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Opinião Reviews

Review: Maysa, nove episódios depois

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Cena de MaysaJá se vão anos desde que abandonei a TV aberta, simplesmente por considerar que, ao invés das emissoras nacionais começarem a melhorar sua qualidade após a chegada da TV paga, optaram por nivelarem sua qualidade por baixo.

O motivo para abandonar esse meu auto-exílio foi a oportunidade de conhecer mais de Maysa, de quem minha mãe sempre foi fã, através da minissérie Maysa – Quando Fala O Coração.

A qualidade técnica da minissérie não pode ser questionada, o cuidado com fotografia e iluminação só ressaltaram aquilo que sempre foi o forte da emissora: a reconstituição de época. Em algumas cenas, como as de Maysa dirigindo pelas ruas do Rio de Janeiro, eram impressionantes pela veracidade que demonstravam, fossem os carros, fosse o clima do Rio de Janeiro de um passado que não volta mais.

A escolha de atores desconhecidos foi arriscada e, dizem, quando o risco é alto não existe meio termo para o resultado: um sucesso ou um fracasso.

Arrisco dizer que, na minissérie, houve o meio termo: Larissa Maciel soube muito bem segurar o papel, ainda mais se considerarmos que atrizes mais tarimbadas e conhecidas não agüentaram a pressão ao fazerem seu primeiro papel principal. Ela escorregou, sim, nas cenas em que dublava Maysa – acho difícil alguém que não cantasse realmente conseguir colocar veracidade naquelas cenas – e quando errava seu sotaque. Erros menores se comparado ao seu trabalho nas cenas mais exigentes.

De todos os escalados não gostei, particularmente, do ator Mateus Solano, intérprete de Ronaldo Bôscoli. Meu desconto vai pelo fato de não saber se o papel foi escrito fazendo de Bôscoli um bocó (expressão da época, mais que adequada) ou se foi o trabalho dele, mas não gostei de suas cenas.

Mas o erro maior foi, sem dúvida, a escalação dos filhos do diretor Jayme Monjardim para interpretarem o pai em diferentes momentos de sua vida. O mais novo, André, era totalmente inexpressivo – nota: o julgamento da redatora pode ter sido prejudicado pelo fato dela ficar com medo daqueles dentes enormes do menino, que chegaram a causar pesadelos – enquanto o mais velho, Jayminho, não chegou a comprometer, mas também não acertou, e a média, neste caso, não significa sucesso.

A repetição do modelo de cada capítulo – Maysa feliz; escândalo com Maysa; Maysa triste; Maysa falando que não fez nada errado; Maysa cantando; cena de impacto para o episódio seguinte – se tornou cansativa com o passar do tempo e fiquei especialmente triste com o pouco tempo dedicado aos últimos anos da cantora, que acabaram sendo espremidos em apenas dois episódios, talvez culpa da emissora, que não concedeu a Manoel Carlos os 16 capítulos que ele havia pedido.

Tal fato fez com que conhecêssemos menos de sua relação com Jayme, que acompanhou a cantora por sua turnê na Europa e Estados Unidos, dormindo na coxia ou preso num quarto de hotel, quando esta se uniu a Miguel, ou de sua relação com Carlos Alberto, que também foi muito importante para a cantora.

Ficaram de fora, também, as diversas brigas de Maysa com Elis, que eram esperadas por quem conhece a história da cantora.

Admiro a coragem de Monjardim porque, em nenhum momento, ele esconde os erros da mãe, que repetia a todo o momento, para si mesma, que era uma boa mãe, apesar de consciente de seus erros. Talvez tenha sido tendencioso ao retratar seu pai, que era seu apoio, mas não posso avaliar, já que a vida deste nunca foi pública como a da mãe.

Cena de MaysaO saldo da minissérie acabou sendo positivo: apresentou uma grande cantora, importante para a história da música nacional, a quem não a conhecia; deve ter servido ao diretor como um modo de espiar seus fantasmas; mostrou que é possível às emissoras de TV fazer produtos de qualidade; e, mais que tudo, garantiu boas horas de entretenimento.

Se algo foi muito errado foi algo característico das emissoras de TV aberta: a falta de respeito aos horários. Além dos atrasos em relação ao horário anunciado, os fãs tiverem que agüentar, a partir da segunda semana, a colocação do Big Brother Brasil antes da minissérie, que passou a começar ainda mais tarde e que teve seu último capítulo exibido após à meia-noite. Realmente uma pena.

Os nove episódios de Maysa foram resenhados por Simone Miletic no weblog Só Seriados de TV.

49 Comments

  1. Katia

    Belíssima crítica, Simone! Ainda que com pontos negativos, a minisérie serviu como justa homenagem a uma grande mulher e intérprete da MPB. Quanto ao desrespeito aos horários de exibição, em um país que supostos críticos perguntam quem foi Maysa afinal, não podemos nos espantar com o fato do Big Brother Brasil ser prioridade. Fato lamentável que porém traduz bem a quantas andamos neste país. Abraços mil!

  2. Célia lemos

    Justamente por do atrazo com o horário e da droga do BBB não vi a segunda semana da mini série Maysa que estava maravilhosa.Quem curte esse tipo de programa é que deveria vê-lo depois da meia noite e deixar as coisas boas da TV mais cedo.

  3. Celso

    Gostei da série, e pedir 100% de exatidão e isolar o autor de qualquer tendencia é impossível.

    Uma coisa que ficou evidente pelas fotos da Maysa mesmo apresentadas no final da série, foi como ela se acabou para 40 e tralalá anos de idade. Ela estava só o pó no final da vida. Cachaceira de carteirinha.

    Agora é só esperar a Larissa Maciel na Playboy (preferiria na Sexy …).

  4. Juninho

    Parabéns Simone,isso sim é critica,você soube colocar os pontos negativos e positivos,é esse tipo de criticas que esperamos,parabéns mesmo,não assisti a todos episodios,mas se tem algo que ressaltou a minissérie foi a qualidade das imagens,pra ninguém botar defeito,a protagonista tembém estava otima,só a dublagem dela que realmente não ficou das melhores;Agora o ponto mais negativo vai pra rede globo,que exibiu na primeira semana a minissérie em um otimo horario,garantindo assim os seus 30 Pontos de audiência,e logo na outra semana desrespeitou completamente o publico jogando o progama pra depois do BBB,não custava nada esperar mais uma semana,e com isso a minissérie caiu pros 22 pontos no ibope,não é tão ruim para o horario,mas faltou respeito,o ultimo episodio foi exibido depois do Globo Reporter,que foi exibido bem tarde devido ao longo final da novela “A Favorita”.

  5. Fernanda

    ADOREI o REVIEW!!! \o/
    Soube destacar o que teve de bom e o que teve de ruim usando o conteúdo da série e não as fofocas a la Sonia Abrão.
    E quanto a série, foi uma ótima oportunidade de conhecer o trabalho dessa cantora excelente e polêmica…

  6. Pedro Paulo

    e vem aí som e fúria em junho, que promete deixar a lei e o crime no chinelo.

    e eu odiei os meninos matarazzo. só no finalzinho, na reconciliação, o mais velho melhorou.

    mas na hora que ele falou: “não tem mais jeito pra nós dois”, parecia que el tava gaguejando, ou lendo. e o mais novo tem cara de idiota.

  7. Leandro

    Putz aquele filho mais novo do Monjardim é muito feio , parece um esquilo!

    Desrespeitar telespectador é padrão na Globo. Ontem mesmo a transmissão do show de Elton John foi cortada várias vezes. Uma pena a minissérie ser exibida tão tarde por causa de Big Bosta Brasil.

  8. Vania.

    Simone,
    Ótima review.
    Eu também achei a minisérie muito pequena para o tanto de coisa que tinha para ser mostrado.
    Os dentões do Jayminho se devem a idade, toda criança fica assim quando nascem os dentes definitivos e eles ainda tem rosto de criança. Diferente de você, me emocionou os filhos do Jayme pela consciência de que eram netos de Maysa. Achei o mais velho a cara do Jayme.
    Enfim, mesmo com os erros, foi uma bela estória e fiquei triste de me despedir da Maysa.

  9. Everton Augusto dos Santos

    Sem comentários.. foi um critica justa com a minissérie e com a cantora…

    Paulo, essa sim é uma critica que voce devia “assinar embaixo”…

  10. clau

    sou muito mais da critica do bruno.
    só uma pergunta, Paulo:
    agora toda a review que geral polemica terá outra pra satisfazer os leitores incomodados?

  11. Simone Miletic

    Clau

    Eu pedi ao Paulo que publicasse o texto, mesmo antes do rebuliço, se for no meu blog verá que publiquei reviews de todosos capítulos da minisserie. A idéia era mostrar pontos de vista diferentes sobre um mesmo produto, o que não dá para fazer com todo review.

    O Paulo sempre foi sério e sempre respeitou a opinião dos colaboradores do site mesmo não concordando com a opinião destes, mesmo quando a repercução não é a esperada, o que dá muito prazer em ser um dos membros da equipe.

  12. mayra

    Não tenho nada contra seu texto, Simone. E pouco importa se ele foi escrito antes ou não.

    Só acredito que isso abrirá margem agora, para toda a vez que algum criticar alguma coisa, os leitores reclamarem e depois o site ter que publicar outra review mais “boazinha” (com todo o respeito a sua review).

    Imagine, agora, se toda a série/episódio terá que ter duas reviews, uma favorável e outra não, para agradar a todos?

    Só pq o autor da review foi critico (talvez um pouco exageradamente, não sei), mas prefiro um texto assim, forte, com pernosalidade, que gera polemica e repercussão.

    Mas, eu não sou editora do site então não cabe a mim decidir isso, essa é só a minha opinião.

  13. Francisco

    Isso sim eh critica…
    nao assisti a Maysa, e nao posso falar se eh bom ou ruim, mas isso que eh uma critica completa e profissional…

  14. Andreza_Floripa_

    Simone

    Crítica perfeita: coerência, argumentos plausíveis, imparcialidade, profissionalismo. Nota 10.

    É por causa de textos assim, tão maravilhosamente escritos, que admiro cada vez mais a equipe Teleséries.

    Parabéns!

  15. Aline

    Uma crítica embasada, destacando pontos, com argumentos técnicos, com coesão. Parabéns pela review Simone. Muito bem escrita. E que fique claro que mesmo se você não tivesse gostado da minissérie mas mantivesse o padrão de escrita eu ainda aplaudiria seu texto. Afinal de contas ele não foi escrito para gerar polêmica, mas sim para mostrar opinião de forma plausível.

    Quanto a minissérie, não foi a melhor que assisti, está longe disso, mas teve momentos muito bons e marcantes, principalmente a cena da reconciliação da Maysa com o Jayme. O ator era lamentável, mas Larissa deu show.

    Concordo que os últimos anos da cantora foram muito mal explorados e explicados, uma pena.

    Quanto ao horário, como eu normalmente assisto minisséries do começo do ano, já acabei me acustumando com essa falta de respeito. Comodismo meu, assumo, mas fazer o quê?

  16. Beto

    Que diferença…
    Pq aquilo que aquele Bruno(acho que é esse o nome do deficiênte) escreveu no primeiro review…
    Concordo com td que foi dito dessa vez, tanto nos prós quanto nos contra.
    Acredito que a Globo deve estar nadando em dinheiro e como a série já vai ao ar com toda sua cota de anúncios vendida, ela pode se dar ao luxo de colocar uma produção caríssima tão tarde. O último capítulo foi ao ar depois do BBB e do Globo REporter. Não deu para assistir, tive que gravar

  17. Silvia_05

    Inevitável as escalações dos “Jayminhos”, pois a minisérie foi basicamente uma homenagem à Maysa. Perdeu um pouco do ritmo, mas não acho que eles comprometeram a qualidade da trama, senão o foco sairia da Maysa e seria a vida do próprio diretor. Ainda assim, achei corajoso da parte dele se expor desse jeito.

    Anyway, apesar das poucas falhas, a vida de Maysa nos foi apresentada de maneira satisfatória. Eu gostei do resultado. Só acho que a “dublagem” foi cruel com a Larissa Maciel, que carregou nas costas uma personagem difícil, justamente por não ser cantora. Ainda assim, soube convencer na sua atuação, pois Maysa cantava de modo exagerado.

    Pena que não puderam mostrar as outras figuras da época: Nara Leão, noiva de Bôscoli, Elis Regina, Roberto Menescal, parceiro de Bôscoli, entre outros da bossa nova. Só achei que faltou a figura do “manager” da Maysa. Será que ela mesma resolvia seus contratos???

    Tomara que a minisérie sirva de exemplo prá outros personagens que a gente gostaria de conhecer melhor, seja na música, no teatro, nas artes.

    E parabéns prá Simone, que nos apresenta uma crítica consistente, digna de gente que gosta do que faz.

  18. Marco

    Nada contra a Simone! Tudo contra as ovelhinhas boazinhas e politicamente corretas que tomaram conta do site nos últimos tempos. Gente de ” coração bão”, que são “brasileiros e não desistem nunca” … Argh!

  19. Fabio Peixoto

    rsrsrsrs rindo muito da pergunta da Clau (2)
    .
    .
    E eu só queria repetir o que já escrevi em outro tópico: não vi (mais do que 15 minutos) e não gostei.

    Reconstituição de época é mais um artifício para disfarçar pobreza de roteiro do que qualquer outra coisa. Neste(s) ponto(s), realmente, a Rede Globo é imbatível no Brasil.

    O dia mais feliz da TV brasileira será o dia que em que esse senhor chamado Manoel “Maneco” Carlos aposentar a pena/caneta/computador.

    Do Jayme Monjardim, suas megalomanias e nepotismo, nem vou falar mais. Nem precisa.

  20. marilia

    AND THATS HOW YOU DO IT!!!!

    que review perfeito do cassete é esse, Simone?

    vc já gozava do meu respeito por insistir na borracharia masculina (para as mulheres e gays obviamente) e agora subiu ainda mais no meu conceito.

    faltou apenas dizer do impacto que foi ao fnal ver as fotos da maysa verdadeira. eu senti uma coisa estranha… meio que a presença… não tam nada a ver com espírito não… digo, foi colocar a história na pessoa…

    o meu saldo tbm foi positivo, tirando é claro a escalação dos atores secundários (especialmente os netinhos) que deixaram a desejar. Mas o Mateus solano aquele gatcheeenho tá perdoado! eu acho que o mal dele foi o texto…

    sim, então, saldo positivo pela história que pude conhecer, as músicas que pude ouvir, a voz que pude admirar e por ver uma história de uma mulher com os conflitos de todas aquelas que não aguentam a vida comum, mas ao tempo que precisam dela de alguma maneira pra se encaixar na sociedade… olhando, dá pra pensar que maysa não precisava ter se casado, ter tido filho… poderia ter vivido livre como queria.. mas será que seria feliz? não sei… fazer essas coisas convencionais (que ela fez de forma inconvencional) foram importante e necessárias pra ela e de alguma maneira a fizeram feliz além de cantar e fazer sucesso.

  21. marilia

    em tempo, não vi qq graça na pergunta de Clau. pq sinceramente, nem faz sentido, qnd o p´roprio diretor diz que há COLUNISTAS (no plural e em sentido de diversidade de opiniões), portanto, não é opinião do teleséries e sim da simone, que oi? inclusive assina o texto… se um terceiro colaborador quiser falar sobre a série, aposto que terá seu texto publicado tbm…

    essa picuinha é sem noção… pq eu gostei dos dos reviews. achei do Bruno desrespeitoso quanto a importância de Maysa como cantora no cenário nacional mesmo, pq ele confundiu a pessoa com o talento e o sucesso que ela de fato fez… e mereceu pq cantava bem… se bebia demais e era uma mãe ruim, egolátra e etc e por isso não merecia…isso é outra coisa…

    fora isso ele teve todo o direito de esculhambar com jayme e manoel carlos…eles dão motivo mesmo…

    e nem tô querendo indisposição, só tô falando a real do que eu acho pq discordo dessa lei da compensação que foi insinuada. só isso.

  22. Paulo Antunes

    Clau,
    O primeiro review de Maysa gerou muita discussão interna, especialmente porque não esperávamos toda aquela repercussão.
    E discutimos obviamente a questão do contraponto.
    Na ocasião, falei aos colaboradores que eles sempre tiveram direito a dar uma segunda opinião, escrevendo artigos com o título “opinião do redator”.

    Marília,
    Obrigado pela compreensão. Eu particularmente acho todas as críticas do Bruno pertinentes. A tal opinião da discórdia – onde ele sugere que a Maysa foi um “one hit wonder” – eu achei engraçada, eu levei na brincadeira. Este tipo de polêmica acontece direto na crítica de música. Mas aqui não era o foro correto para isto e por isto talvez os ânimos tenham ficado exaltados.

    Si,
    Eu discordo muito de ti quando diz que a “qualidade técnica não pode questionada”. O que é qualidade técnica? Eu achei o áudio da série péssimo. Eu achei a direção de atores péssima – se os diálogos soavam artificiais isto aconteceu ou porque o texto era ruim, ou porque não foi ensaiado, ou porque o diretor não observou na hora (pra mim, um diretor que permitisse alguma improvisação por parte dos atores resolveria este problema).

  23. Pedro Ortega

    Simone, parabéns pela lucidez, objetividade e imparcialidade. Isso sim pode ser chamado de crítica. O texto do Bruno não passou de uma carta de leitor mal escrita.

  24. Ivan

    Mudaram o autor dessa vez… pq será?? ^^
    Concordo com a Simone, mas acho que pior do q alguns pequenos deslizes e que qualquer produção possa passar por isso, seja americana, ou brasileira , o pior de tudo é foi o horário de exibição da última semana, especialmente o último capítulo.

  25. mayra

    Eu so não entendo como esses comentários chamando o Bruno de deficiente ainda ficam por aqui.

    ISSO SIM É FALTA DE RESPEITO.
    (pra quem falou que a review dele foi desrespeitosa).

  26. Tati

    Si
    Ficou muito bom o texto, sintetizou o que vínhamos discutindo desde o ínicio da série no teu blog.

    Comentávamos sobre a série não ser fiel ao livro e eu reclamei muito em relação a isso, esse fim-de-semana vi Marley e Eu e entendi que fica difícil “fazer caber” a história de trezentas e tantas páginas na tela seja pequena ou grande.

    Acho que o sotaque incomodou um pouco sim -mas sem comparação com o incômodo que os dentes do Jayminho causou. Ouvimos atores tarimbados com sotaques nordestinos, paulistas e segue o baile normal, seria implicância do povo com sotaque gaúcho?

    Agora, bora fazer uma coletânea das melhores frases da Maysa By Manoel Carlos? No meu msn têm pelo menos uns 10 loguins com ” Eu sou marcada pela vida.”
    Hehehe.

  27. Carl

    AGORA SIM! Tremenda crítica. Correta, imparcial e analítica. Muito melhor que a anterior.
    Houve um motivo do porque não é citado Elis e Nara Leão (as quais o Bôscoli teve uma relação), a Globo não citou por motivos óbvios – lembrem-se que é uma mini-serie baseada em fatos reais. A fotografia realmente foi excelente devido ao diretor – pesquisem sobre o nome dele e irão entender. Concordo plenamente com a crítica, parabéns. E a TV Brasileira vai aos poucos evoluindo.

  28. Rubens

    Faltou uma historia mais concisa para esse seriado Maysa. O produto final, como sempre, foi arrastado, como é de praxe nas novelas da Globo. Se o autor enchesse menos linguica, seria possivel contar muito mais. Nao é possivel que 9 horas de dramaturgia sejam insuficientes para contar a historia de alguem.

    E ainda aparece alguem para dizer que 9 episodios podem ter sido poucos???!?! Meu deus, sera que a televisao brasileira NUNCA vai se libertar desse modelo das novelas, um simples dialogo para pedir um sorvete de casquinha ao sorveteiro tem que levar 10 minutos na tela??!?

  29. Pedro Ortega

    É essa verborragia q me irrita tb Rubens, tanto no cinema quanto séries brasileiras. Vemos os seriados americanos concisos, soltando informação na dose exata, mesclando isso com ação, imagens. Aqui, é um bando de cabeças falantes..bla´, bla´, blá.

  30. marilia

    nisso eu concordo plenamente, rubens e Ortega…

    é assumir que o povo é burro.

    ó que não é. e o pior é qnd é didático, os atores nem conseguem ser naturais… chega dói.

  31. Andrea

    Não volto a comentar se a série foi boa ou não, se fez jus à biografia da artista ou não, mas sim o grande “revival” da cantora provocada pela Globo.

    Fui a uma grande livraria que costumo frequentar em SP, e a quantidade de cds e dvds que foram e estão sendo vendidos dela é incrível. O vendedor me disse que a bancada que expõe o material da Maysa precisa de reposição a cada 10 minutos, tal a saída.

    E o Jayme ainda lançou um livro de fotos da mãe, que também está fazendo dinheiro…

  32. Antonio Carlos

    O Mateus Sonao levou o Miele às lágrimas com sua interpretação do Bôscoli. Por incrível que o pareça, ele era assim mesmo. Para os novos, a dupla Miele e Bôscoli durou anos…

  33. Simone Miletic

    Paulo,

    Falei da qualidade técnica no que se refere a imagem e a reconstrução. A parte do som não me incomodou ao ponto de eu ter de reclamar e, vamos admitir, eu acho péssima a transmissão das empresas de tv a cabo no quesito som. Muita vezes na NET eu não consigo nem colocar no estéreo.

    Quanto a direção: eu acho que excelentes diretores recuperam atores razoáveis, tirando deles atuações acima da média. Diretores apenas bons não conseguem fazer milagres. Para mim foi isso que aconteceu.

  34. Leonardo

    Foi feito um novo review, pq aquele texto do Bruno, não foi uma crítica, mas sim uma palhaçada de um palhaço.

  35. Eu so não entendo como esses comentários chamando o Bruno de deficiente ainda ficam por aqui.

    ISSO SIM É FALTA DE RESPEITO.
    (pra quem falou que a review dele foi desrespeitosa).(2)

    acrecento o mesmo desrepeito aos comentário chamando-o de palhaço.

    Quanto ao review foi bem muito bem feito, mas tenho que discordar da Simone, a série tinha um bom personagem (cheio de polêmica) mas foi fraca de roteiro, de direção e de atuação, pra mim somente a Larissa se destaca, e olha que ela cometeu muitos erros.

    Quanto a duração do seriado, pra mim podia ter durado 3 eps, seria de bom tamanho se soubesse colocá-lo de maneira correta, vide o exemplo de filmes como Evita que conta a história (acho que pela nova gramática é assim que se escreve agora né?) de Eva Perón em 2 horas e meia.

    Sei que a comparação é injusta e a interpretação da Madonna também não é das melhores, mas comparei em termos de duração e não os outros pontos, que diferem muito eu sei.

    Abraços

  36. correção:
    acrescento o mesmo desrepeito aos comentários chamando-o de palhaço.

  37. Mauro

    Eu não sou obrigado a respeitar uma pessoa desrespeitosa. E concordo: “aquele texto do Bruno, não foi uma crítica, mas sim uma palhaçada de um palhaço.”

  38. mariana

    finalmente uma critica descente, só não concordo com a atuação do Mateus, acho ele um ator maravilhoso, tá no teatro há anos e só agroa conseguiu um espaço na tv… parabens pela review

  39. Leticia

    Pedro Paulo, voce nao entendeu a cena do jaime quando ele diz que nao havia mais tempo. Ele disse daquele jeito pq havia chegado da esanha e estava com dificuldade no portugues, pelos dez anos estudando e lendo e ouvindo em espanhol. Por isso ficou parecendo inexpressiva a fala dele.

  40. lilly

    44. mariana – January 20, 2009

    finalmente uma critica descente

    alguém que comete um erro grotesco de português desses nem deveria ter o direito de falar mal da review do Bruno. Por favor, desliga o pc e vai ler um livro, vai.

  41. Amanda

    Muito bom o seu review, Simone, parabéns. Concordo com quase tudo.
    Quanto a Elis, eu não esperava que tocassem no assunto, se Nara que era noiva do Boscoli no início virou na minissérie uma atriz iniciante, a pedido da família, eles não iam dar vez a Elis. A minissérie era para exaltar Maysa, uma comparação com a Pimentinha seria ruim para os propósitos deles.

    Quanto aos filhos do Monjardim, entendo a comoção alheia pelo parentesco, mas ambos são ruins. O pequeno dentuço nem reclamo tanto, pois criança é sempre um problema na Globo. Agora o Jaiminho era canastrão, a discussão dele com Maysa merecia uma interpretação melhor, por mais parecido com o pai que fosse, incomodou aquela forma de falar, as pausas fora do lugar, enfim, suas cenas eram fortes e pediam um ator melhor.

  42. ELAINE DAS GRAÇAS TONACIO

    Simone,
    Parabéns pelo review. Apesar de alguns problemas que toda série tem, gostei muito desta. Acho que realmente deveria ter mais capítulos pois a vida de Maysa foi muito intensa e muita coisa aconteceu. Quando a tv aberta quer ela sabe fazer uma minissérie bem feita.
    Pena que isso só aconteça no começo do ano. Quanto aos horários foi horrível. Cada dia começava em um horário diferente. Nisto eles tem muito o que aprender.
    Adorei a atriz que fez a Maysa, muito expressiva.

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