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Review: Terminator: The Sarah Connor Chronicles – What He Beheld

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Terminator: The Sarah Connor Chronicles - What He Beheld
Série: Terminator: The Sarah Connor Chronicles
Episódios: What He Beheld
Temporada:
Número do Episódio: 9
Data de Exibição nos EUA: 3/3/2008
Data de Exibição no Brasil: 1/7/2008
Emissora no Brasil: Warner

Terminator TSCC encerrou sua temporada essa semana em seu nono episódio, e para minha tristeza foi um episódio que não me permite filosofar.

What He Beheld foi bom de assistir, bem conduzido e centrado, o problema é que para um encerramento de temporada ele é estranho. Não consigo ver a relevância para a história como um todo, tirando um ou outro elemento. Tudo bem, tem a busca pelo Turk, mas todo aquele jogo de gato e rato com o falso Sarkissian me parece tão fraco para um final de temporada. É claro que a culpa é da greve dos roteiristas, mas o único BOOM do episódio final é justamente o BOOM.

Descobrirmos que Sarkissian não era na verdade Sarkissian lava um pouco a nossa alma (e nos faz sentir que o episódio não foi uma total falta de tempo). Resta saber qual a importância do verdadeiro S para a criação da Skynet. Fico fazendo teoria atrás de teoria e no final nem eu faço sentido para mim mesma. Há momentos que penso que alguma máquina voltou no tempo e está manipulando os humanos para que as IA sejam criadas, mas é difícil de acreditar que o homem faria conscientemente um programa para destruir toda a própria raça (porque no caso de estarem sendo conduzidos por máquinas do futuro a rebelião não é uma hipótese, como as guerras e as bombas nucleares e afins, mas é uma realidade). Por outro lado, há momentos que penso que as máquinas não têm qualquer ligação e os Connor inadvertidamente se colocaram no meio de um jogo de espionagem industrial (talvez mesmo entre nações diversas). É claro que o fim de tudo é a criação da Skynet, mas nesse caso não seria o objetivo em si.

O interessante é que apesar da falta de força do episódio para um final de temporada, foi muito instrutivo e tocante em algumas coisas. Posso dizer sem medo que adorei a cena em que John é tomado como refém e Derek atira no falso Sarkissian. Pergunto-me se Derek temeu em algum momento que John fosse eliminado bem ali, na sua frente. E toda a cena ganha um contorno especial quando percebemos que ele sabe que John é seu sobrinho. Importantíssima a conversa entre os dois enquanto observam os irmãos Reese jogando beisebol. Ela nos mostra um outro lado de Derek. Aliás, o episódio inteiro mostra um lado diferente dele, como se estivesse a nos provar (e a mim em especial) que apesar de completamente destruído emocionalmente, Derek continua sendo um ser humano.

Terminator: The Sarah Connor Chronicles - What He Beheld
É triste não? John viu o pai menor que ele, vai conhecê-lo tão bem como a um irmão, mas nunca, jamais terá o prazer de chamá-lo de pai. É estranho pensar que um filho seja na verdade o mentor do pai, aquele que o cria e o faz ser quem é. Kyle Reese se torna o grande homem por quem sua mãe se apaixonará graças a John Connor, que é fruto da pessoa que Kyle se tornou e que ajudou a moldar Sarah e a personalidade do filho. Desisti de entender. Paradoxos foram feitos para serem incompreendidos.

Também foi importante o agente Ellison fazendo a conexão entre as coisas. Finalmente ele conseguiu fazer uma ligação consistente (digo, que o FBI aceite como plausível) entre Kester/Lazlo e os crimes. Infelizmente para ele e seu esquadrão, é que estavam justamente lidando com Cromartie e só Ellison sobreviveu (por algum motivo que até agora não entendi) para contar a história.

Eu acho essa cena absolutamente fantástica. A música de fundo (The Man Comes Around, do Johnny Cash), o tiroteio, os agentes caindo um a um na piscina, e coroando com a chegada de Charley. O futuro e presente estão tão misturados que não dá mais para se saber se o homem luta contra a ameaça que está por vir, ou a ameaça que já está aqui.

E a cena da explosão. O que será da Cameron daqui para frente? Não era quente o suficiente para destruir seu endoesqueleto, mas a carne se foi, com certeza. Nós sabemos como um exterminador se reconstrói, mas como será esse processo para Cameron? E, uma dúvida pessoal: como eles se regeneram quando têm apenas estragos leves? (tiros de bala, rasgões no braço, uma ou outra parte de pele estraçalhada e endoesqueleto à mostra e afins)
Terminator: The Sarah Connor Chronicles - What He Beheld
Mas apesar de Cameron não estar morta, foi um final bombástico e disso eu não reclamo de forma alguma. Minha única crítica é que acabou. Aguardo com ansiedade a próxima temporada.

Para terminar eu queria fazer apenas um comentário: no início do episódio, quando Sarah expulsa Dixon da porta da casa, a primeira coisa que passou pela minha mente é que ela precisa se permitir viver. Apesar de eu compreender a necessidade de segurança, afastar todas as pessoas que te amam não é uma boa política. Do que vale viver se você não se permite aproveitar a vida que custa tanto para manter? Foi uma surpresa vê-la repetindo para John no final do episódio exatamente o que eu havia pensado. Evitar a construção da Skynet é a missão, mas a vida é o aqui e o agora. E isso vale para todos nós.

Séries citadas:

Michele Reis Martins, a Mica, é advogada e mantém o blog Esperando o Esperado. Fã de Arquivo X, Highlander, Buffy, Doctor Who e sci fi em geral.

14 Comments

  1. Luciano Bruce

    Mica, acho que o motivo de sobrevivência do agente Ellison foi possuir os arquivos de Sarah Connor. Lembre-se que Kester foi a procura desses arquivos no FBI e um dos agentes informou que eles estavam com Ellison.

    Terminator:TSCC foi a minha grande aposta, mesmo tendo uma temporada reduzida, soube aproveitar a mitologia criada nos filmes.

    Foi bom ver o lado humano do Derek, um dos melhores personagens do seriado. As duas cenas do parque foram boas, uma remetendo ao Dia do Juízo Final e a outra no passado.

    Enfim, torço muito para que o seriado faça uma ótima trajetória de sucesso nas próximas temporadas.

    E obrigado pelos ótimos reviews, Mica!

  2. João da Silva

    Eu gostei da cena do Ellison e os colegas dele apanhando do Kester, mas a cena do carro explodindo foi pouco impactante, já que todos sabemos que a Cameron não vai ser destruída. O impacto teria sido maior se quem estivesse dentro do carro fosse a Sarah Connor ou outro personagem humano.

  3. Marcelo

    Para uma série que teve uma ótima temporada,o seu episódio final foi decepcionante.Não esperava que ele fosse tão fraco.A cena da explosão do carro onde a Cameron estava,foi mais do que anunciada.Estou muito curioso para ver como os roteiristas escreverão a reconstrução da sua “pele”.A cada episódio que passa,fica mais clara a sensação de que o Turk é apenas o McGuffin de TSCC.E isso me incomoda um pouco.Gostaria muito que fosse o oposto que ocorresse.A cena do Derek com o John vendo os irmãos Reese ainda pequenos foi excelente.A única coisa bacana do episódio.Pela primeira vez,gostei do Derek.Vamos ver como ele estará na segunda temporada.O mais triste de tudo foi ver a Sarah muito parecida com a do primeiro episódio,ainda sendo formada.Como que a temporada acaba sem nenhuma deixa para a personagem principal?Para finalizar:também não entendi porque o Kester não matou o Ellison.Ele é o único do FBI que acredita nas máquinas do futuro.Sua eliminação seria fundamental para as próximas ações do Cromartie.Um grande abraço.

  4. Mica

    Meu último parágrafo foi cortado ao meio :-(

    Na minha opinião, o impacto da explosão da Cameron não foi a Cameron em si, mas a aparição do verdadeiro Sarkissian logo em seguida.

    Ontem eu conversava com o Paulo Fiaes e ele levantou a hipótese de um homem estar deliberadamente tentando destruir a humanidade (vá saber, há tantos vilões nesse mundo). Nâo que ele tenha conhecimento do futuro, apenas tem planos para que esse futuro (que nós conhecemos e ele não) aconteça. É uma possibilidade.

    A segunda temporada começa agora em setembro nos EUA, não é? Estou curiosa com o que vai dar.

  5. João da Silva

    Eu concordo, Mica, a aparição do verdadeiro Sarkissian foi mesmo impactante.

  6. Webmaster

    Mil perdões Mica, truncou o texto, acabei de arrumar a review.

  7. Paulo Fiaes

    Pessoal,

    uma pequena lembrança
    esse episodio foi final de temporada por causa da greve, ou seja, seria um episodio qualquer(eu acho) se n houvesse a greve. o maximo q eles podem ter alterado foram as ultimas cenas(q eu acho q nem isso foi alterado) e n podia ser Sarah dentro do carro, pq se no proximo ep. ela aparecesse viva, estragaria toda a credibilidade da série(e n é pq a série é sobre robôs q vieram do futuro q podemos achar q pode acontecer qualquer coisa).

    Mica,
    ja te disse isso, mas n custa nada repetir
    excelente texto!
    vc é a pessoa mais do que indicada pra escrever sobre terminator

  8. Vicente

    Excelente review, Mica. Parabéns pelo seu excelente trabalho.
    Na minha humilde opinião a grande cena do episódio foi realmente aquela em que o Derek leva o sobrinho John para conhecer seu pai, e a ele mesmo (Derek) quando crianças. Se vc trouxer essa cena para a sua realidade… Não seria algo totalmente avassalador passar por isso?
    Aquelas suas considerações escatológicas, Mica, a respeito de presente/passado/futuro para John, seu pai e sua mãe, são realmente assustadoras. Mais apocalíptico que o próprio apocalipse causado pela skynet!

    A propósito, somennte nessa semana me dei conta de que o nome da empresa responsável pela destruição da raça humana na série é a junção dos nomes das duas operadoras de TV por assinatura comandadas pela Rede Globo (SKY + NET). Será que é algo com que devamos nos preocupar?

  9. João da Silva

    A Sky e a Net fornecem serviços de qualidade tão ruim que acho que não devemos nos preocupar. Os terminators são inteligentes, os funcionários da Sky e da Net possuem inteligência bem limitada.

  10. Cristiano (Highlander_Master)

    huhuauhahua, puta merda, nunca tinha me tocado nisso … Sky NET… Boa… hehehe

    Enfim, eu até gostei do final de temporada, poderia ser melhor mais foi legalzinho.

    A cena da piscina é ótima, a cena do John vendo o pai é emocionante.

    Foi só o começo de uma nova etapa de Terminator, que venha a proxima temporada, que venha os proximo filmes.

  11. Renata

    O agente Ellison não morreu por ser puro de coração. Pode parecer ridículo, mas a série faz um paralelo constante entre o Apocalipse bíblico e o causado pelas máquinas, quae sempre em cenas com o agente. Outro motivo, menos religioso, é que Ellison não representava mais perigo para o Cromartie ou para sua missão.
    Sarkissian, obviamente é uma máquina, pois, embora alguns humanos sobrevivam a tiros na cabeça, eles não saem serelelepes por aí no dia seguinte, explodindo carros. Acredito que ele tenha a missão de garantir a ascenção das máquinas. Ou talve sejam irmãos gêmeos que roubaram a identidade do verdadeiro Sarkissian, mas acho mais provável a primeira hipótese.
    Acho o tema da série e dos filmes, totalmente plausível, pois a Skynet se originou de um computador militar, criado para a guerra, para matar seres humanos e, portanto, não obedece as três leis de Asimov.

  12. Jorge

    Vige, o S que se revela no final não foi o mesmo do tiro na venta, e sim o bartender…

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