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Reviews

Revolution – Nobody’s Fault But Mine

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Série: Revolution
Episódio: Nobody’s Fault But Mine
Número do episódio: 1×10
Exibição nos EUA: 26/11/2012
100
5
1

Depois de uma estreia lenta e um tanto duvidosa Revolution conseguiu ter alguns bons momentos durante os nove episódios da primeira temporada. As melhores notas nas reviews do TeleSéries foram dadas para os episódios Kashmir (1×09), Soul Train (1×05) e The Plague Dogs (1×04).  Para encerrar o ano de 2012 e segurar a audiência até o retorno da série no dia 25 de março de 2013, Revolution precisava fazer em Nobody’s Fault But Mine o que fez nos três melhores episódios da temporada e mais um pouco. Com a ajuda de Rachel, Aaron, Danny, Monroe, uma meia dúzia de helicópteros e até de Charlie, Miles Matheson conseguiu.

Desconsiderando alguns diálogos desnecessários como a surpresa de Nora ao descobrir que ela e Aaron eram uma armadilha para atrair Miles, Revolution conseguiu desenvolver um bom desfecho para o fechamento da série antes do seu hiato. Outra situação desnecessária no episódio foi a esposa de Neville querendo se sacrificar para que o capitão não fosse obrigado a soltar a família e os amigos de Miles. Vai procurar uma causa mais nobre para ser mártir, vamos combinar.

Apesar de alguns percalços a linha central de Nobody’s Fault But Mine foi bem desenvolvida e focou no relacionamento de Miles e Monroe. Os flashbacks mostraram desde o início cenas com pesada carga emocional para mostrar como a ligação dos dois era forte e como o reencontro tinha tudo para ser uma grande surpresa. Se Miles se demonstrava contrário às atitudes de Monroe, ao mesmo tempo tinha medo de fraquejar e escolher o antigo amigo no lugar da sua família. Monroe por sua vez esperava conseguir trazer Miles novamente para o seu lado, no comando da Milícia.

O mais intrigante em Monroe é que ele já foi um dos bonzinhos. Apareceu nos flashbacks chorando a perda das irmãs e se mostrando o melhor amigo de Miles. O mundo pós-apocalíptico afetou a pessoa que era Monroe e agora ele se transformou em um homem que destrói famílias inteiras. Vale lembrar que uma parte desse lado ruim de Monroe chegou a dominar Miles por algum momento. A proximidade dos dois cresceu desde a infância e Monroe ficou próximo da família Matheson, até chamou Charlie de Charlotte. Demonstrou novamente como conhecia muito bem a família de Miles. Melhor até que os espectadores, pois não lembro do nome real dela ter sido revelado antes na série.

No final das contas foi Miles quem titubeou na hora de matar Monroe e ao contrário do amigo, o general da milícia ordenou a morte de Miles no primeiro momento em que teve o controle da situação. Sorte que Miles (como um gato!) conseguiu fugir. Mesmo assim, Miles perdeu uma ótima oportunidade de evitar o ataque dos helicópteros que foram atrás do grupo dele no final do episódio. O enfrentamento entre os M de Milícia não foi surpreendente, impactante mesmo seria se Miles matasse Monroe e Neville assumisse o controle da Milícia, mas foi pesado de carga emocional justificada pelos flashbacks durante o episódio. A passagem mais marcante é quando os pequenos Miles e Monroe desenham um M nos braços, o esboço do futuro logo da nova República.

Mesmo Miles não tendo nos surpreendido, ele saiu no lucro no final das contas. Além de recuperar Danny, Charlie, Aaron e Nora, trouxe Rachel de bônus. Isso se eles conseguirem sobreviver ao ataque de helicópteros. Bem que Rachel podia ter programado alguma forma do amplificador de energia funcionar somente por um período curto de tempo e se autodestruir depois. Melhor seria impossível. No entanto, enquanto a vida não vira um moranguinho Revolution deixa um problema bem grande para ser resolvido no próximo episódio e acredito que o cliffhanger funcionou para manter a audiência alerta para a volta da série daqui há quatro meses.

Revolution deve seguir trabalhando com a briga entre a Milícia e os Matheson, uma relação complicada. Em Nobody’s Fault But Mine o relacionamento de Monroe e Miles preocupou até outro personagem que já estavam dando saudade na série. Os primeiros episódios de Revolution foram marcados por boas participações especiais, e ainda tem mais por vir nessa temporada, mas a melhor participação especial apareceu pela primeira vez em No Quarter e repetiu em Nobody’s Fault But Mine. Mark Pellegrino aparece novamente na pele de Jeremy Baker e em um bom diálogo com Monroe questiona o que o general vai fazer quando encontrar Miles. Monroe dá a desculpa de que queria Miles vivo porque ele poderia saber algo sobre a energia elétrica. Mas se Miles soubesse algo porque não teria revelado nada para Monroe quando eles ainda eram amigos? A desculpa realmente não colou, tanto que Baker diz que Miles era ruim em matemática, então o que ele saberia de engenharia elétrica? Ri muito.

Nesses dez episódios da série os personagens cresceram bastante e Charlie, Aaron e Danny já nem são mais tão irritantes. Ri muito da cara do Danny vendo Charlie derrubar o soldado da Milícia. Miles foi o herói da trama e consequentemente o personagem que mais cresceu e se modificou como pessoa. Desde o início ele foi a figura mais interessante da série e o personagem só cresceu. Miles começou Revolution como um personagem solitário e frio e terminou enfrentando a milícia para salvar a sua família. Só dentro de Miles já podemos acompanhar uma revolução.

Charlie se apegou muito ao tio durante esse período de convivência, principalmente pela exigência emocional que essa fase significou. As caras de Charlie para Miles em Nobody’s Fault But Mine pendiam do emocional para o cômico, principalmente quando ela faz aquela cara de “Miles, o meu herói”. A cena em que ele aparece saindo da usina em meio a pó e fumaça e Charlie sorri de alívio foi certamente a mais engraçada e até virou meme na página oficial da série no Facebook: “Run, you idiot!”

Já Rachel reencontrou uma filha desconfiada com o passado da própria mãe, quando na realidade o passado mais nebuloso ainda é o de Miles. Rachel inclusive questiona Charlie se Miles não a machucou. A melhor parte nesse triângulo familiar foi o tapa certeiro que Rachel acertou em Miles e ele provavelmente concorda que o merece.

Apesar de ter se afastado de seus filhos e deixar eles acreditarem que ela estava morta, Rachel defende suas crias muito bem. Depois de matar o colega cientista Dr. Jaffe, foi a vez do temido Strausser morrer nas mãos da mamãe Matheson. Que a Rachel é dura na queda nós já tínhamos percebido, mas até a cientista se assustou quando soube que Aaron seria o responsável por libertá-los da usina macabra da Milícia. Aaron precisou superar o trauma de se sentir inútil no mundo atual, agravado neste episódio pelo asqueroso capitão Neville, e salvar seus amigos. O homem do Google teve que achar uma forma de acender o pavio da bomba que abriria caminho para seu grupo fugir da milícia. A mesma situação apareceu em um dos flashbacks que mostrou a vida de Aaron logo após o apagão, quando a mulher dele tentou ajudá-lo até a acender o fogo.

Foi com a superação dos seus personagens que Revolution encaminhou um episódio digno antes de entrar em um hiato de quatro meses. Billy Burke deixou na memória o papel de pai da Bella Swan na saga Crepúsculo para mostrar que rende um ótimo protagonista. Em seu retorno em 2013, a série de Eric Kripke vai precisar de muito mais fôlego para garantir, além de um ótimo fechamento de ano, uma segunda temporada. Apesar do apagão a série vai precisar de muita energia para vingar seu mundo pós-apocalíptico.

Retrospecto

Revolution estreou batendo recorde de melhor estreia de drama dos últimos três anos e logo teve uma temporada completa confirmada pela NBC. O episódio piloto atingiu mais de 11 milhões de espectadores e 4.1 pontos na faixa de público preferencial, entre 18 e 49 anos. Nos episódios seguintes a série manteve uma média de audiência em mais de 8 milhões de espectadores e os pontos na faixa demográfica giraram na casa de 3.1. Nobody’s Fault But Mine encerrou atingindo 8.7 milhões de espectadores e porcentagem de 2.9 na faixa demográfica.

PS1: No Brasil a série estreou no dia 4 de novembro pelo canal Cinemax e a série segue em exibição.

PS2: Revolution é uma das concorrentes do People’s Choice Awards 2013. Você pode votar direto no site do evento.

Séries citadas:

é Jornalista, Publicitária, Gaúcha, Capricorniana de 84. Além de escrever no TeleSéries, trabalha como coordenadora de imprensa na Prefeitura de Taquari e assessora de imprensa no Campeonato Gaúcho de Rally 4x4. Fã de cinema, esportes, literatura, música e séries de televisão. Começou a assistir seriados com E.R. e Arquivo. X. Gostaria de ter estudado em Hogwarts, jogado quadribol e tomado cerveja amanteigada, mas se contenta com um gol do Grêmio e uma Heineken. Nunca ganhou um prêmio importante, mas já levou pra casa um Kikito de chocolate de Gramado/RS.

Website: http://www.alineben.blogspot.com

4 Comments

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  2. Pingback: Revolution – The Stand

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