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Review: The O.C. – The My Two Dads

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Cena de The My Two DadsSérie: The O.C.
Episódio: The My Two Dads
Temporada:
Número do Episódio: 85
Data de Exibição nos EUA: 4/1/2007
Data de Exibição no Brasil: 15/2/2007
Emissora no Brasil: Warner

No The My Two Dads, temos a construção de um episódio bom, travado pelo desenvolvimento de algumas tramas e o surgir de outras. Temos as conseqüências do pedido de casamento feito pelo Seth e as reações do casal que não são das melhores, uma grande crítica aos rápidos e não pensados casamentos entre jovens na adolescência.

Além disso, há o começo da resolução da problemática iniciada com a chegada de Frank Atwood em Newport e um novo romance para Kaitlin, dessa vez alguém de sua idade.

Há algum tempo eu vinha dizendo sobre a necessidade de se esquentar um pouco as coisas entre o Seth e a Summer e até já havia desistido de esperar por boas histórias entre eles como casal. Mas não é que essa história de gravidez me rendeu mesmo bons frutos? Toda a evolução dessa temática me agradou e senti um pouco da velha articulação paranóica e competitiva entre eles, traço das suas personalidades e de sua relação, o que sempre faz falta no show. Ambos jogando pesado como com a construção de um huppah (pálio nupcial judeu que representa o novo lar) ou a adoção de um coelho por 24 horas para fazer o outro desistir do casamento que ambos não querem me pareceu bem legal. A cena entre a Summer e a Julie na qual ela a ajuda com o alfabeto hebraico e ainda dá conselhos sobre como manipular o sexo oposto usando como argumento ser hutspah (arrogante) foi hilária. E o final, quando o Seth pára o carro e diz que precisa falar com o Dr. Roberts, simplesmente me animou mais pelo que há por vir. Fiquei feliz, pois nunca imaginava finalmente ter outro episódio no qual o ponto alto fosse o desenrolar das suas histórias de uma boa maneira como foi esta. Entendam como quiserem, mas eu também não acho que eles estão prontos para esse passo e não espero vê-los casados tão cedo.

Reclamaram na semana passada, e eis que Harbor está de volta, trazendo novas tramas para Kaitlin. Após sua falida apresentação sobre o livro The Call of the Wild, ela se vê obrigada a realizar seu trabalho direito, só que dessa vez ajudada pelo nerd Will (Chris Brown). O arco em sua idéia geral e a sua resolução foram clichês novamente. Mas gosto quando o clichê funciona a fim de se alavancar um propósito maior e esse é mostrado na fala da mini-Coop – quando sacaneada ela revela todo o seu potencial e a grande premissa de sua personagem, mesmo que tímida perto da evolução dos demais integrantes do elenco. É o momento em que ela diz:

Eu acho que o livro é uma metáfora sobre ser um adolescente. Como, quanto mais merda você enfrenta, mais você quer ficar sozinho.

Percebe-se que por trás dessa garota rebelde que sempre busca atenção por nunca a ter recebido em casa, há essa outra faceta madura e ciente das complicações que vive e do mundo que a rodeia, e são nesses pequenos detalhes que percebemos aonde o Josh queria nos apontar quando a colocou como super dotada no Chrismukk-uh? Mesmo com as interferências da Marissa, essa potencial genialidade continua bruta, mas existente, e é expressa da forma como suas vivências lhe proporcionam. Sobre o músico Chris Brown, ele até que não atua muito mal para um papel pequeno e curto. Sua adição a série deve ter sido numa busca cega por novos telespectadores, esperando-se somar seus fãs, o que não deu muitos resultados, mas valeu por agitar um pouco o velho ambiente de Harbor povoado pela nova geração dos Cooper.

Cena de The My Two DadsEm se tratando da chegada, do conhecimento e o desenrolar da história do pai do Ryan eu me decepcionei um pouco, talvez por ter criado grandes expectativas com o final do episódio passado. Esperava uma abordagem com mais ação, mais manipulação e não o velho joguete de se mentir que está morrendo. Queria ver um lado mais bitch da Julie por uma última vez, já que esse seria justificado por ela estar sendo chantageada. Mas nada na proporção que eu ansiava se concretizou. A única parte que eu me senti recompensado foi na confrontação entre o Sandy e Frank, obviamente. Gostei da forma como o ciúme e o medo de perder o Ryan por parte do Sandy foram mostrados, e as diferenças em agir pela Kirsten e o Sandy deram mais possibilidades de atuação para Kelly Rowan que continua apagada nos episódios. Com a descoberta que o Frank tinha mentido, Sandy acaba entrando numa briga que termina em um belo soco para obrigá-lo a dizer a verdade para o Ryan. Gostei dessa analogia, na qual o Sandy é quem soca alguém no episódio e não o Ryan, deixando implícito que mesmo tendo que disputar a atenção do filho com o seu verdadeiro pai, ele também possui traços que o relacionam com o Ryan. Após ser expulso da casa dos Cohen, o Frank se despede da Julie com um beijo inesperado, mas cavado por todo o episódio, deixando arestas para serem resolvidas nas próximas semanas.

A Taylor se mostrou, como sempre, alucinadamente preocupada com o máximo de detalhes possíveis, disfarçando sua preocupação com o Ryan e a vontade de mostrar ser alguém não somente para sete minutos no paraíso, mas também para todo o tipo de atribulação pela qual eles possam passar. E ao final do episódio temos toda a família reunida. Mesmo sendo um final feliz que se diferencia dos vários que tivemos na terceira temporada esse veio com o propósito de afirmar que não importa quantas barreiras eles enfrentem, os Cohen sempre se reerguem e voltam a ser a família, bem perto da perfeição como a própria Taylor apontou.

Séries citadas:

É jornalista, pós-graduado em Jornalismo Digital pela Pucrs e trabalha com produção de conteúdo para Internet desde 1995. É editor de internet do Jornal do Comércio, de Porto Alegre. Fundou o TeleSéries em agosto de 2002. Na época, era fã de The West Wing, The Shield, Família Soprano e Ed. Atualmente é viciado em The Good Wife, NCIS, Game of Thrones e Parks and Recreation.

15 Comments

  1. Aline

    Acho que essa foi a melhor última cena de episódio de The OC. Foi simplesmente perfeito. Eu gosto de ver quando estão os 4 juntos, como a família unida q são, apesar dos pesares. Adorei o Chino!Sandy… huahauhua. É bem compreensível o medo dele de perder o Ryan, depois de já considerá-lo seu filho. Melhor q o soco, fo iele falando q a mão estava doendo. lol.

    Tirando a última cena, a melhor foi a da Juju com a Summer. Huahuahua. Lmao. Qdo se trata de manipulação, a Jules é a pessoa certa para se conversar.

    Tô adorando essa interação entre Summer/Seth. Rendeu muitos momentos engraçados. Tô começando a achar q essa é a melhor season de The OC…

  2. Roseana

    Sinceramente…the o.c. ja foi uma serie de sucesso..quando tenho esperança da serie melhorar…me decepciono…este episodio exibido na ultima quinta tem a classificação de ”bom” algumas partes são otimas…como a cena do soco…e a parte final…mas o resto…clichê demais…como a serie ja esta acabando deveria pelo menos…capricharem nos episodios

  3. Eric Fernandes

    Ótimo texto.

    Adorei o episódio e The OC está cada vez melhor.

    Roseane, a série cai no clichê, mas faz isso com qualidade. The OC era dada como morta, mas conseguiu dar a volta por cima. Eu já vi os 15, dos 16, episódios dessa temporada e só considerei 1 episódio ruim (o da realidade alternativa). A temporada está boa sim e terá um final digno. Dia 22 a série termina e com ela vai embora um pedaço de mim. Muito triste.

  4. paulo fiaes

    acho que the o.c pelo menos vai terminar com um pouco de dignidade

  5. Lúcia Helena

    Bem Paulo espero realmente que a serie termine com um ”pouco” de diginidade e concordo com a Roseana na qual a serie caiu em ”clichê” mas discordo do Eric quando falou que cai em clichê com qualidade…não sou muito rigida em dizer que o episodio foi ruim…so nao esta mostrando a evolução esperada…um ponto alto desse episodio he a relação entre Seth e Summer que apesar de se mostrarem um pouco infantis…sempre gostamos das besteiras deles…tomara que venha muitas surpresas pela frente…ja estou sentindo saudades da Julie Cooper…espero que the o.c tenha um bom final.

  6. Mônica

    Eu estou amando essa temporada. Adorei o episódio. As dúvidas entre Summer e Seth, a Julie dando dicas pra Summer, o Sandy com medo de pereder o Ryan e também como o Ryan enfrentou a situação, demonstrando pro Sandy que a verdadeira família dele é a família Cohen.

    Concordo com o Heitor quando ele fala sobre o potencial da Kaitlin. Ela é inteligente e capaz, só precisa que alguem mostre isso a ela. Mas realmente não gostei do Chris Brown como ator. Ele é medíocre como cantor e como ator é muito ruinzinho também. E é completamente sem graça. Não gostei dele mesmo.

  7. jessica

    eu esperava mais do desenrolar da trama do pai do ryan.. como o heitor eu esperava por mais coisa…
    essa parte me depecionou um pouco
    pra mim o ponto alto do episódio foi a relação da summer e do seth..
    amei a cena final..
    todos reunidos…
    concordo com alguem de cima
    que essa foi a melhor cena final de toda a temporada até agora.

  8. paulo fiaes

    acho q alguns vao me criticar, mas eu acho q um dos grandes problemas de the o.c foi n saber desenvolver seus personagens principais, no caso, o nucleo jovem.

    Marissa foi a mesma nas 3 temporadas e por isso teve essa relação de amor e odio entre os fãs

    Seth tb eh outro q nao mudou mta coisa, apenas conseguiu ter summer. e sinceramente, acho q por isso o personagem caiu tanto. tanto q hj ja vejo inumeras vezes criticaram o ator adam brody por n saber fazer um seth diferente.

    Ryan ja é um caso mais problematico, ele se torna o ryan do começo da serie qndo passa por uma situação adversa, agora ele é o unico dos personagens q tenta mudar, fator claro na segunda e nessa quarta temporada.

    por fim, a summer, essa mudou, deixou de ser uma patricinha bith e se tornou uma patricinha, teve esse lance na quarta temporada, ela ter mudado, mas foi passageiro e forçado, qriam mostrar q ela mudou com a morte da amiga, mas ja voltou a ser a mesma.

    essa analise dos personagens foi feita apenas para mostrar que em quatro anos, the o.c tem sido uma tentativa de repetição da primeira temporada. uma tentativa mal sucedida, pra deixar claro. tanto q lembro mto bem q cansava de ler nas colunas da terceira temporada, comentarios sobre que the oc estava tentando voltar a ser igual a primeira.

    entao fica dificil depois de 4 anos ver q a serie nao desenvolveu, ficou parada, como se estivesse contando a mesma piada inumeras vezes, agora cada vez q contava essa piada, mais ela ia ficando sem graça.

    porem nessa temporada teve a ascenção de Taylor, e ela sim é uma graça, de todos os personagens q entraram na serie ao longo dos anos, ela é a melhor, ou talvez empate com Anna. e essa temporada pelo menos mostra uma certa leveza, tpo sabia q ia ser cancelada, entao foda-se, vamos nos divertir enquanto é tempo. e isso é bom, mas n deixa ainda de ser aquela repetição que falei e sera sempre sem sucesso, pq n adianta ficar batendo na mesma tecla. acho q agora voltei a gostar de the o.c pq nao preciso mais esperar mta coisa dela e sinto q a propria equipe da serie tb acham q nao precisam fazer mta coisa e por isso digo q esta acabando com dignidade, porque meio que eles perceberam que falharam ao longo dos anos e agora eles sentem q so precisam fazer o seu melhor.

    alguem concorda comigo?

  9. Rafaelly

    Concordo…os personagens não se desnvolveram e posso citar um exemplo de série bem sucedida nesse sentido: Dawson’s Creek.
    Ao longo das temporadas dá pra perceber claramente o crescimento daqueles jovens e principalmente,os problemas q inevitavelmente isso traz.
    The OC parou no tempo e ninguém continua a mesma pessoa por 4 anos…ainda mais nessa transição da adolescçencia pra fase adulta.

  10. João da Silva

    Dawson’s Creek era muito chato. A insuportável Katie Holmes, com suas caretas, estragava todo episódio. E os atores que interpretavam o Dawson e o Pacey eram verdadeiros canastrões.

    The O.C. é fraquinha, mas melhor que Dawson’s Creek.

  11. Aline

    Não concordo não. The OC remete a si mesmo, isso é verdade. Mas não é exatamente bater na mesma tecla e sem sucesso. Tanto q a série tinha uma boa audiência até a morte da Marissa (e a audiência só baixou pq muitos não foram maduros o suficiente pra dar uma chance pra nova temporada, até pq a marissa nunca foi a personagem principal, o Ryan que é) e isso indica que teve sucesso. Vários personagens já passaram por muitas coisas, a Julie já foi a total bitch da primeira temporada, na segunda mudou um pouco, na terceira ficou pobre e mostrou q a amizade dela com a Kirsten é mais importante q dinheiro (o q pra ela, é muita coisa) e nessa quarta temporada tem até uma relação com o Ryan, o q a S1 Julie não faria.
    A Kirsten já passou de mulher gelo pra alcóolica, pra restabilizada. O Sandy já teve sua fase meio Caleb na temporada passada, se tocou quando o Seth falou com ele (ato de maturidade do Seth, o q prova q ele mudou um pouco também), voltou a ser o Sandy da primeira season… ou seja, acho q apesar de The OC voltar a sua origem em alguns episódios (o q é sempre bom, para nostálgicos como eu), a série evoluiu bastante. E é bom lembrar q série não é filosofia de vida, é só diversão.

    Mas tipo, cada um com sua opinião ;)

  12. paulo fiaes

    Rafelly, concordo com vc. em dawson´s existe uma clareza de que os personagens evoluiam durante as temporadas e isso é um dos fatores de eu ter gostado mto da serie, n fiz comparação no outro comentario, pq apesar de serem series teen, sao series diferentes e eu so qria fazer uma analise de the oc.

    Aline, vc falou do nucleo adulto e eu frisei o nucleo jovem, que são os atores principais. para vc n ter falado nda sobre eles, entao acredito q concorda comigo. Acho que audiencia n quer dizer mta coisa, tendo em vista que a 2ª e a 3ª temporada foram sofriveis e essa 4ª temporada que esta boa é justamente a temporada que esta com audiencia ruim. estou falando da qualidade da serie e do desenvolvimento dos personagens. eu sei que the oc é diversão, mas ficar vendo o mesmo seth por quatro anos é estranho, e nao é so dele q falei. ainda acho tb q a serie qria conseguir o mesmo impacto q conseguiu na primeira temporada, agora ficar tentando se repetir foi um dos motivos da queda da serie. e ca pra nós, entao a serie exagera em ser nostalgica. enfim, minha opiniao é a mesma do comentario anterior. respeito a sua tb. nao sou dono da verdade. é bom ter essa conversa pq vc me faz ver coisas q eu n havia percebido e talvez eu faça vc ver tb coisas q passaram despercebidas por vc. enfim, cada um com a sua opinião :)

  13. jessica

    eu nao assisti a primeira temporada de the oc
    então não sei essas maravilhas que a série foi,
    mas eu concordo com o paulo fiaes.. desde a segunda temporada [a que eu comeicei a companhar] eu vejo o mesmo seth, a mesma summer .. eles tiveram um de pouco evolução.. nada significativo
    e em relação ao nucleo adulto.. tbm acho que nao tiveram grandes mudanças… acho que a mais notavel foi a da julie.. pra mim a única que realmente mudou.
    em relação a Dawson’s Creek, não é do meu tempo.. então nao posso comparar com the oc… mas falando em uma séria que estreiou no mesmo ano de the oc se não me engano é one tree will, e nessa série vc vê claramente a mudanças dos personagens.. gradativamente.. nada muito forçado..
    eu vendo a primeira temporada.. é notável ver a haley, nattan, a brooke mudaram, o lucas.. o núcleo jovem mudou mesmo..

  14. Heitor Albernaz

    Eu concordo com o Paulo em relação ao Seth. Tanto que reclamei do hi5 dele no episódio do ano novo.
    A Summer eu a vejo de outra forma. Você citou a transformação dela na primeira temporada, o que eu adorei. Nas seguintes, ela ficou presa a problemas de relacionamento ou remediando as crises da Marissa, então não teve nenhum acontecimento ou mudança na vida dela para que ela pudesse se desenvolver. Quando a Marissa morreu, aí ela teve a abertura para procurar novos caminhos e sair da estagnação na qual ela estava.
    A Marissa sempre foi perdida, por isso o desenvolvimento dela nunca era mantido. Ela começava a mudar mas nunca tinha força o bastante para manter aquilo que ela estava se tornando. Ou então algo acontecia que a trazia de volta pro começo.
    Com o Ryan já tiveram tantas intertextualidades pra mostrar e deixar claro que ele mudou. Ele usa o saco de pancadas na 3ª temporada pra se controlar e começa a pensar mais antes de agir. Quando vai roubar o carro com o Volchok em alusão a cena com o Trey ele decide fugir, mostrando que não é mais o mesmo. Na cena da briga com o Volchok, quando ele muda o jogo e começa a socá-lo em alusão à briga com o Trey. No próprio relacionamento dele com a Taylor, ele tá mais expressivo.

    Os personagens evoluíram em sua maioria, mas o erro da série foi focar os dramas na Marissa e deixar os outros como simples coadjuvantes dos problemas dela. Tirando assim espaço para eles crescerem.

  15. Eudes Antonio

    The OC teve seus altos e baixos mesmo.Concordo com quem disse q a Marissa continuou a mesma ao longo das 3 temporadas,e entendo q a morte dela por mais q tenha sido radical(por causa da audiencia) foi uma tentativa de mudar a série,voltar ao queria na 1ªtemporada,deixando vc com vontade de ver o proximo eppy,o q aconteceu mto com essa 4ªtemporada.O Seth se perdeu depois q a relaçao dele com a Summer ficou estável,agora Ryan,Kirsten,Sandy e Julie mudaram mto.Acho só q Kirsten tá meio apagadinha nesta temporada(eu adoro ela!).Enfim agora é nos conformarmos com o fim,pq pelo menos vai ter a chance de se despedir com um final(e olha q isso naum acontece sempre),naum foi nem um Dawson’s Creek e nem um Beverly Hills,mas teve seus momentos.

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