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Review: Lost – Dead is Dead e Some Like It Hoth

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Lost - Dead is DeadSérie: Lost
Episódio: Dead is Dead e Some Like It Hoth
Temporada:
Número do Episódio: 97 (5×12) e 98 (5×13)
Data de Exibição nos EUA: 8 e 15/4/2009
Data de Exibição no Brasil: 18 e 25/5/2009
Emissora no Brasil: AXN

Ambos Ben e Miles são personagens muito interessantes. Os dois são cercados de mistérios e muitas vezes são os detentores de informações as quais ninguém mais possui acesso. Então a perspectiva de assistir a um episódio para cada um me empolgou bastante, mas eu tenho que confessar que isso não se traduziu em uma experiência fantástica. Na verdade, assistir a Dead is Dead e Some Like It Hoth foi até um tanto burocrático. Meu cérebro registrou as novas respostas, as novas perguntas, ficou satisfeito, curioso e apreciou bastante a qualidade técnica do produto, mas colocando-se o contexto maior para qual essas tramas serão necessárias de lado, eu poderia muito bem ter passado sem assistir os episódios.

Acho que o elemento que falta é a paixão. Aquela paixão que eu sinto por alguns episódios de Lost, mesmo alguns que não são obras primas, que me fazem amar profundamente alguns aspectos, odiar outros, reclamar muito, elogiar tanto quanto.

Entre os dois, Dead is Dead se destacou pela maravilhosa dupla Michael Emerson e Terry O’Quinn, que são sempre um prazer de assistir. E Some Like It Hoth provavelmente se sobressai pela revelação de que Miles é filho de Pierre Chang, porém desde a premiere dessa temporada essa possibilidade era quase uma certeza, e portanto não foi exatamente surpreendente.

Revelador mesmo foi Ilana e seu amigo Bram se mostrando um grupo que entende muito mais do que está acontecendo na Ilha do que os Losties. Sua intrigante pergunta “O que descansa na sombra da estátua?” parece ser uma espécie de código de identificação entre eles, e sugere que eles conheçam a estátua ou pelo menos estejam subordinados a alguém que já estava na Ilha quando esta ainda se encontrava inteira.

Nós também fomos levados ao templo, ou melhor, ao subterrâneo do muro do templo, onde reside o monstro da fumaça. Algo me intrigou. Ben diz a Locke que Richard o levou ao Templo e de fato nós vimos Richard entrar pela porta. Isso significa que a cura do pequeno Benjamin não teve relação nenhuma com o monstro?

Na assustadora câmara, Ben é confrontado por Alex, em uma participação fantástica de Tania Raymonde, ou pelo que eu imagino que seja o monstro usando a forma de Alex para julgar e assustar Benjamin, fazendo-o prometer que será leal ao seu arqui-inimigo Locke. Ben parece ter levado sua promessa bem a sério, mas particularmente acho que é só questão de tempo até que Linus tente recuperar sua posição de chefia na Ilha de novo. E se ele não tentar, então tudo perderá um pouco da graça. O melhor dos personagens Benjamin e Locke, quando estão juntos, é vê-los travando uma verdadeira guerra psicológica.

Lost - Some Like It HothÉ até difícil imaginar Ben não tentando levar a melhor sobre alguém, mesmo que em seu episódio nós tenhamos testemunhado mais uma fraqueza do grande manipulador, mais um resquício de humanidade. Aliás, dois. Seu amor e sua culpa pela filha que ele não conseguiu salvar e sua incapacidade de machucar mães. Talvez seja algo que venha do fato do próprio Benjamin ter perdido a mãe muito cedo, mas foi certamente um alívio vê-lo paralisado frente a Penny, sem conseguir executá-la, por causa do pequeno Charlie. Ainda assim, ele merece e muito a surra que levou de Des, só por ter a audácia de atirar em um dos melhores personagens de Lost.

Eu vou encerrar a review por aqui, mesmo que esteja um pouco curta. Eu sei que isso não é o usual, mas eu fiquei brigando com a review por quase duas semanas, e eu acho que é apenas justo que se pronunciem as pessoas que realmente gostaram dos episódios, que se empolgaram com as revelações, que sentiram paixão por Dead is Dead e Some Like It Hoth. Então, o que esses dois episódios significaram para vocês? O que vocês acham que merece destaque e que eu esqueci? Como vocês reagiram a esses novos desenvolvimentos?

Séries citadas:

É estudante de comunicação. Não vive sem The Good Wife, Parks and Recreation e 30 Rock. Ah, e Gossip Girl, que apesar do bom senso, ainda nao conseguiu largar.

7 Comments

  1. anderson

    Dead is Dead pra mim só confirmiu que Michael Emerson é incrivel, e ja ta mais do que na hora do Emmy reconhecer isso. A quimica entre Michael emerson e Terry é surpreendente.
    Some Like It Hoth nos entregou uma interpretação otima do Miles, e eu acho muito beom nos estarmos vendo a construçao das estaçoes Dharma, e a cena do Hurley ditando os bad numbers quando eles estavam sendo gravados na tampa da escotilha é uma das cenas que mais me arrepiou na historia da serie.

    Pra mim eu vi q lost continua perfeita no que sabe fazer melhor: desenvolver personagens, é fantastico vc lembrar dos personagens comoe ram no icio e compará-los a agora e ver que eles foram mudando, e quando para pra pensar percebe-se que estao transformados pela ilha. até miles que esta a pouco tempo la.

    O nivel da temporada esta execelente e faraday voltou!

  2. Regis

    Eu fiquei me perguntando como o pai do Ben aceitou o desaparecimento dele na boa, sem levar isso aos superiores…

  3. Bruno

    uma curiosiade: o livro que dr. chang esta lendo para o pequeno miles é sobre um urso polar, assunto tratado por eles mais cedo no episódio.

    se levar em conta que miles ficou por 3 anos na ilha no projeto dharma, ele ficou mais tempo na ilha que jack, kate, locke.

  4. anderson

    Miles esta a pouco tempo na serie, eu quis dizer q mesmo com pouco tempo na serie ja nota-se uma evoluçao da personagem.

  5. Aline

    Pra mim Dead is Dead é o melhor episódio dessa temporada. Michael Emerson esteve simplesmente fantástico. Tudo bem que a cena com o monstro da fumaça foi a coisa mais surreal que já aconteceu na série, mas temos que aplaudir o Michael por seu desempenho contracenando com o nada. E quando a “Alex” apareceu: genial. Incrível que ele já estava pensando em matar o Locke de novo. E o mais engraçada é que mesmo amando o Locke não consigo ficar com raiva do Ben, porque ele é ótimo personagem, que te intriga.

    Muito boa também a cena que o Ben diz pra Sun que está apavorado do Locke ter voltado dos mortos, isso logo após dizer pro Locke que esperava que ele voltasse mesmo a vida.

    Mas o melhor mesmo foi o “Consider it my apology”. Muuuito bom. Morri de rir.

    E só meia hora depois de assistir ao episódio eu me dei conta que Jack e companhia não apareceram e eu nem tinha percebido. LOL!

    Agora quanto a Some Like it Hoth: Péssimo. Até onde me lembro, o pior episódio da série. Nada me interessou, não gosto do Miles, ele não me cativa nem um pouco, o episódio foi arrastado, era óbvio que ele era filho do Chang, as conversas entre ele e o Hurley não foram nem 1/3 de como são as do Hurley com o Sawyer, o Hurley reescrevendo Star Wars… enfim, absolutamente nada me interessou. Inclusive, houve problemas na transmissão pela Sky (vi na terça de tarde) e perdi alguns segundos aqui e ali e não poderia ter me importado menos. Chato demais o episódio.

    Agora, o episódio da próxima semana tem alguma coisa que valha a pena assistir? Ou é só recapitula mesmo?

  6. Eduardo

    Como um dos maiores fãs de Star Wars, tenho que dizer algo sobre Some like it Hoth.

    Hurley é uma besta! Ele acha mesmo que pode escrever o roteiro de O Império Contra-Ataca melhor do que George Lucas???

    E pelo visto, Hurley é um daqueles fãs que não tem tolerância pelos Ewoks. Ele acha mesmo que uma terapia de pai e filho entre Luke e Vader resolveria a trilogia sem precisar de O Retorno de Jedi. Ele merece o azar trazido pelos números!

    O episódio em si foi interessante para explorar Miles um pouco mais. Preencheu uma hora de Lost de forma satisfatória, desde que não se fale de Star Wars. Eu já previa que Miles era filho do Cheng, e a presença do grupo de Ilana torna-se mais interessante com o avanço da história.

    Já Dead is Dead foi uma das melhores surpresas da temporada. Eu sabia que a teoria de Faraday seria mantida de alguma forma, preservando os eventos temporais sem alterações. Essa de enviar o pequeno Ben para o templo foi um exemplo de course-correction. No fim das contas, Sayid apenas ajudou a criar o Ben que todos nós conhecemos. Lindelof e Cuse impressionam a cada dia que se passa.

  7. Patrícia

    Também achei idiota a idéia do Hurley de escrever O Império Contra-Ataca, mas tudo bem…

    Gostei do episódio do Miles, tudo bem que era óbvio que o Miles era filho do Chang, mas foi legal… A melhor parte foi quando eles estão vendo a construção da Estação, com a gravação dos números na escotilha.

    Dead is Dead foi muito bom, ainda bem que a Penny não foi morta… e esse Ben é realmente um desgraçado…

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