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Sábado é dia de vacinação contra sarampo

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A série Private Practice procurou mostrar a importância da vacinação contra a grave doença.

18 de junho é dia de vacinação em todo o Brasil. Em alguns estados, o Ministério da Saúde está promovendo uma campanha para mobilizar a população a se proteger contra o vírus da pólio e do sarampo. Em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Ceará, Alagoas, Pernambuco e Bahia, crianças de 1 a 7 anos podem ser imunizadas contra o sarampo, a rubéola e a caxumba.

Esse ano, o governo brasileiro resolveu reforçar a campanha contra o sarampo, mesmo que o país tenha a doença em situação de controle. A preocupação em retomar os cuidados com o vírus partiu de um surto de sarampo na Europa, e apesar do continente ser distante, o fluxo de pessoas viajando entre vários países infectados aumentou ao longo dos anos.

Para a bióloga Camila Capellanes, a falta de informação sobre o Sarampo é muito perigosa. “A doença está controlada, mas ainda há casos, e se não apertarmos o cerco e incentivar a vacinação, a situação epidêmica pode voltar, já que o sarampo é de fácil contaminação”, explica.

No episódio Contamination, da série Private Practice, a equipe de médicos se vê envolvida em uma situação de risco. Apesar da preocupação principal de Shonda Rhymes em mostrar quem irá dormir com quem na clínica Oceanside Wellness , no décimo primeiro episódio do segundo ano da série, o tema foi polêmico: o sarampo.  A história procurou mostrar a importância da vacina, e mais ainda, de ser vacinado. Mas quando a  ficção resolve interferir na realidade é preciso saber lidar com o assunto de forma delicada. Isso porque, tanto nos Estados Unidos como na Europa, algumas pessoas acreditam que vacinas podem causar doenças, desenvolver o autismo em crianças ou até levar a morte. O temor da vacinação foi intensificado depois que o médico Andrew Wakefield publicou um estudo onde mostrava o vínculo entre vacinas e doenças.

Foi exatamente nesse ponto onde Private Practice tocou. Na trama, uma mãe resolveu não vacinar seus dois outros filhos depois que o primogênito apresentou sinais de autismo logo após ser vacinado. Em uma viagem pela Europa, Michael, o filho do meio, contrai o sarampo. A mãe confunde a doença com um resfriado, por causa dos sintomas iniciais serem parecidos. No final, o filho acaba falecendo, fazendo com que a mãe tivesse uma tardia consciência sobre a importância da vacinação.

A relação entre vacinas e doenças foi descartada em um estudo publicado esse ano, nos Estados Unidos. Pesquisadores reforçaram que não existem evidências científicas de que o autismo pode ser causado pelo uso das vacinas. O médico Wakefield perdeu a licença para praticar a sua profissão, mas o número de pessoas que vacinam as crianças na Europa não cresce à décadas. Hoje, o continente vive em uma situação de risco epidêmico e o Brasil deve ficar em alerta.

Sintomas e tratamento

O vírus do sarampo é altamente contagioso. A doença é transmitida através das gotículas que ficam suspensas no ar após um espirro ou pelo contato com a secreção do infectado. O período de contaminação pode levar até uma semana, e quase 15 dias para aparecer os primeiros sintomas.

O diagnóstico bem feito pode salvar a vida de uma pessoa, já que o paciente apresenta sintomas que podem ser facilmente confundidos com outras doenças, como por exemplo a dengue e a gripe. Além das manchas avermelhadas na pele, a pessoa infectada apresenta febre, tosse, mal-estar, coriza, perda do apetite e manchas brancas na parte interna das bochechas. A doença pode desencadear inflamações graves como otite (no ouvido), pneumonia (nos pulmões) e encefalite (no cerébro).

No caso de constatada a doença, o tratamento é direcionado ao alívio dos sintomas. O paciente deve fazer repouso, ingerir bastante líquido, comer alimentos leves, limpar os olhos com água morna e tomar antitérmicos para baixar a febre.

Segundo o Ministério da Saúde, a vacina anti-sarampo é eficaz em cerca de 97% dos casos. Deve ser aplicada em duas doses a partir do nono mês de vida da criança. Exceção feita às mulheres grávidas e aos indivíduos imunossuprimidos, adultos que não foram vacinados e não tiveram a doença na infância também devem tomar a vacina.

Os postos de saúde ficarão abertos das 9h às 17h durante a campanha, mas a Rede de Saúde deve disponibilizar vacinas durante todo o ano.

Com informações do site do Ministério da Saúde.

Séries citadas:

30 anos, é formada em jornalismo pela Unesp e em Letras Inglês e Literaturas pela UFRN. No "TeleSéries", já foi colaboradora e editora de Notícias, agora é Editora de Conteúdo e escreve a coluna mensal "Sintonia". Já passou pelo Vírgula e pela Rede BomDia, do DIário de S. Paulo. No tempo livre, vê Bones, Hot in Cleveland, It's Always Sunny in Philadelphia, entre muitas outras séries. Fã do Clark Kent e música country.

Website: http://naliteral.blogspot.com.br/

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