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Rizzoli & Isles – What Doesn’t Kill You

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Série: Rizzoli & Isles
Episódios: What Doesn't Kill You
Número do Episódio: 3×01
Exibição nos EUA: 05/06/2012

A série mais delícia da Summer Season está de volta. Foram longos seis meses de espera. E depois de assistir What Doesn’t Kill You, creio que ela valeu a pena. Nossa duplinha favorita de investigadoras está de volta, mas não vimos aqueles momentos de amizade e companheirismo que estávamos acostumados a presenciar.

Depois de Burning Down the House, e do tiroteio entre FBI, Polícia de Boston e Doyle, as coisas ficaram meio tensas entre Maura e Jane. E não poderia ser diferente. Foi difícil ver as duas tão estremecidas, e mais difícil ainda foi escolher um lado.

Ambas as amigas tinha razão, e não tinham razão, ao mesmo tempo. Jane foi meio turrona, mas agiu certo ao atirar em Doyle. O cara é criminoso mesmo, e o fato de protegera filha não significa que iria ficar amiguinho de todos os policiais que a rodeiam. E Maura, que tem tanto problema em gerenciar as emoções, teve sua razão em ficar magoada com Rizzoli, ainda que racionalmente soubesse que a amiga tinha agido dentro do que sua função exigia.

Gostei do fato de What Doesn’t Kill You ter começado exatamente no ponto que Burning Down the House parou. Assim pudemos ver todos os desdobramento dos tiros. Maura tentando lidar com o fato de ter que decidir sobre a vida do pai, enquanto a mãe ainda estava internada, e tendo que suportar o afastamento de Maura – e depois de Angela. Rizzoli lidando com o fato de ter sido aberta uma investigação na polícia, à procura do “tira sujo”. A detetive foi parar até no “almoxarifado”, em busca de evidências. E como nas séries policiais tudo sempre dá certo com base nas coincidências, a caixa de evidências que ela averiguou continha a arma do crime.

A trama por trás do tira sujo foi bem bacana – como são todas as de Rizzoli & Isles. Me arriso a dizer que é o seriado que tem os melhores e mais constantes casos -, embora tenha ficado evidente desde o início o envolvimento do cara do FBI (especialmente depois da reação de Doyle no hospital). E essas coisas sempre deixam uma tensão à solta, já que o perigo é constante.

Para contrabalancear essa tensão, sobraram cenas divertidas – o que dizer do 1° “encontro” de Maura e Jane; e das cenas de Rizzoli com o legista? Angela, mais uma vez, esteve perfeita. A dinâmica dela com Jane é excelente, e com Isles também. As cenas dela sempre me fazem rir, apesar de geralmente me deixarem com lágrimas nos olhos. Frost e Korsak também tiveram cenas divertidas, e esse último teve algumas das clássicas cenas “pai e filha” com Jane. Ou seja, o episódio foi extremamente bem balanceado, como costumam ser todos os do seriado. Prova disso foi a cena da “briga de gatas”, que nos deixou em estado de alerta, mas dando risadinhas.

Apesar de termos certeza da reconciliação entre Rizzoli e Isles, as cenas fofinhas e engraçadas de flashback me deixaram com o coração na mão, querendo que isso acontecesse logo. No final do episódio, as coisas estavam um pouquinho melhor que no começo – especialmente porque Doyle confirmou que atiraria em Jane -, mas ainda longe de ser o que já foram um dia. Voltarão ao que era? Certamente. E um forte indício disso é que Maura resolveu manter seu cargo, e não se afastar da Polícia.

O desfecho do caso também foi legal. Constance realmente tinha uma ligação com Doyle, mas não é a mãe biológica de Maura. Conforme ficamos sabendo através de Jane, a amiga foi entregue pelo bandido à Constance, sob alegação que a mãe biológica dela havia morrido. Mas na verdade foi um ato de amor de Paddy, que sabia que a filha acabaria morta. Foi triste ver Maura no cemitério, chorando sobre o túmulo da “baby Maura Doyle”. Isles está num momento de extrema confusão e vulnerabilidade, e como ela mesmo disse, ela se acostumou a ser uma pessoa sozinha, o que faz com que sua habilidade social seja reduzida. Normal, portanto, ela se afastar um pouco. Mas creio que logo ela buscará amparo em Jane, e nos deliciaremos com mais momentos entre elas.

A audiência do episódio foi de cerca de 5,62 telespectadores. Um bom número, ligeiramente menor que o da season finale da 2ª temporada. A série continua como uma das maiores audiências da TNT, e torço pra que seja renovada em breve.

Na semana que vem vai ao ar Dirty Little Secret. Será que teremos momentos divertidos e bacanas entre nossa dupla querida? Creio que sim. Então, até lá!

P.S.: o agente Dean se foi, mais uma vez. Resta saber quando ele voltará. Se é que voltará, já que Billy Burke está escalado para Revolution.

Séries citadas:

Editora Chefe do TeleSéries, gasta boa parte da sua semana com séries. Sua estréia foi com ER, e atualmente assiste - entre várias outras - Grey's Anatomy, Game of Thrones, Suits, Castle e Rookie Blue. Ainda assim, arrumou um tempinho para maratonar Friends, The X Files e Chuck - pela qual se apaixonou, recente e irremediavelmente. Está saindo da crise de abstinência de Fringe graças à Orphan Black.

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