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Opinião Reviews

Sete opiniões sobre The End, o episódio final de Lost

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Lost - The End

Série: Lost
Episódio: The End
Temporada:
Número do Episódio: 119 e 120 (6×17 e 6×18)
Data de Exibição nos EUA: 23/5/2010 na ABC
Data de Exibição no Brasil: 25/5/2010 no AXN

Vinicius Silva:

No livro “A Pequena Ilha”, a escritora britânica, Andrea Levy, começa o seu romance falando de um personagem que desejava sair de uma Ilha para conhecer o mundo. Andrea Levy estava se referindo ao jamaicano Gilbert Joseph que, após combater na Segunda Guerra Mundial pela Força Aérea Britânica, volta à Inglaterra para tentar viver uma vida melhor ao lado de sua mulher, Hortense. O que realmente interessa é que a descrição deste personagem jamaicano poderia muito bem ser a mesma utilizada para o “Homem de Preto”, de Lost, tão sedento por sair daquela Ilha que ele se mostra capaz até mesmo de destruí-la.

É neste espírito que chegamos ao último episódio de Lost. Seria a última vez que iríamos ver aquela entrada com o nome “Lost” vagando pela tela. E este clima seguiu por todo o episódio, principalmente para aqueles que acompanham a série desde o começo. Os espectadores passaram a acompanhar a jornada de redenção destes personagens, recheados por um passado que os condenavam. Destino ou mero acaso? Um estudo da Fé ou da Razão? Os 18 personagens que eram tomados como protagonistas passariam a se tornar intímos de espectadores aniosos para descobrirem o que era a Ilha.

Fico a pensar como o escritor isralense, Amos Oz, poderia caracterizar esta história de Lost caso ela fizesse parte do seu livro “E a História Começa”. Se eu tivesse que dizer sobre o que J.J Abrams, Carlton Cuse e Damon Lindelof criaram, seria falar basicamente dos personagens.

O elenco cresceu de forma brilhante, personagens passaram a ganhar mais espaço conforme o tempo e muitos foram se descobrindo e aparecendo para o público quando se menos esperava. Valeu a pena acompanhar as seis temporadas. Pelos mistérios, pelo universo criado, pelo debate, pelo conhecimento a partir de outras obras que foram usadas como complemento em relação à história. Lost terminou, mas as teorias ainda vão continuar.

Lost - The End

Lucas Bonini:

Eu nunca me importei para a quantidade de respostas que teria nesse final da série, pois o fator mitologia nunca foi o que me prendeu em Lost, mas sim a sua estrutura (o nível de roteiro, edição e direção nessas seis temporadas foi espetacular) e, obviamente, seus personagens, que são justamente o motivo pelo qual eu ter gostado tanto desse fim.

Quando vemos que a série nada mais foi do que a jornada de redenção de tantos personagens, principalmente do principal, Jack, aquele fim, aonde eles estão “seguindo em frente”, não poderia ter sido mais apropriado. Porém, o que realmente funcionou nesse episódio final, e por consequência temporada, foi o foco nos flashsideways, que se tornaram uma das melhores sacadas dos criadores, mesmo sua explicação ter sido simplória, porém com tantos personagens que gostamos, quem realmente se importa se aquilo era o limbo, purgatório, porta para o céu, etc?

Foi a emoção que comandou essas duas horas e meia, e desde o episódio de Desmond, quando Charlie disse que tudo se tratava sobre o amor, já estava mais do que certo que o melodrama (um dos melhores aspectos da série, e por consequência das séries da ABC), seria o grande trunfo do episódio. E funcionou. Lágrimas saíram dos meus olhos e fiquei grato por ter acompanhado a série por tantos anos.

JulietLost - The End

Thais Afonso:

Eu me lembro que não há tantas temporadas atrás eu era um membro convicto do grupo que achava que o foco de Lost não deviam ser os romances. É no mínimo chocante chegar a essa season finale tendo em mente que a única coisa que importava era que meus casais favoritos pudessem encontrar seu final feliz, em qualquer uma das timelines.

Ver as memórias e as emoções tomarem conta de Jin e Sun, Charlie e Claire e Sawyer e Juliet (os demais também, mas em menor intensidade) me proporcionou uma sensação de realização tão grande que confesso estar mais que disposta a ignorar qualquer dúvida que ainda tenha restado na minha mente.

Em especial Jin, Sun, Sawyer e Juliet, que todas as cenas em que contracenaram me deixaram com um sorriso cúmplice quase maníaco. Foi tão bom o momento em que Jin e Sun lembraram o nome de sua filhinha, e o que dizer da alegria amiga de Jin em ver James era policial? Mas o ápice foi definitivamente a reunião do meu casal favorito: Juliet e James (tá, empatado com Des e Penny). Tão dolorido e assustador foi seu reencontro, como só poderia ser lembrar-se de uma morte violenta daquelas, mas ao mesmo tão cheio daquele afeto discreto que fez eu me apaixonar por eles. E eu só consegui chorar. E ver de novo. E chorar de novo. E essa é a imagem de Lost que eu escolhi carregar no meu coração para sempre, junto com algumas outras. Imagens que não redimem os ocasionais erros da série, mas que para mim, compensam. Eu não preciso de mais nada.

Lost - The End

Mica:

Fazia muito tempo que o encerramento de uma série não me fazia chorar como Lost o fez. E não foi por estar acabando, mas sim por me dar a oportunidade de ver os personagens que amei e acompanhei durante seis longas temporadas finalmente encontrando a felicidade. Eles mereciam aquela alegria, mereciam recordar e viver esta nova vida sabendo por tudo o que passaram e como chegaram ali.

Para mim, há muito tempo Lost havia deixado de ser apenas sobre a Ilha, a Dharma, os Outros, os mistérios (embora cada um desses elementos continuasse a me instigar) e se tornado a trajetória dessas pessoas cheias de falhas, mas que foram se superando e surpreendo a cada um de nós semana após semana. E foi por isso principalmente que eu adorei a sexta temporada. Porque pude conhecer uma realidade onde os personagens eram tudo aquilo que eu sonhei que fossem. Uma temporada que me apresentou a verdade sobre Jacob e seu irmão e me fez amá-los tanto quanto eu já amava aos outros.

E é exatamente por este motivo, por eu ter me importado tanto com cada um deles, que me indignei com a conclusão de Lost. Porque transformaram essa felicidade em algo vão e irreal. Em um pós-vida. Inútil e sem sentido.

Eu me senti traída, porque torci pela segunda chance de Sawyer, Juliet, Claire, Charlie, Kate, Hurley e tantos outros e me emocionei profundamente com suas lembranças apenas para descobrir que nada daquilo era real, era apenas uma muleta.

Desculpem os que gostaram, mas para mim não foi um final digno para o que estava tão próximo de ser perfeito.

Lost - The End

Paulo Fiaes:

Minha relação com Lost é um pouco diferente do que vejo o povo comentar por aí. Enquanto muitos amavam a série na primeira e segunda temporada, foi na terceira que a série de fato chamou minha atenção, e mais pela ousadia da equipe criativa, em algo que em meus quase 30 anos de vida nunca havia visto até então. Ir contra ao que publico pedia.

Com Jack também foi diferente. A parte chata que todos falam que ele teve na série foi a parte que mais me chamou a atenção (textos do Villaça e do Vinicius ajudaram a entendê-lo) e nada mais justo de entendermos a ilha do que vermos o motivo pelo qual a maioria morreu. A ilha foi o local que redimiu todos eles, em maior ou menor grau, e não sei quanto a vocês, mas eu morreria por algo que me ajudou.

Continuando com as metáforas, a jornada de jack em seus minutos finais dentro da ilha se resume exatamente a ele entender que um sonho perfeito (o flash-limbo) é apenas o mais bonito dos pesadelos, e tudo que aconteceu com todos importa.

E o flash-limbo seria de fato um pesadelo? Sawyer continuaria a procura pelo assassino dos seus pais, Jin e Sun ficaria fugindo do pai dela, Locke viveria com o “poderia ter sido” dentro dele até seus últimos. Sayid ainda se culparia pelo seus tempo de guerra, e por ai vai.

Não dá para apontar uma verdade, pois o final é interpretativo. Apenas soou poetico pra mim que o que abre a mão disso é quem aparentemente tinha “tudo que sempre quis”.

E a série terminou em aberto, a ilha foi salva, e teve guardiões antes de Jacob, guardiões depois de Hurley e Ben. Sawyer, Kate, Miles e Lapidus conseguiram sair da ilha. e todos aqueles que vimos no flashsideways (flash-limbo, conversa para boi dormir, escolham o que quiser) vão seguir adiante. Para onde? Apenas para o passo seguinte, e cada um imagine como quiser como será este próximo passo.

Lost - The End

Thiago Sampaio:

“Finais são difíceis. Qualquer mané com um teclado pode criar um começo, mas finais são impossíveis. Você tenta não deixar pontas soltas, mas é impossível. Os fãs sempre vão reclamar. Sempre haverá falhas.”

A metalinguagem usada no season finale de Supernatural é mais do que apropriada para a minha abordagem sobre o series finale de Lost. Porém, o que não me sai mesmo da cabeça, enquanto escrevo esse texto, é o final de The Sopranos: durante uma conversa com a família num restaurante cheio de “dicas de assassinato”, a câmera foca o rosto do protagonista Tony Soprano e tudo fica preto de repente. Aí a série acaba. “Em aberto”. Achei genial. Tal qual o final de Lost.

O último episódio de Lost não foi tão abrupto, mas esse The End, com algumas pontas soltas, serve para dar uma sobrevida à série, assim como aconteceu com The Sopranos. Se por seis anos nós fãs quebramos a cabeça sobre o que Lost tinha de melhor (seus mistérios), por muito mais tempo nos divertiremos da mesma maneira: indagando.

O flashsideway ser um limbo/purgatório foi algo difícil de digerir e com o centenário de Chico Xavier as piadas vão ser inevitáveis. Porém, fãs que cegamente queriam respostas dadas de maneira didática (certos blogueiros deveriam ter vergonha e atuar mais como formadores, não destruidores de opinião) deixaram escapar que, graças a Hurley e Miles, Lost sempre abordou vida após a morte (ou seja: nada muito abrupto) e que durante todo esse tempo, os mistérios sempre foram muito melhores do que as soluções.

E apesar dos pesares, a idéia de que “aqui” nada vale a pena, e que em “outro plano” vamos nos reunir em sintonia com os que “aqui” amamos (talvez a única coisa importe a se fazer em vida) funciona para se aceitar melhor o fim de Lost. A forte dose de emoção daqueles que tiveram flashs diante de seus olhos, e reconheceram entes queridos, serviu para os fãs também. Foram seis anos de lindas histórias, mistérios de quebrar a cabeça… e agora vida que segue. E da melhor maneira: indagando e teorizando os mistérios de Lost.

Lost - The End

Paulo Serpa Antunes:

Lembro que o finado site JumptheShark.com tinha uma enquete que perguntava se Lost havia pulado o tubarão em algum momento. Isto há umas quatro temporadas atrás, antes mesmo do Paulo e da Nikki aparecerem (ah, se o Santoro aparecesse naquela Igreja eu ia rachar tanto o bico!). Na época Lost ainda era um sucesso quase unânime, logo a grande maioria dos votantes alegava que Lost nunca havia pulado o tubarão. Mas lembro que o segundo item mais votado da enquete apontava que Lost pulou o tubarão quando a Fumaça Preta apareceu para o Mr. Eko (ausência inexplicável nos flashsideways da temporada, certo?).

Domingo, assistindo na maratona do AXN ao insuportável Across The Sea, e esta terça, vendo Desmond, Jack e Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado ao encontro da Luz, tudo o que eu sonhava era com um flashsideway que me levasse a uma outra Lost – onde as explicações fossem científicas, a fumaça fosse um dinossauro descontrolado da Dharma e o Ben fosse novamente um badass e não este bundão do series finale.

Mas um drama serial é uma saga. Uma saga é uma história. E a história que Cuse e Lindelof quiseram nos contar foi uma história sobrenatural. E de vida após a morte. E não importa muito como termina, o que realmente deveria importar é como eles nos conduziram aqui – com alguns tropeços, mas com muito estilo e com alguns truques nunca antes visto na história da teledramaturgia (o último deles foi genial – me fez odiar por muitas semanas os flashsideways mas, no final, me fez ansiar pelos flashsideways e ficar sem paciência para as tramas da ilha).

É, valeu a pena. Ou não? Acho que preciso dormir. Fechar os olhos, como o Jack. Quando (e se) acordar eu decido.

Séries citadas:

Os textos assinados pela Redaçao TeleSéries são textos de autoria coletiva ou notícias escritas por um redator anônimo, mas sempre revisadas com a máxima precisão jornalística.

124 Comments

  1. anderson

    Vicent, as perguntas do buraco negro e ceu azul você respondeu cientificamente.
    A do universo, vagamente e bem amplo.
    a de Deus, baseado numa suposição sua
    A do céu e inferno, com irônia
    Ovo e galinha foi chute.
    Deuses astronautas, respondeu uma pergunta com outra pergunta.

    Conclusão. Você daria um ótimo roteirista de Lost. ehehhehe
    e considero um elogio.

  2. Renata S. Braga

    No mundo real certas coisas não podem ser explicadas mesmo e até aí tudo bem, só que Lost não é o mundo real e sim uma série que foi construída em torno de seus mistérios. Mistérios esses que não foram respondidos coisíssima nenhuma e os que foram(com a escolha dos candidatos, por exemplo), com bem disse o Ângelo Romão está cheio de furos e contradições. Nós(os fãs) temos todo o direito de reclamar sim e o quanto quisermos, é um direito nosso.

  3. Ana

    (estou sem acentos no teclado)
    Vincent
    ” existe alma? sim, uma prova disso é que durante o sono, muitas pessoas (eu inclusive) tem às vezes sensação de saírem de seus corpos..”

    Isso nao e uma prova.
    Quando sonhamos, assim quando entramos em transe em uma sessao hipnotica, nossa mente desliga o consciente, que e responsavel pela nossa interacao com o ambiente e navega no subconsciente, por isso a sensacao de sair do corpo.

  4. Eversmann

    “Porém, mais gratificante foi ver como Jack, originalmente um mártir covarde, fraco e adepto da ciência, se manteve um mártir, mas se tornou corajoso, forte e deu pelo menos um pouco de crédito à fé.”

    É justamente isso que me deixou fulo da vida.

    Vejam a quantidade de gente aqui batendo palmas pros roteiristas da série.

    Ah, o mundo é cheio de mistérios! Não sabemos de nada! O que sei é que nada sei! e por aí vai.

    Ou seja, o legado de Lost é semear pensamentos da idade média numa galera do século 21. Parabéns JJ e cia. Tomara que não aprontem uma dessa com Star Trek.

    Mistérios existem para serem resolvidos, imagine se até hoje ainda achassemos que um raio é fruto da ira de um deus?

    Quando o Jack era racional baixavam a lenha no cara, quando ele ficou um “homem de fé” todos o amam, porque ele passou a acreditar. Isso parece coisa da Disney.

    “quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?”

    Nenhum dos dois veio primeiro, o ovo ou a galinha. A natureza usa a seleção natural para desenvolver a vida, possivelmente o que veio primeiro foi o dinossauro, antes dele outros seres até chegarmos ao inicio da vida nesse planeta.

    Em pleno século 21 a série mais popular e preferida é sobre o limbo e uma luzinha branca.

    Este ano a frota de ônibus espacial se aposenta. Uma nova era começa.

    Fabricada a primeira bactéria sintética
    Com DNA montado totalmente a partir de informações vindas de computador, ela ganha vida e passa a se replica.

    http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/fabricada_a_primeira_bacteria_sintetica.html

    A vida pode ser muita bela sendo racional e cético, não se precisa acreditar em redenção pra ser feliz. Infelizmente, a midia, continua com seu mundinho medieval.

  5. Bianca Cavani

    => Rafa Bauer, comentário 84:
    Seu comentário foi como um bálsamo para mim, ferida que estava com tanta ausência de reflexão (sim, é um eufemismo para burrice).

  6. Rafa Bauer

    Bianca, não se esqueça de que os comentários ali não são meus, eu retirei de um outro site, de uma pessoa chamada Ricardo Longo. ;)

  7. Luiz Milagres

    Renata Braga,
    Que outra explicação poderia ser dada pros canditados??
    Não há!
    Foram eles e pronto, eles precisavam estar na ilha e pra lá foram levados!
    Outras pessoas no mundo tb poderiam ter ido pra lá e encontrado sua redenção, mas não foram, foram eles!!!

  8. Renata S. Braga

    Foram eles e pronto? Simples assim? Desculpe Luiz Milagres mas essa é duro de engolir. E Eversmann parabéns pelos seus comentários, estão ótimos.

  9. Bianca Cavani

    De fato, Rafa Bauer, não formulei bem meu comentário. Eu deveria ter escrito “o seu comentário, anexando a análise do Ricardo Longo”. Mas foi bom, assim eu aproveito para elogiar novamente – os dois.

  10. Adolf White

    Pq os roteiristas excluiram os crioulos da cena final? Eko, Michael e Walt. Seria Abrahms um adepto da força da raça ariana?

  11. Claudio Rodrigues

    A Kristin do E! escreveu em seu blog alguma coisa sobre o conteúdo do epílogo que estará presente no DVD.

    Ele cobrirá rapidamente a gestão Hurley-Ben e dará mais detalhes sobre o Walt.

  12. Vincent

    anderson, eu postei esse comentário só para ver a sua reação e a do pessoal, não queria que vocês levassem ele tão a sério, até porque eu fiz só para descontrair um pouco, mas obrigado pelo elogio, hahaha.

    Sobre a resposta do universo minha intenção foi ser simples e direto.

    Bem sobre a resposta com a relação a Deus, pense bem: se ele foi criado não poderia ser um deus, pois ele passaria a ser uma criatura e não mais um criador.

    A do ovo e da galinha, eu esqueci de explicar: supõe-se que duas espécies diferentes se cruzem, daí a fêmea coloca um ovo daí surge à galinha, nesse caso o ovo veio primeiro.
    Acho que isso é até viagem minha, mas até que tem certa lógica.

    A do céu e inferno, eu fui irônico mesmo, mas acho que num fundo cada um de nós cria o seu próprio céu (passar no vestibular, ser promovido, se divertir com os amigos…) e inferno (sogra, chefe mala, ficar doente…), agora se céu e inferno na concepção religiosa existem mesmo, só depois de morto para saber.

    A dos deuses astronautas, eu não entendi o que você quis dizer com isso, por isso respondi com outra pergunta.

    Ana, eu disse aquilo, pois além da sensação eu tive a impressão de ter visto o meu próprio corpo deitado enquanto eu estava dormindo, foi algo bem estranho mesmo, por isso para mim é indicio que existe alma sim, mas confesso que não gosto de lembrar dessa experiência, no fundo espero que você tenha razão e que tudo não tenha sido minha mente dando uma peça em mim, mas é dificil de não acreditar que aquilo não tenha realmente acontecido.

  13. anderson

    Vicent, não levei a serio, achei bem engraçado. a se o povo aki soubesse debater assim. Seria tao mais legal.

  14. Edilaine

    Sim, eles estavam Mortos na ilha.
    No episódio “The Brig”, o 19ºda 3ª temporada, a Naomi conversando com Desmond e o Cooper (pai de Jonh Locke) falando com o Sawyer deixam isso claro, leiam:

    Naomi conta a Sayid muitas coisas sobre a busca de Desmond. Quando ele pergunta sobre notícias do Vôo 815 ela diz que o avião inteiro foi achado na costa de Bali em uma fenda oceânica de 4 milhas de profundidade. Robôs sub-aquáticos exploraram os destroços com câmeras, que mostraram que todos os corpos estavam no avião.

    Sawyer pergunta como ele chegou à ilha. Cooper conta que estava dirigindo na rodovia I-10 perto de Tallahassee quando alguém bateu na traseira do carro, fazendo-o atingir o guard-rail a 130 km por hora. Diz se lembrar ter sido transportado a uma ambulância, onde um dos paramédicos sorria para ele. Depois, acordou estava amarrado a uma cadeira e com uma mordaça na boca.Ele ouviu uma porta abrir e deu de cara com seu filho morto, Locke. Sawyer pergunta se ele achava que o filho estava morto por ter empurrado ele da janela do oitavo andar de um prédio. Cooper diz que isso apenas tinha deixado Locke paralisado, não morto. O que o matou foi a queda de um avião no Pacífico.

    Resposta do Paulo: Edilaine acho que você não entendeu muito bem as duas cenas…

  15. tiago

    me senti enganado…

    pq a fumaça não podia matar os sobreviventes da oceanic?
    o q o walt tinha de tão importante?

    acreditava seriamente q o ultimo episodio seria uma explicação melhor ao menos….

    decepção total

  16. Silvio Guedes

    A minha teoria de múltiplas timelines (uma para cada personagem) era melhor que esse final. Mas deixa pra lá, tomara que Fringe não me decepcione também.

    Outras dúvidas que ficaram no ar:

    Jacob visitou os “Candidatos” em determinadas situações nas vidas deles (como quando Locke caiu de um prédio, Sawyer no enterro dos pais, Kate quando roubou etc), certo?
    Bom, se ele teve que visitá-los, então ele tinha que sair da ilha. Saindo da ilha, quem ficou lá guardando a poderosa luz amarela da vida?

    Como é que Jacob já sabia quais seriam os prováveis candidatos, antes deles irem para a ilha?

    Como Jacob aprendeu a falar tantas línguas (principalmente russo e coreano) sem sair da ilha e sem nenhum livro ou um curso de idiomas?

    O que era a “cinza” que o monstro da fumaça não poderia se aproximar ou ultrapassar?

    Em um determinado episódio, houve uma entrega de mantimento vindo de um helicóptero ou algum tipo de aeronave, se eu não estiver enganado. Será que existiam outras pessoas da iniciativa Dharma no continente? Como elas encontravam a ilha?

    E os ursos polares?

    E o cavalo de Kate que apareceu de repente no meio da floresta da ilha?

    No início da sexta temporada, vimos que na “realidade alternativa” a ilha estava afundada. Então se a realidade alternativa na verdade é o purgatório em que os personagens estão no futuro, então quem afundou a ilha depois que Ben e Hurley foram mortos?

    Se todas as pessoas que eram importantes nas vidas dos personagens estavam indo pro céu com eles, então porque Juliet não foi junto com a irmã dela que era a pessoa que ela mais tinha saudade quando estava na vila com os outros?

    *Além de outros personagens que não foram juntos para o céu com seus familiares.

    A iniciativa Dharma pesquisava o quê mesmo?

  17. Cristiane Martins

    Ao Rafa Bauer e Anderson:
    Eu não ví a série que vocês falaram, mas quando eu disse que nunca tinha visto uma série ser tão ousada em matar todo elenco, falava do fim de Lost, mesmo que isso já tenha acontecido em outra série, é ousado.
    Afinal durante 6 anos ficamos torcendo por muitos personagens de Lost, se eles conseguissem a felicidade em vida, será que teria o mesmo impacto no público????
    Acho que não, eu continuo afirmando que o recurso que os roteirista usaram nessa sexta temporada, foi criativo e muitos até hoje não entenderam absolutamente nada.
    Parabéns Rafa Bauer, pelo artigo que você publicou, mesmo não sendo o autor, espero que tenha ajudado as pessoas que ainda estão falando do Walt.

  18. Senhor X

    fiquei curioso sobe uma parte de lost eu acho que não entendi direito mais não quero repassar o episodio de novo pois estou muito puto com o final de lost sem responder pergunta nenhuma.
    Mais ai vai a duvida em uma parte da série a médica (Julie Burke) aparece ao lado do filho de jack e os dois sai como se ela fosse mãe do guri ai eu me pergunto, como é que ela mãe filho de jack se os dois se conheceram na ilha.???!!!!!!!

  19. Mariana

    O comentario que o Rafa Bauer postou é bem interessante e ate faz a gente entender mta coisa. mas ainda sim tem muito oq ser explicado…

    Oq era exatamente a inciativa Dharma?? Como e porque eles foram p a ilha?? Qual a verdadeira relevancia do Charles Whitmore na historia toda??? Pq Jacob deixou os “6” sairem da ilha p depois voltar?? Pq o fumacinha nao atravessava aquela cerca magnética??? Oq eram aquelas cinzas que o pessoal do templo usava p se proteger do fumacinha??? De onde veio a “mae de criacao” do Jacob e do seu irmao??? Geraçao espontanea da ilha?? Ainda nao entendi oq eram os numeros e sua relevancia. Oq o richard era afinal de contas?? Nem ele sabia dos designos do Jacob!!! Etc!

    Eu sinceramente fiquei mto decepcionada com o final. A serie começou prometendo uma historia diferente, voltada para questoes cientificas interessantes, amplas, mta ficção tb obviamente, mas que se encaixava na trama. O final de “espiritismo” realmente nao me convenceu. Nao foi oq a serie se propos durante esses 5 anos.

    Achei o final confuso, inacabado e uma explicaçao mto simplória para questoes que sao bem mais complexas. “Ame o proximo e seja feliz na outra vida”, ah fala sério!! Foi ridiculo! Um insulto a inteligencia dos fãs que viam na serie um diferencial, um enredo totalmente novo que prometia misterios cientificos, questionamentos e racionalidade, e nao “fé”!!

    O pessoal que gostou q me desculpe, mas eu sou do grupo que precisa “ver para crer” e nao o contrário!! Nao acho q a serie tinha nada a ver com essa historia de rendençao etc, foram por esse caminho pq nao conseguiram mais sair da incruzilhada que arrumaram. Chegaram no limite e nao tinham mais respostas lógicas, e fizeram oq o ser humano faz desde os primórdios quando um fenomeno maior e inexplicavel aparece a sua frente, remete-o a um deus!

    O que responde a pergunta do amigo mais acima: “Se deus existe, quem o criou?”: Deus existe pq quem o criou foram os homens para explicar aquilo que nao era possivel ser explicado. Desde os raios e as forças da natureza, até a existencia da própria vida, sao todos fenomenos que em algum momento foram remetidos a deus porque o homem ainda nao podia cientificamente explica-los!

    E o final de lost foi exatamente isso! Criam enigmas demasiadamente inexplicaveis e sem saida, colocaram “a culpa” numa entidade superior!

    Nao engulo essa! para as mentes racionais do sec. XXI foi uma decepcao total!!

  20. jurandi

    faz tres dias que nao consigo tirar o final de lost da minha cabeça,sem sombra de duvidas uma obra de arte inovadora como se nunca viu antes e creio que dificilmente ira se ver em relacao a series e filmes.veio para marcar historia,dificilmente alguma outra serie ira me marca como essa marcou eu tambem esperava mais respostas ao final da serie mais pra foi o sificiente essse final…

  21. Juliano Raffini

    Não gostei nem um pouco do final. Mas, pudera, a série foi tão longe q bolar um final mais inteligente ainda seria uma façanha… 

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