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Review: Lost – Jughead

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Lost - JugheadSérie: Lost
Episódio: Jughead
Temporada:
Número do Episódio: 88 (5×03)
Data de Exibição nos EUA: 28/01/2009
Data de Exibição no Brasil: 16/03/2009
Emissora no Brasil: AXN

Jughead é o The Economist dessa temporada. Um ótimo terceiro episódio, muito mais agradável e intrigante que a estréia, e que vai parecer ser brilhante, até os episódios realmente brilhantes começarem a aparecer e eu me dar conta de que apesar de ser ótimo, o episódio não chega a ter aquela grandiosidade, aquele fator assombro. É, porém, uma pequena pérola que eu duvido que eu vá deixar de apreciar com o tempo, senão por outros motivos, pelo menos por dar destaque a alguns dos meus personagens favoritos, e que eu sempre acho que não ganham tempo de tela o suficiente, ou que não são aproveitados da melhor maneira: Juliet, Sawyer, Desmond (tá, Desmond é sempre muito importante, mas eu acho que ele aparece pouco considerando o quão relevante ele é), Penny e Richard.

No review passado eu tentei explicar um pouco a situação dos clarões e das viagens no tempo. Com os acontecimentos em Jughead, fica mais fácil tentar colocar em teoria. Quando Locke adentra o acampamento dos Outros e exige falar com Richard, ele determina seu próprio futuro. A visita de Richard a John na maternidade e suas tentativas posteriores de recrutá-lo foram todas fruto desse encontro. Assim, não é de se estranhar a fé de Richard em Locke, e sua aceitação tão pacífica da troca de líderes de seu grupo, quando ele tem acompanhado o escolhido de Jacob entrar e sair da sua vida em diferentes épocas.

Igualmente, a captura de Faraday, Miles e Charlotte, e seus desaparecimentos logo depois, é algo que sempre existiu na história. E talvez, a Ilha só exista no tempo presente porque no tempo passado Daniel instruiu os Outros a enterrarem a bomba de hidrogênio.

Nós sempre soubemos que os sobreviventes eram especiais de alguma maneira, mas agora o panorama se abre. Suas existências deixaram impressões pela linha cronológica da Ilha no passado, presente e futuro. Eles tiveram participação, ativa e passiva, na construção de seus próprios destinos. Assim, será que é errado imaginar que o vôo 815 foi tragado pela Ilha por alguma força (além da energia liberada pela Escotilha Cisne) do Universo destinada a fazer com quê o destino seja cumprido? Afinal, se eles não caíssem, o passado não poderia acontecer. Talvez Richard e Ethan de fato não tenham assassinado o marido de Juliet, mas o que aconteceu foi uma manobra de correção de destino, assim como Miss Hawking diz a Desmond em Flashes Before your Eyes.

Lost - JugheadFalando em Desmond, ele teve todo o episódio fora da Ilha para si, e francamente eu preferi acompanhá-lo em seu retorno à Grã-Bretanha a ver os Oceanic 6 passando por mil coisas nos episódios anteriores. O quê gosto tanto nessa parte da trama, é que talvez por ser trabalhada em uma cidade comum, cheia de gente comum, e não na Ilha, que é um lugar tão obviamente fantasioso que só poderia residir na ficção, eu fico arrepiada pensando nas coisas que acontecem bem debaixo do nosso nariz e nós não percebemos.

Pode até não existir nenhum Daniel Faraday fazendo experiências com viagens no tempo na mente das pessoas nesse exato momento, em algum lugar do globo, mas eu duvido muito que com o dinheiro de gente como Charles Widmore não aconteçam todo o tipo de experimentações clandestinas e obscuras, que se um dia chegassem ao nosso conhecimento provavelmente até passariam despercebidas. Assim como o loop temporal em que a pobre Theresa Spencer se encontra presa muito provavelmente devido a ter servido de cobaia humana para Faraday, passa por algum tipo de insanidade.

Observações:
• A grande revelação do episódio foi introduzida de maneira breve em seu final, mas foi o suficiente para me deixar chocada. Por mais que fosse provável que Charles Widmore tivesse estado na Ilha, eu não imaginava conhecê-lo, ainda um jovem, e um subordinado de Richard Alpert.

• Há também especulações de Ellie e Eloise Hawking possam ser a mesma pessoa, e essa mesma pessoa seja a mãe de Faraday. Agora que sabemos que a mãe de Dan está em Los Angeles, assim como Miss Hawking, a probabilidade aumenta, mas será a loura que conhecemos em 1954 a mesma pessoa?

• Como Widmore deixou de ser um Outro e foi parar no lado de fora, e se for mesmo o caso das especulações, Eloise Hawking também? Pela própria resposta de Richard ao pedido de John para lhe explicar como sair da Ilha (sem mencionar a política de Ben, que também não dava a informação a não ser que fosse extremamente necessário aos seus planos), sair da Ilha é um privilégio. Então ou Widmore também moveu a roda de burro, ou ele quis sair e mereceu sair. Do contrário, por quê eles não o mataram simplesmente, como mataram tantos outros?

• E qual é a relação de Widmore com Benjamin Linus (que só chegou a Ilha pelo menos 20 anos depois)? Quais eram as regras estabelecidas entre eles? Seja lá o quê for, Widmore está preocupado com a segurança de sua filha, e infelizmente, ela está indo em direção justamente ao homem que deseja matá-la. E geralmente eu fico do lado de Ben, mesmo quando ele manipula, mente e faz suas maldades, mas Desmond e Penny são sagrados. Se ele matá-la, eu vou odiá-lo com todas as forças.

• O exército americano também sabe da existência da Ilha. Eles estiveram lá, mas até então, não há evidências de quê eles estejam tão empenhados quanto Widmore em descobrir seu paradeiro atual, e consequentemente, o paradeiro atual da bomba altamente destrutiva que eles perderam. É difícil imaginar que o governo americano não estaria pelo menos curioso em encontrar uma Ilha que desaparece, com soldados (será que eles sabem que estão todos mortos) e armamentos seus.

Esta review foi escrita especialmente para o TeleSéries. A Thais escreve sobre a série também seguindo a cronologia americana, no site Séries Addict.

Séries citadas:

É estudante de comunicação. Não vive sem The Good Wife, Parks and Recreation e 30 Rock. Ah, e Gossip Girl, que apesar do bom senso, ainda nao conseguiu largar.

11 Comments

  1. anderson

    Episodio muito bom.
    o encontro do locke e com richard esclareceu o porque ele deveria ter escolhido a bussola no encrontro de richard com locke depois. (ainda dizem que os roteiristas nao tem a historia planejada)

    Mas o mais chocante foi quando locke conhece Widmore, serio eu paralisei.
    E desmond sempre muito bom.
    temporada incrível.

  2. Aline

    Nossa, muito boa esse review, hein!

    Gostei bastante do episódio. Também fiquei chocada ao ver o Widmore lá na ilha, um jovem rapaz, com cabelo O.o

    Concordo em relação ao Ben. Eu normalmente simpatizo mais com os vilões e o Ben é ótimo na arte de fazer maldades e manipular sentimentos. Mas ele deve se manter longe do Desmond e da Penny, eles são mesmo sagrados.

    E realmente muito mais interessante a saga do Des pra encontrar a mãe do Faraday do que o episódio anterior com os Oceanic 6.

    Detestei a atriz que faz a loirinha que acompanhava o Faraday. Muito fraquinha. Assim como a atriz que faz a Charlotte.

  3. Tina Lopes

    Adorei o episódio e o review – super à altura. Não desanime em fazê-los, já que tem tão poucos comentários! Eu e uma galera só assistimos Lost pelo AXN. E eu faço minha parte mandando e-mail com as reviews pros amigos. Bjk!

  4. Fernando dos Santos

    “É difícil imaginar que o governo americano não estaria pelo menos curioso em encontrar uma Ilha que desaparece, com soldados (será que eles sabem que estão todos mortos) e armamentos seus.”(2)

    Este fato também me chamou a atenção e penso que ainda veremos agentes do Tio Sam envolvidos com a trama.

    Excelente episódio, trouxe inúmeras revelações.Essa é a vantagem das temporadas mais curtas, fica pouco espaço para enrolação.

    O review está ótimo.

  5. vlad

    essas viagens no tempo ja me deixaram confuso… o review, apesar de explicativo, só reafirma a loucura q lost tá, e eu nao consigo parar de ver… vai entender!!!

  6. Paulo Antunes

    Thaís,

    Eu fiquei um pouco irritado com este episódio. Ainda estou tentando me acostumar que Lost virou uma série de pura sci fi sobre viagens no tempo.

    Eu amava tanto esta série a viagem era apenas no espaço e a sci fi era implicíta (até que veio o monstro de fumaça e mudou tudo).

    Me incomodou especialmente esta informação que o exército esteve na ilha.

    Mais um grupo de visitantes na ilha, a esta altura do campeonato, sério?

    Como você bem falou na coluna passada eu estava na expectativa de ver o navio pirata, de ver a Russeau jovem, a estátua com os quatro dedos… E não mais um mistério entrando na lista.

    Mas ok, eu me acostumo.

    Pra mim este é o pior dos episódios centrados do Desmond. Vocês não concordam?

  7. leoff

    Catch-22 foi o pior do Desmond.

    Não vejo grande mistério no exército americano ter parado acidentalmente lá, vários grupos já o fizeram. Achar a ilha de novo é que são elas. Se não souber procurar, não adianta quem seja. E o que já sabemos do futuro (2004-2007), o exército nunca mais achou a ilha.

    Esses primeiros episódios são bem sci-fi porque precisam sedimentar o conceito de viagem no tempo e dar um gostinho do passado da ilha, o que será importante mais tarde.

  8. Rubens Fructuoso

    Esse episódio foi muitoooo mais interessante que o início da temporada.

    E ver Widmore foi chocante.

  9. Luciano Cavalcante

    Pergunta: Quando foi que Lost nunca foi uma série sci-fi? Ela foi vendida assim para nós e foi isso – o monstro, os ursos polares, o paralítico que anda – que me atraiu para ela. Se não, é melhor assistr Melrose Place.

  10. Lívia

    Sou só eu q acha q a garota q levou Faraday até a bomba é a mãe da Penny ?
    A garota é mt parecida com a mesma.
    E estava na ilha na mesma epoca do Charles.
    E sabemos q as mulheres morrem na ilha apos dar a luz.
    Será q ela teve um caso com o jovem charles, teve a penny, morreu e o charles quiando foi embora da ilha levou a penny com ele.

  11. Flor

    Os review são bons, mas me incomoda um pouco uma questão meramente gramatical – nada que uma revisão não resolva: uso indiscriminado da palavra ‘quê’ (com acento), q é diferente de ‘que'(sem acento).
    Em alguns momentos e preciso voltar a leitura para entender o q foi dito.
    Espero ter ajudado e não incomodado.

    Love Lost!

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