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Saiba como foi a coletiva com os atores de ‘Southland’ em São Paulo

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28 de setembro, 11h20 da manhã. Dois policiais parados na porta da sala quase secreta de um hotel em São Paulo estão de guarita. Observam atentos a multidão quase confinada. Por sua vez, a multidão observa atenta Eliane Munhoz, diretora de comunicação da Turner International do Brasil, explicar o motivo daquela reunião: Ben McKenzie e Regina King  estariam no local para promover a terceira temporada de Southland no Brasil. “Sem perguntas pessoais”, avisou, antes de chamar à sala os dois atores.

E logo estavam sendo interrogados. Bem diferentes da detetive Lydia Adams e do policial Ben Sherman, Regina King e Ben McKenzie estavam a vontade, descontraídos.

Ela era só sorrisos e ele era só olhares. Os dois pareciam de fato a vontade, um com o outro principalmente – reflexo do bom relacionamento entre os atores que ambos confirmaram durante a entrevista. “Sim, às vezes eu mando mando mensagem dizendo ‘sinto sua falta'”, brincou Regina.

Juntos há três anos, o elenco da série é bem entrosado. Graças à toda equipe que acredita em Southland e como a série tem qualidade. As palavras de Benjamin McKenzie refletiram também um pouco de rancor pela NBC ter cancelado o show antes mesmo de exibí-lo. “Essas pessoas [excutivos da CBS] não se importaram com a equipe, e o tempo que todos dermos para a produção da série”, disse. Papo encerrado, eles seguiram em frente.

A crença no que fazem levam Ben e Regina a defender Southland. Segundo os atores, o diferencial da série é não focar nos casos e nem nos bandidos, e sim, na vida das pessoas envolvidas no sistema de lei de Los Angeles. O ritmo, a energia, a veracidade buscada na série vem de um longo processo de aprendizagem. Eles – e toda a equipe – passam por treinamentos de policiais de verdade e recebem instruções de consultores, para mostrar na telinha o real olhar das ruas. O estilo documentário de Southland exige mais do atores. Sem grandes truques de efeitos especiais, sem até muita maquiagem, eles precisam se entregar às emoções e encarar as câmeras.

Há apenas um set de filmagem em Southland, a maioria das cenas são gravadas em externas, nas ruas de Los Angeles – mais precisamente no sul da cidade. Local conhecido pelas brigas de gangues, tráfico de drogas, entre outras atividades que justificam a polícia local.

A mesma relação que eles têm com a ambientação do sul de Los Angeles, eles precisam carregar na construção de seus personagens. Regina responde que se entregar à Lydia Adams é um exercício difícil, complicado, que exige muita concentração – e todos na sala iriam concordar, exige mais do que tudo: talento. Ainda não reconhecido em prêmios.

Já a ingenuidade de Ben Sherman pode refletir no mundo teórico no qual vivemos antes de conhecer a realidade. O personagem de Ben, que também chama-se Ben, lida com isso. “Ele vem de um mundo próprio”. O que Southland se propõe a mostrar, é o mundo -quase- real.

Os Bens aprenderam muito com isso.

Para os que esperavam boatos sobre a quarta temporada, apesar da assessoria ter permitido as perguntas, ninguém pode dizer muito. As gravações começam logo mais, e pouco se sabe sobre o que acontecerá em Southland. Ben, de algum modo, deixou escapar que o próximo ano será um ano de afirmação para o policial Ben.

Brasil e o Rio de Janeiro

O sol tupiniquim ainda não tinha agredido Ben McKenzie. Apesar de estarem há dois dias em solo brasileiro. O pescoço quase se confundia com o colarinho branco da camiseta. “Posso dizer que a comida daqui é maravilhosa. É tudo o que fazemos, comer e beber”, disse o ator entre sorrisos. Já Regina foi mais categórica e deixou escapar que estava no ‘Brazil’ para comprar. Ela avisou ao seu cartão de crédito que estaria por aqui até o início de outubro e que se ela gastasse mais do que deveria, eles podiam, sem ressalvas, cortar o seu crédito. Hospedados na Oscar Freire, imagino qual estrago ela não tenha causado pelas lojas.

A comitiva de Southland iria então para o Rio de Janeiro, e Ben demonstrou seu contentamento e ansiedade de perder a cara de gringo: “Praia! quero ir à praia”. Dispensando de imediato o glamour das praias californianas.

Depois de sorrisos e fotos para a imprensa, e promessas de não morte para o personagem de Kevin Alejandro, os atores se despediram rapidamente. Lá se foram, a detetive de Miss Simpatia II e o Ryan de The O.C., bem diferente da imagem que qualquer um ali tinha em mente.

Confira a galeria de fotos da coletiva.

O canal Space exibe o episódio final da terceira temporada da série no próximo dia 13, aqui no Brasil.

Séries citadas:

30 anos, é formada em jornalismo pela Unesp e em Letras Inglês e Literaturas pela UFRN. No "TeleSéries", já foi colaboradora e editora de Notícias, agora é Editora de Conteúdo e escreve a coluna mensal "Sintonia". Já passou pelo Vírgula e pela Rede BomDia, do DIário de S. Paulo. No tempo livre, vê Bones, Hot in Cleveland, It's Always Sunny in Philadelphia, entre muitas outras séries. Fã do Clark Kent e música country.

Website: http://naliteral.blogspot.com.br/

4 Comments

  1. Fernando dos Santos

    Na minha opinião as duas séries policiais mais interessantes da atualidade são Southland e Justified, pelo fato de serem as que mais conseguem apresentar algo de novo e diferente dentro de um genero onde não se costuma ver muita inovação.

    P.S.:No final do texto é dito que foram feitas promessas de não morte para o  personagem de Kevin  Alejandro no entanto o  personagem já morreu.Foi no episódio 4 da terceira temporada, inclusive já exibido no Brasil.

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