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Rookie Blue – In Plain View

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Série: Rookie Blue
Episódio: In Plain View
Temporada:
Número do Episódio: 2×06
Data de Exibição nos EUA: 28/07/2011

Em In Plain View, vimos praticamente toda 15ª trabalhando junto. O grande problema do episódio, assim como o de toda a temporada, foi deixar bem em segundo plano alguns personagens que poderiam render histórias interessantes. Nesse episódio Swarek, Traci e Shaw estavam lá, mas não foram decisivos para o andamento da trama. E o que falar sobre a Noelle?

Mas é preciso ressaltar que o caso da semana foi interessante, já que envolvia alguns elementos clássicos de seriados policiais, como investigações sobre drogas e falhas no serviço de proteção à testemunha. Mas, apesar disso, a trama policialesca não prendeu minha atenção. E aqui faço a ‘mea culpa’. Confesso que fiquei tão envolvida com todos os dramas psicológicos e com a trama da traição do Luke, e tão ansiosa para ver os desdobramentos do sentimento de rejeição da Jo, que fiquei bem mais atenta a trama amorosa desse episódio. Então, pra mim, o maior êxito desse episódio foi, através de seus dramas emocionais, delinear os rumos de nossos ‘rookies’, indicando para onde irá essa segunda metade de temporada.

Em In Plain View, o caso a ser desvendado foi o da morte de um informante da polícia. Apesar de estar envolvido na investigação de um grande caso, ele recusou proteção policial. Apesar disso, os detetives estavam de olho em seu paradeiro, e Barber ficou preocupado com seu sumiço. Ele reaparece, mas morto.

Os elementos na cena do crime acabam conduzindo Swarek e Traci até a casa de duas garotas, local onde é encontrada a arma do crime. As garotas são detidas. Como uma delas é namorada do criminoso responsável pela morte do informante da polícia, ela é colocada sob proteção policial. E tal tarefa coube a Rossati e MacNally.

Enquanto isso, Epstein e Gail lidavam com uma criança que, encontrada sob uma pilha de escombros, era a única testemunha do assassinato do informante. Mas logo que fica evidente que o principal problema do garoto não é o fato de ter testemunhado o crime, e sim o porquê de estar sozinho nas ruas. Gail e Dov descobrem que o garotinho tem um difícil relacionamento com os pais adotivos. E que seus pais usam de métodos pouco ortodoxos para proteger os filhos. No final das contas, Gail convence o menino a retornar para casa, afirmando que, apesar de tudo, seus pais o amam.

E mais uma vez, assim como no caso da mulher presa no episódio passado, vimos os dramas dos policiais serem abordados através do caso. Nessa semana, pudemos perceber que a relação complicada de Gail com a mãe foi indiretamente retratada no drama do menino. Gail também tem uma relação não convencional com a mãe, que cobre muito da filha, e quer ditar seus rumos profissionais.

E por falar em Elaine Peck, gostei de sua participação. Agora que a conhecemos, podemos entender melhor Gail, seus conflitos e sua personalidade. Especialmente a mudança de atitude da Gail da 1ª temporada para essa atual. Agora, Peck achou nos colegas uma família diferente da que estava acostumada. Creio que isso foi decisivo para que ela se tornasse menos ácida e, de certa forma, mais humana.

Mas o ponto alto do episódio foi, sem dúvida, a interação entre Jo e MacNally. A detetive Rosati estava claramente descontente de ser tratada por Luke como um acidente de percurso. E nós bem sabemos o que uma mulher com o orgulho – e o coração – ferido é capaz de fazer.

 

E era evidente que confinar Andy e Rosati em um ambiente cheio de tensão, com uma testemunha descontente, não iria acabar bem. Tenho pra mim que Jo colocou a caixinha de fósforos do hotel no qual dormiu com Luke no lixo, na frente de Andy, propositalmente. É claro que MacNally ligou os fatos na hora, e confrontou a detetive. E a postura de Rosati, de manter o silêncio, acabou sendo a confirmação que Andy precisava.

Apesar disso, as duas continuaram trabalhando juntas até o final do caso, embora existisse aquele elefante na sala. E trabalharam bem. Mas, no final das contas, não conseguiram convencer a garota de 17 anos à testemunhar, já que ela preferiu acreditar nas mentiras do namorado e mudar os fatos para protegê-lo. E, embora Jo esperasse essa fragilidade emocional de Andy, não foi isso que vimos.

MacNally, no final do episódio, abandona Luke, e ainda lhe dá o recado: colocou de volta a aliança de noivado no lugar onde tinha achado. Agora, resta saber onde essa história irá parar.

P.S. 1: a relação entre Dov e Gail me confundiu um pouco nesse episódio. Antes, eu tinha certeza que eles estavam pendendo para o lado do “mais que amigos”. Agora, tenho sérias dúvidas se eles não estão desenvolvendo uma relação de irmãos. O jeito é aguardar os desdobramentos dos próximos episódios.

P.S.2: achei hilário e fofo o comportamento de Chris perto da sogra. Primeiro, tratando-a como se estivessem no churrasco de domingo. E depois, demonstrando todo seu carinho e sua lealdade à Gail – e até correndo o risco de prejudicar sua carreira -, ao avisar à Superintendente que a namorada não estaria disponível para posar ao lado dela. Ganhou pontos comigo.

Séries citadas:

Editora Chefe do TeleSéries, gasta boa parte da sua semana com séries. Sua estréia foi com ER, e atualmente assiste - entre várias outras - Grey's Anatomy, Game of Thrones, Suits, Castle e Rookie Blue. Ainda assim, arrumou um tempinho para maratonar Friends, The X Files e Chuck - pela qual se apaixonou, recente e irremediavelmente. Está saindo da crise de abstinência de Fringe graças à Orphan Black.

1 Comment

  1. simone

    Mariela, vou te falar, que sacanagem o luke fez com a Andy, agora tô doida pra ver como vai ficar com o Swarek, será que vai ser um triângulo ou vai virar um quadrado amoroso com a  Rosati??

    E eu continuo não gostando da performance da atriz que interpreta a Gail, não dá!!!

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