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Review: The O.C. – The Groundhog Day

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Cena de The Groundhog DaySérie: The O.C.
Episódio: The Groundhog Day
Temporada:
Número do Episódio: 88
Data de Exibição nos EUA: 25/1/2007
Data de Exibição no Brasil: 15/3/2007
Emissora no Brasil: Warner

The Groundhog Day retomou o que os últimos dois episódios vinham deixando a desejar. Continuou a desenvolver os personagens em um nível mais elaborado e menos forçado. Levando-se em conta que estamos a quatro episódios do final, se faz necessária a produção de episódios marcantes e fortes o suficiente para alavancar a série a um novo patamar, e nessa semana The O.C. foi capaz de, mesmo buscando o caminho do entretenimento, criar uma boa atmosfera para o que está por vir.

A festividade abordada pela série acontece realmente no dia dois de fevereiro nos EUA e se baseia na saída de uma marmota de seu buraco. Se ao deixar a terra ela não conseguir enxergar sua sombra, diz-se que o inverno acabará logo e que a primavera está chegando. Mas se ela for capaz de ver sua própria sombra, o inverno durará por mais seis semanas.

O feriado acaba servindo de pano de fundo para a finalização do “triângulo” Che-Seth-Summer, já que o ambientalista havia confundido uma lontra com uma marmota em seu sonho, o que resolve os desejos do universo sem interferir com sua sexualidade. Apesar das cenas envolvendo o Chris Pratt serem meio cansativas, gostei do final do personagem: ao encontrar sua marmota-metade ele finalmente acaba deixando o show.

As cenas deles sendo presos foram bem legais e novamente o mendigo do dia de ação de graças aparece no show. Foi legal ver o Sandy tirando o Seth mais uma vez da cadeia. Lembrou-me um diálogo do The End of Innocence, na terceira temporada, em que o próprio Seth diz que a maioria dos seus planos acabam no Sandy retirando-os da prisão.

Julie e Kirsten são rodeadas por segredos que só descobrimos ao final do episódio. Juliie estava tendo um caso escondido com Frank Atwood. Meio incestuosa essa relação, se lembrarmos que Ryan e Marissa seriam como irmãos se ela ainda estivesse viva, mas desde o beijo no The My Two Dads, essa conexão tinha ficado em aberto e era claro que ele voltaria para concretizar esse romance. Kaitlin acaba atrapalhando eu sua busca incansável pela formação de uma família sólida – afinal, desde a saída de Jimmy, os Coopers nunca conseguiram se estruturar por muito tempo. Foi um grande sinal de amadurecimento ver a Julie escolhendo sua consciência e procurando o melhor caminho para sua filha ao considerar o pedido de casamento do Bullit.

Como sempre digo, adoro essa interação entre a Julie e a Kaitlin, e a crescente busca pela criação e fortificação dos laços entre elas é uma das melhores evoluções que essa temporada nos ofereceu. E a maravilhosa adição do milionário a esse núcleo só fortaleceu a presença de Melinda Clarke como um dos pilares que sustentaram e devolveram a qualidade que The O.C. carecia por muito tempo.

Cena de The Groundhog DayJá Kirsten é surpreendida no seu aniversário de 40 anos com uma grande noticia que mudará a vida de todos os Cohen. Ela está grávida! Pensei que essa trama fosse ficar novelesca, forçando para poder criar cliffhangers para o final da série, mas achei tocante. A Kirsten e o Sandy estavam realmente precisando de novas histórias, algo que relacionasse os dois e que proporcionasse mais profundidade aos personagens. Adorei a cena na qual ela revela a gravidez, terminando no diálogo:

Eu te amo.

Bem, isso é bom, porque haverá muito mais de mim para você amar.

A cena do caminhão dos correios foi emocionante e essa constante auto-referência nos pequenos detalhes que The O.C. sempre faz acaba por aumentar a qualidade e o acabamento dos episódios.

Após uma frustrada sessão de terapia, Ryan e a Taylor se reconciliam, trazendo de volta a graça que essa nova temporada havia adquirido com o desenvolvimento desse casal. Nunca ri tanto em um episódio da série como no momento em que a Taylor se veste de marmota para espionar o Ryan, definitivamente, um dos melhores momentos cômicos da série. E é engraçado ver como o Ben está desenvolvendo seu pé na comédia, já que no passado esse lado era pouco explorado devido a grande inexpressividade que o personagem tinha.

Na contagem regressiva, continuamos esperando por grandes episódios que marcarão a temporada e que sejam capazes de fechar o belo ciclo começado pela série.

Séries citadas:

É jornalista, pós-graduado em Jornalismo Digital pela Pucrs e trabalha com produção de conteúdo para Internet desde 1995. É editor de internet do Jornal do Comércio, de Porto Alegre. Fundou o TeleSéries em agosto de 2002. Na época, era fã de The West Wing, The Shield, Família Soprano e Ed. Atualmente é viciado em The Good Wife, NCIS, Game of Thrones e Parks and Recreation.

9 Comments

  1. Paulo Antunes

    Em poucas palavras: este foi o episódio mais retardado EVER de O.C.
    Foi engraçado, muito engraçado, mas a única justificativa para que ele tenha sido produzido é aquela: “já que vamos perder o emprego mesmo, vamos relazar e gozar”.

  2. Lígia

    Linda review Heitor, não preciso comentar nada, pq vc descreveu tudo o que eu achei do episódio, leu minha mente… anyway ainda me sinto mto triste pelo cancelamento.

    Bjuzz***

  3. Patricia

    Excelente texto Heitor…
    Qnto ao meu comentario em relação à este episodio… bom, nao sei como defini-lo, tipo q na minha opinião The OC perdeu sua essencia, akela criatividade em fazer drama, comedia e romance em um só episodio.
    Tentando definir posso dizer; Sem sal, sem doce, sem tempero…rs
    Não aconteceu nada de interessante, e só nao parei de assistir pq ainda estou na expectativa de que algo de muito bom esta pra acontecer e vai acontecer a qlqr momento!!! Afinal… esperança é a ultima q morre!!! :)

    Bjo a todos e que venham melhores episodios para nos desperdimos como The Oc merece…(lembrando a 1 e 2 temp.) BEMMMMM na Fita!!!

  4. Danilo

    O episodio foi muito bom, mas uma parte do epi deixou todas as outras meio q apagadas… o q foi a Taylor vestida de mormata espionando Ryan? Simplismente hilario… hahahahahaha

  5. paulo fiaes

    fiquei com um sorriso no canto da boca, gosto disso

    Patricia,

    the o.c e greys sao parecidos nisso, enquanto o.c perdeu a sua formula, greys consegue fazer o q vc falou. realmente a primeira temporada de the o.c vai ficar marcada, uma pena q as outras n tenham mantido a mesma qualidade

  6. Sergio

    Assisto The OC desde a primeira temporada e essa 4 temporada é ótima nos primeiros episódios e nos finais apartir deste,já que os do meio são muito chatos porque eles desviam o foco das histórias dos personagens principais para os coadjuvantes,e como essa é a última temporada dele deveriam concentrar os episódios nos principais,principalmente na história do Ryan e seu pai.

  7. Mônica

    Em algumas séries (como The O.C.) eu prefiro ficar longe de spoilers. Faço tudo pra não ler nem saber nada que vai acontecer nos próximos episódios.
    Mas a Warner é super ‘spoilenta’. Podia deixar a revelação de que a Kirsten está grávida pro próprio episódio, mas não, tinha que revelar antes.
    Bom, mas adorei o episódio. A Taylor, como sempre, hilária.
    Ótima review, Heitor.

  8. Cesar

    Bom episódio. Alguns pontos interessantes: i)o Seth voltou a se meter em planos. Se quando Ryan está perto eles nem sempre são certo, imagine com Che!; ii) Summer sempre salva todos no final; iii)Taylor é ótima e tomou conta desta temporada. iv) Josh Schwartz chegou a dizer que Julie/Kaitlin são as “anti-Gilmore Girls”. E são mesmo. Por isso são mais engraçadas, interessantes e inteligentes. Seria um ótimo spin-off!

  9. Flávia

    Gente, não aguento mais essa série. Está muito bobinha. Episódios melososo, os personagens perderam qualquer senso crítico.

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