Super-Homem. Dez anos se passaram até que Clark merecesse usar o famoso uniforme azul e vermelho.  Agora, nos resta apenas curtir o final de uma série que muitos apostaram não viver além do colegial.

A verdade é que Smallville vem se superando temporada por temporada, assim como seu personagem principal vence os vilões a cada ano. Na série, houve muitos, entre eles, os não fictícios: restrições da DC Comics, proposta teen da Warner, confusão mental de Al Gough e Miles Millar. Os inimigos foram caindo, um por um, até que pudessem ser dados os primeiros passos para a redenção.

Smallville está longe de ser uma série de Emmys, ou querida pelos críticos. Muitos nem ao menos a assistem, mas afirmam com veemência que ela não presta, que não deveria ter durado tanto, que é uma vergonha para o Super-Homem.

Mas a verdade é que durou, e quer saber por quê? Porque em uma década existiram várias Smallville, e a capacidade de se reinventar, de ressuscita. E assim, como Lázaro da Bíblia, mais uma vez renascemos, voltamos, e dessa vez com a certeza de um final triunfante.

E recomeçamos exatamente de onde paramos. Lá está o corpo estendido no chão, com uma faca de kryptonita azul em seu peito. Clark queria se sacrificar para salvar a humanidade. Só não avisaram a ele que essa ideia não é muito original.

Mas aí é que está a beleza da história. Nada em Smallville é original. Nem voltar dos mortos é original. Não serei tão radical assim, se teve uma coisa que tenho que dar o crédito aos roteiristas da série foi a capacidade de inserirem Lois e Metrópolis na história Pré-Superman. Simplesmente brilhante. Muitas vezes o feito foi questionado, mas agora se ver que a força da história vem exatamente desse ponto. A fonte vital da décima temporada.

Lois Lane sabe, e como sempre, foi a última a saber. Lembro de um episódio da série As Novas Aventuras do Superman (história antiga da TV americana) no qual o personagem Tempus – um viajante do futuro – dizia para a Lois que ela seria conhecida como a mulher mais burra da história, por nunca ter desconfiado que seu parceiro de óculos era, na verdade, seu herói voador. Aqui não teremos esse problema, Lois Lane sabe, e parece aceitar o motivo pelo qual ele não abriu o jogo com ela.  A melhor parte é que agora ela poderá jogar com as mesmas cartas. A cena do Planeta Diário foi divertida e inteligente.  Vou gostar de ver a Lois fingindo que não sabe de nada.

Outra coisa que também vou gostar de ver serão as referências aos dez anos de série. Isso dará um pouco de trabalho aos roteiristas, que muitas vezes pecam no quesito continuidade. Nesse episódio, eles provaram que podem fazer um bom trabalho.

Foram várias referências: a plantação de milho (Lawson’s Field), o terno branco de Lex Luthor, Pete, Lana, o (jornal) Torch, os projetos Gemini e Cadmus, e a relação pai-filho de Clark e Jonathan Kent.

Não é que você precisa assistir todas as outras temporadas para curtir a última, mas ter um pouco de repertório faz a viagem ser mais divertida.

Em poucos minutos de episódio, vemos a história se desenrolar mais rápido que uma bala (não resisti), e temos Lois-Clark e (pasmem) Lex como uma ótima premissa de temporada.

Certo que a história do Lex é um tremendo remendo por causa da ausência de Michael Rosembaum mas mesmo assim é o Lex. E tem impacto na gente. O laboratório de Cadmus me trouxe uma certa saudade de Arquivo X, podia até ver Scully e Mulder discutindo a finalidade de tantos clones de homens carecas. Seria a saga de um ‘peruqueiro’ maluco ou algo haver com alienígenas? Mais uma vez, Mulder estaria mais perto da verdade.  O mais interessante mesmo foi ver que Tess estava de volta na jogada, e perto de Lex Luthor. Eu adoro a Tess Mercer, se alguém merece ir para os quadrinhos, é ela.

Falando em quadrinhos, um personagem original de Smallville agora faz parte do Universo DC. Batam palmas para Chloe Sullivan, a essência da série por muitos anos. Uma mistura de todos os personagens que a DC proibiu em um pequeno corpo loiro que me tirava do sério. Tirava? É, agora referências sobre a prima da Lois Lane serão feitas no passado. O impossível aconteceu. Allison Mack deixou a série, depois de se tornar Super Chloe. Sabe o que é mais chocante? Eu realmente vou sentir falta dela. Mesmo que forçadamente, a personagem se tornou essencial para quem assiste a série.

A saída de Chloe teve uma simbologia ímpar. Na oitava temporada, no capítulo Legion, o personagem Rokk disse que Chloe Sullivan nunca tinha existido. Isso perturbou muita gente, e especulações foram feitas. No início desse ano, no telefime Absolute Justice, Dr. Fate avisou a loirinha que ela deveria ter cuidado com suas escolhidas. Sempre questionamos a função dela na história, agora percebo que ela dava, de certa maneira, coesão as ações dos heróis. Seria como um antagonista sofredor. Aquele que puxa e empurra ao mesmo tempo.

Mesmo assim fico feliz que a saída de Chloe não tenha sido colocada de forma absurda e fantasiosa (vê-se Lana Lang), e realmente deve contribuir para o desenrolar da história. E sabe o que é mais legal? A visão do futuro que a Chloe teve é justamente o que sempre a tirou da história, ela viu o que todos nós estamos cansados de saber e esperar… que no final, tudo acaba bem – ou mais ou menos.

No desenrolar da boa história, mais uma vez Oliver Queen foi jogado na sargeta do personagem secundário. Às vezes, tenho a impressão que ele só não saiu da série por causa do rosto bonito e do peitoral bem definido no estilo tanquinho perfeito (Não tirem o Justin da série, eu imploro). Espero que ele não fique choramingando e dando uma de Batman wannabe pelo resto da temporada.

O confronto entre o clone de Lex e Clark Kent foi maravilhoso. Como eu já disse, só a presença dele me dá arrepios de emoção. Falo isso porque quando ele seqüestrou a Lois no celeiro, eu gritei “Lex! Lex!”, foi divertido. A dinâmica dos dois personagens é maravilhosa, senti falta dos diálogos irmão-alterego que os dois costumavam ter, e mais uma vez Luthor estava lá para lembrar a Clark que ele precisa ter mais cuidado com suas ambições, ou no final ele poderá se tornar tão malvado quanto seu arquiinimigo. A cena entre Clark e Jor-El prova isso, e a maravilhosa cena com Jonathan também. Clark Kent precisa ser menos orgulhoso e mais objetivo, precisa provar que pode se tornar um herói e nunca matar (pode reclamar cuecas adoradores do Batman, mas o Super-Homem não mata).

Claro que a trapalhada do clone do Lex só provocou ainda mais no Clark a vontade de ser aquilo que ele está destinado a ser. A cena muito bem trabalhada e com efeitos louváveis para quem tem um baixo orçamento me emocionou: ele salvou Lois Lane e literalmente o Planeta.

Muito bem, Clark! Agora vamos atrás daquele uniforme!

Para o Alto e Avante

Redação do Planeta Diário – Lois Lane joga propositalmente uma caneta embaixo da mesa para que Clark possa usar seus poderes para procurar um arquivo. Na cena, a fala mais engraçada do episódio: Onde está você caneta?

Chloe Sullivan e seu papel quase messianico se sacrificou pelo bem da humanidade. Boa maneira de deixar a série.

Jonathan Kent e suas lições de moral.

Lex! Lex! Lex! E pequeno Lex!

Coquetel de kryptonita

Oliver Queen.

Alguém notou que em Metropolis o dia amanhece em questão de segundos? Bom, pelo menos fica bonito na tela.

 

O roteiro foi bastante sólido e com certeza essa a melhor estreia de temporada que vi em Smallville. Houve crescimento dos personagens, motivação e muito mistério. Estou apreensiva para saber como eles irão desenvolver a história da Xeque-mate e do Esquadrão Suicida e ainda mesclar com a história do Apokolips e do Darkseid. Quem será o torturador do Oliver? Ele será parte de qual trama? (Fãs dos quadrinhos, não spoilem as outras pessoas!) Para onde a Chloe foi? O que ela realmente viu no futuro – ou o seu futuro do qual, nós mortais do Universo DC não sabemos-.

Gostei bastante de Lazarus. A cena final ao som da música de “One More Day” do VAST foi brilhante.

Senti sua falta, Smallville e mesmo depois de 197 “Somebody Save Me”, ainda me animo com o refrão.

Lazarus ressucitou 9 vezes (0 a 10).

Escrito por Holly Henderson e Don Whitehead.

Dirigido por Kevin Fair.

Séries citadas:

30 anos, é formada em jornalismo pela Unesp e em Letras Inglês e Literaturas pela UFRN. No "TeleSéries", já foi colaboradora e editora de Notícias, agora é Editora de Conteúdo e escreve a coluna mensal "Sintonia". Já passou pelo Vírgula e pela Rede BomDia, do DIário de S. Paulo. No tempo livre, vê Bones, Hot in Cleveland, It's Always Sunny in Philadelphia, entre muitas outras séries. Fã do Clark Kent e música country.

Website: http://naliteral.blogspot.com.br/

4 Comments

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  2. Denise

    Estou adorando a última temporada de Smallville, os dois primeiros episódios são de tirar o folego. Estou ansiosa para saber como será o desenrolar da nova temporada.
    Bem vindo novamente Teleséries!

  3. samir

    smallville sempre fica mais divertida atraves dos seus olhos! bjão

  4. roberta dos santos

    Amei seu resumo.
    Ainda mais a parte que trata da Chloe.
    Sou uma garota de luto, pela minha querida e razão para assistir Smallvile, ter saido da série.
    Ela saiu de um jeito lindo e de certa forma, perfeito. Cometendo o maior ato de amor…o sacrifício.
    O que me faz ainda continuar a ver Small depois disso?…Saber que ela volta, ainda para 4 episódios e a esperança de que Oliver se torne a alma dela em cena.

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