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Review: Terminator: The Sarah Connor Chronicles – The Good Wound

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Terminator: The Sarah Connor Chronicles - The Good WoundSérie: Terminator: The Sarah Connor Chronicles
Episódio: The Good Wound
Temporada:
Número do Episódio: 23 (2×14)
Data de Exibição nos EUA: 13/2/2009
Data de Exibição no Brasil: 22/3/2009
Emissora no Brasil: Warner

Estou ciente do alto índice de rejeição dos fãs a este episódio, mas eu o amei, total e completamente. Não sei como foram as propagandas da Warner, mas nos Estados Unidos esse episódio foi o primeiro depois do hiato do final do ano. E no trailer, que foi fantástico, diga-se de passagem, aparecia a cena do Kyle dando a mão para a Sarah e ajudando-a a se erguer entre outras cenas de ação. Então imaginem como eu me senti esperando mais de dois meses pelo episódio. Estava quase com uma úlcera. Pensava em mil e um motivos para o Kyle ter aparecido. Visão? Um futuro alternativo? Alguma outra cena em que a Sarah não estivesse envolvida? Ele foi mandado para o passado mais de uma vez? (É, até teorias ridículas e absurdas como esta passaram pela minha cabeça). Mas no final foi algo até bem simples, mas não menos especial.

Vi muita gente reclamando desse episódio por ser mais uma vez centrado na Sarah e, pior, nas loucuras da personagem. E eu digo que não poderia discordar mais. Achei cada minutinho do episódio fantástico em todas as vezes que o assisti. Essa foi uma das poucas vezes que eu realmente simpatizei com a Sarah e pude enxergar ali a Sarah Connor e não apenas uma personagem patética interpretada pela mais patética Lena Headey. E foi incrível como ela se mostrou uma pessoa totalmente diferente quando estava perto do Resse. Ali estava a Sarah de verdade e não a mulher assustada e endurecida que o conhecimento do futuro a obrigou a ser. Ali nós vimos a mulher por quem Kyle Reese se apaixonou e que sabe ser gentil e doce ao mesmo tempo em que é forte e determinada.

Eu gostei particularmente das alucinações. Há muito venho reclamando da escolha do Jonathan Jackson para o papel de Reese. Ele tem carinha de anjo demais (embora a idade correta). O pai de John era forte e seguro de si. Era bonito (Deus, como eu gostava do Kyle Reese do Michael Biehn), mas o que atraía nele era uma mistura de gentileza com capacidade e determinação. Para mim ele parecia invencível. O Reese de Jackson é delicado demais, bonitinho demais, sufocado demais pela guarda constante de Derek. Mas nesse episódio em que ele esteve bem longe do irmão mais velho, nós o vimos pelos olhos de Sarah (que mesmo depois de tantos anos continua amando-o como jamais será capaz de fazer com qualquer outra pessoa). E ela o vê como um salvador, alguém que mudou a sua vida e em quem ela confia plenamente. Era a mente dela falando em todos os momentos, é claro, mas sua mente lhe dizia exatamente o que Kyle diria na mesma situação e disso não tenho a menor dúvida. Todas as cenas com ele foram muito boas. Ainda acho que Jonathan Jackson não foi uma escolha acertada para o papel, mas esse episódio me fez gostar um pouquinho mais do seu Kyle Reese.

A única coisa que eu odiei de verdade foi a conclusão da situação entre o policial e a médica. Foi horrível! Do nada ele estava ali xingando-a e apontando a arma para ela. Não tinha sentido. Tudo bem que eles quiseram mostrar que ela vinha sendo abusada e que por isso se identificou com a Sarah, mas foi desnecessário e a cena ficou pedante. Sem mencionar que o cara se mostrava um policial muito bom e surtar naquela hora foi no mínimo ridículo.

O mais legal foi que finalmente os esforços de Sarah deram frutos. Aquela fábrica de fato era uma fachada para a construção de algo a partir do Coltan.

O que nos leva a John Henry e Weaver.

Sinceramente, eu adoro as cenas na Zeira Corps. Eu já disse, mas repito: odiava o Dillahunt como Cromartie, mas me divirto horrores com seu John Henry. As suas observações perspicazes acerca das articulações humanas e as sinucas nas quais ele coloca Ellison são impagáveis. O ex-agente continua chatíssimo, mas não posso negar que ele e John Henry sempre rendem boas sequências.

Terminator: The Sarah Connor Chronicles - The Good WoundE a IA enunciando tranquilamente que Weaver é uma máquina foi muito bom, assim como todas as pesquisas que ele faz. As vezes não sei se Catherine gosta do rumo do desenvolvimento de John Henry ou se fica apreensiva por conta de seus planos. O que eu sei é que ela não gostou nadinha de saber que os funcionários da fábrica se comunicaram (e até mencionaram o Coltan!) em uma linha não segura e o resultado disso foi um massacre total. Eu adorei. Ela foi tudo o que uma exterminadora precisa ser: eficiente sem derramar uma gota de suor. Não tinha espaço para os humanos fugirem. Eles estavam condenados no momento em que ela saiu daquela sala nos porões da Zeira Corps.

Agora resta-nos observar qual será o desenrolar desta história.

E só para não dizerem que eu não comentei, aqui estou eu, dizendo que nem só de Sarah e Catherine foi esse episódio. John estava longe da mãe, pois levou Riley ao hospital depois da tentativa de suicídio (cheguei realmente a pensar que a loirinha tinha morrido). Ele fez uma escolha ao levá-la para o hospital e de fato teria que viver com a situação. E cá entre nós, se não fosse por Jesse aparecer e levar a garota embora, John estaria meio enrolada com os assistentes sociais, policiais e etc.

Mas dessa sequência de acontecimentos tiveram duas parte que eu gostei em especial. A primeira, quando John pergunta à Cameron o que o seu eu do futuro faria numa situação como aquelas e ela responde que o John do futuro não tinha tempo para se preocupar com aquele tipo de coisa (e é fantástico que ela percebe a diferença nas vidas e circunstâncias de ambos os Johns, e por isso lida com as situações de maneiras diferentes), e a segunda foi a cena entre Jesse e Riley no quarto do hotel. Eu acho muito interessante o olhar de quase adoração que Riley tem pela mulher mais velha. Aliás, ainda não me decidi se Riley realmente tentou se matar ou se ela estava chamando a atenção. A pergunta é se queria a atenção de John ou de Jesse.

Séries citadas:

Michele Reis Martins, a Mica, é advogada e mantém o blog Esperando o Esperado. Fã de Arquivo X, Highlander, Buffy, Doctor Who e sci fi em geral.

15 Comments

  1. Mica

    Desculpe, Mayara, eu realmente não simpatizo com a Lena Headey e muito menos com a sua atuação.

  2. Andrea

    Esse epi tem assunto pra muita mesa de bar :) , mas o que me incomodou foi o menininho que faz o Kyle. Ele trabalha muuuuito bem, mas não acho que estava na idade correta. Acho que foi mesmo seu talento que segurou a minha estranheza.
    Pro Kyle do filme eu dava uns 28, talvez 30 pelo desgaste da guerra – rs – mas esse guri tem uns 21!! Bom pra Lena, mas puseram até uma barbicha repugnante pra envelhecê-lo! Bobeou ele podia ser ‘coleguinha’ do John na escola.
    Ah, e a matação de gente da Catherine foi uma delícia. Tava faltando uma maldade de exterminador ultimamente!

  3. Mica

    Andrea, eu falei ‘a idade correta’, pq ele realmente tem a idade correta. O Michael Biehn tinha 27 anos quando interpretou o Kyle (e esta é a idade do personagem, diga-se de passagem), e o Jonathan Jackson tem 26 anos, ou seja, apenas um ano a menos.
    O problema é que ele tem cara de bebê!!!! (bem disse a Sarah que o John é parecido com o pai, hahahaha)

  4. Juninho

    Parabéns Mica,mais uma vez,gosto muito do seu review,as vezes ele até me ajuda a entender alguns fatos que acontecem na série,e posso dizer que sou fã de Terminator,e que gostei muito desse episodio,mas também Li muitos comentarios de pessoas que odiaram,talvez pela forma dramatica do episodio com a paranoia da Sarah,não acho a Lena tão ruim assim,mas claro que não dá nem pra comparar essa Sarah com a Sarah da Linda Hamilton,a propria Lena Headey disse que nunca viu nenhum filme do Exterminador do Futuro,para não pegar o jeito da outra Sarah(Acho que foi um erro da atriz),mas enfim o episodio foi bem legal,e muito bem Feito as cenas com Kyle foi emocionante,e o moleque que fez ele mandou muito bem mesmo,e embora a Cameron tenha feito falta nesse episodio,tenho que reconhecer que esse episodio Cameron e John foram meros coadjuvantes,o episodio foi mesmo de Sarah Connor!

  5. Marcos Almeida

    Nossa, eu já tenho gostado cada vez mais da Lena Headey. No começo, também não gostava…acho que esperava um clone da ótima Linda Hamilton e não foi. Mas com o passar dos episódios venho gostando muito dela e também gostei muito do episódio. E o que os outros chamavam nela de loucura, com a história dos 3 pontos, eu chamaria de prudência. Ela tinha uma pista e fez o correto, foi atrás.

    A cena da matança, apesar da falta de mais efeitos, ficou boa, acho que por justamente não mostrar muito e sim o desespero do pessoal na fábrica. A Weaver estava ótima.

    Quanto ao Kyle, o ator realmente é muito novo. Acho que no filme, apesar do ator ter 27 anos a época, como disse a Mica, ele aparentava mais e por isso é estranho ver esse rapaz com rosto de adolescente. Ainda assim, gostei da interação dele com a Sarah. O olhar dela demostrava segurança, amor e admiração pelo pai de seu filho.

  6. Andrea

    Valeu Mica pela explicação de bastidores II! Tanto melhor, pois demonstra o cuidado dos produtores, que confiaram no trabalho dele e nem tanto na aparência jovial.

  7. Thais Afonso

    Fiaes, eu e a Mica já concordamos em discordar sobre a Lena. Eu sou fã dela há muito tempo, como já disse várias vezes, e ela é uma das razões pela qual comecei a assistir a série. Mas tenho consciência de que sou minoria absoluta e até entendo quem não gosta da Lena. Ela costuma dar uma atuação mais instrospectiva e às vezes é difícil gostar/empatizar.

    O quê dizer desse episódio que a própria Mica já não tenha dito? Eu gosto muito desse arco da “Sad Sarah” (como chamaram lá fora) e confesso que me senti um pouco revoltada lendo os comentários na época que foi ao ar nos States. Era sempre “não teve ação” e “não teve Cameron”. Eu estou começando a achar que a principal razão da série estar fracassando é que as pessoas ainda esperam que ela se transforme magicamente em um spin-off dos filmes.

  8. Mica

    O que mais me tira do sério, é que não tem lógica ter ação todo o tempo na série. Quero dizer, a vida do John já é um inferno desse jeito, imaginem se ele tivesse alguém na sua cola toda santo minuto. O cara nunca chegaria a vida adulta!!!!

  9. Thais Afonso

    Pois é, parece que as pessoas esperam uma série ação, mas a série é um drama psicológico. E elas ficam se frustrando todo o tempo pensando que a série é ruim porquê não é o quê deveria ser, quando eu acho que a série corresponde a sua proposta, que desagrada/entedia essas pessoas.

  10. ELAINE

    Mica/Thais,
    Pois eu adoro a série por ser exatamente como ela é. Ação já tivemos nos 3 filmes. Agora aqui vemos a parte psicológica que é muito mais terrível do que simplesmente fugir das máquinas. Estou adorando a série e também os comentários. Parabéns!

  11. Gilberto Guerra

    Esse episódio foi muito ruim! Creio que o pior da temporada até o momento. Muita enrolação, alucinações bizarras e uma conclusão estranha.

  12. Orlando Augusto Stock

    Porque é que o John do futuro nunca aparece nos flashbacks apocalípticos?Assim dessa maneira todos os personagens que mencionam o John Connor do futuro transmitem a ideia de que ele não é uma pessoa,mas sim uma figura mitológica.

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