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Review: The O.C. – The Shake Up e The Night Moves

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Cena de The O.C.Série: The O.C.
Episódio: The Shake Up e The Night Moves
Temporada:
Número do Episódio: 90 e 91
Data de Exibição nos EUA: 8/2/2007 e 15/2/2007
Data de Exibição no Brasil: 29/3/2007 e 5/4/2007
Emissora no Brasil: Warner

Quem nunca tinha tentado prever as futuras relações entre a Califórnia real e a nossa querida Orange County? Quem nunca tinha se perguntado quando o Schwarzenegger seria citado na série? Ou quando a terra iria tremer com um grande terremoto ao estilo californiano? The O.C. pode estar prestes a partir, mas pelo menos muitas das nossas propostas imaginárias e do anseio do nosso lado roteirista será abordado.

No The Shake Up temos a chegada de um grande terremoto e no The Night Moves acompanhamos as conseqüências acarretadas pelo mesmo. Esse fato pode ser referenciado na fala de Taylor, quando ela argumenta no inicio do primeiro episodio sobre a vontade criada para que ocorra um real abalo sismico pela frustração das previsões nunca se concretizarem. De certa forma, essa fala se liga aos vários estudos feitos desde 1992 por cientistas americanos na espera pelo catastrófico terremoto que deve chegar em 30 anos.

Muitos reclamaram do foco excessivo na Taylor no The Shake Up, que deveria ser destinado para o cast de quatro temporadas atrás. Eu por outro lado vejo como uma evolução natural dos personagens e das tramas. O plot do aniversário dela foi bem colocado e serviu para aproximá-la ainda mais de Ryan, já que este finalmente disse o tão temido e ansiado eu te amo – deixando-a sem fala. Foram bem engraçadas as tentativas de embebedá-lo ou fingir que está dormindo, brincando com dois clássicos clichês. A questão de irem como casal para Berkeley foi bem colocada na frase de Seth, quando diz que a história se repete. É legal ver as dúvidas e a insegurança do Ryan. Com a Marissa ele estava disposto a tudo, e agora vemos o quanto esse relacionamento o abalou e o faz pensar antes de agir.

É fato que o relacionamento da Julie e da Kaitlin é uma das melhores coisas que essa temporada nos ofereceu. Também é fato que os produtores sempre gostam de mostrar os esforços da Julie para não repetir os mesmos erros que cometeu com sua outra filha. Nesse episódio tivemos um dos melhores diálogos de toda a série, que resume bem todos os problemas que os Coopers passaram e reduz um pouco a importância que Frank vinha ganhando dentro dessa família.

Kaitlin:

Mãe, olhe para nós. Nos últimos anos nós perdemos o papai, perdemos a Marissa. Nós tínhamos o Dr. Roberts e o perdemos. E tínhamos o Bullit e o perdemos também. O que te faz pensar que esse cara vai ficar por mais tempo?

Julie:

Kaitlin, eu estou louca ou você disse que estava tudo bem eu namorar o Frank?

Kaitlin:

Sim, namorar. Mas só tem uma semana e ele está praticamente vivendo na nossa casa! Como se ele fosse família. Ele não é família. Você e eu somos. Por que não podemos agir como uma por algum tempo?

Sempre me surpreendo com a maturidade que a Kaitlin consegue mostrar. E mesmo com atitudes infantis e bem engraçadas como a pornografia de palhaços, dá pra sentir que seu único e desesperado desejo é pela estabilização de sua família, coisa que desde a primeira temporada ela não sabe o que é.

Enquanto Summer tenta encorajar Seth a se envolver com algo, Kirsten percebe que Julie não é a pior das newport newpsies. Gostei dos dois enredos. Foram pequenos, mas de grande importância para o final a ser construído. A nova inserção de Holly foi tão boa que quase nos fez vomitar e a esposa do Spitz serviu como a gota d’água para Kirsten, que mesmo assim não quis deixar seu lar.

Por enquanto, já que no The Night Moves vemos que sua casa foi totalmente destruída pelo terremoto. Mas antes temos os desdobramentos que a falha tectônica causou em Orange County.

Taylor estava finalmente recebendo seu verdadeiro presente romântico, Seth e Summer estavam indo assistir ao filme do Al Gore sobre o aquecimento global (já que ele tinha encontrado algo pelo qual ele se interessava), Julie e Kaitlin tomavam mais um sorvete e Kirsten e Sandy ainda estavam no El Pavo Guapo quando o terremoto começou.

A continuação não deixou a desejar. Gostei das montagens, do posicionamento das câmaras passando pelos personagens principais, sem fundo musical, transmitindo toda a tensão e o stress emocional que estavam passando. Tirando algumas forçadas de barra, o episódio marcou bem seu território e mesmo resolvendo todas as problemáticas que o desastre tinha causado, deixou espaço para o finale revelar o que acontecerá com cada personagem ao final da série.

Gostei de todo o desenrolar criado após o Ryan ser ferido e o descobrir de Seth como é ser um verdadeiro irmão. As listas que ele foi criando deram um bonito toque de nostalgia. Adorei quando ele disse que muitos gostariam de socar o Johnny ou até mesmo quando ele compara a Sadie e a Lindsay deixando claro que elas somente foram romances de entresafra. Ao final, um belo e significante laço é formado já que Seth e Ryan agora são “irmãos de sangue”.

Taylor e Summer saem em busca do coelho e evitam pensar no sumiço dos garotos. Hilárias as cenas delas subindo no sótão e depois a Taylor armada com um sinalizador dando cambalhotas invejáveis e atirando em sua mãe. Pelo menos elas finalmente resolveram seus problemas e até trocaram um “eu te amo”. Só achei bem forçado o atendimento médico ao Pancake no hospital, enquanto que Sandy teve que deixar todo seu orgulho de lado para conseguir que a Kirsten fosse atendida. Ela passou por maus bocados, mas não perdeu a garotinha que está esperando.

Julie e Kaitlin proporcionaram mais ótimos momentos na sorveteria, cantando a música que dá nome ao episódio e que já havia sido mencionada na série no The Heartbreak, quando Julie diz para Kirsten que irá para casa e agradece por Kaitlin não estar lá para ela poder ouvir Bob Seger bem alto. Além disso, a mini-Cooper ainda se arranjou com o sorveteiro mentiroso no melhor terremoto da vida dele.

Cena de The O.C.Alguns detalhes valem à pena serem mencionados. Como enquanto as garotas Cooper interpretavam a balada de Bob Seger, um bolo de aniversário aparecia com as velas de numero 91 em cima, bonita lembrança para o 91º episódio de The O.C. Quando Seth troca seu Range Rover pelo carrinho de compras, ele diz que o eixo pode estar quebrado e essa referência deve-se à viagem para Tijuana na primeira temporada, quando o eixo do mesmo carro é quebrado e eles acabam tendo que passar a noite em um motel barato.

Há quatro anos atrás ninguém podia prever o que aconteceria com a mais nova sucessora de Barrados no Baile. Há quatro anos atrás nós vimos esse fenômeno nascer e conquistar a tamanha popularidade que alcançou. Depois de quatro anos, de muitas histórias vividas, somente sabemos o quanto essa série marcou a vida de toda uma geração e que com a proximidade do final o que nos resta é o sentimento de perda, mas também o de satisfação pelos memoráveis episódios exibidos e a certeza que The O.C. será sempre uma série para se relembrar.

Séries citadas:

É jornalista, pós-graduado em Jornalismo Digital pela Pucrs e trabalha com produção de conteúdo para Internet desde 1995. É editor de internet do Jornal do Comércio, de Porto Alegre. Fundou o TeleSéries em agosto de 2002. Na época, era fã de The West Wing, The Shield, Família Soprano e Ed. Atualmente é viciado em The Good Wife, NCIS, Game of Thrones e Parks and Recreation.

7 Comments

  1. Maurício

    Não me entendam mal. Gosto da série.
    Os episódios tiveram partes engraçadas. Porém foi cada uma muito forçada. A Katlin, não entendi qual é a dela. No começo entendi que ela queria que a Julie casasse com o Bullit porque além de ser rico ela gostava dele. Parecia que ela éra carente de pai. De repente ela não aceita ninguém, só quer ela e a mãe.

    A mãe da Taylor aparecer toda preocupada é forçado. Ela nunca havia se preocupado antes. Nem com a filha em côma. Só agora?

  2. Paulo Antunes

    A penúltima cena, com todos saindo do hospital, mas a câmera os pegando de costas, e não de frente, como é comum em produções do gênero, foi linda, uma das mais legais da série. Bah, já estou com saudades.

  3. Paulo Fiaes

    olha, fico feliz de the o.c terminar com honra, poxa, assistir essa quarta temporada me faz perguntar do porque a serie n ter continuado nesse bom enredo desde o finale da primeira temporada. uma pena que the o.c teve q ter duas temporadas fracas e uma mudança drastica para a serie se reencontrar, mas como eu disse, esta terminando com honra. fico feliz por isso.

  4. Cesar

    O final do penúltimo episódio foi uma das poucas vezes em que fiquei triste vendo uma série. Não, eu gostei do episódio – apesar das forçadas, típicas de The OC, e que eu gosto muito! O que me deixou triste foi saber que falta apenas 1 episódio. E o que restará será história. Felizment,e uma história que entre altos e baixos, teve mais e melhores altos.

    Neste penúltimo episódio, alé do reportado pelo Heitor, lembro da referência a “Lost” (na sorveteria), do diálogo entre Seth e Ryan no hospital (quando Ryan supostamente estava tendo “vontades” à la Seth) e da cena dos 4 Cohen olhando a casa destruída. Assim como a cena da saída do hospital, magnífica.

    Enfim, rumo ao episódio final. E duas considerações:

    1)Parabéns à Warner, que teve a dignidade de não enrolar a série até Novembro, apresentando o final rapidamente (especialmente num momento em que a Fix mostra total incompetência!)

    2) Felizmente temos boxes de DVDs. Poderei rever ao lado dos meus filhos uma série curta, ams marcante.

  5. Neto Paes

    Engraçado, gostei dos episódios, mas fiquei com a impressão que se fosse depender da ajuda do Seth o Ryan teria morrido de hemorragia, já que quem levou ele pro hospital foi o Frank que, por sorte, passava pelo local. O Seth continua o mesmo cara egocêntrico de sempre. Pô, o Ryan morrendo e ele além de se perder – como é que alguém consegue se perder em OC ?!- nem sequer tomava uma atitude de homem de trocar o pneu logo, o Ryan que ainda tinha que ensinar como fazia?! E achei estúpida a idéia das listas. Tipo, o Ryan morrendo e ele tentando distraí-lo?! Acho que se fosse comigo, teria dito “meu irmão, cala a boca e me leva logo pro hospital, pois não sei se vc percebeu, mas eu tô quase morto”.

  6. Silvana

    Neto gostei das suas observações…também fiquei irada com o Seth e gosto pra caramba do carinha, mas que deu nos nervos deu viu…kkkkkkkkkk
    Gostei da série apesar dos erros. Daqui a pouquinho ocorre o último episódio…que peninha!! Só gostaria de One Tree Hill tivesse a mesma consideração da FOX como a que a Wanner deu a OC no seu final…a FOX só tá pisando na bola, até agora nada em exibir 4ª temporada que está em andamento nos EUA, enfim o que fazer né?

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