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Review: The O.C. – The Metamorphosis

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cena deThe Metamorphosis
Série: The O.C.
Episódio: The Metamorphosis
Temporada:
Número do Episódio: 80
Data de Exibição nos EUA: 16/11/2006
Data de Exibição no Brasil: 14/12/2006
Emissora no Brasil: Warner

Nada melhor para explicar esse episódio do que o próprio título que ele carrega. A série estava encubada pelos últimos três episódios, fixada em resolver os arcos deixados pela season finale. O clima de dor e melancolia rondava a série, deixando um ar carregado mas ao mesmo tempo instigante. Mas com o fim desse ciclo, The O.C. se transforma nessa semana em um show mais leve, gostoso de ser assistido e com ares despretensiosos abre espaço para uma nova série, uma nova temporada, que abusará de seu charme para criar melhores histórias e continuar o desenvolvimento dos personagens que conhecemos há quatro anos.

Nessa nova série não temos ninguém caindo de penhasco ou duvidando de sua sexualidade já que o episódio chama atenção pelas relações e complicações familiares, artifício e premissa original da primeira temporada. Além da interação entre os personagens e o abuso da ótima química que há entre eles, percebe-se a tentativa de retirar o show do buraco depressivo cheio de dramas aleatórios e trazê-lo para algo mais real, que avance a história no objetivo de entreter o telespectador, como costumava haver no passado.

A terapia da Summer no começo deste episódio marca o recomeço de todos. Brilhantemente gravado, os cinco estágios do luto apontam para a libertação dela e dos demais personagens para seguirem em frente com suas vidas e tentarem normalizá-las. Summer tenta voltar à sua aura bronzeada e com um beijo no aeroporto ao som de Hello Sunshine (música tocada anteriormente no The Heartbreaks, quando acontece a primeira vez de ambos), ela sela sua vontade de acabar com todo o afastamento que a relação de longa distância somada à sua tristeza tinha causado no seu namoro com Seth. Para trazer a velha Summer de volta, Seth dá a ela a 3ª temporada da fictícia The Valley. Adoro essa forma de metalinguagem na qual os produtores usam essa série como piada interna para tratar de si próprios. Dessa vez, a Summer critica a temporada ganha do show numa clara referencia à falida 3ª temporada de The OC.

Mesmo com todo seu esforço, ela acaba percebendo que a Summer ambientalista veio para ficar e que essa mudança não está intimamente ligada a perda da sua amiga, mas sim que as pessoas mudam quando ingressam numa faculdade. Assim, Seth, mesmo sendo deixado de lado, entende essa circunstância e resolve dar espaço para que ela se acostume com essa nova situação e continue nessa descoberta por si mesma. Foi bem colocado a Little Miss Vixien defensora do meio ambiente desenhada por Seth para representar sua aceitação com a conjuntura que se forma, já que é algo bem característico do jeito Cohen de se expressar.

cena deThe MetamorphosisRyan arranja outro emprego em um restaurante para ocupar sua mente e viver um dia de cada vez. Foi bonita a cena na qual ele e Sandy conversam na praia, tendo ao fundo o mirante (o nicho ecológico da Marissa pelos últimos anos), fortalecendo sua relação de pai e filho. Além disso, vemos Sandy tentando fazer outras amizades, já que seus antigos “amigos” Caleb, Jimmy e Neil saíram, desfalcando o cast adulto. Sandy busca em Spitz seu novo companheiro, fortalecendo as tramas dos mais velhos no contexto da série. Vale lembrar que Spitzie teve sua primeira aparição no The Graduates, como o promotor que acabou encorajando Sandy a voltar para a profissão. Mas é nesse episódio que vemos nascer o mais novo casal da série. Com a ausência de Seth, sobra apenas Ryan como opção para ajudar Taylor a se separar do sexual Jedi. Depois de alguns contratempos e seguindo a pseudo-análise de Sandy, Ryan vai ao encontro de Taylor e prova com um beijo ser seu amante e assim salvá-la de um casamento sem amor. Impressionante como a Autumn Reeser me impressiona, já que a Taylor parece um Seth na primeira temporada. Ela é desajustada, nervosa e mesmo quando é audaciosa guarda um tom de desespero por atenção que nos faz sentir pena e ao mesmo tempo carinho. Quem sabe no futuro poderemos criar laços de identificação com ela assim como fizemos com os demais personagens.

Vemos ainda a aposta entre Julie e Kaitlin a fim de entrarem na linha. Apesar de ter sido um pouco estranho ver a transição da Julie devastada para a Julie dançando à la So you think you can dance?, a química entre elas soa bem mais natural do que a que havia com a Marissa. A Kaitlin não tem tantos dramas ao seu redor e parece levar os problemas com maior maturidade, não deixando o ânimo da série cair. E a Julie sempre arrasa e domina as cenas nas quais aparece. Quão hilária fora sua conversa com Kirsten quando ela diz a semelhança nos efeitos causados por homens e Chardonnay, respectivamente, para as duas. Ou então o retorno de Taryn, que desde a primeira temporada circula pelos episódios e dessa vez leva Julie para a pista de dança atrás de jovens bons de cama numa boa referência ao Luke. Mãe e filha acabam descobrindo a quebra do acordo por ambas as partes, e terminam o episódio em clima de cumplicidade, tomando o sorvete antes oferecido por Kaitlin, no mesmo sabor que ela tinha dito ser seu favorito na temporada passada num diálogo com a Marissa.

Além disso temos Kirsten e Sandy jogando strip scrabble, não deixando sair da minha cabeça a declaração da Kelly Rowan no especial Obsessed Completly quando a mesma diz que adultos também fazem sexo e em The O.C. isso está se tornando cada vez mais freqüente. Taylor, como forma de agradecimento, leva uma torta de pêssego para Ryan, fruta essa dita como favorita por ele no almoço do Newport Bay Yacht Club, criando uma maior ligação entre eles e preparando terreno para sua nova relação.

Gostei do diálogo no qual ela diz ser excitante não saber o vem pela frente, e isso representa o novo The O.C. Acaba-se com os finais insossos e desempolgantes e renova-se o perdido hábito de se esperar pelo próximo episódio, fazendo dessa temporada o desejo que todos nós guardávamos em termos um The O.C. restaurado e cativante de novo.

Séries citadas:

É jornalista, pós-graduado em Jornalismo Digital pela Pucrs e trabalha com produção de conteúdo para Internet desde 1995. É editor de internet do Jornal do Comércio, de Porto Alegre. Fundou o TeleSéries em agosto de 2002. Na época, era fã de The West Wing, The Shield, Família Soprano e Ed. Atualmente é viciado em The Good Wife, NCIS, Game of Thrones e Parks and Recreation.

17 Comments

  1. Maurício

    Já critiquei The OC aqui no site. Mas acho ela, apesar da premissa ser um pouco forçada, uma série viciante.

    Estou assistindo a série a pouco tempo. As reprises deixo gravando durante o dia e vejo a noite. Gostei da primeira temporada e estou gostando dessa atual.

    Dizem que o meio é que é ruim. Acho que nem vou assistir a terceira temporada. Achei muito forçado saber que a Kirstien vai virar alcolotra.

    Mas a atual temporada parece boa!

    Desculpe quem gosta da Marissa. Mas a mim ela não faz falta. ô garota chata e mimada.

  2. Cesar

    Ótimo review!

    Assisto The OC com minha mulher. Na 1ª temporada a sensação era ótima ao final de cada episódio. Da 2ª em diante este nível de “prazer” veio diminuindo e no meio da temporada passada, simplesmente acabou. Acompanhávamos por “obrigação”, o que é muito chato.

    Nesta temporada as coisas foram mudando. A desconfiança inicial foi cedendo e alcançou o ápice no episódio de ontem. Rimos bastante. E, na minha opinião, esta é a melhor forma de ver se The OC vai bem: rindo.

    O episódio foi leve, inteligente, ágil, e “real” – na medida do possível, é claro. The OC is back! E em ótima forma.

  3. Victor Regis

    Aquele começo do episodio em que a Summer passava pelas 5 etapas foi embasbacante e mostrou o nivel que essa temporada alcançou, foi incrível!!
    E Heitor, que memória boa, hein??Lembrar o sorvete preferido da Kaitlin foi impressionante!!

  4. Danilo

    O episodio foi muito bom, Taylor no final falando que tudo o que ela dava como certo na vida dela voou pela janela foi otimo, ela esta roubando a cena.

    Kaitlin também foi otima, ela e a July tem uma dinamica muito legal.

    Só acho que os personagens novos como Kaitlin e Taylor estão mais interessantes e engraçados do que os antigos. Acho que eles deveriam dar um upgrade em Ryan Seth e Summer.

  5. Cristina

    The OC é meu “guilty pleasure”. Mesmo quando eu não estava gostando da 2ª e 3ª temporadas, não parei de assistir, ainda tinha esperanças que a série poderia voltar a ter o potencial da 1ª temporada.

    A 4ª temporada está muito boa, mais light, os personagens estão diferentes. E o que dizer de Ryan e Taylor? Não poderiam ter feito melhor escolha ao aproximar a Taylor do Ryan. A partir desse episódio veremos um Ryan diferente, mais adolescente, mais tranquilo, e até mais “engraçado”.

    Espero que a série consiga alcançar maiores índices de audiência, pois garanto que muitas pessoa estão pensando: Marissa? Quem é essa? E definitivamente bloqueando da memória as temporadas anteriores, porque essa temporada, juntamente com a 1ª é o que The OC era para ser, uma série sem compromisso, divertida e agradável. Essa temporada merece ganhar episódios que perdeu, para que os fãs tenham uma temporada completa, e não reduzida com 16 episódios.

  6. paulo fiaes

    faço das palavras de cesar a minha, agora melhor esperar antes de dizer q a serie se reencontrou definitivamente. e sim, Taylor lembra seth, mas ao mesmo tempo nao lembra, gosto mto desse personagem e ela tem roubado as cenas. alias, o elenco todo da serie esta de parabens por enquanto.

  7. Eudes Antonio

    Adorei esse episódio!Desde o começo com Summer passando pelos 5 estágios do Luto(e tudo em uma semana!hehehe),até ela recebendo Seth no aeroporto.Claro q ela está diferente e virou mesmo ambientalista,mas ela percebeu que ela naum precisa ficar sem tomar banho pra isso.A história de Taylor e Ryan tbm foi ótima.Vamos ver agora um novo lado de Ryan,com uma pessoa divertida e menos dramática que Marissa.Tbm estava indignado com a morte dela,mas agora pude perceber q a série tem vida sim sem ela,afinal Ryan e os Cohen q são os protagonistas da série.E como disseram,agora dá vontade de ver o próximo episódio,nos deixando ansiosos pra saber o q vai acontecer.E pelo trailer da Warner o próximo vai ser ótimo(com Taylor ligando pro Ryan pra dar boa noite,adorei o casal).Agora só espero q naum deixem a Kirsten tão apagadinha,podiam inventar novas histórias pra ela(menos alcolismo),já q sua “amiga” Julie está a caça de homens.Enfim The OC ainda tem muito pra contar.

  8. bruna

    adorei o capítulo,principalmente,não sei se perceberam mas a revista que a summer folheia que tem como capa a ashlee simson aparece uma foto da mischa barton apenas uma curiosidade

    alguem já viu?

  9. daniela

    Também to amando a quarta temporada, ta muito legal, o Ryan e a Taylor estão muito bem juntos, acho q todos acima já disseram tudo q eu queria dizer!!!

  10. Mônica

    Eu nunca quis que a Marissa saísse da série. Ela poderia dar um tempo, navegando com o pai e ficar sem aparecer vários capítulos, mas achei cruel a morte dela. Mas a vida continua e The OC tem fôlego para mais algumas boas temporadas, com ou sem Marissa.
    E estou adorando a Taylor nessa temporada. No início da outra ela era um porrinho.

  11. joelma

    adorei a sua critica, e concordo com tudo q vc disse, pela primeira vez em muito tempo assiste um episódio The OC com prazer, e só resolvi assistir pq eu vi a reprise da primeira temporada e por isso dar nova chance, adorei a idéia da metalinguagem, e vc viu a Summer mencionar o pai dela trabalhando no Seattle Grace Hospital??

  12. Eric Fernandes

    Sim, Joelma. Mas a infeliz da Warner traduziu como Hospital da Graça de Seattle. Fala sério!

    Ótimo review, Heitor.

  13. Lucas Santana

    É o ponto final para The O.C. Não há mais motivos para deixar a série no ar, pois não há mais um roteiro, um objetivo. Se as coisas continuarem por mais uma temporada os personagens vao ficar perdidos, não haverá nada além do vácuo na série…

  14. Babi

    Nossa, eu tb tô detestando e não é SÓ por causa da Marissa.
    A história em si tá muito mal amarrada (aliás que história??).

    Os Cohen quase não aparecem… E POR AÍ VAI, chaaato!!

    MORRA SUMMER, MORRA!!

  15. Daniele

    Ei, gente…

    Bom, é verdade… “The OC” melhorou muito e bastante da última temporada para cá… Mas, convenhamos que tá copinado ONE TREE HILL a tempos.
    Essa parte da Summer sobre as cinco etapas do luto, teve certa comédia, mas no Ep 16 da 3º Temporada de OTH, vemos igual… E quem acompanha os episódios junto aos EUA (via Emule, torrent, sei lá…) vê que este último THEOC-Ep07 tá igual que nem o OTH-Ep10…

    Oh, gente para ganhar tem que copiar… Fala sério!

  16. Alex

    Ambas as cenas ou episódios são temas já batidos por várias séries.
    E claro, por que a equipe de The OC escreveu, aprovou e gravou um episódio em uma semana, somente pra copiar o triste episódio de One Tree Hill. Sempre soube que eles eram competentes! ¬¬’
    Não me diga que OTH foi a primeira a fazer uma versão natalina do filme “It’s a wonderful life” ?
    É, acho que não.
    Acusar The OC de copiar OTH é cômico.

  17. julliana marques

    Adoro The OC!!!..Uma gente super rica que tem problemas apesar de toda grana,como tbm pessoas que ficam pobre!!!…Concordo totalmente com o comentario do meu amigo, ele é um especialista em The OC!!!

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