Log In

Reviews

Review: The O.C. – The Graduates (episódio 76)

Pin it

cena de The GraduatesSérie: The O.C.
Episódio: The Graduates
Temporada:
Número do Episódio: 76
Data de Exibição nos EUA: 18/5/2006
Data de Exibição no Brasil: 7/6/2006
Emissora no Brasil: Warner

Depois de uma temporada irregular, dançando entre altos e baixos, The O.C. chega a seu final buscando um recomeço, uma reinvenção de si própria. Séries como essa são como cometas que passam rapidamente e causam uma verdadeira explosão com a tamanha popularidade alcançada, mas não possuem formato para durarem muitos anos. Palavras de Josh que caem perfeitamente para descrever a proposta desse season finale. Recuperar o fôlego inicial tanto em se tratando da linha criativa, quanto da audiência e da atratividade que o show já possuiu.

Seth, após incendiar o Newport Group, resolve suas pendências com o pai após ter mentido mais uma vez sobre não ter envolvimento com o acidente – algo que já se tornou característica do personagem, sempre mentir para se livrar dos problemas com os quais ele se envolve. Além disso, ele consegue entrar na universidade de artes de Rhode Island, iniciando em Janeiro, dessa forma já é o primeiro confirmado a permanecer em Orange County quando a série retornar. Já Sandy decide retornar para a defensoria pública e teremos um retorno às origens do personagem, voltando a ser o velho Mr. C de sempre.

Finalmente a tão esperada graduação que nomeia o episódio chega e temos momentos comoventes com os garotos recebendo seus canudos e se preparando para a próxima jornada que o futuro os reserva. O próprio Josh tinha deixado claro que esse momento é extremamente importante na vida de qualquer formando e que pretendia abordar isso ao máximo. Quem não se emocionou com o grito de Sandy ou o choro emocionado de Julie, quando ambos ouvem seus respectivos filhos serem chamados ao palco? Todo o clima é bem informal, com a cerimônia sendo realizada ao ar livre e todos com colares havaianos, seguindo a mesma linha do funeral de Johnny, priorizando o ar jovem da série. Além é claro, da ótima Taylor com suas citações e sendo oficialmente integrada ao quarteto fantástico (e não aos quatro fabulosos como a Warner traduziu. Já que essa referencia é sempre usada em fóruns e sites pelo mundo e jogada por Josh numa pequena piada interna).

Marissa, o ponto principal desse finale, recebe como presente de formatura de seu pai uma passagem para trabalhar com ele em um barco em alto mar. Essa era uma grande oportunidade dela se reencontrar e principalmente buscar aquilo que lhe interessa, já que não se sente pronta para enfrentar Berkeley. Engraçado que Ryan tentou se encontrar da mesma forma que ela, no The Perfect Storm, quando tenta fugir de seus problemas e é impedido pela própria Coop.

Já Ryan recebe a visita de sua verdadeira mãe vindo que lhe traz uma surpresa. Ela tinha comprado um carro para ele como presente, surpreendendo-o e provando que mudou e que não é mais a irresponsável que já foi.

Volchok continua a atrapalhar a vida dos habitantes de O.C., quando chantageia Ryan para que ele não seja preso junto com ele e perca tudo aquilo que conquistou. Dessa forma, ele acaba precisando da ajuda de Marissa para se livrar de mais uma – lembrando claramente o The Homecoming, quando Ryan tem que ajudar Trey a se livrar de problemas na cadeia. Marissa acaba usando o colar que ganhou de sua mãe para pagar Volchok, mas ele somente se importa em reconquistá-la e pelo menos ter uma última conversa com ela, que nega, o deixando furioso.

Dessa forma, temos um episódio de despedidas, com muitos momentos tocantes, como a total reconciliação entre Julie e Marissa, que mostra o quanto ambas cresceram, quando Julie diz:

Marissa, eu só queria que você soubesse que, tudo o que eu fiz, bom, mau, ou de qualquer forma, eu fiz por você. Para que você pudesse ter uma vida melhor da que eu tive. E eu sei que eu não fui perfeita. Bem, o caso com o Luke e tentar incriminar Ryan pela tentativa de homicídio.

E Marissa responde:

Mãe, eu te amo. Ok, só saiba disso.

Julie:

Oh querida, isso é tudo o que eu queria. Eu também te amo.

Marissa:

Porque você a sabe a força que é preciso para recomeçar, para sair por minha própria conta? Isso tem que ter algo a ver por eu ser filha de Julie Cooper.

Como é a última noite de Marissa na cidade, ela os leva para a famosa Casa Modelo onde eles podem se divertir e aproveitar os últimos momentos juntos, assim como no começo dessa temporada quando todos vão para uma praia e tentam não se preocupar com o resultado do depoimento de Trey e se divertirem antes do início das aulas. Após o momento nostalgia, quando eles relembram alguns fatos das temporadas passadas. Eles se despedem da Coop, com destaque para a despedida com Ryan, quando ela pede perdão por tudo aquilo que aconteceu e ele diz que não faria nada diferente, exceto pelo Oliver. Outra piada interna, já que nesse finale e no último episódio da segunda temporada havia boatos sobre a volta de Oliver, mas em ambos episódios ele foi simplesmente citado.

cena de The GraduatesTerminando o episódio, Ryan tinha pedido a Marissa para levá-la ao aeroporto, pois como ela foi a primeira pessoa que ele tinha visto quando chegou à cidade, ele queria que ele fosse o último que ela veria. E ele literalmente será. Durante o caminho para deixá-la, eles são atacados por Volchok, que furioso e bêbado, tenta força-los a encostar o carro para finalmente resolverem suas pendências, mas o desfecho não sai como o esperado. Ele acaba causando o capotamento do novo carro de Ryan e assim um dos momentos mais angustiantes da série.

Marissa encontra-se inconsciente enquanto Ryan, praticamente intacto, percebe a explosão eminente e a retira do carro antes que o fogo tomasse os céus. Assim, ele a toma em seus braços e a leva para longe. E tenta buscar ajuda, mas ela em seus últimos suspiros pede para ele não deixá-la e com uma troca de olhares, ela morre em seus braços, entre cenas onde Ryan já a salvou, como em Tijuana ou depois do desfile no episódio piloto. Mas dessa vez não foi possível, não havia mais salvação para ela e por não saber aproveitar a segunda chance que ganhou depois de TJ, seu ciclo acaba, tão dramático quanto sua vida.

Eu não acredito que a morte seja somente mais um golpe de marketing, já que isso envolveria toda a credibilidade da equipe e da emissora, mas não descarto a possibilidade da veracidade dos boatos sobre o desejo de Mischa em sair do show. Gostei que não houve aqueles diálogos clichês como: “Eu te amo. Eu também te amo. Eu não quero te perder”, e etc. Os suspiros e somente os olhares deles, envoltos no silencio que nos prendia, foram suficientes para transpor tudo o que eles sentiam. Além disso, não acho a reação do Ryan falsa ou pouco emotiva, somente condiz com a personalidade dele, já que ele nunca foi de demonstrar suas emoções, e sempre fez o tipo contido.

cena de The GraduatesAssim, a série tem uma nova oportunidade de renovar-se, quebrando com o círculo vicioso que o relacionamento do Ryan com a Marissa sempre enfrentou, dando novas possibilidades para o desenvolvimento da história. Além disso, volta para a proposta inicial que era abordar a interação do Ryan com os Cohen. Também espero que a Kaitlin não seja foco principal no próximo ano, já que não me interesso por esse novo núcleo que será criado. Continuo assistindo pelos personagens aos quais me afeiçoei e que me cativaram durante esses anos.

No balanço da temporada, tivemos episódios bons na primeira metade como o The Shape of things to Come, The Anger Management ou o The Cliffhanger. Mas no geral, a série só esquentou mesmo após a partida do mala Johnny, nos dando ótimos e marcantes episódios como o The Journey, The Secrets and Lies e os mais recentes The Party Favor e The Man of the Year. E mesmo com suas oscilações, essa temporada deixou sua marca com novas polêmicas, e principalmente, desenvolvendo o drama que sempre foi característica da série. Agora resta-nos esperar pela quarta temporada, rezar para que a concorrência com Grey’s Anatomy não a derrube e torcer para que os desdobramentos dessa nova morte tragam novas, intrigantes e excitantes histórias aos moradores de Orange County.

Séries citadas:

É jornalista, pós-graduado em Jornalismo Digital pela Pucrs e trabalha com produção de conteúdo para Internet desde 1995. É editor de internet do Jornal do Comércio, de Porto Alegre. Fundou o TeleSéries em agosto de 2002. Na época, era fã de The West Wing, The Shield, Família Soprano e Ed. Atualmente é viciado em The Good Wife, NCIS, Game of Thrones e Parks and Recreation.

58 Comments

  1. Bruno Zamora

    Só vi o final da terceira temporada agora.

    Muito bom! THE OC é o bicho!

    Matar a protagonista, aidna mais em um série baseada em personagens cativantes, é meio dark demais – ainda mais para uma série jovem.

    Mas, de qualquer maneira, o episódio foi ótimo!!!

  2. Tiago

    OC é uma série muito boa, conta a vida da alta sociedade, tenho todas as 4 temporadas, onde gostei até a 3º, a 4º é cheia de rodeios, poderia ser um final melhor, mas digo que pensando como um produtor, OC não teria como continuar, pois com a morte de Marisa, as intrigas acabaram, e OC se voltaria mais para Seth e Summer, e o Ryan talvez ficaria de lado, afinal ele encontraria uma nova pessoa, e a série iria cair em repetição, acredito que foi um erro matar Marisa, e sim poderia ter criado diversas histórias, a série acabo como começou, Ryan ajudando um garoto que lembra ser ele no passado…

    OC vai fazer falta, gostaria que a série fosse retomada….

  3. O jeito é aceitar.
    nao adianta ficar reclemando, OC acabou, sim, vai fazer muita³ falta. mas acabou :/

  4. alison fernandes

    como se chama a musica que esta a marissa e a summer no quarto indo para o baile de formatura no ultimo capitulo de the oc 3 temporada

  5. Sofia

    Descobri The O.C. com o Netflix e fiquei muito feliz em achar um blog que tenha reviews da minha série favorita <3 (até caiu uma lágrima quando li a review da series finale)
    Eu detesto a Marissa, acho ela chata, sem sal e só atrapalha a vida do Ryan, e confesso que foi um alívio quando ela morreu. Amo o Ryan com a Taylor pq sinto que ele fica mais feliz e sem aquele drama (chato) da Marissa.
    A série começou a desandar depois que o Caleb morreu, isso sim. Ele era muito engraçado e eu amava as cenas dele com a Kiki, o Sandy e a Juju.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Log In or Create an account