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Review: Torchwood – Everything Changes

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Cena de Everything Changes
Série: Torchwood
Episódio: Everything Changes
Temporada:
Número do episódio: 1
Data de exibição nos EUA: 22/10/2006
Data de exibição no Brasil: 4/9/2007
Emissora no Brasil: People+Arts

Há muito todos sabem de minha paixão por Doctor Who, e foi devida a ela que conheci TORCHWOOD, série derivada dela, mas com uma abordagem bem mais madura.

Torchwood se passa após a segunda temporada e o episódio de Natal (2006) de Doctor Who e usa o universo dessa série como base, mas constrói conceitos próprios e ganhou fãs de todos os gêneros, inclusive aqueles que nunca assistiram a série da qual se originou.

O primeiro episódio apresenta os cinco personagens principais: Capitão Jack Harkness (John Barrowman), o líder do grupo, a policial Gwen Cooper (Eve Myles), o Dr. Owen Harper (Burn Gorman), a especialista em computadores Toshiko Sato (Naoko Mori) e o ‘faz-tudo’ Ianto Jones (Gareth David-Lloyd). Também traz Suzie Costelo (Indira Varma) como especialista em tecnologia alienígena, mas apenas neste episódio de estréia.

Pensei muito se deveria fazer um resumo detalhado do episódio (e na verdade fiz, mas descartei. Este é o meu terceiro texto), mas cheguei à conclusão que uma visão geral seria mais bem vinda. A menos que as pessoas esperem mais informações (mas ficou tão técnico – e chato – que acabei mudando).

A série se passa em Cardiff, na unidade chamada de Torchwood Três. Somos apresentados aos personagens e à própria organização, através da policial Gwen Cooper, que trava seu primeiro contato com Torchwood durante uma investigação de um assassinato, que depois se verificou ser um de uma série.

Sem jamais ter ouvido falar no grupo, ela investiga e descobre que Torchwood é na verdade uma organização separada do Governo, fora da polícia e não pertencente a ONU, criada especialmente para investigar incidentes alienígenas que ocorrem na Terra, e recolher tecnologia extraterrestre para seu próprio uso.

A princípio ela crê que a organização pode fazer uma parceria com a polícia e usar dos seus vastos recursos para solucionar os crimes, mas o Capitão Jack Harkness deixa claro que não é este o propósito deles. Inclusive, o único motivo de estarem presentes na cena do crime onde ela os encontrou, foi para testar um artefato extraterrestre: uma luva que podia ressuscitar pessoas por um determinado tempo.

Mesmo de posse de várias informações privilegiadas, Jack informa à Gwen que ela não terá oportunidade de utilizá-las. Ele inseriu na sua bebida uma pílula que causa amnésia e ela não se lembraria de nada a respeito deles. Tentando não esquecer, Gwen deixa uma frase em um livro, que acaba levando-a novamente à sede da Torchwood.

Seu próximo encontro com um dos membros da organização não é tão tranqüilo. Mesmo com sua memória apagada, Gwen é ameaçada por Suzie Costello, que admite ter cometido os assassinatos para poder dominar o uso da luva que ressuscita. Agora, com o desenho da arma do crime – uma faca alienígena que faz parceria com a luva – a disposição da polícia, ela terá que tomar alguma atitude.

Jack aparece naquele momento e recebe um tiro na cabeça, mas volta a viver em segundos e seu ferimento é completamente curado. Abismada com o que aconteceu e temerosa do que virá a seguir, Suzie atira em si mesmo e neste momento Gwen recobra a memória que havia sido apagada.
Com um lugar recém vago no grupo, Jack convida Gwen a juntar-se à Torchwood.

Coisas que o episódio nos disse

* Há conhecimento de quatro unidades da instituição:
Torchwood 1: Localizada em Londres e destruída em um maciço acidente em 2005 que levou inúmeras pessoas à morte.
Torchwood 2: Localizada em Glasgow e, até onde se sabe é composta por um único membro.
Torchwood 3, localizada em Cardiff, logo abaixo do Roald Dahl Plass e que está sob o comando do Capitão Jack Harkness.
Torchwood 4: Está desaparecida.

* Gwen comenta com Jack que ele não contou a Owen e Toshiko que levou um tiro e não morreu. Ele diz a ela que não pode morrer desde que algo aconteceu no passado. E que espera encontrar o Doutor, “o tipo certo de Doutor” que irá lhe explicar tudo. E pede então para que ela não comente nada com os outros.

* Gwen vive com seu namorado, Rhys Williams, um personagem recorrente na série.

* Cardiff está situada sobre uma fenda temporal que atualmente se encontra instável e por isso vários alienígenas (e outras ameaças estranhas) têm ‘deslizado’ através dela. Os Weevils (aqui traduzido como Brocas) são os que mais aparecem. Inclusive, a fenda existente em Cardiff é o motivo de ter ali uma unidade da Torchwood.

* Gwen pede a uma colega da polícia que faça uma busca para saber quem é o Capitão Jack Harkness, mas a única informação disponível sobre um capitão com esse nome, diz que ele é americano, piloto da RAF e desaparecido em ação em 21 de janeiro de 1941.

Curiosidades

* Torchwood é um anagrama de Doctor Who, que inclusive era o nome utilizado pela produção para se referir a série sem que as pessoas soubessem (na época que Doctor Who voltou a ser produzida).

* A bissexualidade dos personagens é tratada de forma natural em Torchwood, sem maiores alardes, passando uma mensagem clara de aceitação a quem assiste. (Isso se o People+Arts não continuar censurando os episódios).

* A BBC inglesa apresenta a cada final de episódio, o programa Torchwood Declassified (a exemplo de Doctor Who Confidential), onde mostra os bastidores da gravação de cada episódio. Infelizmente esse é um privilégio britânico que não se estendeu a nós brasileiros.

* A Dra. Sato já apareceu no episódio Aliens of London da 1ª temporada (2005) de Doctor Who, o que a faz a única pessoa além do capitão Jack a também conhecer o Doutor. Nesse episódio, Tosh aparecia como uma médica que foi chamada para fazer a autópsia em um suposto alienígena que caiu na Terra. Embora não haja confirmação, os fãs especulam que na verdade Tosh estivesse em Londres à mando de Torchwood. Este inclusive, foi um dos episódios da 1ª temporada de Doctor Who que Jack também estava presente, apesar de não ter se encontrado com a dra. Sato e tampouco ser na época líder da Torchwood.

* Outra atriz a dar as caras em Doctor Who antes de ser chamada para atuar em Torchwood, foi Eve Myles, a policial Gwen Cooper. Ela apareceu em The Unquiet Dead, terceiro episódio da 1ª temporada (2005). Sua personagem era Gwyneth, empregada em uma funerária que foi a responsável por fechar a fenda espaço-tempo existente em Cardiff, sacrificando a própria vida no processo e permitindo que ela ficasse estável até o nosso século. Apesar da semelhança no nome, e do lugar onde se passa o episódio, o criador da série, Russell T. Davies garante que não há relação entre as personagens.

A Famigerada Censura!

Cena de Everything ChangesInfelizmente, apesar de toda a minha alegria com a estréia da série (que me fez acordar de madrugada para assistir, mesmo já tendo visto o episódio por três vezes em outras oportunidades), fiquei extremamente desapontada e frustrada com a censura óbvia. Não apenas o beijo entre Owen e o namorado da garota que ele tentava conquistar foi cortado, como a cena da morte de Jack e Suzie foi suavizada, para não dizer os palavrões que também foram retirados. Lamentável. Pergunto-me o que farão a seguir. Censurarão todos os beijos do Jack (que devo dizer, são um prazer especial para mim)? O que farão com os episódios centrados na Tosh e no Capitão Jack Harkness, que são certamente um prato cheio para a censura?

O People+Arts, apesar de receber os meus parabéns por trazer séries inglesas que geralmente são ignoradas por outros canais, tem em seu histórico o péssimo hábito de tesourar os episódios. Um exemplo é o picotamento de Spooks – Dupla Identidade, sob o pretexto de falta de tempo. Agora, o que virá adiante, só o tempo nos dirá.

Seja como for, Torchwood está aí, para quem quiser assistir e se deleitar com as aventuras de Jack, Gwen, Owen, Tosh e Ianto, porque o século 21 é quando tudo muda.

Séries citadas:

Michele Reis Martins, a Mica, é advogada e mantém o blog Esperando o Esperado. Fã de Arquivo X, Highlander, Buffy, Doctor Who e sci fi em geral.

29 Comments

  1. Jordan Bruno

    ótmimo review … série muito boa, apesar dos cortes. O que será de Tudors?

    outro dia um leitor do Teleséries disse: “é isso que dá canal de turismo e reality shows querer exibir séries”.

    pois é … uma pena isso …

  2. George

    Legal, vou começar a assistir!
    é necessario ter assistido Doctor Who para acompanhar Torchwood?

  3. Olga Nogueira

    Mica, sua review está excelente! Abordou bem o episódio sem precisar descrevê-lo monotonamente e conseguiu mostrar tudo de bom que Torchwood tem a oferecer. Foi ótimo ler!

  4. Thiago FLS

    E eu achando que só tinham censurado os palavrões… Desisto, vou baixar Torchwood de agora em diante.

  5. João da Silva

    Ótimo review, obrigado, Mica! Continue com o bom trabalho!

    Lamento pela censura ocorrida. Pensei que aqui fosse o Brasil, e não Cuba ou Irã.

  6. Eric Fernandes

    “inclusive aqueles que nunca assistiram a série da qual se originou.”

    \o

    Uau..ótimo review. Adorei o episódio, mas devido a censura, vou baixar os restante. Incrível como a TV Britânica vem elevando o nível de suas produções, né?

    Parabéns e bem-vinda a turma!

  7. Patricia E.

    Mica, que ótima surpresa vê-la como uma das colunistas. Dr. Who não era bem a minha praia, mas curto séries britânicas. Lamentável o P+A estar exibindo a versão picotada como fizeram com Spooks. Mas apesar disso é bom ver mais séries chegando por aqui. Vida longa às séries da terra da Rainha. ;)

  8. Paulo Fiaes

    Hey Mica entrou para equipe e nem falou nada, sabe q eu ja passei umas 3 vezes no site e lia o nome Torchwood e não me tocava que era uma das famosas séries q vc havia me indicado, sabia q lembrava desse nome de algum lugar, mas só apenas quando comecei a ler a review, ai olhei para o nome do autor, e vi que era o seu, que lembrei de tudo que você ja havia falado da série, nunca vi, vou ver se encontro um tempo para dá uma assistida, até agora série inglesa não tem me chamado a atenção, Dr WHo mesmo, apesar de ser interessante, a tosqueira(ou é tosceira?) do primeiro episódio me fez desistir de querer acompanhar, quem sabe não é Torchwood que me faça mudar de opinião. como Eric disse, seja bem vinda.

    e Paulo, parabéns, cada vez mais diversificando o TS, sabe, como o pessoal do globo.com se acham os maiorais por causa da quantidade de acesso(que é obvio que só acontece por causa do portal), eu diria que o TeleSéries está se transformando no HBO dos sites brasileiros especializados em séries. parabéns!

  9. Luis Trigo

    Mica

    ótimo review.
    Só acrescentando que o efeito do “elevador invisivel” se deve ao TARDIS (a máquina do tempo do Dr Who).Que por fora tem a aparência de um posto policial da decada de 50, mas na verdade tinha um dispositivo camaleônico que travou nesta aparência, e que aterrisou neste mesmo lugar para se alimentar das forças da fenda.
    E a brincadeira com o seriado Babylon 5, cuja estação 4 (B four=before)caiu numa fenda temporal e se deslocava entre o futuro e o passado .

  10. Simone Miletic

    Oiiieeeeeeeeee Mica!!

    Seja bem vinda, que bom vê-la!

    Eu nem pensei em acompanhar a série, já que o P&A exibe seriados dublados, mas fiquei realmente curiosa depois de sua apresentação.

    Vou ver se me animo e baixo.

    Beijos

    Si

  11. Rô Floripa

    Olha a Mica fazendo review! Dava para notar nos teu comentário que você seria uma das colaboradores do TS em breve. Boa estréia, parabéns.
    Eu não vi o primeiro ep. mas o review deu uma ótima idéia. Vou começar a ver. Adoro sci-fi.
    TS diversificando e sempre mantendo a qualidade.

  12. Olga Nogueira

    Simone, os seriados Torchwood e Dr Who são exibidos legendados no P&A.

  13. Silvia

    Mica, parabéns pelo review !! Ficou muito bom !!
    Depois de ouvir vc falar sobre Torchwood, que resolvi dar uma conferida….e gostei !!
    Apesar da versão light da People+Arts, vou continuar assistindo…..mas pra frente baixo a série, pra ver todos os detalhes. rsrs
    Valeu pela sobre a Gwen….Bem que eu tinha visto ela em outro lugar….no Doctor…rsrs

  14. Mica

    Não sei se estou mais feliz com o review realmente saindo, ou com o povo comentando, hehehe.
    Torchwood é uma série que ganhou meu coração e farei o meu melhor, podem deixar. Só aviso de antemão que não sou muito boa na arte de ‘sacar’ as referências que os episódios trazem. Na verdade, acho que é bem por isso que nunca fiz review de série alguma. Mas tinha que fazer de Torchwood…nem fosse para o povo ficar conhecendo, hehe.

    Agora, Jordan, estava pensando em The Tudors (só vi o primeiro episódio até agora) e vc levantou um ponto bom. Como reagirá a censura nesse negócio!?

    Paty, feliz de ver você comentando no meu review ^_^. Quem foi que me apresentou ao People & Arts? Foi você? Ou eu descobri Spooks sozinha e depois vc me deu a usual mãozinha?

    Luiz Trigo, eu não sabia que o efeito ‘elevador invisível’ da Torchwood fosse devido à TARDIS…

    Eric, eu não consegui convencer o povo de Doctor Who, mas Torchwood tem uma temática um pouco diferente, então acho que fica mais fácil, heheheheh.

    E ao restante dos amigos que comentaram, muito, muito obrigada. E ficarei ainda mais feliz se o povo começar a acompanhar a série e gostar tanto quanto eu gosto.
    Tentarei fazer os reviews semanamente…é só continuar acordando às 3h da manhã, hehe.

  15. Lucas "Gandalf" Leal

    MICA!!!bem-vinda!
    vc escrevendo pro site agora que bom (pra nos leitores e pro site)!!!
    anda to no final da primeira temporada de Doctor Who (faz uns 3 meses que não vejo…mta coisa vendo)
    mas gostei da série…não que eu tenha virado fanatico como vc mas gostei…e quando chegar no ‘link’ pra torchwood com ctz vou acompanhar!
    claro que vou puxar ainda mais com essa censura!
    depois querem reclamar dos downloads…tsc tsc tsc
    ps os episódios de Doctor Who que vc citou eu já vi =D
    ps2 “e Paulo, parabéns, cada vez mais diversificando o TS, sabe, como o pessoal do globo.com se acham os maiorais por causa da quantidade de acesso(que é obvio que só acontece por causa do portal), eu diria que o TeleSéries está se transformando no HBO dos sites brasileiros especializados em séries. parabéns! ”
    Paulinho falou e disse…antes qualidade do que quantidade!

  16. mauro

    Eu gostei do piloto da série. Mas convenhamos que a série é um pouco tosca. Os efeitos visuais nem se falam. E a trama achei um pouco fraca. A Suzie Costello precisava matar as pessoas para treinar o uso da luva? Francamente, essa explicação é muito fraca. Porque ela não foi procurar outros mortos, como o faxineiro que foi morto pelo alienígena dentro do hospital. Agora, precisava matar outras pessoas como se não existissem assassinatos suficientes. Sem noção. E outra coisa. A cena final foi demais para a minha cabeça, a assasssina se revela para a Gwen ali na frente da sede do Torchwood e pretendia matar ela ali mesmo naquele local. A primeira vez que a Gwen entra na sede do grupo, eles falam que ela andou um bocado no frio lá fora. Isso quer dizer que eles estavam monitorando ela. O que quer dizer que tem como eles monitorarem aquela região, inclusive aquela onde ocorreu a cena citada acima porque é em frente a sede. E a Suzie Costello tinha que se confessar e tentar matar a Gwen ali, onde ela podia ser monitorada. Achei bastante sem lógica. Mas gostei da estética meio tosca da série e da proposta da bissexualidade das personagens. Vou continuar acompanhando, mas espero que os roteiros melhorem um pouco. Mica o seu Review realmente ficou muito bom. Está de parabéns.

  17. Rubens

    Paulo Fiaes, voce citou que a série Dr Who, apesar de “ser interessante” (nas suas palavras), a tosqueira do primeiro episódio o fez desistir de querer acompanhar.

    Pois eu posso lhe acrescentar o seguinte: pode ate ser que seja muita coincidencia e um tremendo azar meu, mas eu ja tentei assistir a vários episódios diferentes de “Dr. Who” no People & Arts e todos eram simplesmente ridiculos, beirando o imbecil mesmo. Parece seriado feito para criança (para ser sincero, é essa a impressão que me ficou, que a série é uma bobagem para criança assistir).

    Tanta bobeira junta nos roteiros, a forma meio abobalhada que o ator de Dr.Who usa para interpretar o personagem (sempre sorrindo, de uma forma meio idiotizada), nao pode ser produção para um adulto assistir. Nao me admira nada que eu tenha gostado do longa-metragem da primeira versao desse seriado, exibido ainda na decada de 60, quando eu era criança.

    Espero que Torchwood seja menos bobo. E que nao fique explorando beijos gays entre homens (puá!) só para parecer moderninha.

  18. Luciano Cavalcante

    Paulo, de que ator que interpreta Dr. Who você está falando? O ator atual – David Tennant – não é tão chegado ao riso quanto o anterior. Dr. Who começou mesmo como série infantil – ao estilo Vila Sésamo, lá pelo início dos anos 60 – mas, no meio disso, você encontra boas histórias.

  19. Lucas "Gandalf" Leal

    Rubens eu vi a primeira temporada quase inteira de Doctor Who e discordo totalmente do que vc falou…a série tem suas tosqueiras sim mas acho que isso não afeta em nada o roteiro…e tem umas histórias mto boas como acabou de dizer o Luciano…e tem umas tiradas bem engraçadas…

  20. Guilherme

    Gostei muito dos comentários e espero que continue assim.
    Lembro-me de um episódio da 2ª temporada da nova versão do Doctor Who, quando o Doutor volta para a Inglaterra do século XVII (não me lembro ao certo), e no final do episódio a Rainha da Inglaterra decreta a criação do instituto Torchwood, que teria como seu principal inimigo o próprio Doutor.

  21. Mica

    Exatamente, Guilherme! Torchwood foi criada em 1879 pela Rainha ao se encontrar pela primeira vez com o Doutor (era o nome da casa onde acontece a aventura do episódio). E depois disso Torchwood ainda deu (e vai dar) muito o que falar. A Instituição tem seus altos e baixos…com momentos brilhantes e outros que seria melhor se os humanos esquecessem da existência lamentável dela.

    Quanto aos roteiros, os beijos gays não estão ali para parecer moderninha. É preciso lembrar que o ator principal e também o criador da série são gays…E como eu disse, a bissexualidade é natural nos episódios, como se não houvesse diferença para os personagens se o outro é homem ou mulher. Mas esse não é o enfoque da série. Acho que Torchwood fala sobre as esquisitices que aparecem e como o ser humano trata com elas, e também sobre o relacionamento em grupo e, principalmente, é um tremendo divertimento sci-fi.
    Agora, já disse e repito: o negócio é se concentrar nos personagens e na evolução da história (pq nada está ali por acaso) e de forma alguma nos efeitos especiais.

    E quanto a Doctor Who e a tosqueira…DW é uma série família, criada em sua essência para o público infanto juvenil e que virou vedete entre os britânicos. É uma das séries de maior destaque no Reino Unido e está conquistando o mundo, justamente porque trata de assuntos interessantíssimos de forma super leve, divertida (e as vezes super dramática, mas deixa quieto) e sem se preocupar com altas explicações e teorias mirabolantes.
    Já os atores que interpretam o Doutor, é muito bom lembrar que o Doutor não é humano e portanto tem reações bem diferentes de nós. E cada encarnação do Doutor tem uma forma diferente de manifestar sua personalidade. Os últimos dois (que foram os que passaram no People & Arts) demonstram bem isso. O Nono (interpretado pelo Christopher Eccleston) tem aquele sorriso que surge do nada, o seu ‘fantastic’ a cada situação inusitada e uma dor dentro da alma que não é sempre que ele se permite mostrar. Já o Décimo (o atual) fala pelos cotovelos, é capaz de atos de extrema bondade quanto de extrema crueldade, move-se sem parar, pula feito um cabrito e demonstra muito mais suas emoções que o anterior. São esses exageros que fazem o Doutor tão maravihoso ^_^.

    Mas voltando à Torchwood….hoje tem mais :D E lá vou eu acordar de madrugada de novo, hehehehe.

  22. Bianca

    Para resumir Torchwood em uma palavra: Fantastic!

    A review está ótima!
    Já até vou acompanhar fielmente agora.

    Para ser honesta, só soube da existência de TW pelo youtube, quando estava procurando mais episódios de Doctor Who (já que aqui estamos,praticamente, na era pré-histórica em relação a novos episódios), mas logo fui cativada por Torchwood.

    Seu formato e roteiros podem ser mais sombrios e maduros, mas sem dúvida não deixam de ser incríveis.

    Em Torchwood vemos um Cap. Jack Harkness mais sério, sem todos constantes deliciosos smirks tão presentes em Dr. Who; sem dúvida dando a personagem um ar mais maduro (se é que podemos dizer isso do Flyboy).

    Tenho que admitir que acompanhado a série pela net, não me empolguei muito com o Ianto Jones,achava-o insosso, mas vendo pela série,ele até que agrada- em apenas dois episódios.

    Nem vou comentar do Cap. Harkness, se eu começasse a falar, probably,não pararia nunca; eu -meio- que tenho uma queda por ele.

    Owen Harper, sem dúvida alguma, é o meu 2º favorito.Pena que o P&A boicota algumas partes,tirando 35% de sua graça.

    E discordo da opinião que se deve tirar os palavrões e beijos não-heterossexuais(como o próprio Jack diz,isso de rotular é tão antiquado) da série.
    Em novela global,exibida às 21h00 há inúmeros palavrões,sendo assistida cegamente por milhões de pessoas e,em tv fechada, aonde devíamos ter liberdade, há boicote.
    Shame on you!

  23. Paulo Fiaes

    Mica

    vc defende de uma forma tão eloquente Dr Who e Torchwood que eu juro que um dia quandoeu tiver tempo darei mais chances a essas séries. porém agora eu tenho séries na lista que me chamaram mais atenção e que por isso mesmo nao posso deixa-las de lado. mas eu gosto de ver alguém defendendo com amor o que gosta.

    Mica, finalmente, ja está no grupo de e-mail do site? aparece lá, suas opiniões serão sempre bem vindas. bjux!!

  24. Luciana

    Censura? Que coisa ridícula! Pq não passaram a série as 23 hrs e integralmente?
    Censurar os beijos do Jack é uma heresia!

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