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Review: The O.C. – The Heavy Lifting (episódio 66)

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cena de The Heavy LiftingSérie: The O.C.
Episódio: The Heavy Lifting
Temporada:
Número do Episódio: 66
Data de Exibição nos EUA: 9/2/2006
Data de Exibição no Brasil: 15/3/2006
Emissora no Brasil: Warner

Há muito tempo não me empolgava tanto com um episódio de The O.C. da forma como fiquei após assistir ao The Heavy Lifitng. Tive mais certeza que a série está cada vez mais se encontrando e voltando a agradar os seus fãs nativos.

Com uma dosagem entre momentos dramáticos e cenas hilárias, temos nesse episódio a certeza da morte de Johnny. Todos estão bastante abalados com o acidente, principalmente Marissa, Kaitlin e Ryan, que se sentem culpados direta ou indiretamente pelo que ocorreu e têm que lidar com esse novo fato em suas vidas.

A relação entre Marissa e Ryan está cada vez mais conturbada e catalisada pelas angústias e indecisões dela sobre seus sentimentos, que resultam sempre em briga nos momentos em que eles podem ficar juntos e sozinhos. Adorei a forma como a história se desenrolará a partir de agora: com a morte de Johnny, Marissa ainda precisa entender o que sentia por ele. E se ela descobrir que havia algo mais, será bastante difícil para lidar com esse novo sentimento já que não há mais como lutar para viver essa história. Outro ponto que aumenta todo esse drama é o fato dela ter perdido a chance de ficar junto com esse alguém e acima de tudo, se sentir responsável pela sua morte. Como lidar com o fato de se estar apaixonado por alguém que morreu é uma nova incógnita que Marissa terá que descobrir. Acredito que como os fatos são todos recentes ainda e os sentimentos em momentos trágicos são amplificados. Não podemos saber para que lado essa relação penderá, mas que será bem interessante ver como resultará essa busca por respostas, isso será.

Para intensificar as relações em Newport, chega ao condado uma prima de Johnny para ajudar sua tia a enfrentar essa barra. Sadie (Nikki Reed) conhece a turma e já promete um relacionamento com Ryan, pois após mais uma briga com Marissa, ele a procura para poder se distrair e abstrair toda a confusão que está vivendo. Inusitadamente eu gostei dela, um personagem mais centrado nesse caos é sempre bom para manter o contraste e dar mais fôlego à trama. E seu envolvimento no passado com Volchok trará mais acontecimentos cobrindo a saída de Kaitlin da série. Gostei da idéia de trazê-lo de volta, já que nunca achei que sua história com Ryan teria sido efetivamente resolvida naquela cena com a garrafa (uma das melhores dessa temporada, diga-se de passagem) e criar toda essa sub-trama com Sadie nos mostra que nenhum personagem entra por acaso na série.

Finalmente temos mais destaque para Kirsten e conseqüentemente para o núcleo dos adultos. Está certo que não há nenhuma problemática vigente entre eles, mas todas as cenas em que eles participaram foram momentos marcantes para o episódio. Estava sentindo falta daquele Sandy mais zen e sarcástico e na cena da conversa com o Seth, quando ocorre a confusão das lingeries, tive vários flashbacks da primeira temporada. Parece que a série está mudando o seu foco de Marissa para os demais personagens e isso só me anima.

Summer se mostrou bem mais preocupada com o fato de Seth ter mentido novamente para ela do que com o problema do uso de maconha, mostrando que o apelo da série não é o sempre politicamente correto com o qual estamos acostumados quando se trata desse assunto, e sim pano de fundo para a insegurança e imaturidade do personagem diante dos problemas e principalmente de se ter que lidar com as conseqüências de suas escolhas feitas.

Outra coisa que sentia falta eram de momentos realmente engraçados na série, daqueles que agente pode se lembrar futuramente e ainda sim rir deles, e nesse episódio minha vontade foi satisfeita. O tapa de Summer em Seth quando vê a lingerie, a cara de pai e filho quando percebem que houve a troca das sacolas, a expressão de Summer quando Seth conta que a lingerie era pra sua mãe e a dança de Justin quando consegue convencer Kaitlin foram alguns momentos hilários que não forçaram muito em seu apelo cômico, mas que souberam contrapor toda a carga dramática que rolava no outro núcleo.

Eu que pensava que o relacionamento Julie e Neil já tinha começado no episódio passado estranhei o fato deles começarem este sem estarem juntos. Mas ao final, quando mesmo com todas as complicações que terão que enfrentar, eles escolhem ficar juntos e começam a namorar eu passei a torcer bastante por este casal.

Algo que me chamou atenção foi a relação entre Kaitlin e Justin e cheguei a desejar que eles não deixassem Newport. Kaitlin trouxe bastante coisa à série e já tinha me afeiçoado e acostumado com sua presença. Não queria sua partida, principalmente depois de a ver junto com Justin, já que adorei mais esse casal. O envolvimento deles foi simples e direto e sem muita enrolação como os demais. Espero que no futuro tenhamos mais da MiniCooper pela Califórnia já que li que ela deve retornar para a formatura de sua irmã ao final da temporada.

E o episódio termina ao som de “For the Windows In Paradise, For the Fatherless In Ypsilanti”, de Sufjan Stevens, da mesma forma como começou e com Marissa escolhendo o colar que Johnny havia encomendado a ela e deixando o de Ryan no fundo da gaveta, nos mostrando quais serão os rumos desse relacionamento e assim o que nos espera nessa metade final de temporada em The O.C.

Séries citadas:

É jornalista, pós-graduado em Jornalismo Digital pela Pucrs e trabalha com produção de conteúdo para Internet desde 1995. É editor de internet do Jornal do Comércio, de Porto Alegre. Fundou o TeleSéries em agosto de 2002. Na época, era fã de The West Wing, The Shield, Família Soprano e Ed. Atualmente é viciado em The Good Wife, NCIS, Game of Thrones e Parks and Recreation.

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