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Reviews

Review: Stargate Atlantis – Miller’s Crossing

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Stargate Atlantis - Miller’s CrossingSérie: Stargate Atlantis
Episódio: Miller’s Crossing
Temporada:
Número do Episódio: 69 (4×09)
Data de Exibição nos EUA: 30/11/2007
Data de Exibição no Brasil: 5/6/2008
Emissora no Brasil: FX

Chegando praticamente ao meio da quarta temporada com episódios que vão de excelentes a muito ruins, este ficou a meio termo. Mas para aqueles que, como eu, são fãs declarados do Dr. Rodney Mckay, mais uma vez foi incrível ver como ele pode ir do ridículo ao sublime, com intervalo de apenas algumas cenas. Ridículo Mckay tentando arrombar a porta do local onde supostamente sua irmã estava presa. Sublime implorando ajuda ao Wraith para salvar a vida de Jeannie.

Neste episódio, Mckay e Jeannie são raptados pelo dono de uma empresa de medicamentos. Henry Wallace precisa que eles o ajudem a corrigir o código de programação dos nanites que foram injetados em sua filha Sharon. Ela tem leucemia e esta é sua última chance de cura.

Não. Eles não estão em Pégasus. Estão na Terra mesmo. A TMD (Tecnologias Médicas Devlin), da qual Wallace é presidente, trabalha em conjunto com o governo e tem acesso a algumas informações sobre tecnologia alienígena. É assim que ele acaba descobrindo os replicadores, os nanites e Mckay. O programa desenvolvido pelos cientistas da TMD apresenta falhas somente descobertas depois que os nanites haviam sido aplicados em Sharon, razão pela qual ele precisa de Jeannie e Mckay.

Wallace quer que eles corrijam o programa dos nanites, então libertará os dois. Para ele, a possibilidade de que eles não consigam, não existe, pois significaria admitir que pode perder a filha.

A racionalidade de Rodney entra em conflito com a emotividade de Jeannie. Para ela, eles têm que encontrar uma solução para o programa dos nanites. Trata-se da vida de uma pessoa. Ela pensa em Sharon.

Para Rodney a possibilidade de que eles não consigam é bem palpável. Ele não acredita que Wallace os libertará se falharem. Ele pensa nele e na irmã. A única solução é encontrar um meio de escapar.

Rodney invade o sistema de segurança do local e convence Jeannie a fugir. Recapturados, Wallace suplica por ajuda. Diante da resistência de Rodney, ele injeta uma dose de nanites em Jeannie. Para ele é o incentivo de que Mckay precisa para desistir da fuga e corrigir o programa. Se não encontrarem uma solução para Sharon, Jeannie também morrerá.

As correções que Mckay e Jeannie fazem no programa são insuficientes. Os nanites curam a leucemia, mas provocam o colapso das funções cerebrais de Sharon. Para sorte de Jeannie, Sheppard, Ronon e a equipe do NID, resgatam-nos e os levam para o SGC.

É então que Tod entra em cena. Mckay não conseguirá corrigir o programa a tempo de salvar a irmã. Ele precisa de ajuda. É a sua vez de implorar. E finalmente, o argumento que ele utiliza para convencer o wraith é aquele que surtiria efeito consigo mesmo. É aquele que tocaria sua vaidade:

Então não faça isso por mim. Não faça isso por minha irmã. Faça isso por você. Faça isso porque sabe que pode. E faça isso porque sabe que ajudará a destruir os replicadores de vez.

Se Wallace tivesse usado este argumento com Rodney, ele teria cedido? Sabemos o tamanho do seu ego. Mas eis que mais uma vez Rodney surpreende e demonstra que não é feito somente de vaidade. Ele tem um pé naquela terra mágica, de unicórnios, bruxos e pessoas amáveis, que tanto desdenhou ao criticar a ingenuidade da irmã, disposta a ajudar Wallace. Rodney, pela vida da irmã, é capaz de oferecer mais que confiança. Ele oferece a própria vida.

Stargate Atlantis - Miller’s CrossingMas para nossa sorte, ele não tem que ser sacrificado. Wallace toma o seu lugar. Tod recobra suas forças, finaliza o programa e Jeannie é salva. Ao acordar do coma ela abraça Rodney e diz que o ama. Espontaneamente. Rodney é incapaz dessa espontaneidade. Mas… se ele pode ser medido pela impossibilidade das palavras, é na materialidade de seus gestos que ele se revela: às vezes… ridículo, às vezes… sublime.

O episódio termina com Sheppard e Mckay de volta a Atlantis e mais uma pergunta fica no ar. Se foi possível a TMD produzir os nanites e driblar a segurança do SGC, não seria possível que outras organizações fizessem o mesmo, correndo o risco de que os replicadores fossem produzidos por aqui?

Some-se a ela a dúvida sobre a destruição de Atlantis e sobre o destino dos athosianos, e veremos que ainda há um longo caminho a percorrer até o final desta temporada.

A propósito, não posso deixar de comentar o novo tratamento que está sendo dado ao Ronon. Algumas cenas em que ele faz contraponto com Mckay, ou a cara de quem não entendeu nada diante de determinadas situações, são bons drops no meio dos episódios. É uma veia cômica da qual eu não suspeitava.

E que venha o restante desta quarta temporada, e vejamos se algumas dessas questões serão respondidas, ou se outras interrogações virão somar-se a elas.

Séries citadas:

Historiadora e professora não praticante. Adora uma boa história, seja ela escrita ou encenada. Atualmente, em seu coração, dividem espaço Person of Interest e Once Upon a Time. A Guerra dos Tronos? Prefere o livro.

4 Comments

  1. Marcio

    Esse é um daqueles episódios que prometem ser chatos no início, mas que depois dão uma volta por cima e revelam fazer parte do plot central e se provam muito bons, no final das contas :)

    Realmente, quem em sã consciência esperaria que o Rodney tomasse uma decisão daquelas (prudentemente detida pelo Sheppard), de se sacrificar para que a sua irmã pudesse ter uma chance de ser salva? Como o relator bem enalteceu, “é na materialidade de seus gestos que ele se revela”

    E que venham This Mortal Coil e Be All My Sins Remember’d :D

  2. Luciano Cavalcante

    O que mais me espanta nesse episódio é a atitude de Sheppard frente ao que aconteceu com Wallace, ou seja, nenhuma; o homem acabou de provocar – e nem foi em uma luta – a morte de um homem e, no final do episódio, ele está lendo gibi e fazendo piadas! Existe um episódio de “Deep Space 9” – sim, gosto desse universo – uma pequena obra prima chamada, “In The Pale Moonlight”, onde o protagonista da série, por varias razões, é obrigado a cruzar a linha de seus princípios e cometer atos que – vejam só – ele próprio sabe e considera criminosos e, durante todo o resto da série, ele carrega – não se descabelando em ´prantos – as consequencias disso. Se não houver consequencias para Sheppard, confesso que ficarei, pela primeira vez, decepcionado com essa franquia.

  3. Fernando dos Santos

    O FX aprontou das suas mais uma vez e não reprisou o episódio na sexta-feira de tarde.Como eu não pude assistir na quinta-feira de noite,acabei perdendo o episódio.

  4. João da Silva

    Eu entendo as atitudes do Henry Wallace para salvar a filha, mas não entendo como a empresa do qual ele é presidente não o tirou do cargo, considerando que ele usou a própria filha como cobaia, e ainda seqüestrou duas pessoas, inclusive injetando nanites na irmã do McKay.

    Espero que o Sheppard pague pelo que fez, já que entregar alguém (mesmo que o Wallace tenha feito voluntariamente) para virar comida de Wraith é inaceitável.

    Estranho que o Hank Landry não apareceu, já que o Stargate Command foi mostrado.

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